História Robot Apocalypse - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ficção Cientifica, Robôs, Romance
Visualizações 5
Palavras 1.794
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Necrofilia, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi, tudo bom?
Estou aqui de novo, talvez algum leitor de alguma outra história minha fique bravo por eu estar escrevendo esta e só enrolando nas outras...
Mas eu queria avisar que eu não tenho dia pra postar, mas prometo que não demora muito.
Espero que gostem e qualquer erro me desculpem.

Capítulo 1 - Invasão


Fanfic / Fanfiction Robot Apocalypse - Capítulo 1 - Invasão

P.O.V Luke

Parei em frente a um Walmart já totalmente abandonado, na verdade a cidade inteira estava assim era simplesmente impossível não notar a tristeza e o medo no rosto das pessoas ainda vivas que se arriscavam em sair de casa, mas eu não tinha medo, não tinha medo pelo simples fato de que se eu não saísse de casa para coletar alimentos minha vida estaria próxima ao fim, ou melhor, a minha e a de todos já estava.

Nesse curto período de dois meses em que a tecnologia havia dominado tudo todos tivemos que aprender a nos defender e não largar as armas, os que não foram corajosos o bastante ou simplesmente tiveram algum descuido mínimo acabaram morrendo em meio a este novo mundo.

Fui andando rapidamente até a porta mas mesmo assim tentando não fazer barulho o que era bem difícil devido ás pedras soltas da calçada, abri a porta discretamente que por sorte não emitiu ruído algum, coloquei minha cabeça pra dentro e depois de dar uma longa olhada a frente e a trás e vendo que não havia ninguém segui até o corredor de enlatados mas não sem antes passar no caixa e pegar o pouco de dinheiro que não havia sido roubado, pequei algumas sopas e outras comidas e bebidas pequenas para que não tomassem muito espaço na mochila que eu carregava.

Estava revirando o estoque a procura de alguma arma ou bala que alguém tivesse deixado ali e de repente ouvi um barulho alto de vidro quebrando, me escondi no banheiro dos funcionários que ficava exatamente ao lado de onde eu estava, fechei a porta e prendi a respiração.

Fiquei preso dentro do banheiro por um tempo que suponho ser uns 10 minutos mas que pareceram uma eternidade, já estava colocando a mão na maçaneta quando ouvi o barulho típico de androides andando e o pior é que ele parecia estar bem perto de mim.

Congelei prendendo a respiração novamente e o som do andar dele foi se distanciando até não poder se ouvir mais nada, finalmente abri a porta e uma rajada de vento frio me atingiu em cheio secando o suor que havia em meu rosto, ergui a arma de fogo que carregava e em posição de defesa fui andando lentamente até a saída, a porta de vidro estava totalmente estilhaçada tornando totalmente possível a passagem por entre ela.

Lá fora o sol era bem fraco como em todos os outros dias, a cidade era pequena demais se comparada a outras mas grande se levada em consideração aos seus 2.000 habitantes que agora estavam quase todos mortos, continuei andando com a arma apontada para frente e quando não havia mais sinais de ameaça a guardei novamente dentro da minha jaqueta de couro enquanto uma garota de aparentemente 12 anos passava por mim encarando minha arma com medo, devolvi um olhar que dizia "não vou te machucar",  parecia que com aquilo ela havia ficado mais tranquila mas o  medo em seus olhos ainda a dominava.

Levei uns trinta minutos para chegar de volta á minha casa, meus pais havia morrido quando aquela andróide doida resolveu que queria dominar o mundo, desde então estou sozinho. A casa estava desorganizada e a energia funcionava como nunca, pelo menos pra isso aquela cidade servia, há muitos anos construíram geradores em todo o estado da Virgínia para que se um dia acontecesse algum imprevisto tivéssemos energia por um ano, faltavam 10 meses para que ela acabasse já que fora ligada quando tudo começou.

- Ah, droga - Falei quando levei um choque do fogão elétrico, isso era a única coisa que eu ainda usava na casa além da cama.

Peguei a panela e puxei uma banqueta em direção ao balcão da cozinha, peguei uma colher e comecei a comer o conteúdo sem a menor fome, mas sabia que se não o fizesse com certeza não teria outro momento de paz para comer.

Do lado de fora pude ver a câmera do poste de mexer e se virar na minha direção, eu estava de frente para a janela da cozinha mas mesmo assim obedecendo ás ordens de não sair de casa.

Era apenas isso.

Não sair de casa era a principal ordem, o porque estava muito claro, se não saíssemos de casa seria bem mais fácil nos encontrar e depois matar, obviamente eu saía e nada nem ninguém me impedia, minha mãe se estivesse aqui com certeza ameaçaria meu vídeo-game, sorri com a lembrança dela, isso era muito legal, as lembranças que eu tinha dela eram todas boas e eu me arrependia de não ter passado tanto tempo com ela.

- Você faz falta - Falei em um fio de voz.

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Acordei no meio da noite com um estrondo vindo do andar de baixo, sabia que isso um dia aconteceria mas não esperava que fosse tão cedo.

Peguei minha mochila que estava pendurada atrás da porta e joguei a corda de lençóis que já estava presa á janela e pronta para ser usada e desci rapidamente correndo pelo jardim que já estava morto, olhei para trás e pude ver os androides vindo em minha direção em passos rápidos, eles não podiam correr e esse era um fato que eu agradecia mentalmente cada vez que trombava com um.

