História Romance a Bordo - Capítulo 4


Escrita por: ~ e ~Gi-hope

Postado
Categorias Monsta X
Tags 2won, Drama, Hyungwon, Jooheon, Kihyun, Minhyuk, Monsta X, Romance, Shownu, Wonho, Yaoi
Visualizações 33
Palavras 3.645
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Slash, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Gente, voltei com mais um capitulo de Romance a Bordo. Siiim, como já expliquei inúmeras vezes, essa é a Visão do Wonho. A Visão do Hyungwon está na fanfic "Um Recomeço a Vista.", que deixarei o link nas notas finais

As duas fanfics serão atualizadas toda Segunda, Quarta e Sexta.

Então fiquei ligadinho nesses dias, pois não tem horário certo.

Capítulo 4 - Animação Fora de Hora


Acordo meio perdido, sem ter noção de onde estou. Tudo é branco, limpo e calmo. Exceto por um bip constante que toca do meu lado direito. Sinto que tem algo preso ao meu nariz e ao meu dedo, e acabo ficando ainda mais confuso.

Aparentemente estou sozinho, até que olho a minha esquerda e vejo Hyungwon ali, todo encolhido em uma cadeira, daquelas que reclinam para trás, de cor azul, com um crachá de “Visitante” grudado em sua camiseta.

E é nesse momento que eu me lembro de tudo. Eu sofri um acidente noite passada, e agora estou no hospital.

- Hyungwon? Hyungwon? – Eu tento falar, mas não sai nada mais do que um sussurro. Não consigo mexer minhas pernas para levantar, parece que elas estão travadas, de certo modo. Então me dou como vencido e desisto de tentar.

Uma enfermeira passa na janela enorme que tem na parede da frente do quarto em que estou. Eu faço um sinal com as mãos, tentando chamar a sua atenção, e pareço que consigo. Ela me olha, me encarando embasbacada, e sai correndo na direção oposta que ela estava indo.

Alguns minutos mais tarde ela volta com o que aparenta ser uma médica. Ela está de jaleco branco e mocassins igualmente da mesma cor. Até porque esse é a roupa típica de uma doutora.

Ela me encara de forma doce e vem ao meu encontro.

- Olá, senhor Shin, está tudo bem? Me escuta?

- Sim. – Novamente, minha voz sai apenas um sussurro.

Ela pega uma lanterninha e coloca na frente do meu olho esquerdo, e depois do direito. Faz movimento circulares sutis, acho que é pra verificar meus reflexos ou algo do tipo. Ela também estrala os dedos bem próximos a cada uma das minhas orelhas, e anota tudo em um prontuário que a enfermeira está segurando.

- Visão e audição, ok. Wonho, como se sente?

- Um pouco dolorido e cansado. – O que é estranho, já que dormi por tanto tempo, que nem sei dizer quanto foi.

- Enfermeira, por favor. Acorde o acompanhante.

A enfermeira vai até Hyungwon, o acordando de forma doce. Como eu, ele se acorda de forma perdida, mas fofa. Quando ele me olha e vê que estou acordado, abre um grande sorriso, que me derrete totalmente por dentro.

- Wonho! – Ele vem em minha direção e me dá um abraço. Por mais que todo meu corpo doa, eu não quero ele me solte.

- Não, por favor, ele ainda está muito debilitado. Sem movimentos bruscos. – A médica diz com uma voz de repreensão, mas ainda sim doce.

A enfermeira o tira de cima de mim, o que me deixa um pouco triste, mas agradeço pela dor ter se aliviado.

- Me desculpe, eu te machuquei? – Ele passa a mão em meus cabelos loiros, me fazendo um cafuné de leve, mas gostoso.

- Não, parece que o que me machucou mesmo, foi a queda que tive da moto ontem a noite.

As três pessoas presentes naquela sala, me encaram. Todos com o rosto confuso. A médica segura meu ombro de forma aconchegante e me olha com ternura.

