História Robots - Interativa - Capítulo 17


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Anime, Drama, Espadas, Fanfic, Fanfic Interativa, Heterossexualidade, Interativa, Mecha, Revelaçoes, Robôs, Romance, Sangue, Sci-fi, Seinen, Shounen, Tretas
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Palavras 3.860
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Festa, Ficção, Luta, Mecha, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Seinen, Shoujo (Romântico), Shounen, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 17 - Dia do Desespero


 

 

Anteriormente, em “Robots”

 

 

Por que se chama Teste de Liberdade?

Simples. Pois como vocês apenas irão fazer no final de Maio, seria o Teste que escolhe se vocês merecerão entrar de férias... ou não.

Oh, como seria este Teste? Sim, sim, finalmente chegamos lá.

Ele irá depender do desempenho de cada um de vocês, também conta suas presenças e outros. O relacionamento com os outros estudantes também conta.

O que significa? Significa que caso o contrário... vocês irão ficar por aqui, até no período de férias. Não são todos que passam. Apenas aviso que este Teste não é como aqueles fáceis que vocês, novatos, realizavam em sua outra escola. E nem vocês, veteranos, que realizavam por aqui no ano passado.

 

Nada na Cyborg’s é fácil

 

[...]

 

— Encontraram mais um corpo!? – perguntara o moço do qual é dono de uma mercearia.

— Sim, sim. O telejornal disse que foi na Cyborg’s, desta vez foi um professor que morreu – retrucara o homem, que conversa com o outro.

 

[...]

 

— Claro que não, que tolice. A Yamada não pôde ficar por lá até tarde pois iria estudar um pouco de música com a Mina. E acredito que a Yamada-chan não possui dupla personalidade. Ela é a última pessoa que eu imaginaria que possui.

 

[...]

 

— Claro que sim. Você insinuou que eu estou com inveja de um ser que se chama Oliver!

— Eu não insinuei, nada! Eu apenas perguntei! Oh, mas é claro.  Orfeu põe as coisas à provocação, sendo que nem se quer é minha intenção provocá-lo!

— ...já chega.

 

[...]

 

— Diga-me seu nome.

— Eu sou o Hayato. Oh... Não precisa ser tímida comigo.

— É... E-eu sou a Arbmos. M-m-mas você pode me chamar de Arb.

— Hum, entendi. Arbmos, certo? Este nome é bem difícil. E o seu sobrenome? 

— Reficul..

— Refi. Posso te chamar assim? 

 

[...]

 

— Como tem coragem de culpar a quem é inocente nesta história ridícula da morte do professor!? Até parece que eu teria ânimo para ficar aqui à noite, andando pelas redondezas desta escola maldita...!

 

[...]

 

— O Yuu chegou até a falar de que a Yamada quem fez aquilo!

— O quê? É claro que eu jamais faria isso! Abomino sangue, desde pequena. Eu j-a-m-a-i-s faria isso, okey?

— Me desculpe, Sakamoto-san. É que, no momento, a única pessoa que seria nossa amiga da qual eu recordava em possuir estas características seria você.

— Ha ha! Não tem problema, todos nós erramos em palpites!

— Mas... será isso mesmo?... seria ela a pessoa quem matou o Tatsuya?

— ...temos uma assassina entre nós?

 

 

C A P Í T U L O . 16

-

DIA DO DESESPERO

 

 

— Eu sabia que não deveria ter saído para se encontrar-se com seu “amigo” à noite! – a avó de Orfeu reclamara – e ainda por cima, com aquelas criaturas atacando os habitantes daqui!

 

            Orfeu apenas ouve os sermões de sua avó, enquanto seus amigos que o alertaram sobre Oliver e que se encarregaram de ir procurá-lo, cuida dos ferimentos do próprio. Não seria primeira vez da qual Orfeu demonstra teimosia, mas mesmo ele ter sido teimoso, seus amigos ainda assim o apoiam, falando que não deve-se deixar alguém maltratar a si, que é bem melhor dar uma lição no indivíduo que o fez mal, entre outras frases de apoio.

 

— Você poderia ter ao menos pedido a minha ajuda – Litch comenta, o fitando – você deixou sua avó e nós preocupadíssimos, Orfeu. Sei que Oliver é um cara chato e exibido, mas você poderia ter mais controle com seus oponentes.

— Eu concordo – Junko cruza seus braços, emburrada.

— Me desculpem – é tudo que Orfeu diz.