Corri, corri até sentir meus pulmões arderem e perceber que já estava longe o bastante e que poderia finalmente parar, me deitei em baixo de uma árvore grande usando a mochila como travesseiro.

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De manhã comecei a ouvir barulhos das máquinas de Rosie andando pela floresta, mesmo com o pouco sol da manhã e a densidade daquela floresta consegui ver ao longe um pedaço da perna de aço que logo desapareceu.

Quando me virei para frente novamente me deparei com o mesmo androide que estava lá atrás, ele me encarava.

- 608 detectado - Falou ele com sua voz robótica.

Coloquei a mão sobre a roupa para pegar a arma e percebi que usava somente uma camiseta cinza e que a jaqueta havia ficado na casa. Dei um passo para trás e quando ele levantou a perna para fazer o mesmo ouvi um zunido e sua cabeça caiu aos meus pés, olhei para o lado e lá estava ela, a garota mais linda que eu já havia visto em toda a minha vida, imponente de todas as formas possíveis e com um olhar mais ameaçador do que a grande arma que estava em suas mãos.

Parecia que o tempo havia parado e a única coisa que eu conseguia prestar atenção era no rosto do anjo á minha frente, era errado chamar uma garota que acabara de me salvar de anjo?

Bem acho que não, ela estava toda vestida de preto e mesmo com toda essa situação eu ainda não conseguia tirar meus olhos dela, a mesma me analisava atentamente como um leão diante sua presa, e no caso eu era a presa.

- O que está fazendo aqui? - Sua voz saiu em uma tentativa falha de se mostrar durona.

- Fugindo - Respondi simplesmente.

- Ótimo, graças a você agora o lugar mais seguro da cidade foi descoberto - Falou brava.

Fiquei encarando ela por tempo demais até que a mesma revirou os olhos e apontou a arma pra mim.

- Me dê um bom motivo pra não te matar aqui e agora - Falou ameaçadoramente.

- Bom... Eu sou ótimo com panquecas e... Se atirar em mim talvez a energia da sua arma super tecnológica acabe e você provavelmente não vai ter como recarregá-la - Naquele momento eu estava tremendo e tenho certeza de que minha voz não saiu tão diferente.

- Venha comigo - Falou ela começando a andar por uma trilha quase toda coberta pelas folhas que não se mexiam, ali não havia corrente de ar alguma.

A segui até uma grande mansão daquelas que parecia ter saído de um filme de terror, ela parou de andar quando percebeu que eu não a seguia mais parou e se virou pra mim com uma expressão ameaçadora.

- Vai ficar aí apreciando a vista ou vai entrar? - Perguntou parada junto á porta.

Não a respondi apenas subi as escadas e entrei na casa/mansão do drácula, lá dentro as coisas eram todas cobertas por lençóis brancos agora empoeirados, lustres robustos pendiam do teto, havia uma escada que dava para o andar de cima, tudo era muito escuro e iluminado apenas pelo fogo lareira que parecia ser a única coisa sendo utilizada ali, em uma das paredes havia um grande mostruário cheio de armas, algumas com uma tecnologia avançada e outras como rifles.

- Bela casa - Falei olhando em volta.

- Cala a boca - Disse grossa.

- Olha só, eu ainda não entendi o motivo de você ter me trazido pra cá.

- Preferia ficar lá fora pra morrer? - Falou arqueando a sobrancelha bem feita, ao pensar nisso comecei a imaginar como era a vida dela antes disso tudo acontecer, provavelmente rica.

- Não valeu - Falei rapidamente.

- Então... Tem alguma coisa aí? - Perguntou.

Remexi os bolsos do jeans até achar a nota de cem dólares no bolso da frente, estendi a mão com o dinheiro e ela me olhou como se eu fosse idiota.

- Eu tô falando de comida idiota - Falou irritada.

- Ah... - Falei guardando o dinheiro e colocando a mochila em cima de um dos sofás, abri e peguei duas latas de macarrão.

- Não tem um gosto muito bom mas acho que dá - Falei.

- Beleza - Disse ela enquanto atravessava uma porta no canto da sala, depois de alguns minutos voltou com dois pratos e talheres, os colocou sobre a mesa de centro e tentou abrir as latas, mesmo com um objeto específico para isso ela não estava conseguindo.

- Me dá aqui - Falei tentando pegar das mãos dela, que mesmo assim foi mais rápida e desviou de mim.

- Eu consigo fazer isso sozinha - Falou tentando novamente para novamente não conseguir.

Tentei pegar e dessa vez ela deixou mesmo me lançando um olhar mortal, ri disso e abri as latas como se fosse a coisa mais fácil do mundo, poderia não ser mas estava na lista.

Servi a comida e começamos a comer, olhei para o lado e ela encarava o nada enquanto mastigava lentamente.

- Se vamos ter que conviver pelo menor período que seja precisamos pelo menos nos apresentar - Falei quebrando o silêncio.

- Scarlett - Falou ela, a encarei como se esperasse algo mais.

- Scarlett Cooper - Completou e revirou os olhos, era uma mania extremamente irritante.

- O meu é Luke Smith - Falei estendendo a mão, ela negou com a cabeça pra logo depois revirar os olhos novamente.

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado 😫❤️❤️❤️


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