História Rising sun. - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Big Bang, Black Pink, EXO, F(x), SHINee
Personagens Amber Liu, Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, G-Dragon, Jennie, Jinki Lee (Onew), Jonghyun Kim, Kai, KiBum "Key" Kim, Kris Wu, Krystal Jung, Lay, Lu Han, Luna Parker, Minho Choi, Personagens Originais, Sehun, Suho, Sulli Choi, Taemin Lee, Tao, Victoria Song, Xiumin
Tags 2min, Abo, Chanbaek, Hunhan, Jongkey, Kaisoo, Sulay Menção, Xiuchen (menção)
Exibições 34
Palavras 2.382
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fluffy, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Pansexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olha quem chegou com mais um cap? E dessa vez na sexta-feira e não no domingo de madrugada atrasada como sempre hausaush (finalmente, eu cheguei na hora pra alguma coisa)

Obrigada pelos favoritos e pelos comentários, significam muita coisa pra mim (ainda mais sendo insegura do jeito que eu sou)
Vejo vocês nas notas finais
Qualquer erro, me avisem, eu mesma tô revisando essa fic, então pode ser que passe algum erro, alguma palavra comida e essas coisas.

Boa leitura, seus lindos <3

Capítulo 6 - Minho.


“Chego primeiro que você

No final de uma estrada diferente

Limpo suas bochechas

Que estão molhadas de lágrimas e pergunto”

— SHINee (Tell me what to do)

 

Ele estava distante.

Desde o dia em que Lana e Ji-yong disseram que o circo iria se apresentar na Coréia, ele parecia outra pessoa. Primeiro, ele sumiu por um dia inteiro e JongIn só foi encontrá-lo quase no fim da tarde numa praia bem afastada e escondida do país onde estávamos. Segundo, quando eu perguntei o que tinha acontecido, ele desconversou e disse para eu não me preocupar (tudo bem que ele costumava fazer isso sempre. Lee Taemin sempre foi o tipo de pessoa que carregava tudo sozinho para não preocupar ninguém). Terceiro, desde esse dia, ele estava sempre muito calado e isso era o mais anormal porque, pelo que eu me lembre, Taemin sempre foi muito comunicativo (uma contradição com o jeito de guardar os sofrimentos só para ele, mas esse nem é o maior dos paradoxos que constituem a personalidade dele). Foi ele que se aproximou de mim quando eu entrei no circo, foi ele que me apresentou a rotina, também foi ele que se ofereceu para me ensinar a dançar e foi graças a isso que eu pude começar a participar de alguns números de dança além da atuação, que foi pelo que entrei.

— Preocupado com o Taeminnie de novo? — Ouvi a voz de Sulli, minha irmã mais nova, vindo da entrada da tenda que era meu quarto. — Deveria pedir com mais firmeza que ele te contasse o que está acontecendo. Você é meio mole às vezes. — Ela entrou e se sentou em frente ao espelho e começou a arrumar o cabelo para que formasse cachos.

Eu estava deitado na rede que tinha no meio da tenda, Taehyung costumava dormir nela e agora eu sabia o porquê. Era realmente um bom lugar para se deitar, principalmente em épocas quentes. 

— Não posso pressioná-lo. E você sabe disso. Às vezes, ele é mais arisco que um gato selvagem, se eu o pressionar, ele vai fugir de mim. Lembra o que aconteceu da última vez que eu tentei o fazer falar algo que ele não queria? 

— Sim. Ele ficou sem falar com você quase um mês — ela respondeu indiferente. — Mas foi porque você foi um estúpido e usou a voz alfa com ele.  Falar mais firme não é usar a voz alfa, seu idiota. Às vezes, eu acho que falta cérebro dentro dessa sua cabeça alfa. Falar mais firme é você mostrar que não vai arredar o pé até saber o que de fato está acontecendo e também, mostrar que você vai estar ao lado dele pro que ele precisar. Você desiste muito fácil das coisas, por isso disse que é meio mole. Se o Taemin diz que está tudo bem, que você não precisa se preocupar, você logo concorda e não pergunta mais.

— Você já viu como ele me olha quando não quer falar de determinado assunto? Além disso, ele diz “apenas fique aqui comigo, já é o bastante”. Não dá pra insistir quando ele está deitado no meu peito desenhando linhas na minha barriga com os dedos e o silêncio entre nós é tão sublime que só de pensar em quebrá-lo já é um crime.

