História Road Trip - Capítulo 49


Escrita por: ~ e ~laurelances

Postado
Categorias Amber Heard, Sophia Bush, Supernatural
Personagens Bela Talbot, Bobby Singer, Castiel, Crowley, Dean Winchester, Ellen Harvelle, Jo Harvelle, John Winchester, Meg Masters, Personagens Originais, Sam Winchester
Exibições 46
Palavras 3.561
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Mistério, Misticismo, Policial, Romance e Novela, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 49 - A libertação


Fanfic / Fanfiction Road Trip - Capítulo 49 - A libertação

2 SEMANAS DEPOS

KATHERINE W. BRYDON

Eu estava dentro do banheiro terminando meu café da manhã. Misturar torradas com sangue AB negativo não era bem um café da manhã mas era o que me satisfazia e eu não queria que os rapazes me vissem nesse estado deploravel.

-Já acabou? -Dean perguntou batendo na porta

-Um minuto! -Gritei de volta jogando a bolsa de sangue no lixo e correndo até o espelho para ver se algo estava sujo.

-Você não demorou tanto. -Sam falou e eu adiquiri aquilo como um elogio

-Não estou mais tendo refluxo como antes. -Falei sorridente. -Aonde vamos?

-Até a casa do Caleb. -Dean falou e eu me joguei na cama entediada

-Caleb o caçador que recusou ajudar vocês quando soube que eram amigos de uma vampira? -Perguntei debochada

-Ele tinha uma cura mas a Skyler...-Sam estava falando quando foi interrompido pelo irmão.

-Tentou te ajudar.

-Esse caçador vai me matar. -Resmunguei irritada

-Ele não conheceu você. -Sam falou mas aquilo não foi tão reconfortante

-Ele vai está a espera para enfiar uma estaca no meu coração. -Falei e Dean riu

-Ou te decapitar. -Olhei para ele desacreditada

-Não está ajudando.

-Olha, Caleb não te conhece como nós te conhecemos. -Dean disse me fazendo arregalar os olhos

-Então você quer que eu transe com ele? Mas ele é um padre. -Falei dramatizando arrancando uma risada do Sam

-O vampirismo te deixou bem humorada. -Sam falou e eu sorri

-E irritante. -Resmungou Dean

-Tudo bem, desde que vocês não me joguem em um terreno voodo.

-Essa era nossa proxima parada. -Dean falou me empurrando para fora do quarto.

-Sabe, as vezes eu sinto falta da Skyler. Onde será que ela está? -Perguntei e percebi o olhar nada sutil do Dean para o irmão

-Gostaria de não falar dela no momento. -Sam falou e eu percebi que o cara divertido havia morrido dentro dele

-Desculpe. -Falei

O caminho foi silencioso e eu temia que a culpa fosse minha. Eu não sabia o que havia acontecido entre Sam e Skyler afinal o dia em que fui transformada foi uma loucura e eu não conseguia lembrar de muita coisa a não ser da sensação de rasgar o pescoço daquele homem que para a minha defesa já estava morto.

-Meus doces ainda estão no porta-luvas? -Perguntei já sentindo o desejo de sangue novamente

-Aqui. -Sam me entregou a embalagem e eu praticamente rasguei e devorei tudo de uma vez.

-Droga! -Resmunguei.

-O que foi?

-E se isso tudo isso não der em nada? Eu não quero conviver com isso para sempre.

-Pensei que tivessemos conversado sobre isso.

-Você me deu as sete temporadas de Buffy a caça vampiros para eu assistir mas aquilo só me deixou triste e melancolica. -Falei fazendo biquinho.

-Vamos dar um jeito nisso. Eu já perdi gente demais. -Sam falou e então o silencio tomou conta do carro.

Dean não abriu a boca e como eu estava curiosa eu falei.

-Está falando da Skyler? -Perguntei e Sam se virou para mim.

-Graças a Deus, chegamos! -Dean falou empolgado desligando o carro e dando um pulo para fora.