— Está tudo bem, mas eu espero que isto não se repita! – Kai fala, com um tom engraçado, como se estivesse imitando uma mãe ou quaisquer responsável falando.

— Obrigado por entenderem – ele fita sua avó – e a senhora? Irá me perdoar?

— ...Tudo bem. Mas caso isto se repita, terei que tomar uma providência, hein? – ela fala firme.

— Claro. Prometo que não irá se repetir – ele curvara-se.

— Eu irei preparar a comida que prometi fazer, pois como você saiu eu fiquei preocupada, então Jack e eu iremos apenas preparar agora – a avó de Orfeu olha para todos – vocês também estão convidados para virem comer conosco!

— Está tudo bem, vovó – dissera Kuro – apenas estamos aqui para ouvir e dar explicações.

— Oh, certo. Vamos, Jack – ambos se retiram do quarto.

 

            Ao sairem, todos ficam em silêncio, por longos minutos. Não era questão de estarem sem assunto, e sim porque a chuva que caía estava incrivelmente bonita, assim como a luz da lua que refletia o quarto, isto os fez ficarem fascinados com ambos. Porém, eis que algum deles respiram fundo, para assim começar o pequeno debate.

 

— E então? – falara Kayriu – queremos explicações do por quê você e ele não se darem tão bem

— Olhem. Eu sinceramente não sei muito do motivo dele me odiar, mas eu acho que eu sempre fui mais popular que ele. Para falar a verdade, o Oliver não era tão frio assim quando pequeno. Ele começou a mudar quando o pai matou a mãe de Oliver.

 

      O silêncio predomina mais uma vez, porém não fora por tanto tempo.

 

— Ah, tá – isto é tudo que respondem, em uníssono

— Quem precisa de popularidade? Eu tenho minhas maquiagens – comenta Mina, sorrindo.

— Mas você fica ainda mais bonita sem usá-las – diz Arb, em meio à um fraco sorriso.

— Obrigada, Arb! Mas eu adoro estar produzida, vocês sabem muito bem disso! – ela diz com seu dedo indicador erguido.

— Enfim... tenho umas questões que vocês tem de responder – dissera Orfeu – por que foram até mim avisar-me sobre aquilo?

 

      Aizumi se ergue da cama que sentara.

 

— Em primeiro lugar, nós somos amigos e sempre temos de ajudar, alertar, dialogar, consolar um ao outro – continuara – segundo, sua avó estava preocupada por você sair subitamente, sem dar resposta alguma de o por quê ter que sair em plena noite. E em terceiro e último, a notícia que o pai da Angel havia falado nos assustou bastante. Por este motivo, o procuramos por toda a parte do bairro.

— Nossa... mas é verdade isso? Ele matou todos os funcionários do colégio do qual pertencia?

— Sim, toda a verdade – Angel fala – todos que estavam ali na escola foram mortos apenas por ele, um garoto de quinze anos. Não se sabe se ao menos se algum funcionário, estudante, professor, ou um indivíduo de qualquer outro cargo escolar, sobreviveu. Mas, isto é tudo que meu pai e a polícia sabe. Obrigada por me permitirem falar – a azulada curvara-se.

— Imagino como ele fez isso – diz Kayriu – mas, o que temos de ficar surpresos? Este mundo é repleto de pessoas malignas e capacitadas de fazer quaisquer coisa. Portanto, não há com o quê se surpreender.

 

 

— Sábias palavras, Fusuke-san – Yamada diz – ciente disto, seria mais um motivo de tomarmos muito mais cuidado, muito mesmo, com ele e outros indivíduos desta cidade.

— Concordo. Se querem acabar com alguém, podem me chamar – fala Litch.

— Por que você? – questiona Yuuta.

— Oras, porque eu já acabei com várias pessoas em toda a minha vida. Isto possa significar algo? Claro. Significa que sou bem mais experiente que vocês – todos o olham – não, eu não estou me gabando.

— Não dizemos nada sobre isso. Temos que respeitar os senpais – Sasaki fala.

 

— É verdade, eu sou o senpai de vocês – Litch sorri fraco.

— Turma! Agora lembrei-me! – Hope exclama – o Teste de Liberdade se aproxima ainda mais!

— Calma. Ainda estamos no dia oito de Maio.

— “Calma”, Yuu-kun? Temos que nos apressar para começar a estudar! É claro, vamos primeiramente pesquisar os assuntos!

