História Roleta-Russa - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Palavras 1.977
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 9 - Capítulo 9


Fanfic / Fanfiction Roleta-Russa - Capítulo 9 - Capítulo 9

Corro para fora da escola, penso em quem é aquele cara que me salvou, e agora em quem o salvaria, sei que eu deveria ir para a esquina que Any marcou para nos encontrarmos mas não posso ir para lá, não assim, eu posso ter estragado todo o plano dela, e agora o que eu faço. Ando para longe de lá, sento na calçada e tiro a toca, não à movimentação de carros na rua, tudo é silêncio e ainda é onze horas, ligo para a única pessoa que me ajudaria nessas horas.
- Alô?
- Sara, sou eu a Lua. Tem como vir me buscar perto da escola Crescerp? Eu não posso voltar pra casa hoje.
- Claro Lua, me espera no posto que tem ai perto. Consegue ir até lá?
- Uhum. - Ela fica em silêncio, eu penso em desligar o telefone mas seria grosseiro da minha parte.- Obrigada!
- Não precisa me agradecer, estou indo.
- Ok.
Ela desliga, me levando, e vou para o posto. Enquanto ando penso repetidamente no cara que me salvou, tenho que voltar naquela escola, saber quem era ele, saber de quem era aquele brinco que achei, eu preciso de respostas, sento em um banco logo na entrada, Sara chega logo eu entro no carro.
- Oi. - Digo.
- Oi, você ta bem? - Ela pergunta parece preocupada.
- Acho que sim. Mas por favor não faça perguntas, pode ser? Igual antigamente "sem perguntas". Você foi a única em que eu pensei em chamar para me ajudar, porque eu sabia que você viria, e é só isso que você precisa sabe sobre isso.
- Você sabe que ta fedendo né? - Ela sorri erguendo as sobrancelhas.
- Sim eu sei, posso ficar na sua casa?
- Claro, minha vó está lá.
- Faz tempo que não vejo ela.
- Sorte sua! Ela agora deu de querer namorar.
- Não! Sério? - Não consigo controlar a risada, e nem ela. - Pelo menos as roupas melhoraram?
- Não isso só piora. - Rimos.
Por um momento parece que nada mudou entre mim e Sara. Conversamos o caminho todo como nos velhos tempos.
Chegamos na casa dela que é do lado da minha casa, eu poderia ir para lá, mas minha mãe chega muito cedo e provávelmente veria que voltei para casa, ficar sozinha agora me assusta um pouco.
- Lua, como você ta difente! - Diz a dona Marlene.
- Oi, é acho que eu estou só um pouco mais suja.
Ela ri.
- Como pode, somos vizinhas e nem nos vemos mas.
- Realmente.
Ela está com um pijama de unicórnio azul. Seguro a risada, olho para Sara ela revira os olhos.
- Sara leva essa menina pra toma um banho. - Diz Marlene.
- Vem Lua.- Sara me chama.
A sigo mesmo sabendo todos os cantos dessa casa. Sara pega uma de suad bluasas grandes e me empresta junto com uma toalha.
- Obrigada!
- Tudo bem, eu vou arrumar uma cama pra ti.
- Sara obrigada de verdade.
- Lua.- Ela olha em meus olhos fixamente. - Eu vou sempre ajudar você, mesmo não sendo minha obrigação, ou você não me querendo por perto, eu vou sempre ajuda você.
- Eu quero você por perto, eu só. - Meus olhos se enchem de lágrimas pisco várias vezes para não chora. - Eu só não quero que você se vá, que você suma de novo.
- Eu não vou mas embora.
Ela me abraça, e eu a abraço de volta.
- Agora por favor vai tomar banho.
- Eu nem estou tão fedida assim. - Tiro meu celular do bolso, até agora não havia pensado em como estaria Caio ou Any. A bateria acabou. - Sara coloca para carregar pra mim?-Entrego o celular para ela.
