História Rogai Por Nós. - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Naruto Uzumaki, Sasuke Uchiha
Tags Narusasu, Sasunaru
Visualizações 350
Palavras 2.136
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


BOOOOA NOITE GENTE!

tô aqui pra apresentar para vocês minha fic sasunarusasu, eu sou leitora assídua de sns, mas nunca escrevi, tô atrevida e muito insegura, mas seja fé no pai que a fanfic sai hahahhah

a história se passa em 2010, numa cidade no norte de Massachusetts, e aviso logo que envolve religião, então se não gosta tudo bem, não leia, eu entendo de verdade.

Sasuke é padre, Naruto é um perdido na vida ahahah, mentira, mas por favor, deem uma chance a história, eu juro que ela é boa!

É isso, e até mais!

Capítulo 1 - Pastor e Ovelha


“Crux Sacra sit mihi lux”.

Rowe, Massachusetts – EUA.

Fevereiro de 2010

            — De onde você conseguiu tanta coisa, irmãozinho? Tem certeza que mandaram o caminhão certo?

            Itachi Uchiha sorriu, mesmo que ainda ofegasse, após livrar o ombro do peso da grande caixa de papelão cheia de pratos. Itachi estava com trinta e dois anos, era considerado um homem atraente, apesar de extremamente tímido quanto a isso. Os cabelos escuros eram lisos e cumpridos, mas estavam presos para facilitar o trabalho. No baú do caminhão de mudanças estacionado frente à pequena casa de apenas um andar ainda existiam muitas caixas e moveis para descarregar.

            — Está casa é antiga, Itachi e eu preferi abrir mão da mobilha anterior, achei mais eficaz doar tudo para quem precisa. Minhas coisas ficaram mofando em Boston de qualquer forma.

            — Sei que está um frio desgraçado, mas mataria por uma cerveja.

            — Não diga essa palavra e muito menos que mataria alguém, Itachi.

            O de cabelos longos rolou os olhos e deu a volta no pequeno sofá de dois lugares para depois sair da casa outra vez. Itachi nunca diria isso em voz alta, mas gostaria que Sasuke fosse mais seu irmãozinho e menos padre quando estivessem a sós. Sasuke Uchiha não conseguia traçar um limite para agir em que sua posição não interferisse.

            O jovem padre amava o irmão mais velho com todo o coração, mas Itachi tinha de se acostumar a seu estilo de vida e essa foi uma das razões que o levou a aceitar a pequena diocese daquela cidade interiorana, longe de Boston e assim dando ao irmão e cunhada a privacidade que recém-casados necessitam. Sasuke nunca se sentia confortável quando flagrava o irmão e a cunhada em momentos mais íntimos ou revirava na cama ouvindo os barulhos típicos de uma relação sexual. A situação o chateava e chateava aos outros, mesmo que nunca dissessem.

            Mas, também entendia que Itachi sempre teria a necessidade de cuidar de si, o amor incondicional que só crescera desde a infância e nada abalava mesmo adultos. Eram irmãos, amigos e unidos por laços dolorosos.

            — Acho que vou procurar um lugar e comprar algo congelado, pode instalar o forno em quanto isso?

            — Estou morto de fome, Sasuke! Ainda bem que se tocou. – os dedos gelados de Itachi tocaram a testa do irmão mais novo. – Se possível lasanha de quatro queijos.

            — Por favor, fique de olho no caminhão. – Sasuke ergueu-se do chão, deixando de lado a caixa com porta-retratos que estava esvaziando, buscou o grande casaco de lã sobre o sofá de segunda mão e o vestiu. – E se vierem me procurar diga que já volto... E se comporte.

            — Você é o padre, não eu. – deu de ombros e piscou para Sasuke. – Vai logo e traz cerveja pra mim.

            — Deus te abençoe, Itachi.

            Sasuke assoprou as mãos quando entrou no velho Volvo 2007 que conseguira comprar depois de vender alguns quadros cedendo às insistências de Karin. O carro não era o melhor, mas nunca dera problemas e isso bastava. O interior sempre cheirava a café depois de ter entornado a bebida quente há dois anos e lavagem nenhuma resolvia, no retrovisor mantinha presente o terço de madeira que Mikoto, sua mãe, lhe dera quando fez a primeira comunhão.

O motor ligou na segunda tentativa e ele verificou o painel do veiculo e notou que o tanque de gasolina estava quase vazio, precisava passar naquele posto que vira quando chegava de madrugada.

Rowe, a cidade florestal no norte do estado, quase em divisa com New Hampshire, rodeada por altas montanhas e lagos gelados na maior parte do ano, era o novo lar de Sasuke Uchiha, um jovem padre de vinte e oito anos que exercia a função desde os dezenove. Sasuke nasceu e cresceu em Boston, rodeado pelas aventuras das grandes cidades, mas aos catorze anos acontecimentos severos o levaram a buscar consolo na religião. Um bom lugar para um pássaro ferido.