— Ai, ai. Só de pensar em teste me dá uma dor de cabeça – fala Tans – eu não sei, mas meu palpite é que este tal Teste irá envolver todos os assuntos que foram passados. E vocês, o que acham

— Belo palpite! – Yamada bate leves palmas – Oh, se precisarem de ajuda na matéria de música, podem vir falar comigo!

— Música? – Kuro franzira o cenho – não fiquei sabendo que se interessa nesta matéria, Yamada.

— Er... – ela ficara sem resposta – e-eu sempre fui boa em música, sabem? Mas não significa que sou expert!

— Entendo. Eu estou precisando de ajuda nesta matéria, na verdade, em quase todas – Tans diz, sincero e calmo.

— Certo! Nós iremos nos reunir na casa de alguém!

 

      Após as palavras de Sasaki, todos desviam o olhar.

 

— Mina! Iremos estudar na casa da Mina!

— Nada disso – ela explana – da última vez que Arb e eu fizemos trabalho juntas, não foi legal. Não por ser a Arb que estava lá, é claro, e sim porque mais alguém resolveu fazer companhia à nós! – Mina olhara para Kai, irritada.

— Qual é! Os bolos que sua mãe faz são ótimos – ele põe sua língua de fora.

 

— Okey. Se este for o problema, é melhor tu parar com essa liberdade de querer comer na casa dos outros e acabando com tudo. Me ouviu? – diz Utau.

— Claro, claro, Kirisaki-san...!

— Mas ainda não acho uma boa ideia. Pois a casa da Mina não é tão grande assim – falara Arb – não que eu esteja reclamando, e sim porque serão muitas pessoas.

— É verdade... – Sasaki põe sua mão no queixo – tem que ter alguém que possua uma casa satisfatória para vários adolescentes irem estudar... e que de preferência, more sozinho...

 

      Sasaki olha para todos, com sua testa franzida. A mesma ficara segundos observando todos.

 

— Kuro!

 

      Kuro se faz de desentendido.

 

— Eu? Por que?

— Iremos fazer em sua casa – fala Akino – e não tem nada de “mas”.

— Nossa, sobrou para mim... parece que terei que organizar tudo para se sentirem confortáveis na minha casa. Pois minha casa pode ser grande, mas não é para lá de organizada.

— Eu sei. A casa de ninguém daqui é organizada, apenas a casa de Orfeu é organizada. E, se você diz que sua casa é uma bagunça, imagine a minha – Kai diz, e todos soltam leves risadas.

— Okey. Tudo resolvido – dissera Yuu – iremos ativar nosso “modo nerd” neste Teste. Iremos mostrar para aquela professora idiota que nós somos sim inteligentes o bastante para tirar uma nota máxima, mesmo que seja algo difícil que se faça.

 

 

****

 

 

2 de Junho | 07h30 PM

 

 

Tans P.O.V

Eis que chegara um dos penúltimos dias disponíveis para estudarmos, apenas aos que estudam na Cyborg’s, pelo fato de o Teste estar se aproximando cada vez mais. Nenhum dos estudantes estavam relaxados ou algo do tipo, e sim estavam se esforçando o máximo, para estarem cientes de que farão o Teste tranquilos e sem dificuldade alguma em determinado assunto.

Hoje é sexta-feira, considerando um dos últimos dias disponíveis para estudarmos mais ao profundo. Isto é, nada de relaxar e pouco se preocupar com o Teste. Como bem dito pela Sanae-san, poucos passam no próprio. Todos pediram autorização dos responsáveis para ir estudar na casa do Kuro logo após que sejamos liberados do colégio. Falei com meus pais e eles permitiram. Alguns prefeririram retornar para casa tomar um banho para assim ir depois. Mas eu e Angel fomos indo na frente. Pelo menos nós podemos ficar um pouco à sós. Espera, por que estou dizendo isso?

 

— Então, Tans – diz Angel – está com dificuldades em algum assunto?

— Bem... – falo um pouco tímido. Pensando se deveria dizer sim ou não, pois não quero que ela se preocupe tanto comigo. Na verdade, não gosto quando alguém se preocupa tanto comigo.

— Tans-kun, você não precisa ser tímido quando fala comigo. Somos amigos ou não?

— Somos, Angel. Mas eu sinceramente detesto quando se preocupam demais comigo.

— Nada disso. Amigos servem para isso. Eu quero ajudá-lo porque sinto que você realmente possui alguma dúvida em determinado assunto. Estou errada?

 

      Fico calado. Ela apenas sorri para mim e continua andando.

 

— Obrigado.

— Por o quê?