- Claro.
Tomo o banho mais longo da minha vida. Entro no quarto, Sara não está lá, pego meu celular está com sete chamadas perdidas, seis de Any e outra de Caio. Estou cansada e não sei oq dizer à eles. Ignoro toda essa situação e deito na cama que Sara fez no chão para mim.
- Lua eu sei que pediu para que eu não lhe perguntasse nada mas eu preciso saber de uma coisa.
- É acho que é justo.- Digo.
- O que você estava fazendo lá, não importa o que seja é perigoso?
Hesito em responder, ela precisaria saber a verdade? Ela foi minha melhor amiga.
- Eu não sei te responder isso, não ainda, mas pode ser que seja perigoso...
- Você não pode mas ir lá, promete pra mim? Promete que nunca mas vai voltar pra lá escondida e sozinha!
- Prometo. - Minto. Eu com certeza voltaria para lá, mas não quero preocupa lá com isso.
Acordo cedo na manhã seguinte, ligo para Caio, que me atende com uma voz de sono.
- Alô?
- Oi é a Lua.
- E ai? Você ta bem?
- Sim estou. E você?
- É sim. Meu irmão vem aqui hoje, você vai sai com a gente hoje.
- Ok.
Vou para casa, olho o celular e me arrumo para encontrá los. Caio estava com uma voz estranha no telefone, tento ignorar isso.
Caio está parada ao lado de um cara alto, que tinha o cabelo loiro quase branco, provavelmente pintado, ele sorri quando seus olhos encontram os meus.
- E aí estrela? - Ele diz.
Caio da uma cotovelada nele e diz.
- É Lua não Estrela!
- Lua se você pudesse escolher seria Lua ou Estrela?
- Eu gosto do meu nome, é diferente.
- Diferente é bom.- Dizemos juntos rindo.
- Então vamos? - perguntou Caio.
- Claro vamos. - Disse.
- Mas antes, Lua eu preciso fala com você. - Ele olha para Dylan que se afasta.- Você sumiu ontem, eu me preocupei. Eu te liguei mas nada de você. O que houve?
Eu não quero contar nada para ele assim como não quis contar para Sara.
- O que importa? Eu estou aqui, e ta tudo bem.
Ele olha em meus olhos e não parece acreditar, e na verdade eu torço para que ele saiba, para que ele descubra que eu não estou bem, e que eu só quero fugir. Mas ele não viu, e tudo em volta quebrou como um espelho que caiu de um prédio muito alto. Meus olhos se enchem de lágrimas e eu pisco várias vezes para espantar elas, eu não sei porque estou assim. Caio me abraça forte, eu sinto como se ele estivesse se despedindo de mim ou de algo.
- Vamos? - Ele pergunta.
- Vamos.
Dylan vai falando durante todo o caminho, Caio dirigi o carro dele, pois disse que Dylan não dirigi muito bem.
- Para onde estamos indo? - Pergunto.
- Em um parque de diversão. - Dylan diz.
- Sério? Eu achei que a gente fosse fazer algo mais emocionante. Tipo sai e beber muito.
- O Dylan ama parques de diversão. - Caio explica.
- Me faz lembrar do meu querido papai. Que Deus o tenha. - ele olha para o teto do carro como se quissese mostrar a morte de seu pai. Caio nunca me disse que o pai havia falecido.
- Para de graça! - Diz Caio.- Nosso pai não morreu. Você parece uma criança com isso.
Dylan olha para mim e diz:
- Faz uns dez anos que não o vejo, ele foi embora, então é mais morto do que vivo.
Ele ri. Não parece uma risada sincera. Caio bufa de raiva.
Chegamos no parque de diversão, Dylan me puxa pelo braço correndo até a fila da montanha russa. Caio fica para trás com a cara fechada, mas chega perto de nós a tempo. A noite acaba sendo divertida e totalmente diferente, Dylan é o oposto de Caio o que deixa tudo mais legal. Chego em casa cansada e durmo direto.
