História Robots - Interativa - Capítulo 16


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Anime, Drama, Espadas, Fanfic, Fanfic Interativa, Heterossexualidade, Interativa, Mecha, Revelaçoes, Robôs, Romance, Sangue, Sci-fi, Seinen, Shounen, Tretas
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Palavras 3.614
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Festa, Ficção, Luta, Mecha, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Seinen, Shoujo (Romântico), Shounen, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Yo! Mais um capítulo!
Espero não ter demorado tanto.

Boa leitura sz

Capítulo 16 - Mentiras mal-contadas


 

 

07h00 PM | Casa dos Grace

 

 

     Uma forte chuva iniciara por volta das sete horas da noite. Não caíra tanta chuva em dias anteriores, porém, climas temporais mudam bastante, seja subitamente ou normalmente.

     Enquanto lá fora ventava e chuvia, Orfeu apenas estava em seu quarto, aguardando sua vó terminar a janta. Não era motivo de tristeza ou raiva o próprio estar em sua cama debaixo das cobertas e, sem nada para fazer. Muito pelo contrário: Jack está morando em sua casa. Isto é motivo para ficar contente, pois Orfeu não está sozinho.

     Jack entrara em seu quarto, o olhando fixamente, e franze o cenho. Logo faz gestos.

 

— Não, eu não estou com frio – dissera, fazendo bico.

 

      Jack mais uma vez, fizera um gesto.

 

— Não se preocupe, eu irei para a escola amanhã – continuou – e não, eu não fui suspenso por ter agredido o Aizumi.

 

      O garoto sorrira sinceramente. Enquanto conversa com seu dono em meio à gestos, sua avó havia entrado no quarto vagarosamente, dando uma piscadela e com o jantar em uma bandeja.

 

— O que acha de uma boa sopa de macarrão para comer neste frio? – ela servira para seu neto, em meio à um sorriso no rosto.

— Não precisava colocar em muita quantidade, vó... – Orfeu fizera cara de tacho.

— Oras... se não quer comer, apenas dê ao Jack – a senhora aponta para Jack, e ele sorri amarelo.

 

— Está tudo bem, apenas estou brincando – Orfeu sorrira fraco – Obrigado.

— Não foi nada. Faço tudo por meu neto – sua avó senta-se na cama, observando a janela.

 

     Enquanto saboreia o prato preparado, Orfeu pensara sobre Aizumi caindo ao chão por conta das surras que dera no mesmo. Pensara na preocupação de Junko. Pensara no Teste de Liberdade. Pensara se seus amigos estão com raiva dele. Pensara na imagem ruim de si que deu para Hiri. Pensara nos passados maltratos de Oliver, como também nos maltratos de algumas horas atrás.

 

— Você parece calado – falara sua avó, com tom e olhar preocupado – sei que eu reclamei com você sobre o que fez ao Izumi, mas eu já o perdoei.

— Izumi? – Orfeu a olhara fixamente, e ela tapara sua boca constrangida.

— Desculpe, eu sempre me engano – a mesma coça sua bochecha em sinal de compulsão.

— Está tudo bem, he he – Orfeu ri sem graça.

 

      Jack fizera um gesto para sua avó, e a própria ficara sem entender.

 

— O que ele quis dizer?

— Disse que eu estou ainda pensando nos maltratos feitos por “ele” – ele desviara seu olhar.

— “Ele”? Está falando de Oliver?

— O mesmo.

 

      Eles ficaram sem diálogo por longos minutos, apenas escutando o barulho da chuva, e Orfeu comendo sua sopa.

 

— Mas não há com o quê se preocupar – ele erguera-se – já estou melhor, e para qualquer coisa, tenho minha arma e meu companheiro.

— O que está querendo dizer? – sua avó erguera-se também – está dizendo que irá arrumar outra confusão?

— Eu não irei, mas eu acho que ele sim – Orfeu olhara para a janela, e a chuva que caía estava razoável – Sei que muitos o acham inteligente e forte, mas eu não acho que ele seja páreo para mim – ele abaixa sua cabeça, sorrindo e com seus cabelos ao vento.