— Por ser uma amiga tão boa. Não apenas para mim, mas como também para os outros.

— Oras, por nada – ela dá um sorriso meigo, tão meigo que chega a ser inesquecível para quem o vê – já falei que você é muito fofo?

— Q-quê? – a fito corado.

— Digo apenas a verdade. Sua aparência, sua personalidade, suas atitudes fazem de você um garoto bastante fofo.

— Oh... – eu fico sem jeito – eu te acho muito bonita, Angel.

— Obrigada – ela cora de leve sorrindo.

— Eu te amo.

— O quê?

— Não foi nada. – é tudo o que digo, e Angel apenas solta uma risada gentil. Depois disso, não trocamos mais nenhuma palavra um com o outro.

 

 

Aizumi P.O.V

 

São exatas 06h30m, e todos já estamos em frente da casa de Kuro, há exatamente três minutos. Tocamos a campainha da mesma diversas vezes, mas não haveria nenhuma resposta. Talvez ele havia saído para algum lugar. Mas, bem, ele poderia ao menos ter nos avisado sobre este fato.

Alguns calmos, alguns impacientes, especialmente Kai, que resmungara alguns palavrões desde a quinta vez que tocamos a campainha da casa.

 

— Será que ele saiu de casa de propósito para não estudarmos na casa dele? – diz Yamada.

— É, eu estou achando isto também – fala Kai, bagunçando seus cabelos impaciente.

 

      Esperamos cinco minutos. Até que – finalmente – a porta abri-se.

 

— Ah, vocês já estão aqui – falara Kuro.

— Bem falado! “Já” estamos aqui, sim, e há mais de cinco minutos esperando você vir até aqui!

— Nossa, me desculpem. Eu estava arrumando algumas coisas para se sentirem confortáveis aqui.

— Para de mentir. – Kai responde.

 

      Kuro quase socara o rosto do próprio, mas ele desvia.

 

— Ei!

— Nunca mais diga que eu estou mentindo quando estou dizendo a verdade, ouviu bem!? – ele fala irritado.

— “Tchurma”. Se estamos aqui para nos reunirmos e estudarmos, é bem melhor fazermos isso de uma maneira mais pacífica, concordam comigo? – comentara Arb, e todos acenam um ‘sim’ com a cabeça.

— Você tem toda a razão, Refi – falara Hayato fixando seus óculos – não é bom brigas entre amigos.

— Pois é. E nem entre irmãos – explanara Utau, fazendo uma pequena indireta à mim e Hayato.

— Eu já disse que não somos irmãos – falo.

 

            Kuro permitira que entremos em sua casa. Colocamos nossas coisas na mesa que fica na sala de estar. Nos sentamos e descansamos um pouco, pois a casa de Kuro não é para lá de perto do colégio e muito menos de nossas casas.

 

— Okey, o que faremos primeiro? – questiona Mina, com seu clássico sorriso no rosto.

— Hum... o que acham de inicialmente nós sabermos quem e no quê está em dúvida em algum assunto? – sugestiona Kayriu.

— Bela sugestão – dissera Yuu.

— Tans está. – fala Angel.

 

      Todos olham para o mesmo.

 

— Bem... eu estou com dúvidas na matéria de música. Sobre as notas musicais e o pentagrama, sabe?

— Entendo – Yamada dera um sorriso – como falei antes, não sou expert, mas acho que conseguirei ajudá-lo.

— Obrigado – Tans agradece.

— Mais alguém está em dúvida?

— Eu estou – Sasaki se ergue – na verdade... eu estou com dúvidas em praticamente tudo! – a ruiva fala envergonhada.

— Você não precisa se sentir constrangida apenas por não compreender os assuntos – diz Orfeu – cada um possui seu nível de aprendizagem.

— Obrigada, Orfeu... eu realmente estava com medo que me caçoassem.

— Claro que não, somos todos amigos, Sasa! – Yuuta a abraça de lado – que eu saiba, amigos não caçoam uns aos outros.

— O Yuuta tem razão – concordara Yuu

— Pois é. Mas, uma coisa, Kuro – Kai fala sério o fitando, mas subitamente ele faz uma expressão engraçada – onde fica o banheiro? Porque, né, a coisa aqui tá séria.

 

       Todos soltam risadas, Kuro apenas põe sua mão na testa segurando o riso.

 

— Fica no andar de cima na última porta.

— Valeu – ele sobe ao andar de cima correndo.

 

 

****

 

 

— Que fome!! – Mina exclama.

