História Rock Bottom - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amizade, Bissexualidade, Comedia, Heterossexualidade, Homossexualidade, Romance
Exibições 2
Palavras 1.288
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Jennifer.

Capítulo 2 - Homem pelado vestido


Acordo toda Jennifer, coço os olhos e olho em volta. Depois de checar a hora no meu celular (e perceber que acordei cedo pra caramba), desço da beliche, vendo que as camas já estão feitas (a da Sabrina, não é novidade, ela mesma insiste que arrumemos assim que levantemos; mas a da Giovanna já estar arrumada eu estranho).

Estou meio aérea, por causa do sono, e me pego pensando na sutileza de voltar a dormir, enquanto vou para cozinha, comer alguma coisa. Fico feliz em ver que já tem café pronto. Encho uma caneca com café quente e esquento uma pizza de outro dia. Sento na bancada e fico olhando para as costas do sofá, enquanto como desanimada; quando algo, repentinamente, chama a minha atenção. 

um cara

só de cueca

levantando do sofá, que está de costas pra mim. Dou uma secada descarada no corpo dele, as costas meu deus ele tem covinhas nas costas, e uma bunda super sexy. Ele se vira e vejo seu peitoral, seus braços fortes, ombros largos e ah, seu rosto. Que. Homem. Perco o fôlego.

Ele sorri ao perceber que estou olhando para ele; vem andando em direção a cozinha e tudo o que eu penso é o que que esse homem tá fazendo aqui. Coço os olhos, mas ele continua vindo; e vai até a cozinha, abre os armários até achar uma caneca, que enche com café. Faz isso tudo enquanto cantarola uma música que não reconheço. Desperto de meu estupor e vou até ele.

— Garoto, quem é você? Como você entrou aqui? O que você tá fazendo aqui? — Digo, pegando a caneca da mão dele.

— Tomando café. — diz ele, rindo da minha cara de incrédula e pegando a caneca da minha mão.

— Caralho, como você veio parar aqui?

— Para falar a verdade, eu nem me lembro. — Ele dá de ombros.

Não é todo dia que eu acordo e um deus grego está andando pela minha casa, acreditem vocês. Mas isso é o que acontece quando você tem uma amiga sagitariana morando com você. Sim, a Giovanna. Ela chega, vez ou outra, com um carinha aleatório, e passa a noite com ele. Quando ele não vai embora de noite mesmo, acaba ficando para tomar café da manhã com uma Giovanna de ressaca, a qual não se recorda do que fez na noite passada.

Ainda estou tentando me acostumar, já que faz um mês que nós moramos juntas, mas ainda é algo novo; e não que eu ache ruim, muito pelo contrário... alguns caras são bem gatos de se observar desfilando pela casa...

Bem, por falar em Giovanna, vejo pelo canto do olho ela se levantando do sofá, também. Ela está enrolada nas cobertas, e tenta enxergar o que está acontecendo na cozinha, já que está sem óculos. Cambaleia até a cozinha e resmunga um “bom dia, e aí?”.

O jovem pelado deixa a caneca de lado, vai até Giovanna e enfia a língua na boca dela. Eles começam uma pegação lá, e eu apenas desvio os olhos e continuo a comer.

Depois de um tempo, ele pergunta:

— Onde fica o banheiro?

Giovanna aponta para a porta no fim do corredor.

Ele pega suas roupas do chão (que eu não tinha reparado antes) e vai até lá.

— Gi, quem é ele? — Cochicho, apontando para a porta do banheiro com minha caneca.

— Eu nem sei, mas ele é bem gato, né? E beija bem. Deve ser algum carinha que conheci noite passada. Ainda tem café? — Ela dá de ombros.

— Tem. — Reviro os olhos.

Acabo de comer e saio da cozinha para ir me arrumar. No caminho, me encontro com o homem pelado vestido (???), que pisca para mim. Pego minhas coisas e levo para o banheiro, onde tomo um banho e me arrumo.

Quando já estou saindo para ir trabalhar, passo pela cozinha, onde Giovanna está beijando o carinha lá. Pego minhas chaves, calço o tênis e saio.