— Okey... – sua avó ficara um pouco espantada, logo após ela segura a mão de Jack para se retirarem do quarto – Nós iremos preparar alguma guloseima para você! – a própria fecha a porta do quarto.

 

 

Orfeu P.O.V

 

      Vovó e Jack saem do quarto, e eu apenas fazendo o possível para não rir e um deles perguntarem o motivo de minha risada. Bem, na verdade, eu estou rindo pela idiotice de Oliver. Ele acha que irá me intimidar, só por ter me machucado um pouco mais cedo? Oras, mas que engano.

      Minutos se passaram, e a chuva ainda não havia terminado, mas, não estava em grande quantidade. Olho para o céu, e vejo que a chuva poderá durar a noite inteira. Então, apenas deito-me em minha cama, relaxado. O peso na consciência de que Aizumi estaria mal por minha causa havia passado.

 

— Se amanhã ele for para a escola, eu irei pedir desculpas – digo revirando-me na cama.

 

       Fico preso em meus devaneios, imaginando o que vovó e Jack irão preparar para mim, desta vez. Quando, de repente, ouço um barulho na janela. Ao escutar o mesmo, me direciono à esta. Abro a cortina, e lá estava.

       Oliver estava atirando pedras na janela, falando algo que pude reconhecer – pois sei ler lábios – e franzo o cenho. Logo captei a frase: “Mostre que é forte”, ele dissera. Eu fecho a cortina, irritado, porém ao mesmo com determinação e ir até lá para enfrentá-lo.

       Visto um casaco e ponho uma roupa casual para ir até lá. Para minha segurança, pego uma pequena faca que guardo há anos. Ele não está com sua arma, então, acho que ele apenas irá querer lutar comigo de maneira justa. Mas, não estou nem aí. Irei lever esta faca comigo.

 

— Acha que pode me vencer? – pergunto para mim mesmo, e diretamente para Oliver – Sei muito bem o que tem, você é forte e possui poderes sobrenaturais, eu sei disso – eu sorrio – ...saiba que eu também tenho.

 

 

C A P Í T U L O . 15

-

MENTIRAS MAL-CONTADAS

 

 

Yuu P.O.V

 

— ...lembram daquele dia que o súbito tremor de terra chamou nossa atenção? Neste mesmo dia, lembro-me bem que havia um dos cúmplices da criatura robótica que iria me atacando! – Tsuka conta sua história, em meio à olhos esbugalhados.

— Nossa. Se ele realmente não te atacou, isto é a prova de que você não é nem um pouco inútil ao nosso grupo – dissera Yamada, que o elogia e o faz corar.

— Na verdade, eu não me acho tão útil. Mas eu agradeço por isto!

 

      Havíamos ficado um pouco mais tarde no colégio, pois nossa tarefa de limpar praticamente toda a escola seria hoje, na terça-feira. Lógico que não reclamamos, pois não é legal reclamar de algo que, possa não parecer, mas é bom para nós assim como aos outros. Estar em salas, quartos e entre outros locais limpos é excelente.

      Está o mesmo grupo da última vez que ficamos encarregados de limpar as classes: Yamada, Kuro, Tans, Kayriu, Tsuka – ele não estava, mas quis ajudar – e Angel. Oh, é verdade, Angel não estava da última vez, hoje, ela foi substituída pela Kyoko. Não sabemos ainda por quê, mas eu acho que a Kyoko está com raiva de nós por causa do Litch. Mas nós não temos nada a ver com isso. Só porque somos amigos, não significa que iremos fazer com ela o que ele fez, que seria enforcá-la por a mesma acusá-lo, estou correto?

      Não chove, porém venta bastante. A forte chuva que caiu há alguns minutos atrás, nós estávamos ainda na escola, fazendo o nosso trabalho. Entretanto, enquanto caminhamos até a estação de metrô, uma chuva fortíssima inicia naquele exato momento. Não pudemos resistir. Porque além de apenas três de nós estarmos com guarda-chuvas, ficamos impossibilitados de enxergar o que víamos por conta dos pingos. Por este mesmo motivo, corremos até algum lugar que desse para ficarmos até a chuva estiar. E é isso que fizemos.

