História Roma, Dulce Roma! - Capítulo 2


Escrita por: ~ e ~Aquela_das_fics

Postado
Categorias Naruto
Personagens Deidara, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hidan, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Sakura Haruno, Sasori, TenTen Mitsashi
Tags Akai Ito, Cidade Antiga, Destino, Gaaino, Intercâmbio, Italia, Roma, Romance
Exibições 46
Palavras 4.825
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Yooooo, minna! Olha quem ta de voltaaaaaaaa ! Como prometido, mais um cap fresquinho pra vocês!

Capítulo 2 - II.


 

Voltei para o hotel, encontrando Deidara e Sasori na sala jogando Xbox. Os cumprimentei com um aceno de cabeça. Mesmo depois de três horas, a loira ainda não havia saído de minha mente. Ela era o completo oposto de mim. Calorosa, gentil, animada, amorosa e sem contar que muito tímida também. Foi engraçado vê- la corar com a pergunta de Mei. 

- Onde estão os outros? – Indaguei.

Sasori me passava o controle, já que tinha morrido para Deidara. 

- Hilary está no quarto fazendo algo que eu não estou nem aí e Hidan e Kankuro foram na padaria. – Respondeu o loiro olhando para a Tv. 

- Aconteceu alguma coisa, Gaara? Está pensativo demais. – Sasori perguntou arqueando as sobrancelhas. 

- Nada que interesse às meninas fofoqueiras. – Sorri de canto. 

- Hunf! Mudando de assunto, vai com a gente naquela balada que vimos ontem? Queria pegar umas gatinhas italianas. 

- Passo. 

- Ah, qual é Sabaku! Nesse ritmo, vai virar o tio que mora com os trinta e cinco gatos! Você vai com a gente se divertir, sempre fica enfurnado naquela sala lendo e relendo casos. Francamente! – Esbravejou Deidara. 

- Me erra. 

Hilary apareceu na sala e sentou na única poltrona vaga no cômodo. Ela olhava para os três com cara de paisagem visivelmente alheia ao assunto em pauta. 

- Alguém me atualiza do assunto. – Falou bocejando. 

- Balada. Mais. Tarde. Todos. Nós. 

- Opa! Agora sim vocês estão falando o mesmo idioma que o meu. Qual vai ser?

- Aquela que vimos ontem super lotada. Já coloquei nosso nome na lista. 

- É disso que eu gosto, atividade! Agora, se me dão licença, preciso me produzir. – Ela disse saindo da sala rebolando. 

- Pra melhorar isso aí, só morrendo e nascendo de novo! – Deidara gritou arrancando risada dos ali presentes. 

- Tsc! Vocês não valem nada mesmo. – Falei revirando os olhos. 

 

~X~

 

E lá vamos nós de novo. A mesma conversa, as mesmas frases, a mesma ladainha e a mesma resposta. 

- Eu já disse que não vou, não adianta! Eu quero ficar em casa, debaixo do ventilador, me afogando no sorvete de napolitano e vendo filmes de ação. - Disse seca. 

- Ino, você faz isso todas as noites, ou é isso ou está com a cara enfiada nos livros! - Falou Karin.

- Acho que vocês esqueceram que não estão aqui de férias e sim a trabalho e estudo. No final do nosso intercâmbio vamos ter entregar pautas e relatórios aos professores da nossa experiência aqui na Itália, sem contar com as aulas extracurriculares que temos que fazer aqui para o banco de horas. Acordem! - Eu disse indignada.

- Ainda temos muito tempo para isso! Já que estamos aqui porque não tirar uma casquinha de Roma? - Falou Tayuya.

- Vocês estão fora da realidade! Não é possível! Olha aqui, eu vou...

- EBA! - Foi interrompida pela pequena comemoração das ruivas.

- MAS! - Falei apontando o dedo para as duas. - Essa é a última, ouviram bem? Última vez que vão me chamar para ir em algum lugar! Se vocês aparecerem aqui com alguma conversa fiada vou expulsar as duas à vassouradas! - Ameacei. 