— Confesso que também estou. Estamos aqui sentados e em silêncio por umas três horas – dissera Hope, esticando seu braço e pernas ainda sentada.

— Ei, Kuro, se você estava arrumando a casa então você provavelmente teria feito algo para comermos, não é? – interroga Yuu.

— Oh, mas é claro que eu fiz. Já volto – Kuro se retira e vai até a cozinha.

— E então, Tans, você conseguiu compreender o assunto? – perguntara Arb, em meio à um sorriso.

— Sim! – ele também sorri – ela é realmente boa nesta matéria.

— Nossa, que elogio, hehe – Yamada fala sem jeito

— Imagino se você sabe fazer algo relacionado à música, assim como a Mina – continua Kayriu – como tocar algum instrumento, cantar...

— N-não, eu não sei fazer nada disso – Yamada desvia o olhar bulindo nas mechas de seu cabelo.

 

— Voltei! – Kuro retorna, trazendo consigo uma bandeja repleta de sanduíches, pedaços de bolo e alguns doces e salgados – preparei isto para comermos quando estava organizando aqui. Estes docinhos e salgados eu apenas adicionei agora.

— Entendi – Kai fala, pegando um sanduíche e o comendo em seguida – meu Deus, que gosto horrível! – provoca Kai.

— Se quer melhor então faça – Kuro responde, e todos gritam baixo com a sua resposta fria.

— Fora você quem fez este bolo? – interroga Yamada.

— Sim! Eu o fiz!

— Nossa, está realmente uma delícia. Já pode se casar com a Yamada.

— Arb! – eles falam em uníssono e corados.

— Mas a Refi diz a verdade. Vocês realmente combinam – Hayato fala.

— Já escolheram o nome dos filhos? – pergunta Kayriu brincando.

— Parem com isso – Kuro abaixa a cabeça constrangido.

    

— Não fique constrangido, Kuro. Mas isto não significa que não estamos brincando, apenas estamos sendo sinceros – fala Yuu.

— Como falei, amigos não caçoam uns aos outros, mas podem ser sinceros um ao outro! – Yuuta dera um sorriso.

— Vocês, hein – Yamada dá uma risada de leve.

— Você também fez alguma bebida? – Kessie pergunta.

— Eu não fiz, eu comprei – Kuro sorri sem jeito e coça sua bochecha em sinal de vergonha – eu não sei fazer sucos tão bem, então pretendi não arriscar fazer um suco sem que seja do agrado de vocês. Então, eu apenas comprei refrigerante e suco.

— Está tudo bem! – Kessie responde.

— Pega lá para a gente, então? – Kai diz.

— Pega tu! – Kuro retruca irritado, e todos nós soltamos risadas.

 

            O que Kuro preparou para comermos fora o suficiente para continuarmos o estudo. Conversamos, trocamos descobertas sobre determinado assunto que envolva o que estamos estudando, dialogamos abobrinha mas mesmo assim se quer nós paramos de estudar de uma vez. Os minutos que ficamos do lado de fora da casa do Kuro valeram a pena para termos uma noite divertida. Todos nós conseguimos compreender o que estávamos na dúvida. Porém, a diversão infelizmente havia chegado ao fim. As dez horas chegaram, e aos que têm responsáveis que se preocupam bastante tiveram que ir para casa.

 

— Foi divertido – Kuro diz, ajudando todos nós a arrumarmos as coisas e colocar em nossas bolsas.

— Concordo. Precisamos fazer isso mais vezes – falo sorrindo.

— Pois é, como também eu gostei de que fizeram companhia à mim. Sou muito sozinho, sabem?

 

      Todos fazem uma expressão triste.

 

— Ei... você não está sozinho, não – Yuuta diz em tom consolador – estamos aqui para o que der e vier.

— Também acho. Não se sinta sozinho, se você quiser, podemos até combinar de virmos para dormir aqui – dissera Orfeu.

— Obrigado, eu estava precisando de palavras como estas – ele olha para o relógio – é melhor vocês irem. Não se esqueçam de revisar mais amanhã e depois de amanhã, okey?

— Claro que iremos – Yuu faz um sinal positivo.

 

     Todos nós acenamos e saímos da casa de Kuro. Porém a Yamada ficou onde estava.

 

— Yamada-san, vamos indo? – fala Kayriu – iremos levá-la em sua casa, não fique com medo.

— N-não, eu não estou com medo... – ela abaixa sua cabeça.

— Então o que houve? – interroga Kuro. Ela fica calada, mas ela o olha fixamente.