-Graças a...-Tentei pronunciar o nome de Deus e como esperado nada aconteceu. -Você acha que depois de alguns seculos eu vou poder dizer o nome dele?

-Já tentou treinar na frente do espelho? -Debochou Dean.

-Essa piada não funciona, eu consigo me ver no espelho.

-Ainda.

-Como assim, ainda? -Perguntei os seguindo para dentro da igreja.

Assim que eu coloquei o pé dentro daquele lugar eu senti uma energia negativa sobre mim que fez o meu estomago revirar. Engoli seco e ergui a cabeça tentando respirar fundo e não demonstrar o meu incomodo, ser afetada pela igreja nunca é boa coisa.

-Caleb está ali! -Sam falou apontando para um rapaz moreno usando **.

Antes que Dean pudesse se afastar eu o puxei com força pela jaqueta fazendo-o parar de andar bruscamente.

-Você está bem? -Dean perguntou e eu me encurvei para frente ao sentir uma pontada no estomago e minha cabeça girar.

-Eu não sei. Alguma coisa está errada. -Falei me apoiando no banco de madeira.

-Porque trouxeram esse demônio para dentro da minha igreja? -Caleb se aproximou de nós segurando o crucifixo ao redor do seu pescoço.

-Ela não é...-Antes que Sam terminasse de falar ele foi interrompido.

-Eu sei o que ela é. -Disse Caleb olhando diretamente para mim. -Você não é bem vinda aqui.

-Ouça, Caleb. -Sam falou chamando a atenção do mais velho. -Sei que isso é passar por cima dos seus principios...

-Principios?! Vocês trouxeram um demônio para dentro da minha igreja. Uma criatura da noite.

-Pare de chama-la de demônio. -Dean ameaçou

-Se ela não é um demônio como explica isso? -Caleb arrancou o crucifixo do seu pescoço e em seguida agarrou a minha mão, tentei lutar mas o objeto começou a queimar na minha pele.

Gritei de agonia e imediatamente minhas presas saltaram para fora sem a minha perimção. Grunhi de raiva e abaixei a cabeça tentando voltar ao normal.

-Você nos deve esse favor. -Dean disse alterado

-Seu pai enlouqueceria se vissem vocês agora.

-Papai não está aqui. -Sam falou rispido. -Então? Vai nos ajudar?

-Tragam essa coisa para dentro.

-Não deveriamos estar aqui. -Sussurrei baixinho para que Dean ouvisse, algo dentro de mim estava errado.

-Se não der em nada vamos embora. -Dean falou segurando a minha mão na tentativa de me reconfortar.

-Aceitam alguma coisa? -Perguntou padre Caleb

-Agua benta. -Falei e todos pararam o que estavam fazendo para me encarar. -O que foi? É uma piada.

-Piada seria vê-la queimar de dentro para fora. -Caleb falou pegando uma garrafa de uisque

-Ele não parece estar brincando. -Falei alto o bastante para que os rapazes escultassem

-Você é nossa ultima esperança. -Dean falou se sentando em frente ao padre

-Papai disse que você era um especialista em vampiros antes de ser padre.

-Eu vi muita coisa ruim lá fora, garoto. -Caleb me entregou um copo de uisque e eu fiquei com receio que aquilo tivesse agua benta. -E vampiros são o seu pior pesadelo.

-Durante seu tempo de caça você já ouviu falar de uma cura? Algo que dê para reverter isso?

-Sua amiga está assim a quanto tempo?

-Algumas semanas. -Falei mas Caleb virou o rosto me ignorando.

O fuzilei com os olhos.

-Algumas semanas. -Repetiu Sam.

-Talvez eu tenha ouvido falar de alguma coisa assim. -Disse o padre e então ele se virou para me encarar. -A coisa andaria bem mais rapido se ela não tivesse engerido sangue humano.

-Tivemos um emprevisto. -Sam falou dando um sorriso fraco

-Eu conheço uma cura sim. -Disse ele e então olhei no fundo dos seus olhos e vi a veia em seu pescoço quase saltar com o nervosismo que ele escondia muito bem.