      Nos afastamos um pouco da área, mas nem tanto e nem pouco. Havia um templo ali perto, onde muitos ficam neste para ficar até a chuva parar ou para adorar ao deus que crê no templo. 

 

— Pronto. Iremos ficar aqui – falara Kayriu, enxugando seus cabelos com as mãos.

— Ahhh, eu acho que vai demorar bastante para esta chuva terminar... – Tans reclama, limpando seus óculos, que estavam todos molhados.

— Não reclame tanto, Tans. Provavelmente isto fará com que demore ainda mais – Angel fala, com sua voz tranquila e meiga de sempre.

— Pois é. Mas pelo jeito que a chuva está, tenho certeza que iremos ficar aqui por horas.

 

      Yuuta o olha fixamente, logo franze o cenho.

 

— Kuro. Lembro-me daquele dia que também organizamos as coisas no colégio. Eu questionei sobre o motivo de você ser tão pessimista. Se eu perguntar de novo, você responderá?

 

       Desta vez, Kuro quem o fita. Porém, ele desvia o olhar, com uma expressão um tanto triste. Yamada olha para Yuuta, acenando um ‘sim’ com a cabeça.

 

— É verdade. Naquele dia que conhecemos a Hiri, ela mentiu, e você ficou estressado. “Por que tenho de conviver com mentiras?”, isso que você disse – Yamada põe sua mão no ombro de Kuro.

— Isso mesmo – estranhamente, ele sorri – eu odeio mentiras.

 

 

****

 

 

Flashback — ON

 

13 de Março de 2007 | 09h30 pm

 

 

— Conte mais uma história, por favor, pai! – Kuro implora, e seu pai soltara leves risadas.

— Não. Já está na hora de dormir.

— É... e eu tenho de ir para a escola. Que saco – Kuro cruzara seus braços, emburrado.

— Não fique assim, Kuro. Saiba que eu sempre estarei aqui com você, independente de que estes bobalhões falem de você só por ser híbrido – seu pai bagunçara seus cabelos – eu te amo do mesmo jeito. Assim como seu irmão e sua mãe também te amam bastante.

— Oh, sim... – o garoto desvia o olhar, com um semblante triste.

— Ei, o que houve?

— A mamãe... nestes últimos dias ela parece estar diferente.

— Como assim?

— Ela anda tossindo demais, e muitas vezes sempre que passo pelo seu quarto, ouço vozes como: “Deus, me ajude a sobreviver, mesmo que eu esteja com isso”. Mas eu não sei do que ela está falando.

 

— Oh, é isso? Não se preocupe. Ela anda passando por muitos problemas no emprego. Já desabafei um pouco com ela, nestes dias. Mas eu acho que não adiantou muito. Porém, tentarei mais uma vez. Acho que ela precisa de um conforto. – ele se ergue, mas Kuro puxara seu braço.

— Pai.

— Sim?

— ...Me prometa uma coisa – seu pai o olha fixamente – ...promete que não vai deixar ninguém, e muito menos a mamãe?

 

      O homem fica sério, por longos segundos. Kuro achara que falou algo de ruim, mas ele abre um sorriso.

 

— Sim, Kuro. Eu prometo – ele dá um beijo em sua testa – Boa noite. – em seguida, ele apaga a luz.

 

 

         3 DIAS DEPOIS

...

 

 

     Depois de um longo dia no colégio, convivendo com todas as aulas chatas, os professores questionando o desintesse de Kuro e, principalmente, o bullying do qual sofria, por ser híbrido. Na verdade, um tempo atrás, este não se importava com os comentários ofensivos vindo dos outros, mas tempos passaram-se e ele começou a se importar com opiniões alheias.

      Kuro finalmente havia chegado em sua casa. Isto seria motivo para estar contente, mas não. Ele entrou em seu lar com uma expressão tediosa, pois sabia o sermão que iria levar de seu pai, sobre estudos, amigos, pessoas de maioridade, entre outros.

 

— ...cheguei – ele diz sério, e seu pai ergue-se do sofá para cumprimentá-lo, junto de seu irmão.