— Isso é ser mole. — Ela riu se virando para mim e me encarando. — Todo mundo aqui sabe que o Taemin passou por muita coisa antes de chegar no circo. Não precisa de muito, basta olhar pra ele. O que ninguém, exceto o Kai, sabe é pelo que ele passou. Quer dizer, você sabe um pouco, mas bem pouco. Quando não quiser interromper o silêncio sublime, pense que esse silêncio não vai ajudá-lo e nem você se permanecer na ignorância. E lembre-se de que você vai se apresentar hoje, não pode fizer deitado nessa rede pra sempre.

Ela não falou mais nada. Voltou-se para o espelho para terminar de se arrumar para a apresentação da noite, me deixando sozinho com meus pensamentos novamente. Comecei a pensar em como seria a apresentação daquela noite. Normalmente, eu a fazia junto com Taemin, era um número de dança que tínhamos criado juntos, mas ele, subitamente, decidiu não participar de nenhuma apresentação na Coreia. Eu imaginava que tinha algo a ver com o pai dele. Eu sabia que o homem era louco e que batia no filho quando ele era pequeno. Talvez o Taeminnie tivesse medo de que velho o encontrasse, mas por que segurar essa barra toda sozinho? E eu sabia que tinha algo mais que o incomodava, mas ele insistia em não abrir a boca.

— Minho!!! — Yixing me gritou e eu quase caí da rede com o susto (aquele homem quase nunca ficava nervoso, mas quando ficava, me dava medo). — Não foi você que disse que queria ensaiar antes da apresentação? Posso saber por que ainda está deitado e de pijama?

“Porque eu não estou com ânimo para viver hoje” era o que eu queria responder.

— Desculpa, vamos logo. — Levantei-me correndo e peguei meu figurino no baú perto da minha cama do outro lado da tenda.

Como Taemin não participaria das apresentações na Coreia, o Xing foi escolhido para ser meu parceiro de dança naquele número. Ele era um dos melhores dançarinos do circo, mas eu não queria fazer a apresentação que eu criei com meu namorado com ele, seria difícil estabelecer uma conexão.

— Só feche os olhos e finja que eu sou o Taemin — ele disse, sorrindo, como se lesse minha mente. — Vá se trocar, eu vou te esperar na tenda de treinos. E não se atrase, eu tive que expulsar o Myeon, o Baek, o Kyung, a Rosé e a Jisoo de lá pra podermos ensaiar. Não faça eu me arrepender de ficar responsável pela limpeza da tenda deles por uma semana.

Não pude evitar rir. Yixing sempre acabava envolvido nesse tipo de coisa porque não sabia negociar e, normalmente, acabava no prejuízo (ainda mais se Suho estivesse envolvido).

— Eu te ajudo com a limpeza, não se preocupe — disse, vendo ele seguir para fora da minha tenda.

— É incrível como o Xing sempre se mete nas maiores furadas. — Sulli riu.

Fui para o meu lado da tenda e puxei a cortina que a separava do restante do local e me troquei o mais rápido que pude. O figurino já estava pronto, só faltava ajeitar a maquiagem depois que eu terminasse de ensaiar com o Lay.

— Sulli, que horas é a sua apresentação?

— Depois do número da Jennie e do Jong. Três números antes do seu. Por quê? — Ela se virou para mim, curiosa.

— Faz minha maquiagem e cabelo pra mim? Por favor — pedi, fazendo bico.

— Não tenta imitar a carinha do Taemin, você não consegue. — Ela riu. — Mas eu faço pra você sim. Agora vai ou o Xing vai te matar.

Confesso que eu não estava nada animado para aquela apresentação. Não era por causa do Yixing, eu gostava muito dele, de verdade. Se ele fosse escolhido para ser meu parceiro em qualquer outro número que não fosse aquele, eu ficaria honrado em dividir o palco com um dançarino tão maravilhoso, o problema era ser aquela apresentação.

Estava caminhando cabisbaixo por entre as tendas sem prestar atenção em nada, apenas fitando o chão como se ele fosse a coisa mais interessante do mundo, quando senti alguém abraçar minha cintura quando eu estava na porta da tenda de treinos.