-Está mentindo. -Falei.

-Perdão? -Perguntou ele de forma debochada

-Seus batimentos cardiacos te denunciaram, padre.

Foi minha vez de debochar.

-Isso é um interrogatorio? -Perguntou se fazendo de vitima.

-Diga a eles se estou errada. -Provoquei e então o padre rolou os olhos entediado.

-Mesmo que ouvesse uma cura acha que sua amiga é digna dela?

-Katherine é uma boa pessoa, não matou ninguém e nem vai. -Dean falou e o padre riu.

-É uma questão de tempo até ela te trair.

-Espere um minuto! -Falei interrompendo aquela discurssão idiota. -Isso não se trata de mim, você tem uma vingança pessoal.

-Tirem esse demônio da minha igreja. -Disse o padre apontando para mim irritado.

-Sua mãe era uma vampira? Papai? A namorada? -Perguntei e percebi seu coração acelerar. -Era a namorada.

-Eu vou arrancar a sua cabeça. -Disse Caleb avançando na minha direção

-Pega leve! -Dean falou se colocando na minha frente e impedindo que Caleb me atacasse

-É uma questão de tempo até ela trair vocês. Assim como a Joane fez comigo. -Caleb falou e eu sorri achando graça.

-Você é muito hipocrita. Não é porque eu sou uma vampira que eu vou dá uma de Joane para cima dos rapazes! -Falei debochada

-Vão embora, agora! -Gritou Caleb praticamente pegando a espingarda e atirando em nós.

Não respondemos nada apenas saimos de uma vez da igreja.

-Que maluco! -Resmunguei caminhando em direção ao impala mas os rapazes ficaram em pé em frente a igreja me encarando. -O que?

-Mas que diabos acabou de acontecer lá? -Sam perguntou confuso e eu dei de ombros

-Não entendi. -Respondi

-Você por acaso agora lê mentes? -Dean perguntou e eu gargalhei

-Você acha que se eu lesse mentes eu estaria aqui com vocês? Eu estaria em Vegas! -Respondi afinal eu nem precisaria tentar a sorte nos cassinos.

Dean balançou a cabeça como se concordasse.

-Não é isso, é que... -Sam parou se falar sem jeito

-O que? Falem logo! -Falei impaciente

-Você estava falando como um demônio. A forma que você manipulou e controlou a situação...-Dean falou mas foi interrompido pelo irmão.

-Dean... -Sam o repreendeu

-Mas eu até que gostei. -Dean falou e eu tentei controlar o sorriso em meus labios

-Jura?

-Vocês dois querem parar de flertar? Temos uma pesquisa para fazer. -Sam disse cortando totalmente o clima.

-O Dean tem razão. Eu não sei o que deu em mim lá...as palavras simplesmente sairam. -Falei envergonhada. As coisas estavam saindo do controle mais rapido do que eu imaginava.

-Vamos voltar ao hotel, irá amanhecer daqui a algumas horas. -Sam falou se adiantando e indo até o impala

-Vai ficar tudo bem.

-Tudo bem? Como ficou com a Skyler? -Falei sem controlar minha boca grande. Vi que o Dean já havia entrado no carro e estava nos esperando. -Sam, eu posso falar com você um minutinho?

-Claro. -Disse o Winchester mais novo fazendo sinal para o irmão esperar.

-Eu acho que fiz algo muito ruim. -Falei cruzando os braços esperando para ser crucificada.

-Do que você está falando?

-Eu sei quem procurou aquela bruxa e sei quem encomendou aquele objeto enfeitiçado para ferrar com a Skyler. -Falei e Sam permaneceu em silêncio esperando eu continuar. -Dean e eu fomos detetizar aquela usina e eu encontrei um remetende.

-Fale de uma vez. -Disse perdendo a paciência com a minha enrolação.

-Foi o Dominic. -Falei fazendo-o arregalar os olhos chocadoz

-Você está me dizendo que o vampiro que te transformou foi o Dominic? E que ele está vivo? -Perguntou com a voz firme.

