História Robotic Lovers - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Taekook, Vkook
Visualizações 26
Palavras 2.507
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Shoujo-Ai, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Antes de tudo: Gostaram da nova capa? Demorei um tempinho pra fazer (minha primeira vez fazendo isso usando outro aplicativo kjjkkk), mas não tenho certeza se ficou boa😬😬 Espero no futuro conseguir fazer uma bem bonita 😍💕 Ah, também espero que gostem desse capítulo, vou me esforçar para que outros venham logo! Então, sem mais falatório, boa leitura! 😊😊

Capítulo 10 - Capítulo X: O que esconde a madrugada fria.


Fanfic / Fanfiction Robotic Lovers - Capítulo 10 - Capítulo X: O que esconde a madrugada fria.

Capítulo X – Oque esconde a madrugada fria.

- Hoseok?

Falei, assim que vi o homem que se levantou da cadeira atrás da grande escrivaninha.

Jimin e eu havíamos atravessado todo o mar de pessoas se divertindo e embebedando que compunham o cenário de festa daquele lugar. Depois, passamos por um longo e estreito corredor cheio de portas, que juntas, formavam o prostíbulo ali residente (não que na festa não acontecesse oque era designado aos quartos). Foi uma garota loira e alta que nos levou até o escritório do dono, e pelo que pude perceber mais tarde, ela era “atendente” naquele lugar, se é que você pode me entender...

- Taehyung! Jimin! – falou Hoseok abrindo os braços – Quantos tempo, meus amigos!

-Você... Você... O que faz aqui? – perguntei boquiaberto, olhando ao redor. A grande sala tinha uma pintura desgastada nas paredes, e uma iluminação fraca vinda das lâmpadas. O conjunto de sofás, que se encontravam no centro da sala, pareciam ser ainda mais velhos do que aqueles que eu e meu avô tínhamos em casa, e a cor forte deles (um vinho desbotado) juntamente com o amarelo das paredes, faziam com que meus olhos se cansassem apenas de olhar. O carpete marrom estava totalmente sujo, assim como a persiana lilás na janela. O único móvel que salvava ali (e que eu poderia dizer ser novo) era a escrivaninha em mogno, que estava encoberta por folhas e folhas de papel que com toda certeza não haviam sido nem lidas...Eu jamais imaginaria encontrar Hoseok em um cenário daqueles...

- Jimin não lhe contou? -disse ele dando a volta em sua mesa e se aproximando de nós para dar um aperto de mão. – Eu sou o dono aqui! – ele sorriu enquanto bagunçava meus cabelos – Incrível, não?

- Mas e a tv? E o seu pai? A fama como ator! Você se distanciou de tudo isso? – gesticulei preocupado. Aish! Oque havia levado Hoseok aquela situação? Seu pai havia falido?

Com calma, e ainda com um sorriso nos lábios, Hoseok nos guiou até os sofás no centro da sala, para que nos sentássemos e conversássemos melhor. Esperei ansioso até ele se ajeitar em uma poltrona de frente para Jimin e eu e começar a falar:

- Em certos momentos da vida, Taehyung, as pessoas se cansam de tanta falsidade e egocentrismo, e buscam por algo melhor e inovador. – ele riu – Acho que foi isso que me trouxe até aqui.

- Mas não vejo nada de “melhor e inovador” em um prostíbulo. – falei um tanto angustiado – Nunca imaginei te ver nessa situação, Hoseok!

Ele riu novamente. Uma risada alta e iluminada, claramente em destaque naquele lugar sujo e escuro.

- Você acha que deixei meu trabalho como ator e minha vida de regalias para vir até aqui? – ele sorriu -Eu estou revoltado com a sociedade, mas nem tanto, né Taehyung?!

- Então..? – incitei, ainda não compreendo aquele situação direito.

- Digamos apenas que encontrei um passatempo no qual me entreter mais devidamente. – ele me enviou uma piscadela – Meu pai nunca me permitiria fazer algo como isso, mesmo eu sabendo que ele faz uso dos trabalhos que aqui disponibilizamos... – ele coçou a cabeça – Por isso, como não pude me tornar um membro do governo, ele me arrumou facilmente um emprego na mídia para me manter por perto. É claro que inicialmente era meu sonho ser ator e tal, mas agora devo confessar que estou um pouco cansado...