Elas se entreolharam e confirmaram com a cabeça. Bufei indignada e irritada rumando para o banheiro. Bati a porta com violência, deixando bem claro o quanto estava fula da vida! Liguei o chuveiro e me joguei naquela água deliciosamente gelada, por algum motivo o calor não tinha abandonado Roma e eu quase choramingava sentindo falta daquela brisa fresca que era de lei todas as noites. Passei alguns minutos relaxando e resfrescando meu corpo, enquanto preparava meu psicológico para a barulheira, o cheiro de bebida enjoativo e gente sem noção. Saí me enrolando na toalha e abrindo a porta, ignorei as duas ruivas que me olhavam sem paciência pela demora no banho e segui para meu guarda- roupa, procurando uma roupa qualquer. 

- Pra quem da uma de santa, você tem umas lingerie' s bem safadas hein, Ino! - Falou a ruiva de óculos. 

- Se não for para falar algo útil, cale essa maldita boca Karin! 

Não escutei mais nenhum som, além dos quais eu provocava. Peguei uma short jeans escuro, uma blusa caída nos ombros vermelha, que deixava meu dorso nu e peguei minha gladiadora média marrom. Fiz uma trança embutida no cabelo, já que o calor estava insuportável, coloquei uma colar fino de ouro com um pingente de âncora e um gloss incolor. Estava pronta, ou quase. 

- Estou pronta. - Falei seca. 

- Ótimo! Vamos descer que o Rocco já está nos esperando no carro! 

- Quem é Rocco? - Perguntei trancando a porta. 

- Meu novo peguete da noite, bobinha! 

Revirei os olhos, pensando seriamente em voltar para minha cama. 

 

~X~

 

Não precisava nem estar em frente a Sweet Dreams para saber que o som da musica eletrônica estava alto. Antes de virarmos na rua da boate, já conseguíamos ouvir o som alto. Rocco ou seja lá qual for o nome dele, eu não to nem aí, estacionou o carro depois de ficar uns quinze minutos procurando uma vaga. A porta da boate estava intupida de gente e tinha uma fila quilométrica de pessoas querendo entrar. Cinco seguranças faziam a interceptação de menores e de pessoas que não estavam na lista. O peguete de Tayuya soltou a mão dela e foi falar com um dos seguranças que assentiu e nos deixou passar. Olhei para a ruiva erguendo as sobrancelhas pedindo respostas. 

- Ele é filho do dono. - Respondeu simplesmente. 

Já dentro da Sweet caminhamos em direção as mesas reservadas do local. Dei um analisada no ambiente que tinha um open bar com as mais diversas bebidas, uma pista de dança enorme, que no momento estava bombando ao som de Skrillex, duas divisórias com placas penduradas no teto sinalizando os banheiros e uma escada que eu não fazia a mínima ideia para onde dava. Chegamos na mesa e cada um se acomodou em uma cadeira e não demorou muito para um garçom chegar em nossa mesa, perguntando com qual drink íamos começar a noite. 

- Uma rodada de martini para as garotas e uma caipirinha para mim, Lorenzo. No capricho! - Rocco disse. 

- Eu não bebo. Pode me trazer uma coca em lata, por favor? - Pedi. 

- Claro, senhorita! - O garçom disse piscando para mim e voltando pelo mesmo caminho que veio para pegar nossos pedidos. 

Peguei meu celular e entrei no Facebook procurando ao máximo tirar do meu campo de visão o casal na minha frente quase trepando. Onde estava o senso, minha gente? O limite? Estava ocupada vendo alguns vídeos de culinária e não percebi que mais dois caras sentavam em nossa mesa. Um deles sentou ao meu lado e o outro ao lado de Karin. 

- Ino! Larga esse celular e cumprimente os amigos de Rocco. Esse é Garcia e aquele - apontou para o que estava ao lado da Uzumaki- é Paolo. 

- Oi. - Eu disse e voltei pro celular. 