— Não fique assim. — Era Taemin. A voz dele estava embargada, sinal de que ele esteve chorando (de novo). — O Xing é um ótimo dançarino, vai ficar tudo bem. — Senti que ele começou a chorar.

Virei-me para ele e segurei seu queixo, o fazendo olhar para mim.

— Eu não aguento mais. Me diz o que fazer pra você parar de chorar. — Limpei as lágrimas que escorriam pela sua bochecha. — Por favor, meu amor. Me dói te ver assim. Me dói não conseguir fazer nada para te ajudar. Por favor, só me diz o que eu devo fazer pra te ver sorrir de novo, pra você voltar a ser o Taemin comunicativo e sorridente de antes de saber que a Coreia era parte do nosso itinerário. Apenas me dê algumas respostas. Eu quero te ajudar, mas como eu posso fazer isso se eu não sei de nada?

— Só suba naquele palco e faça uma bela apresentação. Eu vou te esperar no meu quarto quando tudo acabar. Preciso resolver uns assuntos antes disso. E eu preciso resolver isso sozinho.  — Ele selou os lábios nos meus rapidamente e saiu correndo. Olhei para o interior da tenda e vi Yixing já no palco. Ele estava sentado na beirada e Suho, ao seu lado, atrapalhava seus cabelos enquanto ria de alguma coisa.

Eu realmente queria que eu e Taemin fossemos um casal como aqueles dois. Eles pareciam enfrentar tudo juntos e isso os deixavam sempre mais unidos. Mas cada um tinha seus problemas e formas de lidar diferentes.

— Desculpa, Xing, prometo que assumo a limpeza no seu lugar! — gritei e corri atrás de Taemin assim que vi Lay me olhar furioso.

Yixing poderia facilmente improvisar um número de dança, ele não era chamado de prodígio à toa.

Segui Taemin até um pequeno parque. JongIn estava com ele e havia mais duas pessoas sentadas nos balanços, uma delas era Victória, a namorada super elástica e dançarina gênio do Jinki, a outra pessoa era um rapaz de olhos apertados que eu nunca tinha visto.

Eu sei, é feio bisbilhotar conversas alheias, mas eu faria qualquer coisa para poder ver Taemin sorrindo de novo, então me aproximei mais para poder ouvir.

— Estamos aqui, Key. Desculpa por desaparecer todo esse tempo. — Ouvi JongIn e Taemin falarem em uníssono.

O rapaz de olhinhos apertados, que eu supus ser o tal Key, olhou, incrédulo, para os irmãos Lee. Pude ver com mais clareza o rosto dele quando o poste de luz do parque o iluminou diretamente.

— Ele é o novo membro da equipe de aéreos. — Dei um pulo devido ao susto, quando ouvi a voz de Onew atrás de mim. — Por que está espionando essas pessoas escondido atrás do arbusto?

— Está parecendo um perseguidor perigoso — Jonghyun disse, se abaixando ao meu lado. Ele estava todo suado e ainda com a roupa da sua apresentação.

— O que fazem aqui? Quer saber, não me interessa, só me deixem ouvir.

Os dois se sentaram ao meu lado e ficaram observando o céu, em silêncio, enquanto eu prestava atenção na conversa.

Taemin chorava novamente, o tal Key tinha os olhos num misto de raiva, confusão, tristeza e curiosidade, mas eu diria que a raiva e tristeza estavam ganhando e Kai não estava num estado muito diferente do de Taemin.

— Por quê? — o menino de olhos apertados perguntou prestes a chorar também. Vi Victória segurar a mão dele e fazer carinho em seu braço.

— Ele é conhecido da Vic? — perguntei a Onew.

Ele acenou positivamente com a cabeça, voltando a atenção para conversa também.

— É primo dela. — O semblante dele pareceu ficar melancólico, mas eu não podia ter certeza porque a iluminação do lugar onde estávamos era bem pouca.

— Você parece saber de muita coisa, hyung — Jonghyun disse, ainda fitando as estrelas distraidamente. 

— Sei tanto quanto vocês, acreditem — Onew respondeu.

O tom dele não me convenceu, mas eu poderia tirar um tempo para fazê-lo dizer o que sabia depois. Por enquanto, eu só queria saber se o Taemin ficaria bem depois daquela conversa.

