História Roleta Russa - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Exibições 5
Palavras 2.273
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oi gente! minha primeira fanfic! Espero que gostem
Deixem reviews, Por favor! ♥
Beijinhos da autora!

Capítulo 1 - Capítulo 1Prólogo - O canapé azul


Fanfic / Fanfiction Roleta Russa - Capítulo 1 - Capítulo 1Prólogo - O canapé azul

“ Na vida nós sempre tentamos satisfazer os nossos desejos, nós sempre lutamos para ajudar quem nós amamos, mesmo que isso signifique ir contra a lei ou nossos princípios. Um homem usa de meios obscuros para conseguir o bem daqueles que ama... Não cabe a nós escolher o que faremos por todos...”

Os três irmãos eram praticamente unha e carne, afinal sofreram muito juntos. Ambos nasceram em Moscou: Novanic o mais velho, e os gêmeos Klavier e Katherine, todos com o mesmo forte sobrenome ‘ Schenvisky ‘. Novanic era 8 anos mais velho que os gêmeos, sua mãe o teve muito nova, mas sempre cuidou e educou muito bem o mais velho, que desde os seus 12 anos já estudava em um colégio militar russo, era extremamente paciente e tímido, raramente se irritava ou caçava confusão, já os gêmeos que nasceram em uma época mais calma da vida dos Schenvisky ,eram um casal: Klavier o gêmeo “mais novo” era um exemplo de pestinha, adorava correr e brincar e tinha Novanic como o seu super herói, era teimoso e também bastante genioso, sempre arrumava um motivo para implicar com sua gêmea Katherine que era uma garota calma e cativante, que sempre sanava as confusões na família e como Klavier , também considerava Novanic um super herói. Os pais Nicolay e Katyusha eram esforçados e amorosos, Nicolay era um ex militar que trabalhava em uma fábrica por invalidez, este perdeu um braço no Afeganistão e sempre tentava dar tudo o que conseguia para seus filhos e esposa. Katyusha possuía sangue polonês, dava aulas de inglês e alemão e ainda tocava piano para ajudar no sustento da família, era tão apaixonada pelo que fazia que colocou o nome de um dos gêmeos de “Klavier” que significa piano em alemão, Katyusha teve Novanic com 17 anos de idade, mas sempre cuidou do mais velho de um jeito que poucas mães naquela idade fariam. Era uma família unida, mas naquela época a crise na Rússia estava horrível e muitos trabalhadores eram demitidos por dia naquele local e logo a família Schenvisky se viu obrigada a procurar outro país para não morrerem de fome, e assim o fizeram, foram para os estados unidos tentar uma vida melhor, mas não foi bem isso que aconteceu...

Ao chegarem na América em 2004 o mais velho já estava com 16 anos e a vida estava difícil para a família, passaram por muitos momentos complicados, entre eles Nicolay se envolveu com a máfia para conseguir dinheiro e a partir daí a vida deles desandou... Katyusha descobriu que estava com uma doença terminal, que já estava avançada e acabou morrendo em 2005 e em 2006 Nicolay foi morto por suas dívidas com a máfia.

Os 2 irmãos ficaram sozinhos com Novanic cuidado deles como se fosse o pai dos mesmos. A vida estava difícil e o mais velho não conseguia voltar para a Rússia, mas conseguiu um dinheiro do seguro de seus pais e conseguiu uma casa para o que restava dos 3. A situação piorava, Novanic não conseguia um trabalho fixo, já estava prestes a desistir quando o destino agiu em sua vida e um dia defendeu seus irmãos de um grupo de baderneiros mostrando para quem quisesse ver suas habilidades militares, chamando a atenção de Tiler um capitão de um “exército particular” formado por mercenários, que atacava o que fosse preciso pelo maior preço e pelo bem dos ocidentais, era a M22. Novanic não tinha escolha, mas relutava em aceita-lá, mas teve sua opinião mudada quando Tiler prometeu dar proteção e uma vida boa aos 3 irmãos em troca do uso das habilidades de Novanic a favor da organização e a essa altura do campeonato, o ruivo aceitou.... Tudo na vida passa, e como as chuvas de verão, que são rápidas, o destino dos irmãos também foi apressado.

Em 2015, a M22 possuía um novo capitão, O homem conhecido como Bunker, O belo homem de cabelo ruivo que chegava a ser vermelho, em um corte muito parecido com o usado na década de 40 e belos olhos azuis em um tom mais vivo que o céu .... Seu nome? Novanic Schenvisky, o garoto russo que lutou para sobreviver com seus irmãos e agora havia se tornado um homem poderoso e competente, que voltava para casa de dois em dois meses para cuidar de seus irmãos, que eram sem dúvida a razão de seu viver. No mesmo ano de 2015, e destino agiu mais uma vez na vida daquele homem e por culpa de uma missão que deu errado o ruivo quase morreu. Diante de lágrimas e apelos de seus irmãos ele decidiu que seria melhor se aposentar da carreira militar e ficar em casa, trabalhar normalmente e cuidar da única família que lhe restava, e tudo parecia uma ótima ideia, tirando um fato, Novanic sabia apenas uma coisa: Lutar.