O garçom chegou com nosso pedido e eu dei graças a Kami por poder me refrescar com uma coca bem gelada. Suguei o líquido e deixei um gemido de satisfação sair de meus lábios. O papo na mesa fluía, mas eu não etava nem um pouco a fim de interagir. Reconheci que o tal de Garcia era o mesmo que estava conosco naquela vez do pub e que eu achei bem abusado. Otário. Meu celular vibrou em meu colo, indicando que alguém me chamava. Desbloqueei a tela e tinha um SMS de um número desconhecido. Nõ podia ser meu ex, eu tinha bloqueado seu número. Abri a mensagem, arregalando os olhos.

"Posso te ligar? Gaara aqui."

KAMI-SAMA! É ele! É ele! Calma, Ino! Nõ acredito que estou me todas feliz por uma mensagem. Ele só quer confirmar o endereço para ver a Mia, não a você! Acorde Yamanaka! Mordi os lábios em sinal de nervosismo. Não sabia o que responder. E agora? Eu ia começar a bolar uma resposta quando algo tirou completamente o meu foco. Senti uma mão em minha coxa esquerda e logo depois um aperto forte. Segui com um olhar de nojo para a mão e logo depois percorrendo todo o braço até chegar ao rosto.

- Onde você acha que está tocando? - Gritei pelo som alto. 

Todos da mesa se assustaram e a conversa cessou no mesmo instante. 

- Close errado,amigo. Muito errado!- Tirei sua mão de minha perna com violência. 

- Calma, gata. Foi só um carinho. - Ele disse sorrindo sacana. 

Peguei um copo com um líquido vermelho da bandeja de uns dos garçons que passavam por nós. Sorri, maldosa. 

- Me diz gatinho, ta calor né?- Sorri.

- Demais... - Ele disse olhando pro meu corpo. 

- Então vai se refrescar, palhaço! - Gritei jogando todo o líquido que estava no copo nele. 

O povo parou. Todos olhavam para nós e a cara de fúria de Garcia começava a se formar. Karin e Tayuya me olhavam incrédulas pelo que eu acabara de fazer. 

- Vá se danar! - Eu disse. 

Saí dali a passos duros. Todos ainda esperavam alguma reação do moreno ensopado, mas eu não. Entrei no meio daquela multidão empurrando algumas pessoas, mas percebi estar sendo seguida. Ah, ta de sacanagem comigo. 

- Onde pensa que vai, loira? Eu ainda não acabei. - Ele disse furioso. 

- Mas eu sim, agora me larga que eu não te dei essa intimidade. 

Puxei meu braço me soltando dele e rumei para a porta de saída, mas antes tive um pequeno vislumbre de cabelos ruivos. Parei no mesmo momento e pisquei os olhos algumas vezes. Decidi seguir o vulto. Esperava encontrar Gaara novamente. Conversar com ele. É claro, as chances de encontrá-lo ali eram mínimas, mas eu precisava disso. Ver que ele era realmente real. 

Eu cruzei a saída e respirei fundo, aliviada por ter saído da multidão. Então, lá estava ele. De costas, a poucos metros. Me recompondo do choque e dos arrepios de nervoso, tentei ir até ele, sendo impedida por um forte puxão de Garcia, que me alcançara.

Esse babaca já tinha passado dos limites.

- Olhá só, eu já estava sem paciência antes e você conseguiu me fazer perder a minha educação também! Então, vê se da meia volta! - Gritei. 

- Ta achando que só porque você é gata e gostosa pode me fazer pagar o KING KONG do século?! - Rosnou. - Não é assim que a banda toca, garota. 

 

~X~

 

Eu estava no bar sentado em um dos bancos giratórios. conversava com Hidan e Deidara. Eu tomava uma Skol Beats. Eu não sou muito de beber, mas resolvi acompanhar meus amigos. A conversa entre nós foi interrompida por Sasori que parecia estar empolgado com algo. 

