História Run Or Love - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias How to Get Away With Murder, Lily Collins
Personagens Frank Delfino, Lily Collins
Tags Amor, Comedia, Daddy Issues, Drama, Fanfic, Hailee Steinfeld, Love, Mistério, Romance, Suspense
Exibições 10
Palavras 1.552
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eu fiz alterações nos personagens, na capa da fanfic e no primeiro capítulo! Espero que gostem, ao reler o primeiro capítulo de novo as mudanças podem não parecer tão grandes, mas são necessárias e deram mais sensatez ai enredo! Enfim, boa leitura!

Capítulo 1 - Begin Again


A música estava alta e fazia com que meu coração batesse mais rápido que o normal, com um copo em uma de minhas mãos e um carinha qualquer agarrado a minha cintura, eu dançava no ritmo sensual que explodia a pista de dança no meio da sala de Cindy Carlson. A casa estava lotada, passava das duas da manhã, eu já estava bêbada a muito tempo, e não, aquilo não era uma grande novidade já que eu sou sempre conhecida pelas doses a mais. Eu sempre queria o efeito do álcool em mim, queria aquela leveza, queria não me importar com bons modos, com educação, queria esquecer a vida medíocre que eu andava levando, empurrando com a barriga vagarosamente.

Me virei rapidamente e beijei o loiro que anteriormente dançava atrás de mim. Senti o gosto de álcool passando de sua boca para a minha e vice-versa. Envolvi meus braços em volta do pescoço do cara, ele me apertou com força e eu gemi abafado em seus lábios. Aquilo estava começando a ficar quente.

Ele colocou meus cabelos para o lado e começou a beijar-me no pescoço me deixando arrepiada. Eu sentia o seu perfume forte, sentia os músculos dele, eu sentia meu corpo quente por baixo do meu vestido. Eu estava sentindo coisas demais em um lugar de menos.

Parei o beijo e ele me olhou, fiz um enorme esforço para lembrar de seu nome, mas as doses de tequila não permitiram, então apenas gesticulei fazendo o mesmo me seguir. Seguimos pela sala com dificuldade e enfim chegamos ao pé da longa escada de Cindy Puxei ele até as escadas, terceira porta a direita e lá estávamos nós no banheiro, como dois adolescentes que mal podiam se conter.

Ele me sentou na bancada da pia e eu não reclamei. Em seguida ele beijou meu pescoço, descendo suas mãos por meu corpo até parar na minha bunda. Minhas mãos estavam em seus cabelos loiros, eu os puxava toda vez que ele chupava meu pescoço, aquilo me deixava insanamente fora do ar.

O cara colocou a mão por baixo de meu vestido e então eu pude ouvir as batidas na porta. Ele parou e me olhou sem graça, sem ter muito o que fazer eu apenas desci da pia e o afastei de mim, olhei meu estado, passei as mãos em meus cabelos e abri a porta, deixando o banheiro, mas sentindo o loiro na minha cola.

Desci as escadas depressa e vi Amber e Ethan juntos, como sempre eles se pegavam nas festas e se ignoram no dia seguinte. Isso já acontecia há pelo menos dois anos e o cinismo dos dois perante a isso era bizarro. Eu não pude deixar de rir daquela cena.

Passei por ela e mais a frente vi Jacob, ele estava com uma loira em seu colo enquanto Kevin se agarrava com outra ao lado. A típica festa de Cindy Carlson, onde todo mundo pegava todo mundo, onde a bebida era liberada e a música era alta.

Minha cabeça já estava girando a algumas horas e as luzes coloridas também, quando senti alguém tocar em mim. 


Me virei vendo o cara do banheiro com um sorrisinho no rosto e as mãos no bolso, ele era lindo e seu beijo era quente, mas eu já havia me cansado daquilo, eu já sentia meu corpo fraquejar. Dei as costas para o cara e fui até Kevin, que após meus sinais me seguiu até o estacionamento, sem muitas perguntas ele destravou o carro e eu peguei minha bolsa, deixando ele para trás.

A rua estava pouco iluminada, mas eu não morava muito longe dali, fazia frio e eu podia ver o vapor todas vez que eu respirada, me sentindo ofegante. Continuei andando com os braços envoltos em meus próprios ombros até ver a casinha amarela que era a minha desde que eu me havia dado o primeiro sinal de vida.

Entrei sem muita dificuldade e me joguei no sofá, vendo a bagunça que estava ali a um bom tempo. Respirei fundo sendo atingida por mil e uma lembranças e me virei para o lado. Era sempre tão difícil dormir, como se fosse a coisa mais complicada do mundo, como se meu cérebro estivesse ocupado demais trabalhando nas minhas memórias para me deixar quieta até adormecer. Já faziam longos anos que eu não tinha uma incrível noite de sono, longos anos que eu não tinha nada incrível na vida.