Acordo horas depois, penso em ir visita-los logo pela manhã e vou. Quero mostrar para Dylan a melhor cafeteria que existe aqui, já que ele me disse que ama café.
Me visto e vou, chegando no apartamento de Caio, a porta esta semi-aberta, entro sem bater para fazer uma surpresa, mas sou surpreendida ao ver Caio na cama com Lídia
- Lua o que você ta fazendo aqui? -ele pergunta assustado.
Não consigo responder estou parada, sinto as lágrimas escorrerem e saio correndo dali. Dylan se esbarra comigo e ouço passos dele correndo até mim.
- Lua eu tô aqui! Calma vamo sai daqui.
Ele me leva para fora e me acalma, não consigo dizer nada por um tempo. E ele fica em silêncio do meu lado, e depois eu finalmente digo:
- Antes de conhecer ele eu criava imagens de namorados perfeitos, ou simplesmente um cara todo fudido da vida e que mudasse por mim.
- Como é esse cara que tu imagino?
- Fisicamente ele não existia, acho que só criei ele pra suprir a minha necessidade de não ficar sozinha, ele tava comigo mesmo não existindo, mas eu sintia que eu podia ainda ter uma pessoa assim. O AMOR DA MINHA VIDA.-grito. - Mas a vontade de achar esse alguém logo, pra que assim venha a felicidade é tão inútil e desesperado, que não faz sentido.
- Lua. - Ele faz uma pausa. - Não segura esse choro.
E então eu deixo tudo desabar. O medo de ir pra escola por me sentir sozinha, o meu pai que eu nunca conheci, a Sara que me deixou, minha mãe que me ignorou, a solidão que eu vivi em meu quarto, a mentira do Caio sobre Lídia, o susto do tiro de um segurança que eu quase levei, o abraço de Sara e por fim a traição de Caio. Tudo isso vem uma lágrima sobre a outra, com mas frequência, e mas dor, dói e dói cada vez mais. E eu quero gritar eu quero poder fazer essa dor acabar e chorar faz ela só aumentar.
- Por que Dylan? Por que? Por que ele fez isso? E por que eu simplesmente não aceito isso?
Ele me abraça.
- Ele tem medo, é essa a resposta! Ele tem medo Lua. Medo de te trata bem, medo de estar com você e de desejar nunca sair do seu lado, ele tem medo de deixar de ser babaca por você, porque foi assim que ele viveu sendo, porque foi assim que ele aprendeu a se proteger, e é por ele ser assim que quem ta chorando agora é você e não ele, e não vai ser ele que vai chorar e ficar mal.
Fico em silêncio, tudo é tão verdadeiro, todas as palavras dele me cortam.
- Agora eu sei. -Digo.
- Lua? Dylan? - Caio aparece atrás de nós.
Dylan para de me abraçar, e eu enxugo as lágrimas.
- Lua posso fala com você? - Caio pergunta. Asceno que sim. Dylan se afasta indo para o apartamento.
- Segundo lugar favorito do Dylan. Imaginei que ele te traria aqui.
- O que você quer me dizer?
- Eu não vim te pedir perdão. Porque eu não faço isso, e a gente não tem nada sério. Eu gosto de ta contigo é verdade, mas é só atração, e aconteceu com a garota que tava comigo. Eu só não vou muda, eu te disse que não queria ser ruim, mas esse é quem eu sou. Eu nunca vou ser quem você imagina, e sobre isso eu sinto muito.
- Não Caio, você não sente nada, eu sinto.
- Lua...
- Não... Você já disse o que tinha para dizer, e quer saber eu acreditei em você, acreditei que poderia ser melhor que isso, mas você não é. E quer saber eu nunca vou ser alguém que você precisa.

Ele não diz nada, me viro e vou embora. 


Notas Finais


É isso ai.


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