- Vocês não vão acreditar! Uma loira muito gostosa acabou de dar um banho no filho do dono da boate. Olhem ela ali! Nossa, que delícia!  - Disse suspirando.

- Onde, cadê? - Perguntou Hidan.

O grisalho tinha uma grande e maliciosa queda por loiras. Rodei meu banco entediado. Era apenas mais uma das muitas brigas que aconteciam nos embalos de sábados à noite. 

Quando foquei minha visão na confusão, cogitei a ideia de estar ficando paranóico. Eu podia suportar o meu cérebro me traindo quando não tirava aqueles olhos azuis da minha mente, mas agora meus olhos também me traiam? Fechei meus olhos e os abri novamente como se fosse uma criança quando via um fantasma, crente que quando abrisse os olhos novamente tudo já teria sumido. Mas não sumiu. Era realmente Ino ali e pelo visto ela estava bem encrencada. O cara segurava em seu braço como se quisesse arranca- lo do corpo dela. Mas diferente do que eu pensei, ela não estava intimidada. Ela estava furiosa e sustentava o olhar do moreno de forma desafiadora.

O monte de anabolizantes começou arrasta- la para a saída e eu não pensei duas vezes em me levantar do banco e ir atrás deles. 

- Gaara! - Sasori gritou. - Onde você vai? Gaara! 

Ignorei- o. Salvar uma certa loira que não saía da minha cabeça, no momento, era mais importante. Passei pela porta apressado, olhando para os dois lados da rua. Nada da loira. Ouvi gritos e corri para a direção de onde vinham. 

- Me solta, seu bacaca! Me larga!- Ino gritou. 

- Eu disse que iria se arrepender, não disse?- Ele sorriu sínico. 

Quando cheguei mais perto pudê ver o saco de musculos puxar a Yamanaka pela trança a beijando brutamente. Meu sangue ferveu. Se ele era homem para machucar e assediar uma mulher, era homem para sair na mão comigo. O vi urrar de dor e logo depois colocar a mão na boca, que sangrava. Ino havia o mordido e logo depois cuspiu nele como se fosse um lixo. Realmente era. 

- Nunca mais tente tocar em mim de novo, seu MERDA! - Ela estava possessa, mas tremia. 

- Ei!- Eu gritei.

Eles se viraram em minha direção. 

- Vaza, cara! Isso não tem nada a ver com você. - Ele cuspiu. 

- Se tem a ver com ela, tem a ver comigo. Agora, vou ser um pouco gentil, mesmo que não mereça. Solte ela. 

- Gaara... - Ela sussurrou. 

- Vai ficar tudo bem, tá?- Eu disse, vendo ela assentir um pouco mais calma. 

- E se eu não quiser soltar a gostosa? Tive uma ideia. - Ele sorriu. - Mano a mano, quem ganhar come a loirinha hoje. 

Baguncei meus cabelos visivelmente nervoso. Se eu perder o controle, vou manda- lo para o hospital. Respira, inspira, não pira. 

- Então, qual vai ser? Ou você já comeu ela e foi tão ruim assim que você não quer repetir a dose? - Falou olhando para o corpo da loira e lambendo os lábios. 

 

~X~ 

 

Autora ON

 

Ino se debatia, mas era em vão, já que o aperto de Garcia estava forte demais. O brutamontes abriu a porta traseira do carro e jogou a loira dentro do mesmo, travando as portas logo em seguida.

-Para não termos interrupções. - Garcia disse se virando para Gaara.

Ino batia no vidro do carro desesperada, gritando pelo ruivo. Garcia foi na direção do Sabaku que o olhava com um olhar fulminante. O soco do moreno seria certeiro no queixo de Gaara se o mesmo não tivesse segurado o punho. Gaara sorriu de canto.

- Você acha que só porque tem esses músculos cheios de bomba, eu teria medo de você? - Arqueou uma sobrancelha. 