Morou até o dia anterior no quarto adjacente ao pequeno apartamento do irmão Itachi e sua esposa Sakura, mas teve suas orações respondidas quando o Arcebispo de Massachusetts, George Lenox, o contatou por telefone com a proposta de cedê-lo a pequena diocese da comunidade presbiteriana de Rowe. Sasuke aceitou sem pestanejar, nem mesmo deu a devida atenção aos problemas anteriores da igreja ou se assustou com os boatos sobre o padre que lhe deu o cargo ter sido afastado por razões pessoais.

Sasuke nunca fora dado a boatos e talvez ali em Rowe ele pudesse compreender bem mais seu amor para com Deus e a missão que lhe fora dada no momento em que o aceitou de coração aberto. Sasuke via a si como um pastor e um bom pastor precisa tomar conta de suas ovelhas. E isso era o que faria.

Enquanto o Volvo prateado estacionava próximo a uma das bombas de combustível do velho posto de gasolina, Naruto observava junto às outras quatro pessoas que estavam ao redor. Era comum conhecer qualquer carro daquelas bandas e aquele carro nenhum deles conhecia. O garoto tragou do cigarro demoradamente, estreitando os olhos azuis em direção ao carro e observando o homem alto descer do Volvo e dar a volta até a bomba.

— Que gostoso. – a voz aguda o fez desviar a atenção de Naruto. – Puta merda, que gostoso!

— Ficou quente de repetente, deve ser o fogo saindo do rabo da Ino.

— Como se você não gostasse do meu rabo, Kiba. – a garota loira, Ino Yamanaka mandou um beijinho estalado em direção a Kiba. – O que acha dele, Hinata?

— Prefiro loiros.

Naruto rolou os olhos e acabou rindo.

Ali recostados ao velho carro de Kiba, um Gol 2002 preto, estavam o pequeno grupo de amigos que costumavam causar problemas pela cidade: Naruto Uzumaki, Ino Yamanaka, Hinata Hyuga, Kiba Inuzuka e Shino Aburame. Todos com a mesma idade, amigos desde o colegial e com tendências errôneas, displicente, promiscuas e criminosas. Jovens que jogavam a esperança de seus pais pelo ralo, causadores de confusão, inconsequentes demais e cheio de vida para continuar assim por tempo indeterminado.

Dentre eles e sempre entre eles, estava Naruto.

— Ino, aposto vinte paus que você não consegue nada com ele. – Kiba sacudiu a nota de vinte frente ao rosto da garota e ela a pegou, dobrou o dinheiro e guardou entre os seios apertados dentro do sutiã.

— Prepare-se pra perder querido.

Ino piscou e se direcionou ao homem alto, requebrando os quadris largos enquanto as botas de cano alto faziam eco pelo local. Naruto apagou o cigarro pisando com a ponta do tênis no que sobrara dele, e enfiou as duas mãos dentro dos bolsos do moletom. Estava frio, provavelmente cairia neve durante a madrugada. Ele encostou mais ainda o corpo esguio contra o carro e se pegou curioso para apreciar a caçada de Ino.

Ninguém em sã consciência negaria nada a Ino. Nem ele mesmo pode negar! Ela fora eleita duas três vezes seguidas a rainha da colheita de outono, um festival idiota, mas que a enchia de orgulho. Ino era alta, magra, dona de seios fartos e um rosto adorável de menina. Um conjunto perfeito, assim como Hinata. A jovem Hyuga era baixa, mas encorpada. Quem a via e não a conhecia poderia jurar que Hinata era a mais casta das castas.

Falho engano.

Naruto gostaria de poder ouvir a troca de palavras entre Ino e o homem, mas tudo que pode perceber fora que ele em nenhum momento encarou seus seios fartos ou cedeu aos sorrisos sensuais da loira. Ino o tocou no braço, o homem sorriu de forma gentil e... Paternal? Poderia usar essa palavra? Ele sorriu e disse algo que fez a Yamanaka arregalar os olhos azuis e se afastar. O homem negou brevemente e acariciou a cabeça de Ino com carinho.

Ela refez o caminho, parecia indignada e contrariada.

— Toma a droga do seu dinheiro, Kiba! – enfiou a mão delicada entre os seios e atirou o dinheiro na direção de Kiba. – Droga!

— Oh, levou um fora, anjo? – ele zombou e a agarrou pelos quadris, mordendo-lhe o queixo com os caninos sobressalentes. – A uma primeira vez para tudo.

— Posso ser uma vadia, mas não vou me meter com um padre.

— Padre?

— Sim, Hinata. O gostoso é padre. Ele disse que era e eu não vou duvidar. – Ino deu de ombros e fez um pequeno bico fofo.