— Você chegou tarde mais uma vez – seu pai comenta, cruzando seus braços – espero bastante que não estava na escola fazendo besteiras.

— Eu nunca faço besteiras. Sempre desejo o meu bem e de meus deveres, mas nunca consigo. Ser otimista é um lixo, mesmo – ele abaixa sua cabeça – ...eu vou tomar banho – Kuro se direciona ao seu quarto, andando um tanto rápido.

 

      Kuro se direciona ao seu quarto, jogara sua mochila em qualquer canto e se direciona ao banheiro. Ele ficara apenas cinco minutos debaixo do chuveiro, pensativo, mas logo sai dele.

      Quando chegara no quarto, trajara uma roupa confortável e deitara-se em sua cama, olhando para o teto e cogitando sobre o péssimo dia que teve. Simplesmente pelo fato de seu professor sempre chamar sua atenção na aula, e que as ofensas continuam sendo alimentadas pelo próprio.

      Enquanto preocupa-se com estes, abruptamente, ele ouve um barulho vindo do quarto ao lado – que seria o quarto de seus pais –, logo, ele abre lentamente a porta de seu quarto, para ter possibilidade de escutar o que estava acontecendo.

 

— Não adianta mais, eu não... – seria sua mãe, que chorava amargurada.

— Não quero saber de seus problemas, Miki! – seu pai exclamara – se não estiver mais disposta para ser mãe... ou melhor, se não estiver disposta para ser mãe, é melhor você sair desta casa e morar em outro lugar!

— M-mas... e os nossos filhos? O que eles dirão sobre minha ausência? Eu não posso viver sem eles, eles são minha vida!

 

      Kuro esbugalhou seus olhos, pois escutou um som similar à um tapa no rosto. Que escutou sua mãe chorar ainda mais, em seguida.

 

— "Seus" não. Meus filhos. E sabe de uma coisa? Eu jamais te considerei minha esposa. É melhor você ir embora daqui junto de sua doença estúpida que se chama câncer, pois eu não quero nenhum de meus filhos chorando por causa de uma mulher, que principalmente seja você – seu pai dera uma pausa – ...eu não quero mais te ver por aqui, a partir de hoje à noite. Você preparará o jantar, quando Shin e Kuro forem dormir, eu quero que você suma desta casa.

 

     Kuro fechara a porta de seu quarto, com seus olhos marejados de lágrimas. Ele socava a porta entristecido, questionando à si mesmo o por quê de ter nascido em uma família tão mentirosa e falsa. Ele chorava baixo, para ninguém escutar.

     O mesmo passou minutos ali, parado. Apenas chorando e se perguntando diversas questões sobre sua família. Logo, percebeu a mentira por trás de tudo.

 

— ...Me prometa uma coisa... promete que não vai deixar ninguém, e muito menos a mamãe?

 

— Sim, Kuro. Eu prometo.

 

      Era isso. Ele percebeu que seu pai é o culpado de tudo. Ele mentiu sobre a promessa feita há três dias atrás. Descobrindo isso, Kuro apertou sua mão em punho, logo seu semblante sério passou a ser um semblante de ódio.

      Ele sai de seu quarto, irritado, que bate a porta fortemente. Seu pai logo sai do banheiro, que também estava furioso com a agressividade de Kuro com os bens materiais.

 

— Kuro! Tenha modos, por favor, esta porta foi cara!

— ...mentiroso.

— O quê?

— Você é um péssimo mentiroso.

— Fale mais alto, não seja mal-educado!

— VOCÊ É UM PÉSSIMO MENTIROSO!

 

      Predominou-se o silêncio pelo corredor. Kuro apenas fervia de raiva com seu pai, que o olhava desentendido.

 

— Eu realmente não sei do que está falando.

— Não tente se pagar de bonzinho, eu sei muito bem que finge! – Kuro se aproxima de seu pai.

— Pare com esta infantilidade, por favor, eu nem sei do que está falando!

 

 

— Até parece! Acha mesmo que não escutei o que havia falado com a mamãe? Acha que eu ficaria calado em saber que minha mãe está sendo expulsa de casa por meu pai!?