- Wonho, você estava desacordado por três dias, depois do acidente com a moto.

- O que? – Três dias? Três dias? Não parece que estou dormindo a três dias.

- Olha, eu vou deixar você e seu namorado a sós. – A médica me fala aquilo e vai em direção à porta com a enfermeira, e eu fico ali sem palavras. Como assim, namorado?

- Mas ele não é meu namo.... – A porta se fecha antes de eu terminar a frase, já que ela não conseguia nem ao menos me escutar.

Hyungwon me olha com a alegria estampada de forma nítida em seu rosto, mas o cansaço está igualmente presente.

- Estou tão feliz que você tenha acordado. Eu achei que você fosse... – Ele abaixa a cabeça e encara os seus dedos. Eu sei o que ele iria dizer, e isso acaba me assustando.

- Está tudo bem, eu estou aqui com você, não estou? – Minha voz já está um pouco mais alta, o suficiente apenas para as pessoas próximas a mim me entenderem. – Por favor, se deita comigo. – Eu vou um pouco mais para o lado na cama, e bato a mão na beirada, o convidando.

- Não, você ouviu o que a doutora disse. – Ele nega com as duas mãos abertas.

- Por favor, eu me sinto sozinho. – Eu faço um biquinho com os lábios. Desse jeito ele não vai negar.

- Tudo bem, meu coelhinho. – Ele vem e se deita do meu lado, de forma que meu braço fica por baixo dele.

- Coelhinho? Que tipo de apelido é esse? – Acabo achando graça.

- Aah, eu só achei que coelhos combinam com você. Já que você é rápido como um.

- Então, você me acha parecido com um coelho? – Eu penso em um animal que possa parecer com ele, não vou ficar sozinho nessa. – Você é uma tartaruga.

Ele me encara, descrente de que disso aquilo.

- Você está me chamando de lerdo?

- Claro que não, tartarugas são seres inteligentes, e é assim como te vejo.

Ele suspira, parece não ter gostado muito do animal que lhe dei.

- O que foi minha tartaruguinha?

- Se você soubesse o que me aconteceu, você não falaria isso.

Acabo ficando confuso. Vai ver foi o motivo de eu ter que ir para a casa dele. Acabei me esquecendo disso depois de tudo o que me aconteceu.

- E o que te ocorreu, pra você se sentir um completo idiota.

- Não sei se devo te contar agora. Pode ser depois que sairmos daqui?

- Claro, se você acha melhor assim, podemos deixar para mais tarde.

A doutora abre a porta de novo, com uma cara de reprovação ao ver Hyungwon deitado comigo na cama.

- Eu já não disse que ele precisa de repouso? Por que está deitado com ele na cama?

- Me desculpe doutora. Não brigue com ele, eu que o pedi para se deitar comigo. – Resolvi acabar intervendo dessa vez, ninguém vai brigar com a minha tartaruguinha querida.

- Tudo bem, só não tornem a repetir isso, ok? – Ela está com uma chapa de raio-x na mão esquerda. Ela coloca em uma aparelho que tem uma luz no fundo, para podermos ver o raio-x com maior nitidez.

Ela encara aquela placa, com um olhar de reprovação enorme. Aquilo aparentemente é meu, de quem mais seria, não? E nesse raio-x em questão, está uma foto da minha bacia, ou seja, do meu quadril.

Ela faz um sinal com as mãos para chamar Hyungwon para perto e lhe mostrar a chapa.

- Está vendo aqui, senhor Chae? Essa fratura na bacia do senhor Shin está o impossibilitando de fazer movimentos com as pernas. Caso ele tente, sentirá muita dor. Por isso acabamos ate imobilizando aquele local.

- Quer dizer, que meu Wonho, não vai mais poder andar? – Hyungwon me olha de forma piedosa.