O ruivo em um movimento rápido segurou o pulso de Garcia e girou o corpo, passando o moreno por cima de si e o levando ao chão. Garcia soltou um gemido ao sentir o impacto do corpo contra o asfalto. Foi ouvido o barulho de algo quebrando e logo em seguida o urro de dor do homem no chão. Gaara havia quebrado seu braço. 

- Só isso? Eu nem mesmo fiquei suado, qual é! - Gaara desdenhou. - Isso...- se referiu ao braço quebrado- É para aprender a respeitar as mulheres e isso...- deu- lhe um soco no olho direito- é por tratar Ino como uma vadia qualquer. 

Ino olhava tudo com admiração. Como o Sabaku poderia ser tão bom em luta? A loira mordeu o lábio inferior, tentando conter a curiosidade. Gaara era estupidamente incrível, Ino arriscaria dizer perfeito, e vê- lo ali a defendendo deixava o coração da loira batendo frenético. 

Gaara pegou as chaves no bolso de Garcia e abriu a trava do carro, enquanto que a Yamanaka abria a porta e saía do carro igual a um foguete. 

- Você está bem? Ela não te machucou, certo? - Ele perguntou visivelmente nervoso. 

- Estou bem. Obrigada por me salvar... super- herói? - Ino brincou. 

- Só nas horas vagas. - Gaara entrou na brincadeira. 

- Obrigada, de verdade! Bom, vou para casa. Acho que tive muitas aventuras para uma única noite!

- Eu posso te levar, estou de moto. - Gaara disse olhando nos olhos extremamente azuis. 

- Eu não quero incomodar mais... - Ino corou pela intensidade pela qual ele a olhava. 

- Nunca disse que estava... Eu só preciso pegar as chaves... lá dentro... - Apontou em direção a Sweet Dreams.

- Tudo bem. - Ino disse visivelmente envergonhada. 

Gaara fez um sinal com a cabeça para que a Yamanaka lhe acompanhasse. Entraram de novo na boate que parecia estar ainda mais cheia que momentos atrás. O ruivo colocou Ino em sua frente e a guiava pelos ombros no meio de todas aquelas pessoas. O Sabaku avistou sua equipe no mesmo lugar que estavam, tratando de se juntar a eles de novo. Todos viram o líder voltar e suas expressões eram de pura confusão. O que Gaara fazia ali com a loira da confusão de antes? 

- Onde você foi, Gaara? - Perguntou Hilary. (Conversação em inglês)

- Fui resolver uns assuntos. Deidara me dê minhas chaves, preciso delas. - O ruivo sabia que se desse alguma brecha seus amigos o encheriam de perguntas desnecessárias. 

Hilary olhava Ino de cima a baixo. Não tinha gostado nada de ver que o Sabaku fora atrás dela. Se ele tinha fetiches por loiras, ele tinha ela para se satisfazer. A Inglesa não tinha ido com a cara da Yamanaka de jeito nenhum. 

- Não vai nem apresentar sua nova amiga para gente, Gaara? Como você mau... - Falou Hidan bebendo um gole de seu uísque.

- Ela não... 

- Oh, desculpem minha falta de educação! - Ino sorriu amável.- Eu sou Yamanaka Ino! Prazer em conhece- los...? 

- Sasori! 

- Hidan!

- Deidara!

- Hilary.

Gaara olhava para a loira de olhos azuis confuso. Ela falava inglês?

- Desculpe, não sabia que falava inglês... - Falou bagunçando os cabelos. 

- Na verdade, eu falo cinco línguas. Japonês, inglês, italiano, português e alemão. - Riu sem graça. 

Todos a olhavam embasbacados. Além de linda e gostosa a loira era poliglóta e pelo visto, muito inteligente. É minha gente, não se pode julgar alguém pela cor do cabelo... 

- Cinco? - Deidara foi o primeiro a quebrar o silêncio. 

Gaara que estava tão surpreso quanto outros apenas prestava atenção na conversa.

- Sim, nada demais. - Falou ainda constrangida. 

- Mora aqui mesmo? Digo, em Roma?- Hidan se pronunciou. 