— Eu também sou bastante sozinha. Não moro com ninguém, pois meus pais morreram há um tempo. Então... – a galega diz, e logo segura ambas mãos de Kuro – eu irei ficar com você aqui esta noite!

— Yamada... chan – ele a olha. Estava bem claro através de sua expressão que o mesmo estava fascinado com a beleza de Yamada.

— Por favor – ela sorri.

— Bem, não seria incômodo... portanto você pode ficar aqui pelo menos este final de semana – ele devolve o sorriso.

— Que cena linda... – Angel fala, observando os dois e sorrindo.

— Iremos indo agora. Espero que neste fim de semana, vocês percebam o quanto se amam – Kai provoca, e Kuro apenas dá alguns passos ligeiros que fez ele sair correndo, e todos nós rimos.

 

— Tchauzinho! – Mina acena.

 

 

5 de Junho | 08h00m PM | Cyborg’s

 

 

            Dia 5 de Junho de 2017, sinônimo de “Dia do Desespero”. Possa até parecer exagero, mas não. Hoje acontecerá o tão clamado Teste de Liberdade, do qual ocorrerá na Cyborg’s. Por motivos indeterminados, iremos fazer à noite. Não era de se esperar por isso, mas temos de aceitar o desejo da Rachel-sama.

            Chego em frente à Cyborg’s. O suor escorrera de meu rosto, e isto fez-me ficar parado ali, enquanto os outros estudantes passam.

 

— Aizumi. Você consegue passar neste Teste. Provavelmente este será bem mais difícil que o Teste de Entrada, e o mesmo fora difícil, também – falo comigo mesmo, logo respiro fundo e me direciono ao portão e entro na escola. Ao entrar, lá estavam todos que conheço, inclusive os alunos que conheço do terceiro ano, que seriam a Mira e o Litch.

 

— Olá! – Mina acena, e todos acenam depois para mim.

— Oi – falo sem graça e sorrindo.

— O que você tem? Parece até que viu um fantasma – dissera Litch.

— Não sei como dizer. Meu coração está batendo forte.

— Ah, não se preocupe, é apenas a Hope que fez seu coração bater deste jeito – Yuu brinca, fazendo-os corar.

— Está com medo de ser reprovado no Teste? – pergunta Mira.

— É. Eu acho que sim.

— Não se apavore, Aizumi. Estudamos o necessário, ou melhor dizendo, chegamos a estudar mais do que o necessário. Com certeza iremos passar neste Teste! – Arb o consola.

— Pois é. Para mim, você quem mais se dedicou e se preocupou aos estudos – comenta Orfeu

— Nossa. Valeu – faço um sinal positivo sorrindo fraco.

— Cheguei! – Hiri veio correndo e cansada.

— Por que estava correndo? – interroga Yamada.

— Tinham vários fãs pedindo-me autógrafos, mas eu disse que não tinha tempo! Porém, eles correram atrás de mim! – ela diz ofegante.

— Acalme-se. Vá beber alguns copos de água – Litch sugestiona.

— Okey! – ela vai até o bebedouro ligeiramente.

 

            Alguns minutos depois, ela retornou mais calma e sentou-se ao nosso lado para dialogar sobre o Teste. E finalmente, o sinal toca para nos direcionarmos às nossas salas. Litch e Mira nos desejaram boa sorte antes de irmos, desejamos o mesmo à ambos e fomos diretamente para a 2–A. Estranhamente, todos estavam calados e quando chegaram na sala, apenas sentaram-se e colocaram suas canetas sobre a banca. Rachel entrara na classe junto de Sanae, que nos olha com aquele seu olhar sombrio que fez no dia que nos avisou sobre o Teste.

 

— Espero que tenham estudado o necessário – Rachel diz – lembrando à todos de que quem tirar uma nota abaixo de C, não iremos pensar duas vezes para mandar o indivíduo que tirou uma nota abaixo da indicada para a recuperação e ficar aqui mais duas semanas. Espero que se deem bem nesta prova completamente difícil – ela dera um sorriso sínico.

 

            Um silêncio inacreditável predomina-se na sala. Sanae-san distribui a prova. Ela chegou ao meu lado, me fitando seriamente e depois dando um sorriso, logo distribuindo-me a prova, que está continha exatas quarenta questões. Rachel se retira da sala, e se quer fala algo como “boa prova” ou “boa sorte” para nós. Sanae se direciona em frente à nós, que curvara-se dizendo:

 

— Boa sorte com o sofrimento.

 



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