Cinco anos desde a morte de minha mãe, cinco anos que eu fui deixada com minha irmã, Scarlett. Foram três anos com ela, três anos lidando com muitas drogas e muitos homens que eu simplesmente não sabia de onde surgiam. Aquela era Scarlett, sempre envolvida com coisas que extrapolavam os limites, sempre destruindo tudo o que estava a sua volta, e foram três longos anos até ela ter uma overdose numa festa e ser enterrada como indigente, já que permaneceu no iml sem que ninguém fizesse o reconhecimento do corpo. Nem mesmo eu, que com medo e aos quinze anos, não tive forças para aquele trabalho tão mínimo.


Os anos com Scarlett foram os piores, sempre tão agressiva, ela acabou vendendo quase tudo o que havia na casa, nós brigávamos constantemente e eu sempre acabava chorando.

Quando a notícia de sua morte chegou até mim por um de seus amigos, eu não pude simplesmente repudiar meus sentimentos de tristeza. Ela gostava de me pressionar, gostava de dizer que eu era a preferida da mamãe e de enfatizar que ela havia ido, gostava de me lembrar da morte de nossa mãe, mas era a única pessoa viva que havia restado. Scarlett nos deixou numa situação precária, vendeu quase tudo da casa, mas eu sabia que ela estava alí, mesmo que fosse para gritar comigo.   

Dali em diante eu estava sozinha. Me virava sozinha, comia quando dava ou quando Amber ou Kevin decidiam me arrastar para suas casa e me dar um prato de comida.

Isso era mesmo uma vida? Eu vivia com isso na cabeça, vivia me matando com pensamentos do tipo. Sozinha, morando com ratos e baratas numa casa vazia. Qual era a minha expectativa de vida? Minha cabeça girava só de pensar e eu sentia toda a dor e a pressão emocional que eu depositava sobre meus próprios ombros, eu precisava sair daquilo.

Fechei meus olhos e permaneci ali, esperando a hora que eu finalmente fosse cair no sono.

Ouvi alguém batendo palma diversas vezes e levantei sem muito ânimo. Olhei pela janela da sala, vendo uma mulher negra vestindo roupas sociais e senti meu coração disparar. Abri a porta desconfiada e a mulher sorriu tentando ser amigável.

- Bom dia! – Ela disse e eu cocei os olhos sentindo meu corpo pesado. – Eu posso entrar? – A mulher disse e eu assenti, sem graça.

Abri o portão para ele e logo ela estava no meu sofá, seu olhar era claro, ela estava analisando tudo e com certeza o final dessa análise não seria boa, afinal ali estava Lexi O’hara, morava sozinha aos dezessete anos e nem mesmo uma geladeira eu tinha.

- Alexia, certo? - Ela disse e eu assenti. - Eu preciso falar com sua irmã! – Ela disse e eu simplesmente congelei.

- Minha irmã? – Perguntei e ela assentiu com uma expressão enigmática. – Ela sumiu! – Foi a única coisa que consegui dizer.

- Sumiu? Como sumiu? A quanto tempo? – Ela perguntou anotando algo em algo que eu imaginei ser um tipo de ficha.

- Três anos. – Disse baixo.

A mulher me olhou, depois olhou em volta e voltou a me olhar. Logo em seguida voltou seus olhos para alguns papéis, escrevendo e escrevendo de forma compenetrada.

- Passou três anos sozinha e não procurou o serviço social? – Ela perguntou e eu fechei os olhos com força.

Pronto, eu iria dali para um abrigo! E foi exatamente por isso que eu não havia comunicado o serviço social, eu não poderia terminar daquele jeito, indo de um lugar ruim para um muito pior. Morar com um estranho já parecia ruim, agora morar com mais de um soava péssimo!

- Alexia, eu sei que as coisas estão difíceis, mas você não pode ficar sozinha, tem só dezessete anos!

- Eu estou sozinha desde a morte da minha mãe! Ou você acha que me colocar sob jurisdição de uma pessoa com sérios vícios em narcóticos é me deixar em boas mãos? – Disse irritada e ela suspirou

- Eu sinto muito, Alexia! Muitas vezes é mais fácil para o governo encaminhar uma criança desamparada para qualquer parente do que procurar um lar seguro para ela, mas nós resolveremos isso. Por isso estou aqui hoje, as fichas de crianças e jovens dentro do serviço social estão sendo reavaliada e junto com elas a real situação de todos eles.

- Resolveremos? Como? Porque eu prefiro fugir do que ir para um abrigo!

- Você precisa se acalmar! Ir para um orfanato não é a única opção, eu te garanto isso! Eu posso ver o que pode ser feito no seu caso, mas precisa cooperar, talvez as opções de início não se pareçam como um novo começo deslumbrante, mas eu te garanto que será melhor do que onde está agora.

Ótimo, alí estava eu, meu futuro incerto jogado a mesa mais uma vez. Eu não queria aceitar, mas sabia que qualquer coisa que ela dissesse teria que ser obrigatoriamente acatado por mim. Não me restava muito a não ser esse tal novo começo!


Notas Finais


E ai? O que acharam? Comentem com a opinião de vocês, fav se gostarem, e até o próximo capítulo... ❤


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...