- Eu sou do Japão e no momento estou no meio de um intercâmbio. Daqui a um ano voltarei para casa. - Falou a loira dando um suspiro. 

Agora sim tinha entendido o que Mia quis dizer com "ela vai embora". Ino só tinha mais um ano em Roma e ele não sabia quanto tempo ainda tinha de férias. A realidade deu- lhe um tapa bem forte.

- Estamos aqui de férias depois de longos quatro anos e meio de trabalho. Sem pausas! - Deidara exclamou pesaroso. 

- Deidara, as chaves. - Gaara decidiu interromper se não nunca sairiam de lá. - Ino está cansada, então deixe- a em paz. 

- Ih, acho que alguém não está a fim de dividir você, loira! - Falou Sasori, não perdendo a oportunidade de tirar sarro da cara de Gaara. - Você poderia fazer um favor para nós? Sabe, ele não da uns beijos a algum tempo, então você poderia... 

Sasori não terminou a frase, pois recebeu um tapa na nuca. Todos riam, enquanto que Ino corava drasticamente. Mesmo não tendo escutado o resto da frase a japonesa tinha entendido o que o ruivo de olhos mel queria dizer. Sentiu uma lufada de ar quente em seu pescoço e seu corpo todo arrepiou- se.

- Não ligue para o que ele disse... - Gaara sussurrou rouco em seu ouvido. (Italiano)

Deidara jogou as chaves para Gaara que a pegou no ar. Deu um aceno de cabeça para os amigos que o olhavam com olhares significativos e sorrisos maliciosos nos lábios. 

- Foi um prazer conhece- la, loira! - Disse Hidan galanteador beijando a mão de Ino. 

Gaara revirou os olhos. 

- F- foi um prazer conhecer vocês também! - Ela disse sorrindo nervosa. 

Gaara não esperou mais nenhuma gracinha e conduziu a Yamanaka novamente para fora da boate. A moto do ruivo não estava estacionada muito longe, então quando chegaram o Sabaku apenas desligou o alarme e pegou os capacetes entregando um a Ino. 

- Já andou de moto antes? - Gaara perguntou. 

- Não, nunca... m- mas eu acho que tem uma primeira vez para tudo! - Ino flou colocando o capacete. 

- Com medo? - Falou divertido. 

- Não, já que é você quem vai dirigir. - Falou tranquila, mas logo depois percebeu que tinha falado alto demais o que estava em sua mente. 

- N- não, q- quer dizer... 

- Então, quer dizer que confia em mim?- Ele sorriu de canto, cruzando os braços fortes na frente do peito. 

- T- T- Talvez... 

Gaara riu e subiu na moto, colocando a chave na ignição e a girando. O barulho do motor foi ouvido e logo depois um ronco potente. 

- Pode subir. 

Ino subiu na garupa da moto meio atrapalhada, ajeitou- se melhor no banco e mesmo hesitante circundou os braços na cintura do ruivo que tinha um sorriso no lábios. Tímida, era o que ele pensava. 

- Pronta, Ino? 

- S- Sim! 

O ruivo não fez cerimônia e deu partida na moto como gostava. Cantando pneus. 

 

~X~

 

Nunca tinha me sentido assim antes. Andar de moto parecia ser o sinônimo de liberdade, porque era assim que eu me sentia. Livre. Me sentia relaxada como a muito não me sentia, mesmo sabendo da realidade, nenhum de meus problemas pareciam maiores do que esse sentimento. Eu sabia que tinha sido uma covarde quando decidi fugir de Tóquio, pelo menos por dois anos. Eu queria acreditar que o meu pesadelo acabaria se eu sumisse por um tempo, mas fui ingênua demais. Meu problema não seria resolvido por ninguém além de mim. Mas agora, sentindo essa adrenalina da velocidade, o vento batendo em meu rosto, tudo parecia tão certo. Tão natural. Minha cabeça gritava que era mais um de muitos erros que eu cometi, mas cada fibra do meu corpo urrava e esperniava dizendo que era o certo. Certo eu ter fugido, certo eu estar na garupa de uma moto com um homem que só via pela segunda vez na vida, certo em dizer sim a esse sentimento que havia nascido dentro de mim, certo em me apaixonar pelo condutor da moto. 