-Mas e aquela sua famosa frase de “superação e amor próprio”? Também foi tudo fachada? – falei enquanto Jimin segurou minha mão direita, como se fizesse um pedido silencioso para que eu me acalmasse. Eu não tirei os olhos de Hoseok.

Como de costume, ele riu, e ao cruzar as pernas, pegou um cigarro de seu bolso e começou a fumar. Apenas depois de uma ou duas tragadas que ele resolveu me responder:

- Parece que você ainda se lembra daquela frase boba...

- Boba?! – quase fui para cima de Hoseok se Jimin não tivesse me parado.

- Não acredito que você levou a sério a frase que um garoto de doze anos falou durante o enterro da mãe...Ah, faça-me o favor, Taehyung! – ele riu, ainda com o cigarro entre os lábios.

- Podem parecer meras palavras idiotas pra você ou para qualquer outra pessoa, mas para mim aquilo foi muito importante... Muito importante mesmo...- senti um nó em minha garganta ao me lembrar de meu avô e sobre oque ele me falou daquela frase... Como Jung Hoseok podia despreza-la daquela maneira?

Inesperadamente Hoseok assobiou, oque me fez levantar meus olhos para ele e tentar entender oque fazia. A jovem moça loura de antes apareceu na porta, e Hoseok disse:

- Traga-nos alguns drinks, Helena. Meus convidados precisam se acalmar um pouco. – a garota assentiu com a cabeça, e saiu da sala logo após uma longa e bem formulada reverência. Oque aquele garoto estava aprontando agora?

Hoseok se levantou da poltrona e foi até sua mesa, na qual começou a procurar alguma coisa entre seus papéis acumulados. Minutos depois, ele voltou até nós com um envelope amarelo entre as mãos, que estranhamente, estendeu para mim, dizendo:

- Abra isso e leia, talvez você entenda um pouco sobre oque eu exatamente faço aqui... E, ah! Sobre essa sua tão amada frase, foi apenas algo que meu pai pediu que eu falasse... Não há nada que eu tenha de me orgulhar.

Olhei para o envelope à minha frente, e depois para meu amigo ao meu lado...As lágrimas em meus olhos começaram a cair...

...

Acredite em si mesmo, um sonho só se torna realidade com perseverança e amor próprio”.

Essas palavras ressoavam em minha mente, da mesma forma que um mantra para um adorador, entretanto, infelizmente não passavam de um roteiro a ser seguido e imposto à uma criança de doze anos para dar audiência em rede nacional. Por algum motivo eu me sentia vazio, sentia que assim como aquela frase, o momento da minha vida em que eu refleti sobre ela, também era falso. Era como se eu tivesse transformado algo banal e vulgar em um exemplo a ser seguido, e inevitavelmente tivesse levado meu avô a fazer o mesmo...Aish! Como eu fui idiota!

Foi com esses pensamentos, que sem prestar atenção no que eu fazia, peguei e abri o envelope que me era oferecido. Hoseok me pediu para ler as palavras ali contidas em voz alta, e eu o fiz, mas parecia que nada fazia sentido, já que as frases não tinham nexo, e as letras se sobrepunham umas sobre as outras... Jimin finalmente pegou o papel de minhas mãos, e eu pensei que ele ia começar a ler em meu lugar, quando percebi que seu rosto estava branco ao olhar fixamente para aquilo.

- Não sei porque se assusta, Park Jimin. - Hoseok voltou a se sentar em nossa frente – Sei que é algo que você sabia existir, afinal, nos conhecemos por esse motivo.

- Mas eu não tinha ideia que você fazia uso disso, ou melhor, utilizava disso para bem próprio. – Jimin gritou – Como pode falar em “falsidade e egocentrismo” quando tem atitudes como essa, Hoseok! Isso é proibido por lei!

Vi o rosto de meu amigo ficar vermelho de raiva, e confesso ter me assustado, pois foram poucas às vezes que vi Jimin daquele jeito... Oque havia naquele papel?