- Pelo menos, não por agora. Ele terá que ficar imobilizado e só poderá de locomover por cadeira de rodas.

- Doutora, isso é sério. Fala pra mim que é pegadinha. – Eu me recuso a acreditar em algo desse tipo.

- Infelizmente, senhor Shin, não é. Mas com uma boa medicação e a fisioterapia adequada, você conseguirá voltar a andar em pouco tempo.

A doutora sai do quarto, e meu mundo acaba ali. Até eu ver a cara de Hyungwon, ele esta arrasado.

- A culpa é minha, desculpa. Desculpa Wonho. Desculpa. – Ele se senta a beirada da cama e coloca as mãos no rosto. – Me desculpa, se eu não tivesse te preocupado, você não teria sofrido esse acidente, e ainda poderia andar.

- Não, Hyungwon, não. Você entendeu tudo errado, não pense assim. Se eu não tivesse corrido tanto, não estaríamos aqui passando por isso. Por favor, não se culpe.

Eu o abraço, forte. Eu não quero que ele pense que é culpa dele. Isso corta meu coração.

- A médica já disse, é só eu me cuidar, fazer a fisioterapia, que estará tudo certo. Ok? Não fique enchendo sua cabeça de minhocas.

Ele levanta a cabeça, seus olhos vermelhos e cheios de culpa. Eu lhe faço um cafuné e lhe dou um beijo na testa.

- Tudo bem, vou tentar não pensar nisso.

- Hey, por falar no acidente, como você soube que eu estava aqui?

- Aah, eu acordei um dia depois do ocorrido e vi que você não tinha nem ao menos chegado em casa. Ai eu acabei te ligando, e quem atendeu foi o Chang. Ele me contou o ocorrido e vim direto pra cá. Como ele tinha que voltar para o píer, eu fiquei como acompanhante.

- Então, pera aí. Você tá comigo até agora? Desde o dia do acidente?

- Sim. – Ele me olha, um pouco confuso, como se não entendesse a pergunta que lhe fiz.

- Você nem ao menos foi comer, ou tomar banho, ou trocar de roupa? Ou ter uma noite de sono decente se não for nessa cadeira desconfortável?

- Bom, eu comi o que as enfermeiras me traziam, que era um café de manhã e umas bolachas de água e sal durante o dia, nada mais que isso. Até porque eu não tinha fome, ver você naquele estado.... – Ele respira fundo e vejo seus olhos encherem d’água. – Eu só...achei que ia te perder. E eu só conseguia pensar que você estava desse jeito por culpa minha. – Ele enxuga rapidamente uma lágrima que caí de um de seus olhos.

- Hyungwon, por favor. Eu já disse que não é culpa sua, vamos parar com isso.

- Tudo bem. – Ele enxuga completamente as lágrimas e esboça um sorriso. – Não vou mais pensar nisso, vamos focar na sua recuperação agora, ok?

- Isso, é assim que se fala.

                                                                              (...)

Mais dois dias maçantes depois de internação, eu recebi alta. Ir pra casa depois de cinco dias no hospital, mesmo eu estando apagado em três deles, é a melhor coisa que se pode acontecer.

Chegamos de ambulância, pois não temos um carro que suporte uma cadeira de rodas. Do sofá da sala, Hyungwon está ligando para Changkyun, para avisa-lo sobre o nosso retorno.

- Chang disse que vai dar uma passada aqui no horário do almoço, já que ele está no píer.

- Aah, claro. Estou com saudades, faz uns dois dias que não o vejo. A gente só andava se falando por texto.

- E você sempre teve essa amizade com o Chang? – Ele deita de bruços no sofá e pega uma almofada, abraçando-a.

- Na verdade, não. A gente se aproximou muito nessa última semana. Vai ver ganhei um amigo que tanto precisava.

Ele me olha, com cara de quem comeu e não gostou.

- E eu? Não sou seu amigo? – Sua voz está cheia de duplos sentidos e ironias.