                           

Boto os fones de ouvido e vou andando até o ponto de ônibus. Enquanto ando, vou observando as pessoas a minha volta. Escuto os sons que ultrapassam o volume da minha música, como buzinas altas, algo que já estou acostumada. Imaginei esse mesmo cenário só que em um ônibus, dessa vez com todas as pessoas apertadas contra mim. Continuo andando monotonamente, desviando das pessoas, até que paro no ponto do ônibus e me sento em um banco. Pego meu celular e mando uma mensagem para o Gabriel, que mora aqui perto.

J – Gabriel Gabriel Gabriel Gabriel Gabriel

G – Fala criança de Deus

J - Cê pode me dar uma carona? Tava pensando no fato de que vou ter que pegar um ônibus lotado quando meu querido amigo mora aqui perto desse ponto (sabe, o da frente d’O Café del Rei?)

G – Eu achando q vc tava morrendo aí

Pede pro Keven, ou pro Miguel, sei lá

J - Ele nem tá acordado essa hora. E não peço pro Miguel nem a pau

G - Ai querida

Até parece q vou deixar minha cama quentinha pra ir te levar no trabalho

Eu hein

J - Poxa, Vadea, vc tá me devendo um favor

G - mas pra chegar nesse ponto aí é contra-mão e

Eu to

Com

 uma preguiça

J- Eu te pago um sorvete

G - Não gosto

J- Como assim não gosta de SORVETE?

G - Não gosto. Posso voltar a dormir?

J- Tá. Um café.

G - Olha aqui, mocinha, eu espero mesmo que você esteja com um copo grande de café daqui 10 minutos na frente dessa cafeteria.

J- Fechado, senhor.

 

Boto o celular no bolso novamente e atravesso a rua, indo até a cafeteria. Tiro os fones, abro a porta, e ouço o costumeiro som de sino, que avisa a chegada de alguém. Vou até ao balcão e vejo que o Chefe está lá. Sorrio para ele, e o homem coberto de tatuagens, cabelo grisalho e olhos gentis me retribui com um sorriso amigável.

— Bom dia. Café?

— Bom dia. Sim. Mocca. Grande. A Sah está por aí?

— Ela foi comprar mais leite, que acabou, ou algo assim. Bom, o café deu 7 reais. E desculpe a pergunta, mas você não trabalha essa hora?

— Sim, mas hoje eu entro mais tarde; e consegui uma carona, graças a Deus, imagina pegar ônibus essa hora... — Digo, dando o dinheiro pra ele.

— Ah, o Miguel vai te dar uma carona? — Disse ele, enquanto guardava o dinheiro e começava a preparar meu café.

— Ahn? Não, por quê?

— Não sei, só imaginei que...

— Ah, não, não rola mais nada entre a gente.

— Sério? Porque esses dias o menino tava falando em você. Jennifer isso, Jennifer aquilo.

— E aquela mulher... Marta, o nome dela? Tem falado com ela?  — Digo, para provocá-lo. Ele desvia os olhos e sorri um pouco.

—Tenho, por quê?

— Nada não — rio.

O sininho toca novamente, avisando sobre a entrada de mais alguém.

— Jennifer, miga, não disse para você estar na frente daqui com um café em DEZ minutos?

— Em minha defesa, o café daqui é maravilhoso, e você pode se deliciar com ele enquanto esquece meu atraso. — Ele revira os olhos, mas vem me dar um abraço mesmo assim. Olho para o queixo dele e puxo sua barba de leve. — Você fica bonito de barba.

— Eu sei, fofa ­— Reviro os olhos e me afasto.

O Chefe me entrega o café, sorrindo, e pisca para mim. Eu agradeço e dou o café para o Gabriel, que vai até a mesa, para adoçá-lo. Muito, muito açúcar. Quando, enfim, vamos sair, aceno para o chefe, mas ele não vê; está cantarolando uma música e dançando um pouquinho, enquanto limpa a mesa. Típico do Chefe. Rio um pouquinho, e mostro para o Gabriel, que ri também.


Notas Finais


Taí o segundo capítulo, espero que tenham gostado! ♥


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