-Eu não sei quem me tranformou eu não lembro do seu rosto e eu pensei por um momento que o Dominic estava vivo mas...

-Mas...-Sam pediu para que eu continuasse.

-Mas e se ele a tivesse traido antes? E se ele tivesse planejado tudo isso antes de morrer? -Perguntei afinal esse pensamento passou pela minha cabeça diversas vezes.

-Controlar a Skyler? -Sam perguntou e eu balancei a cabeça concordando.

-Estamos falando do Dominic. -Conclui.

-Você tem certeza?

-Tenho sim e eu não disse nada porque não queria magoar a Skyler. Dominic parecia ser um bom irmão. -Falei totalmente arrependida. Se eu tivesse contado antes Skyler provavelmente estaria aqui, certo?

-Você contou isso ao Dean? -Perguntou Sam preocupado.

-Não.

-Esse segredo fica entre nós tudo bem? -Sam perguntou e eu balancei a cabeça concordando e voltando para o carro.

SKYLER VARDON

Fiquei na minha casa esses ultimos dias pedindo comidas variadas e assistindo á seriados de TV. Eu estava entendiada e ao lado do telefone esperando que o Sam ligasse para me pedir desculpas para que assim eu pudesse manda-lo direto para o inferno e depois fazendo um gostoso sexo selvagem.

A campainha tocou e eu dei um pulo do sofá esbarrando na caixa de pizza em cima da mesa.

-Eu pensei que tivesse pedido comida tailâdesa. -Falei confusa assim que abri a porta que vi um homem de boné segurar uma caixa de sanduiche.

-Esse pedido não era seu, querida? -Notei o sotaque britanico e dei dois passos para trás.

-Pai. -Falei entediada assim que ele tirou o boné e jogou no chão.

-Eu já disse para não me chamar assim. Ande, me convide para entrar.

-Ser um vampiro velho de 300 anos tem lá suas desvantagens, não é? -Debochei.

-Vampiros da nova era são como putinhas. Agora, ande! Você não vai querer deixar o seu velho irritado.

-E o que você vai fazer? Entrar aqui e me morder? -Perguntei fazendo biquinho.

-Não mas eu posso acabar com aquela festinha lá em cima em cinco segundos, o que acha? -Kraven perguntou apontando para a boate lá em cima.

Engoli o palavrão no fundo da minha garganta.

-Entre! -Falei e então Kraven sorriu dando um passo cuidadoso para dentro da casa.

-Isso aqui está melhor do que eu deixei há alguns anos. -Disse Kraven olhando ao redor nostalgico

-Está falando do sangue da mamãe na parede? Eu mesma lavei.

-Eu amava sua mãe. Não fale como se eu nunca a tivesse amado. -Kraven falou irritado

-Você por acaso sabe o que é amor?

-E você sabe? -Kraven perguntou debochado. -Ah, mais claro que sabe. O pequeno caçador partiu o coração da pobre Skyler.

-E o que você tem haver com isso?

-Tudo, querida. -Kraven se jogou no sofá e desligou a TV. -Quer saber quem eu acabei de jantar?

-Na verdade, eu quero saber quem deixou você descer aqui. -Falei afinal o codigo de sociedade dos poetas mortos não é para qualquer um.

-A Ashley. -Kraven disse e eu franzi o senho.

-Mas a Ashley não está encarregada da porta.

-Ela estava antes de eu mata-la. -Kraven falou sorrindo e eu rolei os olhos.

-Saia da minha casa. -Gritei sem paciência.

-Minha casa, você quis dizer. -Kraven falou ultrapassando a minha fala. -Você nem mudou os movéis de lugar.

-Eles me lembravam a mamãe. -Respondi e Kraven se levantou e saiu da casa.

Pensei em seguir os seus passos mas ao contrario fiquei parada observando ele voltar com dois tonéis de gasolina.

-O que está fazendo? -Perguntei assim que ele abriu o galão.

-Você gosta dessa casa, não é? -Perguntou e eu estreitei os olhos. O que ele estava planejando dessa vez?