A discussão foi interrompida graças a entrada da jovem Helena, que trazia em uma bandeja uma bebida alcoólica e alguns copos. Hoseok a esperou colocar oque trouxera na pequena mesa de centro e quase se retirar após um reverência, para então dizer:

- Espere Helena. – ele acenou com a mão – Preciso mostrar algo aos meus amiguinhos aqui. – ele olhou de mim para Jimin com um sorriso.

- Pois não, mestre. – falou a jovem com uma voz doce e macia. – No que posso lhe ajudar?

- Me responda uma coisa, Helena. – ele falava ao acender um novo cigarro – Você está aqui por que foi obrigada, ou por que quis?

- Estou aqui por que eu quero, mestre. – respondeu ela com um sorriso – Sinto que devo seguir as exigências da programação, mesmo que o governo se oponha a isso e a minha existência.

- Então você está aqui verdadeiramente por conta própria, é isso? – Hoseok perguntou novamente após uma tragada. A fumaça cinza e escura se espalhava sutilmente pela sala.

- Sim, mestre. – confirmou Helena com um aceno de cabeça.

- Você recebe por seu trabalho, Helena? Por que não escolheu outro emprego ou posição? – Hoseok continuo perguntando. – Não é um trabalho muito árduo e ruim de se fazer?

-Eu recebo uma remuneração, mestre, e como eu já disse, decidi seguir a minha programação, já que é difícil para um ser como eu conseguir outro tipo de trabalho. E não, não é algo ruim, já que fui criada para isso.

- Oque você quer dizer com “ um ser como eu”, Helena? Poderia se explicar? – ele ainda perguntou, dessa vez olhando para mim e meu amigo.

- Eu sou Robotic Lover, mestre, não poderia me referir à mim mesma de outra forma. – ela sorriu ao dizer.

- Bom, obrigado por essa pequena entrevista, Helena. – Hoseok sorriu para a moça – Pode voltar ao seu trabalho agora.

- Sim, mestre. – Helena disse, se reverenciando e saindo da sala.

Depois disso, o lugar foi tomado por um silêncio tenso, que só era interrompido pelo ruído da música alta que tocava na danceteria. Jimin continuava olhando absorto para a folha em suas mãos.

Não aguentando mais aquilo, peguei o papel que estava com ele, e comecei a ler oque ali estava escrito, na última parte constava:

“ Assim sendo, é de extrema importância, que para não ficarem mais sujeitos aos abusos e especulações pelos quais antes passavam, os Robotic Lovers viventes da Cidade Escura, serão remunerados por seus trabalhos e somente os exercerão se for conveniente à eles. O tráfico está proibido.”

Levantei meus olhos daquilo, e olhei de Jimin para Hoseok. “Cidade Escura”? “Remuneração”? Oque estava acontecendo ali?

- Você emprega Robotic Lovers, é isso? – perguntei à Hoseok, dando fim aquele silêncio desconfortável.

- Finalmente alguém disse alguma coisa! – ele riu – Achei que ficaríamos assim por eras!

- Você tem noção do problema que isso gerará se o governo descobrir? – falou Jimin preocupado. – Eles não são cidadãos comuns, e mesmo devendo ser respeitados, não podem ser vistos andando por aí! Você é louco, Hoseok?

- É por isso que mantenho minha influência na mídia e no governo dentro desse país. – Hoseok sorriu – Não é fácil ser um rebelde hoje em dia ,sabe?

- Quer dizer que você está no mercado negro de robôs? E oque é “Cidade Escura”? – ok, eu estava boiando ali.

- Eu não diria “mercado negro”, criança, até porque ele é tão vívido e ativo que é até difícil chamá-lo assim. E sobre a Cidade Escura... Poucos sabem de sua existência mas já ouviram falar, sinto que oque vocês viveram fazer aqui hoje irá levá-los justamente para lá, estou errado Jimin? – Hoseok riu.

- Só você conhece o caminho...- Jimin disse sem levantar o olhar.