 

      O homem o olha fixamente, espantado. Por saber que seu filho caçula estava sabendo de tudo, e principalmente que o próprio já tinha consciência do que se tratava este assunto sendo ainda tão novo.

 

— Você. É. Um. Péssimo. Mentiroso! – disse em pausas, e seus olhos se encheram de lágrimas mais uma vez, seu pai ficara ainda paralisado. Em seguida, Kuro corre para fora de sua casa.

— Kuro! – sua mãe sai do quarto, preocupada.

— Me deixem! Eu nunca mais voltarei! Nem que eu passe fome, terei em mente que eu retorne para ver uma família tão mentirosa que seria esta da qual pertenço!

 

      Kuro se retira, bastante furioso, que logo correra dali. Sua mãe chorava com angústia, seu pai apenas estava espantado, e por dentro, bastante entristecido com o que havia ocorrido. Já seu irmão, Shin, estava chorando junto de sua mãe, por ver Kuro indo embora daquela maneira e sabendo que seu pai era realmente um mentiroso.   

 

 

****

 

 

Narrador — ON

 

      Orfeu andara até procurar por Oliver, que estranhamente havia sumido de frente de sua casa. Este haveria explicado para sua avó que iria resolver algumas coisas, mas se quer passa-se pela cabeça de sua avó que estas “coisas” seria arranjar uma pequena briga com Oliver, ou melhor dizendo, em vice-versa.

      Enquanto anda pela calçada em meio à chuviscos e uma forte ventania, Orfeu carregara discretamente sua faca que havia trazido para sua autodefesa. Logo, ele finalmente chega ao local que seu suposto oponente se encontra. Oliver estara com um sorriso no rosto.

 

— Diga-me, qual é o motivo da graça? – Orfeu perguntara sério. E em seguida, Oliver faz um pequeno bico.

— Nossa, Gracius. Você não era assim quando éramos mais novos – ele diz – e sim, você era um garoto que se quer ligava para minhas ofensas. Você não as alimentava, na verdade.

— Fale de uma vez o que deseja, seu bastardo – Orfeu dissera sério – Mostre-se ser forte.

 

      Oliver fizera uma expressão facial séria, que franzira o cenho.

 

— Pare de roubar tudo que é meu.

— E o que é seu?

— Além de ter roubado meu lugar no passado, por conta de sua beleza estúpida, você roubou esta frase de mim. Seu lixo.

 

      Neste exato momento, a aparência de Oliver começou a mudar. Grandes asas negras de morcego formam-se em suas costas, seu cabelo crescera mais, e dois grandes chifres cresceram em sua cabeça. As rugas no rosto tornaram-se pretas, e suas unhas alongaram-se. Seu traje tornara-se mais apropriado e fechado na parte superior.

      Oliver ficara espantado com o que acabara de ver. Mas, ele soltara leves risadas.

 

— Que ridículo. Acha mesmo que eu tenho medo desta sua forma demoníaca, e principalmente de você? – Orfeu rira mais alto – Olha, sinceramente, se for para ficar aqui só observando-o achando que é páreo para mim, seria bem melhor eu ter ficado em casa.

 

      Oliver correra na direção de Orfeu, que tenta se defender. Entretanto, Orfeu acabou por não conseguir defender-se. Pois este acabara por cortar sua barriga com suas unhas, pois estas estavam bastante afiadas e longas.

 

— A-argh... – Orfeu cobre sua barriga, gemendo de dor e com sangue escorrendo de seu tronco.

— E agora? Ainda acha que não sou páreo para você?

— ...exatamente isto.

 

      Orfeu se direciona de seu oponente, correndo com sua máxima velocidade, e utiliza sua pequena faca que havia trazido, para cortar grande parte de seu rosto.

 

— Sabia que eu iria precisar dela! – Orfeu diz contente.

 

      Oliver está ofegante, apenas observando seu adversário feliz por ter conseguido machucá-lo. Mas, Oliver sorrira maliciosamente. Logo, ele põe ambas suas mãos para o alto. Orfeu ficara sem entender.

 

— ...Mas, uma arma longa e enorme encontra-se em suas mãos.

...Kyouka Suigetsu.