- Bom, se você diz.

Ele vai em direção à cozinha e segura a porta da geladeira.

- Você está com fome? – Ele abre a geladeira com um espanto em seus olhos.

- Não muita. – Minha barriga ronca de uma forma fenomenal. Acho que até os vizinhos escutaram. – Tá, estou com muita fome.

- Hey. – Ele aponta para a geladeira, movendo o dedo pra cima e pra baixo. – Quando essa geladeira se encheu tanto?

- Como a doutora tinha avisado que ela ir dar alta em breve, eu pedi pro Chang fazer umas comprinhas.

- Melhor ideia que você poderia ter. Não sabia que o Chang entendia tanto de cozinha. Aqui tem de tudo.

Se tem uma coisa que o Chang entende, além de números, é cozinha. Eu acho que nunca comi tão bem na minha vida, como quando estávamos juntos.

Hyungwon pega alguns ingredientes da geladeira e coloca tudo no balcão. Pelo jeito, ele vai fazer sanduíche. Meu estômago agradece.

Ele coloca um prato em cima do balcão e logo depois um sanduíche. Eu começo a mover a cadeira para frente, na intenção de pegar o prato. Quando Hyungwon olha, sua cara tem tanta reprovação, que eu paro a cadeira na hora e me encolho.

- O que você está fazendo? Você sabe muito bem que a doutora proibiu de fazer movimentos bruscos!

- Ué! Eu só andei com a cadeira pra frente.

- Eu sei, mas enquanto você nem começou seu tratamento ainda, é bom evitar o máximo. Então, a partir de agora, se precisar de algo coisa, é só me pedir. Ok? – Ele agacha bem a frente da cadeira, para nossos olhos ficarem na mesma altura.

- Tudo bem. Obrigado, minha tartaruguinha.

- Ok. Pode parar com isso. - Sua risada acaba me preenchendo por dentro, de uma forma que não sei explicar.

Ele volta para o balcão e logo depois coloca um prato no meu colo. Se senta no sofá que está do lado da minha cadeira e começamos a comer, em silêncio.

Do nada, percebo que Hyungwon está me encarando. Mas ele não olha em meus olhos, e sim para minha boca.

- O que foi? Está me assustando.

Seu rosto de aproxima do meu, de forma lenta. E isso acaba me corroendo por dentro. O que ele está fazendo? Eu sinto sua respiração contra minha pele, e sua boca bem próxima a minha. Até que ele me beija, apenas no canto da boca, mas beija.

Ele volta a me encarar, parecendo achar graça de tudo.

- Tinha um pouco de maionese na sua boca. – Ele aponta com o dedo no seu rosto, mostrando onde antes estava sujo em mim. – Eu apenas limpei.

- Não...não seria mais fácil você apenas usar um guardanapo?

- Mas dessa maneira, as árvores agradecem.

Eu não acredito que isso está acontecendo. Claramente dá pra perceber que Hyungwon não está mais Minhyuk, isso pelo jeito é um fato. Mas ninguém nunca chegou em mim, como Hyungwon está chegando. Geralmente sou eu que vou atrás, e isso está me deixando um pouco perdido. Minhas bochechas estão completamente vermelhas e não sei como reagir.

Eu apenas termino o meu sanduíche o mais rápido possível, e entrego meu prato para Hyungwon.

- A médica me passou a sua receita para os remédios e os dias que você deve ir para a fisioterapia.

- Mas, eu achei que eles vinham aqui.

- Claro que não, você tem que ir a clinica especializada.

- Aah, entendi. Mas como a gente vai para lá, se não temos o carro que possa nos levar?

Ele me olha, pensativo.

- Eu não tinha pensado nisso, depois a gente resolve. Já que ainda falta uma semana para a primeira consulta.

Um tempo mais tarde, Chang chega em casa. Hyungwon vai recebê-lo na porta.