- Tudo bem então! – Jung Hoseok se levantou rapidamente, jogando seu cigarro em um pequeno pote de vidro sobre a mesa – Vamos ao trabalho!

...

Após a confirmação de que seríamos ajudados por Hoseok, Jimin e eu decidimos ir até lá fora chamar Jungkook, que estava com o corpo de meu avô, para então seguirmos até a Cidade Escura. Lá nós poderíamos dar ter um enterro decente sem a intervenção do governo.

Abrindo a porta que interligava o prostíbulo ao beco de entrada, começamos a chamar por Jungkook, percorrendo toda a extensão do lugar, entretanto, não achamos nada, e o desespero começou a tomar conta de mim.

- Jimin, você desce até o final do beco, e eu irei aqui por cima. Se encontrar alguma coisa, me chame! – falei à meu amigo, que seguiu pelo caminho indicado.

Mexendo por entre os sacos de lixo que ali haviam, e olhando em cada viela que aparecia, eu gritava por Jungkook, e nada aparecia.

Até que vi uma latão de lixo caído no chão, e vários cães se encontravam próximos aos restos de comida ali espalhados. O estranho era que nenhum deles as comia, apenas se encontravam ali, parados. Alguns até choravam, e outro, mais alto e peludo, uivava.

Com medo e hesitante, decidi me aproximar dos animais, que inesperadamente, me deram caminho. Atrás do lixo, havia um cobertor velho enrolado, juntamente com uma criança, que se encolhia próximo ao mesmo para tentar se aquecer. Reconheci aquele cobertor imediatamente.

- Vovô! – gritei, tirando a lata de lixo da minha frente – Vovô!

A criança se assustou com os meus gritos, e rapidamente se levantou do chão indo se esconder atrás de outra lata. Revirei o cobertor de Jimin, e me assustei : não havia nada ali, meu avô havia desaparecido junto com Jungkook.

Com raiva, comecei a chutar todo o lixo que se encontrava no chão. Os cães fugiram com medo, e Park Jimin apareceu correndo em minha direção. Ele também não havia encontrado nada.

- O que aconteceu, Taehyung? Você está bem? – Jimin segurou meus braços. – Oque você viu?

Com os olhos cheios de lágrimas, apontei para o cobertor no chão, que Jimin foi logo pegar. Após avaliar a situação e entender oque estava acontecendo, Jimin voltou e disse:

- Como isso pôde acontecer? Você viu quem fez isso? Como Jungkook permitiu esse situação?! – Jimin andava de um lado para o outro.

- Não sei, Jimin! – gritei, cobrindo o rosto com as mãos – Não sei! Pobre vovô, eu não sou capaz nem mesmo de cuidar de sua morte! Aish! Como sou idiota!

- Acalme-se, Taehyung. – Jimin bateu levemente em minhas costas. – Eles não podem ter ido tão longe.

- Eu sei para onde eles foram. – falou uma voz fina e baixinha.

Jimin e eu nos viramos em busca do dono da voz, até que me lembrei da criança, e fui olhar entre as demais latas de lixo. Uma menina, de talvez seis ou sete anos, nos olhava fixamente, com seu rosto sujo e machucado.

- O homem alto e o vovô que dormia foram levados por ali. – ela apontou para uma ruela que sai do beco. – Tenho certeza que pegaram o túnel que leva até a Cidade Escura. O grande Robô e o homem pequeninho disseram que tinham de atravessar o muro antes do amanhecer, e só é possível fazer isso através dos túneis da Cidade Escura. O homem alto não queria deixar o vovô aqui sozinho. Ele me deu esse cobertor antes de ir, para que eu me protegesse.

- O homem alto falou mais alguma coisa, pequena? – perguntei me ajoelhando em frente a menina – Algum aviso para quem o procurasse?

- Ele disse que protegeria o seu mestre até que ele pudesse ser devidamente enterrado ou cremado. O mestre Taehyung não deveria se preocupar, tudo iria se resolver o mais rápido possível.

Após isso, um trovão ecoou pelo céu cinzento da madrugada, e uma chuva grossa e fria começou a cair sobre nossas cabeças.

Continua...



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