Olhei para o corpo a minha frente e aspirei seu perfume. Alguns fios vermelhos que não eram cobertos pelo capacete balançavam com o vento o dando um ar de badboy, logo o tipo de cara que minhas amigas diriam que não tinha nada a ver comigo. Ri, imaginando a reação delas quando contar que andei na garupa da moto de um desconhecido. Fazer isso com certeza era a cara de TenTen. 

- Posso saber do que está rindo, senhorita? - Gaara disse divertido. 

- Não, não pode! - Eu ri da cara emburrada que ele fez. 

Parecia que nos conhecíamos há anos e não a menos de vinte e quatro horas. Eu dava as coordenadas para que chegassemos ao endereço no qual eu estava hospedada. Eu disse a Gaara que não era nenhum hotel cinco estrelas e que ficava no subúrbio da cidade, mas ele disse que não se importava. Entramos na avenida principal e o ruivo acelerou ainda mais. Soltei um grito pelo susto, já que com o impulso meu corpo foi puxado para trás. Gaara gargalhou. 

- Se segura, Ino! 

- Engraçadinho, você fez de propósito! - Acusei- o. - Vire a direita e logo chegaremos. 
E assim ele acatou meu comando. Virou a direita cortando um caminhão, o que fez o motorista buzinar e xinga- lo. Quando apontei para o prédio de três andares a moto foi diminuindo de velocidade gradativamente, até pararmos completamente. Gaara desligou a moto e tirou o capacete, passando a mão nos cabelos ruivos. Também tirei o capacete e o entreguei a Gaara, que o guardou. Ajeitei minha trança e minhas roupas. 

- Está entregue. - Ele disse. 

- Obrigada, de novo! - Ri. - A propósito, o orfanato é cinco quadras daqui. 

- Ah, quase ia esquecendo de confirmar o endereço. Valeu por lembrar, Yamanaka. 

- Como sabe meu sobrenome?

- Você mesma disse? - Ele arqueou uma sobrancelha. 

- Putz, é mesmo! 

- Sabaku no Gaara, o meu. 

- Quanto tempo pretende ficar em Roma?- Não me contive em perguntar. Necessitava saber mais sobre ele. 

- Não faço ideia. O que faz da vida, Ino? 

- Trabalho para me sustentar, moro no dormitório da faculdade, onde curso Relações Internacionais. E você? 

- Se eu te contar, vou ter que te matar. - Ele disse sério. - Brincadeira! Ai meu Deus, tinha que ver sua cara! - Ele disse rindo. 

- Idiota! - Eu disse corada. 

- Sou agente do FBI, em LA. Mas sou daqui da Itália. 

Eu ia falar algo, mas o celular de Gaara começou a tocar e o mesmo pediu licença para atender. Eu o olhava descaradamente, pernas, braços, barriga, peito, pescoço, olhos, boca. Parei meu olhar em sua boca, lembrando do que o amigo de Gaara havia falado. Mordi meu próprio lábio inferior constrangida. Com certeza eu estava parecendo um tomate. Quando Gaara desligou o telefone tratei de desviar meu olhar ou caso não o fizesse seria pega no flagra. 

- Tenho que ir, estou com as chaves do quarto do hotel e eles já estão indo para casa. - Ele falou ligando a moto novamente. 

- Ah, tudo bem... - Não consegui evitar meu desânimo. 

- Até amanhã, Ino. Boa noite. 

- Até, Gaara. Boa noite. - Sorri. 

Ele deu partida na moto e saiu cantando pneus como outrora fizera. Eu apenas entrei no meu prédio suspirando. Estava me apaixonando ou pior... já estava apaixonada... 