 

10 de março, 2016

O tempo naquela parte de New York estava tranquilo, o céu estava com algumas nuvens, o sol estava calmo e batia uma brisa tranquila por sobre as arvores, uma calmaria muito diferente do que o russo sentia naquele momento, seus dedos batiam fortemente contra a vidro da mesa e sua respiração estava inquieta, seus olhos observavam atentamente a porta do consultório, queria que o seu psicólogo chegasse o mais rápido possível para acabar de vez com aquela “palhaçada”:

-Desculpe a demora senhor Schenvisky, estava almoçando! – Disse o doutor, fazendo sinal para que o que seu paciente entrasse.

Charles Bouvier era seu nome, um senhor alto e de idade, que usava óculos, e um pouco de barba, Era psicólogo e há tempos tratava da ansiedade e do trauma pós-guerra que infernizavam o ruivo:

-Sente-se aí, por favor.

Assim Novanic o fez, adentrou na sala e mirou o canapé azul que se situava no meio da mesma. O escritório era belo, possuía um tapete branco no centro logo abaixo do canapé e era rodeado por estantes cheias de livros e figuras da anatomia humana, ainda no centro da sala existia uma mesa de escritório com duas cadeiras e uma terceira cadeira que se situava do outro lado, era a mesa do Dr. Bouvier. O russo se sentou no canapé e mirou mais uma vez o Doutor que se posicionou na sua frente, sentando-se em uma das cadeiras da mesa:

-Não vai me dizer nada? Tudo bem, eu pergunto! Como foi a sua semana?

-Foi boa – Disse Novanic friamente, se acomodando no canapé, como aquilo era desconfortável para ele

-Apenas boa? Como foi tentando distrair a sua mente? – Perguntou Bouvier, anotando em uma prancheta todos os gestos do ruivo, estava observando-o com atenção

-Eu... Eu tentei consertar coisas e afins, eu acredito que deu certo.

-Tem tomado os seus remédios?

-Sim...

Aquilo era horrível, o ruivo não era bom com palavras e detestava aquela “burocracia” só fazia aquilo por que sua irmã Katherine insistiu muito.

-Sr. Schenvisky, eu só posso te ajudar se você se ajudar, eu preciso que o senhor me responda com todos os detalhes, eu sei que você não é muito comunicativo, mas me fale pelo menos o básico de como você está se sentido! Você entende o que eu quero dizer?

O ruivo olhou para baixo com a mesma expressão frustrada de sempre e voltou a encarar o doutor:

- Eu tomei os remédios, depois parei por um dia, mas ontem eu voltei com eles normalmente e estou me sentindo menos ansioso – Jogou tudo para fora de uma só vez e sua voz grave tornou-se rápida, virando o rosto para o lado olhando para os livros do escritório, desviando o seu olhar.

-Ótimo! Vamos continuar assim.

Se passaram 30 minutos, Novanic se sentia mais confortável, a consulta já estava nos minutos finais, e com muita lábia o Dr. Bouvier conseguiu fazer o ruivo falar mais coisas.

-Quando eu te falo “Pinheiro” do que você se lembra?

-De casa.

-E “casa” te lembra...?

-Família- Olhou mais uma vez para o médico enquanto o mesmo fazia anotações, o Dr. Bouvier achava incrível como o russo era observador, ele prestava atenção em tudo o que acontecia em seu redor:

- “Pai”

-...

-Me conte uma história... Sobre um pai – Dr. Bouvier percebeu como o ruivo mudou ao ouvir essa palavra, seus olhos se moveram para baixo e seus dedos se apertavam, segurando o tecido do canapé... Com toda certeza teria algo por trás disso, ele teria que investigar

-Como assim?

-Diga-me algo, o que você pensa...

-Eu... O pai é um homem que ama os filhos.

-E quantos filhos ele tem?

-Três... Mas ele não gosta do mais velho...

Interessante, parece que ele estava contando algo sobre ele, mas não diretamente.

-Por que?

-Por que ele é diferente das outras crianças...

-O que ele faz?

-Não é o que faz, mas o que ele é...

- E o que ele é?

-Ele não sabe, mas o pai se sente envergonhado com ele... E tenta fazer ele ser normal...

Ao ouvir isso o doutor anotou o que ouviu na sua prancheta, tirou os óculos e estendeu sua mão:

-Entendo, muito obrigado Sr. Schenvisky! Nós fizemos muito progresso hoje, mas sua sessão acabou. Até a próxima segunda! Aliás, eu acho que umas 3 sessões de terapia resolvem o seu caso, pelo visto é apenas ansiedade e estresse!