- Olá meninos. – Ele dá um abraço em Hyungwon. Eu achei isso meio estranho, não posso negar, vai ver eles se aproximaram de alguma forma. – E aí, meu marinheiro. Como está se sentindo?

- Um pouco dolorido ainda, mas com o tempo a gente vai acostumando. – Ele me dá um abraço também.

Vejo Hyungwon se despedindo e saindo, parece que ele foi buscar os meus remédios. Assim que confirmo que ele está mais distante, descarrego no Chang.

- Cara, eu vou endoidar.

Ele arregala os olhos e levanta as sobrancelhas.

- Por quê? O que foi?

- O Hyungwon limpou a maionese no canto da minha boca, com a língua dele.

- É O QUE? A NÃO! A SIM! CARA ISSO É DEMAIS, MAS TAMBÉM UMA BOSTA.

- Changkyun, se decida.

- É que isso é tão ótimo, mas ele ainda está com Minhyuk?

- Então, pelo jeito, não. Mas ele não falou disso abertamente ainda.

- Cara, sabe o que pode ser pior? Ele e Minhyuk terem terminado e ele apenas estar te usando como estepe, como algo que deixou na reserva.

- Opa, ai não.

- Então, não se deixe enganar por aquele rostinho bonito.

- O que? Como assim aquele rostinho bonito? Mais respeito, por favor.

- Wonho. – Ele me olha, seu olhar entediado pela minha crise de ciúmes. – Isso fica horrível em você.

- O que? – Fico confuso.

- Essa manta de ciúmes que você vestiu sobre os ombros. Menos, bem menos, quase nada.

- Claro, desculpe.

Infelizmente Chang teve que ir um pouco mais cedo, pois recebeu uma mensagem de seu pai, falando que precisava dele no píer, o barco chegou mais cedo hoje. Fiquei um bom tempo sozinho.

                                                                              (...)

Já está um pouco mais tarde, e Hyungwon me leva para o banheiro, na intenção de eu tomar um banho. Ele comprou uma daquelas cadeiras que tem um assento de vaso sanitário, mas são vazadas. Que é pra velhinho tomar banho, mas eu preciso usar porque não tem como eu ficar em pé.

Eu tiro a minha camisa e as meias dos pés. Não usei tênis, porque nem tô andando. Já a minha calça estou tendo dificuldade, mas não quero chamar o Hyungwon. Tento pelo menos subir um pouco o quadril, mas não consigo. Desisto e acabo chamando ele.

- HYUNGWON. HYUNGWON.

Ele vem correndo e me olha desesperado da porta do banheiro.

- O que foi? Tá tudo bem?

- Tá sim, eu.....eu só....SÓ QUERIA AJUDA PRA TIRAR MINHAS CALÇAS.

Ele me olha, e segura muito, muito o riso.

- Ok. – Ele se aproxima de mim e segura nos meus braços. – Faz assim, você me abraça no pescoço e se apoia, enquanto eu a puxo pra baixo pode ser?

- Pode.

Ele me levanta e eu abraço o seu pescoço com força. Nunca pensei que seria tão difícil ficar em pé.

Sinto-o tirando o meu cinto e abaixando minha calça, fico apenas de cueca. Ele para e me encara.

- A cueca também? – Sua cara irônica volta.

- Claro que a cueca também, vou tomar banho com ela?

Ele segura o elástico da minha cueca boxer e se exalta, só por um momento. Essa exaltação acaba me deixando louco, e percebo que na parte de baixo, são apenas minhas pernas que não estão funcionando, se é que me entende.

Aquilo começa a crescer e não sei se ele não percebeu ou está apenas fingindo, mas como vou sair dessa enrascada?

- Hyungwon?

- Oi? – A ironia não sai da sua voz.

- Será que dá pra você ir um pouco mais rápido?

- Claro. – Ele tira minha cueca de uma vez, e digamos que algo acaba sendo libertado.