Cheguei em meu meu quarto jogando meu celular em cima da cama e tirando meus sapatos. Toquei no mouse de meu notebook para tira- lo do stan by e vi que tinha uma chamada perdida no Skype. Cliquei no aplicativo e vi que minhas amigas estavam em chamada. Peguei meus fones os colocando eu meu ouvido e entrei na chamada. Ouvi a voz de Hinata e logo depois me pronunciei. 
 

Eu: O que as pestes estão fazendo acordadas a essa hora?! (Conversação em Japonês)
 

Sakura: Olha ela! Quem é viva sempre aparece, não é mesmo?
 

Hinata: Ino- chan! Estamos esperando você entrar a umas duas horas!
 

Sakura: TenTen, vem aqui! A porca entrou!
 

Eu: Porca é a mãe! Que saudades de vocês!
 

TenTen: Saudades? Falsa! Acabou de chegar da noitada! 
 

Hinata: OMG, é verdade! Está toda produzida na loirisse!
 

Sakura: CONTA TUDO! 
 

Eu: Não tenho nada para contar... 
 

TenTen: Se não tivesse, não estaria igual a Hinata quando está com o Naruto! E pelo jeito tem pinto nessa história!
 

Eu: TENTEN! Não é nada disso... eu só conheci alguém hoje e...
 

Garotas: Kyaaaaaaaaaaaaaaaaaah! 
 

Eu: AFF, parem de gritar! Estou de fone suas retardadas! 
 

Sakura: Sabia que tinha pinto! Sabia! A quanto tempo você não sai com alguém, porca? Já ta cheia de teias aí, KAMI- SAMA!
 

Hinata: Como ele é, Ino- chan? Passa a ficha completa pras suas best friends!
Eu: Até você, Hina? Onde fui meter meu burro?

 

TenTen: Desembucha, muié! 
 

Eu: Hai, hai! O nome dele é Gaara, ruivo, olhos verdes, forte, alto, sério, mas muito gentil. Não sei a idade dele, antes que perguntem! Só sei que ele mora nos EUA e é agente do FBI e está de férias aqui! Pronto, FIM!
 

Sakura: Pede pra ele te prender, Ino porca! HAHAHAHAHA
 

Eu: Pervertida! Aff, não é como se ele reparasse em mim.
 

Hinata: Ah, lógico que ele te acha uma gata, Ino- chan! Quem não acha? 
 

TenTen: Eu? 
 

Hinata: Calada, pucca! 
 

Eu: Vocês são as melhores vadias do universo! HAHAHA Estou morrendo de saudades de vocês e das nossas festinhas! E juro que to quase enforcando a Karin e as amiguinhas dela!! Porque eu sou tão azarada a ponto de ser a única longe das minhas amigas?!
 

Sakura: E você ainda pergunta? Pra conhecer o seu Boymagia! Ah, e se você enforca- lá estará me fazendo um favor enorme! Só assim pra ela parar de cheirar o rabo do meu noivo! Argh!
 

Eu: Nada de meu boymagia! Vocês esqueceram que só temos um ano até voltar pra casa? Eu não posso me apaixonar!
 

TenTen: Então trate de pegar ele logo, você tem um ano! HAHAHAHAHA
 

Hinata: Porque você não pode se apaixonar, Ino- chan?
 

Eu: Porque eu moro no Japão e ele do outro lado do planeta? 
 

Sakura: Pequeno detalhe! Investe! Nós vimos que só de falar nele seus olhos brilham, Yamanaka! 
 

TenTen: Ele é tão gato assim pra você se apaixonar tão rápido?
 

Eu: Gato até demais... 
 

Hinata: É, depois desse suspiro é oficial!
 

Eu: O que é oficial?
 

Meninas: VOCÊ ESTÁ APAIXONADA! 
 

Eu: É, agora fodeu de vez!


Notas Finais


Bom, agora só semana que vem!
Espero que tenham gostado do cap! Mil beijos e nos vemos segunda! <3


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