O ruivo estava com o mesmo olhar de sempre, se levantou e apertou a mão do Dr. Bouvier e se despediu do mesmo, sendo guiado até a porta de saída do local:

-Até mais! E só uma coisa...  Às vezes é bom contar o que nos machuca para alguém, mesmo que isso esteja guardado há anos, ajuda bastante.

-Eu sei doutor, muito obrigado! – Disse saindo do consultório pegando a chave do seu carro e entrando no mesmo, mas esperou alguns momentos apenas fitando o volante da sua caminhonete ‘ Droga...Ele deve me achar um louco! ’  Pensou colocando a mão sobre o rosto, ele sabia que estava apenas ansioso e estressado, não era preciso mais nada daquilo -Chega! – O ruivo acordou de pensamentos ao ouvir o som de notificação do seu telefone e ao chegar percebeu que era do seu irmão, Klavier:

-Nic, A Kat pediu alguns chocolates para a sobremesa do jantar. XOXOX <

Ao ler a mensagem, Novanic suspirou e dirigiu até uma loja chama “Choco’s” para comprar alguns chocolates e enquanto isso pensava, sem perceber como a atendente olhava para ele:

-São 10 Dólares -Sorriu sedutoramente para o ruivo que pareceu nem reparar e murmurou um “obrigado” indo direto para casa. Ao chegar estacionou o carro e abriu a porta:

-Você trouxe os chocolates, Nic? -Disse uma bela garota ruiva com cabelos cumpridos e levemente ondulados, de olhos verdes, com traços delicados, voz doce e corpo esbelto, era Katherine, que com o passar dos anos se tornou uma bela mulher

-Sim, aqui está querida. – Entregou o pacote para ela e recebeu um beijo na bochecha

-Eu adoro a sua cara de nem te ligo -Disse apertando a bochecha do irmão, claramente implicando com ele, recebendo um sorriso de volta e um “boba”.

-Eu vou tomar um banho agora – Subiu a escada, entrou no seu quarto, se despindo e se “admirando” no espelho do seu banheiro- Estou um caco. – Murmurou para si mesmo, Novanic mudou bastante desde à época da morte de seus pais, agora com 28 anos estava com incríveis 1,91 de altura e um corpo forte muito bem definido, seus braços eram tatuados, possuíam uma faixa tribal no bíceps esquerdo e um desenho tribal que descia no ombro direito até o final do bíceps direito, esse conjunto e o peitoral eram o que mais chamavam atenção, mostrava como o ruivo treinou bastante ao longo dos anos. Seu rosto era composto por traços fortes e bem marcados, além de algumas sardinhas que se espalhavam pelo seu corpo, possuía também um olhar frio e fios cortados em camadas, que chegavam na parte da frente até o meio da orelha e parte de trás era bem curtinha.

Ao acabar o banho, colocou uma blusa de frio preta com gola V e uma calça cinza de moletom, desceu as escadas e calçou seu chinelo, partindo em direção a cozinha. A cozinha estava parecendo um cenário de guerra, a pia possuía várias panelas sujas e várias latas de molho estavam caídas no lixo. O mais velho se sentou em umas das cadeiras da mesa quadrada, ficando de frente para Klavier, o mais genioso dos três irmãos, possuía 1,81 de altura e um corpo forte definido, sardinhas como o mais velho, com olhos verdes e cabelo ruivo claro, cortado dos lados com um pequeno topete, era nervoso e um exemplo de Playboy:

-Como foi lá no psicólogo? -Perguntou Katherine, tomando um gole de Coca-Cola

-Foi bom... – Disse com o seu forte sotaque russo, que apenas ele naquela casa possuía.

-Você ficou sabendo? Teve um assassinato aqui perto de casa, a vítima foi aquele nerd do carro amarelo. -Exclamou Klavier- Por esses dias tem acontecido muitas coisas desse tipo pela vizinhança.

-Sério? Quando foi isso?

-Ontem pela manhã, mas só descobriram hoje, ouvi dizer que um investigador virá aqui amanhã para fazer algumas perguntas- Disse Katherine

Novanic pensou sobre aquilo, de fato coisas estranhas estavam acontecendo naquela vizinhança, mas não prestou muita atenção e continuou conversando com seus irmãos, comendo apenas uma trufa, tendo em conta que ele não gostava muito de doces. Após tudo, deu boa noite para seus irmãos e foi dormir, pensando coisas aleatórias:

-Boa Noite...Vida. -Disse fechando os olhos, pegando no sono rapidamente, pois afinal ele deveria estar bem descansado, amanhã muitas coisas iriam acontecer e quem sabe, mudar o rumo da vida do russo.


Notas Finais


Essa foi a história! obrigada se você leu até aqui!


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