Ele olha pra mim e depois bem ali. Sua cara fica vermelha igual a um pimentão. E num movimento super-rápido, ele me coloca na cadeira de banho e fecha o box.

- Se precisar de alguma coisa, me grita.

Ele sai correndo do banheiro e fecha porta. Eu não acredito que acabei de pagar esse micão. Meu rosto está queimando de vergonha, e isso acaba fazendo meu amigo, digamos, se desanimar.

O meu maior problema vai ser quando eu sair do banho. Como eu vou vestir minhas roupas, sozinho?

Resolvo pensa nisso depois, ligo o chuveiro e pego o sabonete. No hospital eu tinha enfermeiras, e eu não tinha esse problema, mesmo tendo uma que era bem bonita. Até porque, o que ela tem, eu passo é longe.

Ensaboo meu pescoço, tronco e braços, depois as coxas, desço para as pernas e finalmente os pés. O estranho sou eu lavar toda essa parte de baixo, sem eu sentir nada. Espero que essa sensação suma o quanto antes.

Quando eu termino de lavar o meu cabelo, desligo o chuveiro e grito pelo Hyungwon.

- O que foi?

- Eu...já acabei.

- Aaah, claro. – Ele pega a toalha no suporte e abre o box, com o seu olhar diretamente em meus olhos. Ele faz eu me segurar em seu pescoço de novo e enrola a toalha em meu quadril. Me coloca na cadeira de rodas e me leva para o quarto. – E ai. O que vai vestir hoje?

- Só um pijama, por favor. Já está meio tarde.

- Claro. – Como ele já sabe onde ficam os pijamas, já abre o armário sem nenhuma instrução minha e pega um conjunto de shorts, que lembra um samba-canção, e uma camisa regata azul bebê. Coloca em cima da cama e pega uma cueca na gaveta. – Eu vou te ajudar, ok?

- Não sei se devia. E se...aquilo acontecer de novo?

- Olha, a gente vai ficar nessa rotina por um tempinho, então porque não cortamos a vergonha o quanto antes?  E se acontecer, quem sabe eu dou um jeito?

- É O QUE?

Ele cai na gargalhada, achando graça do meu espanto.

- Calma, é só uma brincadeira. – Ele me auxilia a colocar e roupa e me pega no colo, me colocando na cama. – Espera ai, eu vou pegar seus remédios.

Ele vai até a cozinha e o escuto enchendo um copo com água.

- Toma. – Coloca dois comprimidos em minha mão. Um azul e outro amarelo. – Vai ser sempre essa dosagem, pelo menos por enquanto. Já arrumei seu celular pra despertar quando for a hora da outra dose.

- Nossa, que enfermeiro exemplar.

- Haha. Sem ironias, por favor. – Ele cheira sua camiseta e faz uma cara feia. – Quem vai tomar banho agora sou eu.

Depois de ter seu banho tomado e estar vestido com um pijaminha muito fofo, ele deita do meu lado na cama.

- Mas o que é isso? Você vai dormir comigo?

- Alguma coisa que a gente já não tenha feito?

- Não, é só que eu achei que...

- Achou o que? Wonho, depois de hoje, a gente só tá faltando fu... – Ele para no meio da frase.

- Fuu? – Eu queria ouvir da boca dele, mas não sei devo querer isso. Eu tô rindo por dentro, mas de nervoso.

- Nada, vai dormir. Boa noite. – Apaga o abajur do seu lado e eu faço o mesmo do meu.

Pelo jeito, hoje a gente vai só dormir mesmo.


Notas Finais


Bom, é isso! Espero que tenham gostado. E me digam o que estão achando da história, isso me anima a continuar.

Link de "Um Recomeço a Vista" (Visão do Hyungwon): https://spiritfanfics.com/historia/um-recomeco-a-vista-9179493

Quer saber mais sobre e mim e como anda a fic? Me siga no twitter @allexbrune


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