— Não tivemos escolha — JongIn disse. — Se ficássemos, sabe muito bem o risco que o Taemin correria. Ele deixou tudo explicado na carta. — Vi Taemin ficar rígido com a menção da tal carta e Key olhar completamente confuso para os irmãos.

Não havia nenhuma carta, foi o que eu deduzi daquele conjunto de reações. Mas por que Taemin iria mentir para JongIn? Para qualquer outra pessoa, eu entenderia, mas para o irmão? As coisas não pareciam estar nos seus devidos lugares.

— Carta? Que carta? — Key gritou. — Vocês simplesmente evaporaram. Yoona, Jéssica, meu pai e eu procuramos vocês até os confins do inferno e nada, nenhum sinal. Nem mesmo um bilhete avisando! Eu pensei que eram meus amigos, mas vocês foram embora e desapareceram por anos e nunca mandaram notícias. Vocês me deixaram sozinho.

Taemin fez menção de abraçar o rapaz, mas desistiu quando o viu se afastar e se sentar novamente no balanço.

— Todos esses anos, nem por um segundo, eu deixei de pensar em você, Key. A culpa de ter deixado meu melhor amigo sozinho me corrói todos os dias, mas eu não tive escolha. Não tinha outro jeito de...

— Sempre tem outro jeito! — Key gritou, interrompendo o que quer que Taemin fosse falar. — Sempre tem! — Ele abaixou a cabeça e sua voz se tornou nada mais que um murmúrio baixinho e embargado de tristeza. — Juntos nós pensaríamos em alguma coisa. Meu pai era seu protetor, lembra? A Yoona e a Jéssica também eram. Se seu pai tocasse em você, as duas iriam atrás dele e fariam o dobro. Nós daríamos um jeito! Você poderia morar no palácio ou no orfanato. Você poderia ter me avisado antes de ir embora! Vocês foram os primeiros amigos da minha idade que eu fiz e os únicos. Nunca mais consegui me apegar a ninguém por medo de ser deixado para trás de novo. Vocês não precisavam ter ficado, só precisavam ter tido um pouco de consideração.   

Taemin tentou argumentar, mas o choro não permitiu. Vi-o sair correndo e JongIn foi logo atrás. Key permaneceu estático no balanço e se deixou ser abraçado por Victória.

— Eu juro que só descobri quem eles eram semana passada, mas ainda assim, me perdoa, por favor — Victória disse, fazendo carinho nos cabelos dele.

— Não foi sua culpa, Tori. Você não tinha obrigação de saber. Você nem mesmo estava na Coreia na época em que eles estiveram comigo.

Sentei-me, pensativo, de costas para o arbusto. Minha vontade era de correr atrás de Taemin, mas eu sabia que era melhor deixá-lo com JongIn naquele momento. Reparei que Jonghyun tinha parado de fitar o céu e olhava para Key e Victória com os olhos marejados. Por que eu ainda me surpreendia com a sensibilidade enorme daquele homem?

— A culpa foi minha — Onew murmurou ao meu lado. — Eu a mantive na ignorância todo esse tempo. Eu deveria ter dito tudo a ela.

“Tell me what to do”

— SHINee


Notas Finais


Peguei pesado com a escolha de música pra esse cap, né? Desculpa, mas é que encaixou tão bem que seria um crime não colocar.
Falando nessa música, eu tô muito viciada nela, no mv dela, eu vejo aquele negócio umas 950 vezes por dia desde que saiu e sempre levo a mesma quantidade de tiros. Nunca vou estar preparada praquele MV, nunca.

Soltei outra bomba e saí correndo de novo. Desculpa.
O que o Onew sabe que não contou nem pra Vic?
O que o Taemin ia falar, mas não conseguiu por causa do choro?
Quando será que esses meninos vão se resolver?
Por que o menino Taemin mentiu pro menino JongIn?
Inté, seus lindos. Não se esqueçam de comentar.

Aaah, pra quem gosta de Chanbaek, tenho uma fic nova deles com muita sofrência que nem essa daqui mesmo (talvez até um pouco mais). Caso se interessem, deem uma passadinha lá: https://spiritfanfics.com/historia/plenilunio-7098880

(eu tenho muita vergonha de fazer divulgação em qualquer lugar, por isso, provavelmente, eu não voltarei a falar dessa fic aqui de novo auhsahsu)

Beijinhos e inté <3 <3


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