 

      Uma enorme e longa arma aparecera em suas mãos. Orfeu se preparara para atacá-lo, antes que ele faça quaisquer coisa. Mas, ele não foi tão rápido. Pois Oliver haveria já se erguido e atacado o mesmo com sua arma, que o faz cair no chão.

 

— Nossa... você é fraco ou sou eu quem sou forte? – gabara-se Oliver.

— Eu não sou fraco – Orfeu dissera, determinado.

— Como não? Apenas com um ataque utilizando esta arma, você caiu no chão. Estranho. Parece que quem não é páreo para mim é você.

 

 

— Oliver... chega – ele diz sério.

 

      Oliver fora arrastado vagarosamente para trás de seu oponente, que seria Orfeu. Mas o próprio não está fazendo movimento algum para arrastá-lo, pois ele apenas está parado, com um semblante que apresentava seriedade e com seus cabelos ruivos ao vento.

 

— O que exatamente é isto? – Oliver exclama, para ele escutar.

— Isto se chama poder sobrenatural. Pois como você, eu também tenho – Orfeu sorrira sínico – Eu sou capaz de controlar raios, ventos e trovões, como também sei muito bem o que meu aniversário possa fazer. Isto significa que, este vento que está o arrastando para longe foi feito por mim.

— Seu inútil... – Oliver diz, em tom de ódio.

 

         Ele resiste à ventania, logo correra para assim começar a atacá-lo.

      Eles começam a lutar com suas armas. Quem está se machucando, a maioria, seria Orfeu, mas ainda assim, ele estava com determinação para vencê-lo, mesmo que seja algo difícil que se faça.

      Escutaram-se passos. Orfeu olhara discretamente para ver quem estara se direcionando aos mesmos. Estas pessoas gritam seu nome. Logo, ele reconhecera: eram seus amigos que estavam ali, e Aizumi também.

 

 

❝Pessoal... Aizumi...❞ - pensara.

 

 

— Não lute com ele! Este cara é perigoso! – Junko exclamara.

— Mas o qu—

— Ele é perigosíssimo! – Mina grita.

— Por que estão dizendo isso? – Orfeu questiona, e Oliver para de atacá-lo.

— Nós ficamos sabendo disso! E principalmente o motivo do mesmo ter saído do colégio que estudava! O pai da Angel falou isso, pois ele é policial! – dissera Arb – a escola antiga da qual ele pertencia fechou por causa dele!

— O que está querendo dizer?

 

 

— Ele matou todos os funcionários do colégio!

 

      Orfeu esbugalhara seus olhos, paralisado. Oliver também ficou paralisado, pois a verdade sobre si havia sido revelada. Porém, ele não se deixou levar pelas palavras. Apenas começara a rir em tom psicopático. E isto não durou poucos segundos.

 

— Ai, ai! Está bem! Eu sei, todos me odeiam agora! – Oliver ri ainda mais, mas ficara sério de novo – Nossa, eu não sabia que seus amigos eram tão inteligentes, Gracius.

— Eles são sim. O suficiente para virem e me disserem que você é um assassino.

— Eu sou um assassino? Eu sou um assassino! Oh, Deus! E agora? O que será do “Orf” ao lado de um assassino? – Oliver dissera em tom debochado – ...francamente.

 

      Oliver o empurra, repetindo o que fez ao mesmo no colégio. Mas, ele apenas cortou um pouco de seu pescoço, aproveitando que suas unhas estavam afiadas.

 

— Orfeu-san! – Kayriu grita seu nome. E todos, inclusive ele, ficam espantados com a cena.

 

      Orfeu tenta o atacar com a pequena faca que havia trazido. Ele tenta atacar sua perna, porém é impedido por Oliver, pois o mesmo pôs seu pé em seu braço, impossibilitando o ataque. E Oliver o fixa com um olhar sombrio.

 

— Por que você ainda luta sabendo que perdeu? Se eu quisesse, eu te mataria, pois para mim, você não passa de um lixo – Oliver se retirara do local onde lutou. E Orfeu continuara no chão, aceitando que perdeu e que não se podia fazer mais nada à respeito de Oliver.

 


Notas Finais


E é isso e,,e
Até o próximo!


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