Ele começou a jogar gasolina pelas paredes e os móveis.

-Não pode fazer isso. -Falei segurando o seu braço tentando impedi-lo.

-Por que não?

-É a minha casa. A nossa casa. -Minha voz falhou por um momento.

-Tem razão. Eu não vou fazer isso. -Kraven falou jogando o tonel de gasolina longe. -Você quem vai.

-Enlouqueceu de vez? -Perguntei tentando me afastar mas Kraven segurou o meu pescoço me imobilizando.

-Olhe bem para esse lugar. -Kraven falou e eu tentei me afastar mas foi em vão. -Você tem realmente boas lembranças desse lugar?

-Eu não quero lembrar de nada. -Disse fechando os olhos com força.

-Então queime esse lugar e esqueça de tudo. -Kraven falou colocando um esqueiro na minha mão. -Se liberte!

-Não posso.

-Você está tentada, não está? -Kraven perguntou se afastando devagar de mim. -As lembranças ruins do seu passado...sua amiga morreu aqui e eu sei como isso é dificil para você. Seu namorado esteve aqui e eu sei que ainda consegue sentir o cheiro dele.

-Não posso.

-Skyler se liberte. -Kraven segurou a minha mão e acendeu o isqueiro.

Devagar eu deixei as chamas cobriram a cortina e quando dei conta o fogo se alastrou por todo o comodo. Fiquei parada observando tudo desmoronar sem conseguir mover um musculo. Kraven segurou a minha mão e me puxou para fora da casa enquanto a unica coisa que eu conseguia fazer era olhar para trás e ver o fogo consumir tudo.

Assim que saimos pelos fundo, Kraven colocou uma barra de ferro em frente a saida principal da boate e foi quando eu escutei os gritos de socorro vindo de dentro da boate que eu acordei.

-O que está fazendo? -Gritei tentando puxar a barra de ferro e libertar as pessoas que estavam gritando por socorro.

-Te libertando. -Kraven falou e eu tentei soca-lo mas ele me colocou sobre os ombros e me tirou dali.

A ultima coisa que eu escutei foi uma grande explosão na parte de cima da boate. Era tarde demais, eu não podia salvar mais ninguém. Kraven me colocou sentada na calçada do outro lado da esquina para me fazer assistir as minhas lembranças indo embora.

-Está tudo bem, querida. -Kraven falou beijando a minha testa e tirando o casaco colocando nos meus ombros.

-Você...Você matou aquelas pessoas. -Falei com os olhos cheios de lagrimas. -Pessoas que eu conhecia, que eu me importava. Você destruiu a memoria da mamãe.

-Você quem matou aquelas pessoas e foi você...-Kraven alterou o tom de voz. -quem destruiu a memória da sua mãe.

-Não...-Balancei a cabeça e Kraven riu

-Você teria feito aquilo com ou sem a minha ajuda. -Debochou e eu não controlei as minhas lagrimas.

-Não é verdade. -Choraminguei

-Você é cruel, Skyler. Por isso seu namorado abandonou você e é por isso que seu lugar é ao meu lado. Junto com a familia. -Kraven falou estendendo a mão mas eu recusei abraçando minhas propias pernas e chorando sem parar. -Acho que terei que ser mais claro.

-Eu nunca vou me juntar a você.

-Qual o nome dele mesmo? Winchester? Como o rifle, certo? -Kraven falou e eu imediatamente me levantei do chão. -Acho que está na hora de Sam Winchester conhecer o sogro.

-Não! -Gritei me levantando e tentando alcança-lo mas Kraven segurou o meu braço.

-Você será minha filha perfeita. Nem que eu precise matar uma cidade inteira e faze-la assistir. -Kraven falou me fazendo tremer. -Coloque o casaco ou vai pegar um resfriado.

Dito isso ele deu as costas e atravessou e logo depois um caminhão dos bombeiros apareceu. Me sentei novamente na calçada e observei os bombeiros tentarem inultimente salvar as pessoas ali dentro.