            Sasuke perdera as contas de quantas vezes teve de lidar com o assédio de mulher e homens, até mesmo quando trajado com túnica e estola e isso lhe rendia boas risadas ao lado de Itachi. Bem, acabara de ganhar mais uma sobre a bela garota que lhe propôs um oral gostoso no banco de trás do Volvo. Não se sentia surpreendido ou desrespeitado, mas se perguntava a quanta andava os costumes dos jovens naquela cidade, não que em Boston fosse muito diferente! O mundo lhe parecia um grande barril cheio de promiscuidade e violência, era seu dever reunir os rebanhos de ovelhas perdidas e direciona-las na direção do correto, do que Deus ama e aconselha.

            A garota se afastou logo após Sasuke lhe explicar que era padre e a convidar para a primeira missa dele ali, no domingo de manhã. Disse que ela poderia levar seus amigos também, que todos eram bem vindos!

            A bomba de combustível informou que o tanque estava cheio, Sasuke pegou o cupom após coloca-la no lugar e buscou a carteira dentro do porta-luvas. Se dirigiu ao pequeno posto de conveniência, verificando as horas no velho celular. O sino bateu quando ele entrou no lugar, agradeceu em prece por estar tão aquecido e cumprimentou a senhora atrás do balcão com um aceno. Buscou as geladeiras e foi até elas. Itachi tinha sorte, só havia uma lasanha de quatro queijos em meio a uma porção de lasanhas de frango e carne. Pegou uma para si, uma para o irmão. O sino da porta bateu outra vez, mas ele não notou.

            Sasuke seguiu até o corredor de bebidas e sorriu para o suco de tomates, seu favorito! Pegou duas caixas e se virou, girando nos calcanhares até achar a cerveja favorita de Itachi, se abaixou para pegar um pack e franziu o cenho quando um par de tênis brancos entrou em seu campo de visão, pela direita. Ergueu o olhar e o corpo, encontrando um par de olhos azuis intensos, brilhantes e... Lindos.

            Naruto mediu o homem dos pares de sapatos engraxados até os olhos escuros. Pálido, de ombros largos, um maxilar bem firme e marcado, lábios finos e secos pelo frio, cabelo escuro penteado para trás e sem sombra de dúvidas o homem mais bonito que já havia visto em sua vida.

            — Padres não bebem cerveja.

            Sasuke arqueou uma das sobrancelhas grossas e olhou para o pack em sua mão. O garoto trocou o peso do corpo para a perna direita e deu de ombros. Era alguns poucos centímetros mais baixo que si, cabelos loiros e revoltos, pela bronzeada mesmo que isso lhe parecesse impossível naquela região, lábios grossos e os olhos... Oh, os olhos daquele garoto eram como o céu limpo que sempre se apresentava enquanto Jesus Cristo ensinava sobre amor a seus seguidores.

            Um azul limpo e puro.

            Sasuke se recompôs e sorriu um pouco.

            — São para o meu irmão. Padres não mentem.

            — Claro que são. – Naruto debochou e agarrou uma garrafa de vodca, escolheu sem olhar, sua atenção não saiu do suposto padre por nenhum segundo. – Você é novo aqui.

            — Oh, sim. Venha até a missa no domingo de manhã, vai confirmar que sou mesmo um padre.

            Naruto sorriu e em seguida deslizou a língua rosada pelo lábio inferior, escondendo a garrafa dentro do moletom. O padre apertou as caixas de suco dentro dos dedos e sentiu o corpo inteiro tornar-se tenso.

            — É uma boa, preciso mesmo me confessar. – piscou. – Bem vindo, padre.

            Até então Sasuke não sabia seu nome, Naruto muito menos sabia o de Sasuke.

            O padre observou o rapaz sair do local sem pagar pela vodca, acenando com gentileza para a senhora e fazendo o sino da porta soar. Quando ele saiu dali viu o garoto junto a outros, ao redor de um carro. Entrou em seu carro e respirou profundamente, mantendo os olhos escuros cravados no terço de madeira e barbante italiano que Mikoto lhe deu. Jesus Cristo balançava para a esquerda e para a direita, para frente e para trás, preso em sua cruz, a seu calvário. Sasuke sabia que os olhos azuis estavam direcionados a si, ele sentia.

            Mas, ele não se atreveu a olhar.

            — Ave Maria cheia de graça...

            Sasuke Uchiha ligou o carro, recitando a oração em voz baixa e afastando da mente qualquer receio em construir uma vida em Rowe.

            — Rogai por nós, pecadores...

            Naruto observou o Volvo deixar o posto de gasolina e sorriu antes de entornar bons goles da vodca furtada.

            O pastor e a ovelha... 


Notas Finais


hmmmmmmmmmm sasuke já prepara um exorcismo porque a coisa vai ficar feia, querido

beijo gente, até a próxima!


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