História Rolling Stone - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Kai, Lay, Lu Han, Sehun, Suho
Tags Exo, Hanhun, Hunhan, Luhan, Sehun
Visualizações 118
Palavras 1.151
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Capítulo Dois


Acordei nas primeiras horas da manhã e não vi meu colega de quarto, mas isso não me instigou tanto. Estava despreocupado com qualquer ameaça à minha segurança, visto que a senhora da pousada afirmou que o local possuía todos os aparatos que garantia a tranquilidade de seus hóspedes.

Sentei na cama e repeti o meu ritual sagrado de checar meu celular, a minha surpresa foi sete ligações do o ator que atuou como um dos personagens principais do drama baseado em meu livro. Apesar de ter vontade de saber o que desejava, não retornei nenhuma chamada. Não era difícil perceber que ele tinha algum interesse em mim, os encontros da equipe e eventos que participamos juntos sempre houve alguma situação estranha em que partiu para cima de mim, usando do seu modo sutil de praxe, mas que não era confortável e isso poderia nos complicar muito se soltassem boatos na mídia.

Decidi que iria explorar a cidade e comprar light novels, um tipo de publicação japonesa que adorava passar horas lendo. Tentava não achar que viajar sozinho se tornava uma roubada entediante, eu queria conversar com alguém, mas isso poderia se dissipar se me concentrasse muito em tomar todo o tempo possível para mim. Encontrei um café aberto e iria entrar no mesmo para fazer minha primeira refeição do dia quando avistei o meu colega de quarto vindo em minha direção do mesmo lado da calçada. Ele era o típico roqueiro alternativo, digamos? Não sabia dessas tendências, o boné com a aba virada ao contrário e os fones de ouvido enganchados em seu pescoço davam a ele um aspecto de moleque, não que isso fosse ruim. 

Decidi entrar no estabelecimento antes que nos esbarrássemos, afinal, não éramos nada além de pessoas que dividiam o mesmo quarto de hostel. Decidi optar por um bubble tea, não era a minha bebida preferida, mas dentre as coisas, infelizmente, era a única que já estava ciente do gosto. – “Também quero um bubble tea, muito obrigada.” – Era LuHan, se bem me lembro seu nome, e o seu japonês era quase como o de um nativo. O meu pedido saiu primeiro, quase de imediato, e o dele tardou um pouco, ao menos, o suficiente para me esperar escolher uma mesa e sentar bem na minha frente sem nem pedir. – “Não pega bem usar uma mesa solitário.” – Ele falou sorvando da bebida tranquilamente, o jeito despojado que sentava na cadeira fazia que lembrasse de um adolescente sem causa qualquer.

– “Um bom dia para você também.” – Eu falei, o meu humor pela manhã sempre era péssimo. LuHan riu e se curvou na mesa para me encarar bem nos olhos. Eu usava óculos de grau, afinal, confiar em minha miopia não era nada plausível.

– “Achei que você era uma estrela humilde.” – Ele disse suspirando, o queixo estava apoiado em uma das mãos fitando-me como um juiz. – “Eu sei que muito famoso, apesar de não ser fã de romance, a minha ex-namorada era louca pelo dorama que sua autoria.”

– “Você namora mulheres?” – A indagação saiu sem ser processada pelo meu juízo, antes mesmo de pedir perdão pela gafe, o garoto respondeu.

– “Bem, ela era uma mulher para mim.” – O deboche era visível em sua resposta, e bem, eu mereci isso.

– “Perdoe-me, não quis soar rude. É que você é tão... Desprovido, digo, deve ser ocupado com banda e tudo mais. Sou um leigo em assuntos assim, perdoe-me, outra vez.” – Para que diabos me via tão envergonhado?

– “Tudo bem, você ainda foi bem gentil. Geralmente, os caras me chamam de bichinha ou coisa pior. Ah, mas quando bebem adoram pedir que me transvista de mulher e que desejam em suas camas. Isso é coisa que se diga? Quando você está começando nessa carreira artística recebe todo tipo de convite absurdo.”

– “Imagino que sejam bem inconvenientes.”

Não sabia como acompanhar a sua conversa, o seu mundo era completamente diferente do meu. Ainda que eu lidasse com a mídia, infelizmente, continuava péssimo para fazer novas amizades. – “Você não quer conversar comigo, não é? Tudo bem, eu sou um enxerido que adora fazer amigos em todo lugar.” – Ele já ia se levantar, mas em um outro ato impensável o segurei pela mão. Não me recordava de ter tocado uma pele tão quente quanto a dele, talvez, eu nunca tenha o feito.

– “Fique. Eu sou um pouco travado, perdão.”

– “Você pede desculpa demais. Ah, isso foi poético.” – Ele sentou outra vez e seus pés batiam em um ritmo agradável no pé de metal da mesa qual dividíamos. – “Eu fui em um show tão incrível essa noite! Conhece a banda Coldrain? Se não conhece, você precisa. Já fui em um show deles em Nagoya no mês passado, mas cada show é diferente um do outro.”

– “Não os conheço. Para falar a verdade, LuHan, não conheço nenhuma banda.”

– “Nem The GazettE? Em que mundo você vive? Então irá conhecer a minha banda, vai ser o seu debut em um show de rock. Somos medianos, acredito que estamos ganhando mais espaço entre os grandes. Assinamos um contrato com uma boa agencia e gravadora, torça por mim! Adoraria um pouco desse sucessão que você tem.”

– “The GazettE? Não os conheço, mas adoraria. Afinal, estou de férias. Preciso aproveitar esse tempo. Aliás, você não é nativo daqui, estou certo?”

– “Não, eu não sou. Ganhei os privilégios através de minha mãe, ela ganhou a cidadania e meio que entrei de quebra. Bem, até hoje não pediram para ir embora de volta para a China.”

Ele bocejava e coçava os olhos, imaginei que sua noite agitava cobrava com juros de seu corpo. Não queria soar invasivo mandando que fosse descansar, mas o modo que acabei o encarando foi bem pior que isso. Fui pego o observando, ao contrário do que imaginei que faria, surtaria ou me chamaria de pervertido, LuHan sorriu. Agia como um bobo, acho que nunca alguém tinha sido tão camarada comigo sem esperar algo em troca, Luhan não tinha sinais que precisaria de favores meus futuramente, ele era apenas um rapaz que tinha uma banda.

– “Você é muito quietão, SeHun! Espero que aceite mesmo o meu convite, os meus amigos depois do show vão sair com outras bandas e vai ser aquela bagunça, eu não estava afim disso, pelo menos não hoje. Bem, eu queria uma dica sua para escrever músicas sentimentais, assim, você é escritor e tudo. Só se você quiser, ok? Bem, estou me empastelando todo.”

– “Oh, bem...” – Retiro o que disse, realmente, havia algum interesse. – “Estou em um bloqueio terrível.”

– “Somos dois! Eu não consigo mais compor, SeHun! É uma droga. Poderíamos sair só nós dois e conversar sobre essas coisas, quem sabe não nos ajudamos? É uma boa.”

 

Não sabia o motivo de ter aceitado o seu convite, quando dei por mim, já estava trocando os números de celular com ele. Tentaria não pensar tanto nas consequências que minhas decisões a partir disso poderiam me levar. 



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