KATHERINE W. BRYDON.

Voltamos ao hotel totalmente exaustos e principalmente eu que estive em uma igreja que pareceu sugar toda a minha energia. Peguei minha mochila cheia de armas debaixo da cama e joguei tudo em cima da cama.

-O que está fazendo? -Dean perguntou entrometido como sempre.

-Vocês não iam sair para comer?

-Estavamos esperando você. -Sam disse colocando as mãos nos bolsos e observando meus movimentos.

-Comer com vocês? Por acaso algum de vocês iria ceder uma veia para eu beber? -Perguntei e os dois ficaram em silencio. -Foi o que pensei. Divirtam-se.

-Tome cuidado. -Dean falou e eu apontei para as armas em cima da cama.

-Ninguem ousaria chegar perto de mim. Sou quase uma gangster. -Falei pegando minha pistola e girando entre os dedos. -Será que eu devo fazer mais uma tatuagem?

-Boa noite. -Dean falou e puxou o irmão para fora.

Assim que me certifiquei que eles estavam bem longe olhei para o crucifixo de madeira em cima da cama e fiquei encarando por alguns minutos.

-Eu estou com medo de um pedaço de madeira? -Falei e então rolei os olhos pegando aquele objeto. Minha pele começou a queimar assim que minha pele entrou em contato com o objeto. O joguei imediatamente no chão e me afastei.

Me sentir mal na igreja não era conhecidencia, aquilo que o padre falou não também não era. Eu sou um demônio. Pensei em chorar e quebrar tudo mas eu estava furiosa demais para fazer qualquer coisa.

Alguém bateu na porta, me esforcei para ouvir a voz ou o coração de seja lá quem fosse mas eu não escutei nada. Peguei a balestra com uma estaca de madeira e fui até a porta abrindo devagar.

-O que faz aqui? -Perguntei ao ver o mesmo vampiro que me transformou.

-Eu gosto de hoteis por que posso entrar sem ser convidado. -Assim que ele deu as costas eu disparei a estaca de madeira mas ele se virou rapidamente e segurou a estaca bem em frente ao seu peito. -Me atacar por trás? Não é muita covardia sua?

-E não foi covardia sua me transformar? -Perguntei puta da vida. -Desfaça isso. Eu quero ser quem eu era.

-Vai dizer que nunca passou pela sua cabeça isso? Nem mesmo na epoca que você estava com meu filho? -O rapaz falou e eu engoli seco

-Seu filho? Dominic...-Eu nem consegui terminar a frase

-Dominic era meu filho. -O homem alto se aproximou e eu recuei. -Kraven, muito prazer.

-Porque está aqui?

-Eu queria conhecer Sam Winchester. -Kraven falou e em seguida apontou para o crucifixo no chão. -Quer que eu pegue para você?

Ele se abaixou e pegou aquele objeto que começou a queimar em sua mão, eu podia ver a fumaça sair da sua pele mas ele pareceu não ligar ou pior, não sentir dor.

-Porque me transformou? -Perguntei e Kraven fingiu surpresa

-Pensei que nunca perguntaria. -Kraven falou sorrindo. -Você acreditaria se eu dissesse que foi pela sua beleza?

-Estou a muito tempo aqui e aprendi a nunca confiar em um Vardon.

-Eu não sou um Vardon mas aceito o elogio. -Kraven falou e eu permaneci parada enquanto ele se aproximava. -Você era minha diversão de sabado a noite e parte do meu plano.

-Plano?

-Plano que você fracassou miseravelmente. -Kraven falou e então pegou uma estaca de madeira em cima da cama e começou a girar na mão. -Você era o cavalo de tróia, minha querida. Joguei você nos braços dos Winchester na esperança que você os matasse e assim eu pudesse enlouquecer minha filha.

-Então agora que seu plano falhou você vai me matar? -Perguntei temendo pela resposta.

-Acredita em segundas chances? Eis então a sua segunda chance.


Notas Finais


Deixem comentarios e me inspirem porque coisas boas estão para acontecer <333


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