História Romance Proibido - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Itachi Uchiha, Karin, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Itachi, Itasaku, Naruto, Sakura
Visualizações 151
Palavras 1.283
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Espero que gostem dessa fic, boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo I



Sakura estava chocada com a amiga.

— Pretende mesmo levar isso adiante?

Por trás dos cílios cobertos por uma grossa camada de rimel preto, o olhar de Karin era desafiador.

— Não posso cuidar de um bebê. Além disso, eu nunca a quis mesmo.

— Mas Sarada é tão novinha! — Sakura protestou. — Como pode abandoná-la?

— Esta é uma oportunidade única. Se eu não agarrá-la com as duas mãos, talvez nunca na vida tenha outra chance dessas.

— Mas ela só tem quatro meses! — Sakura exclamou. — Deveria criá-la em memória do Sasuke.

— Não devo nada a ele! Esqueceu que Sasuke se recusou a reconhecer a filha? Nem quis fazer o teste de paternidade, sem dúvida porque não queria se aborrecer. — Karin andava pela sala, zangada. — Eu deveria saber que não podia confiar nele. Os homens da família Uchira são famosos por levar uma vida de playboy, é só olhar o jornal de ontem para perceber.

Sakura lembrava-se da foto de Uchira Itachi, irmão mais velho de Saduke, numas das revistas que circulavam por todo o Japão. Era raro haver uma semana sem qualquer notícia de sua vida de bilionário. O bonito semblante do moreno tinha sido a primeira coisa que notara ao abrir o jornal.

— E Itachi sabe que pretende entregar a sobrinha dele para adoção?

Karin se virou para encarar a amiga.

— Eu escrevi para o pai dele semanas atrás, mas ele foi categórico quando recusou reconhecer Sarada como neta. Então enviei uma foto dela. Ficará com a pulga atrás da orelha quando vi o quanto ela se parece com Sasuke. Tive que agir, já que minha vida está assim por culpa do filho dele.

— Mas.

Karin lhe lançou um olhar irritado.

— Não quero mais nada com a família Uchira. Eu lhes dei a oportunidade de reclamarem Sarada, mas desperdiçaram. E é para dar continuidade ao plano B, que estou de partida.

— De partida? — Sakura a fitava estupefata. — De partida para onde?

— Estados Unidos.

— E Sarada? — ela perguntou, com o coração aflito. — Não está mesmo pensando em. — Não conseguia nem falar o resto da frase.

Karin deu de ombros.

— Pode cuidar dela por uns meses. É o que você tem feito na maior parte do tempo mesmo. Além disso, é óbvio que ela gosta mais de você do que de mim, então não vejo por que não deixá-la com você por enquanto. Pode cuidar dela até alguém adotá-la.

O estômago de Sakura se revirou. Era duro pensar que a amiga tinha tão pouca estima pela menininha que estava dormindo no carrinho de bebê perto da janela. Como podia ser tão insensível a ponto de abandonar a própria filha?

— Olha. — Sakura tentava trazer a amiga à razão. — Sei que está perturbada, só faz alguns meses que Sasuke. se foi.

Karin se voltou para ela com fúria.

— Por que o eufemismo? Sasuke não foi a lugar nenhum. ele morreu.

Sakura engoliu em seco.

— Eu. eu sei.

— Estou feliz que tenha levado a noiva estúpida com ele — Karin acrescentou com tom aborrecido.

—  Você não quis dizer isso, quis?

O semblante de Karin se retorceu em amargura.

— Claro que sim. Odeio a família Uchira e qualquer um ligado a eles. — Jogou os cabelos vermelhos para trás e encarou a amiga. — Tenho a chance de começar uma nova vida nos Estados Unidos. 

— Mas você poderia.

— Não! — Karin a interrompeu, impaciente. — Não entende? Não quero esta criança, nunca quis.

— Largou a sacola de Sarada perto do carrinho.

— Foi você quem me convenceu a continuar com a gravidez, então é justo que cuide dela até eu mesma encontrar quem a adote.

— Você? — Sakura ficou tensa no mesmo instante. Karin exibiu um olhar de quem sabe das coisas.

— Existem pessoas que pagariam uma fortuna por um lindo bebezinho. Quero garantir um bom negócio. Talvez eu encontre pessoas com bastante dinheiro que queira Sarada. Pense no quanto estariam dispostos a pagar por ela!

Os olhos de Sakura brilharam de espanto, o coração bateu descompassado no peito.

— Como pode fazer isso com sua própria filha?

— Não é da sua conta o que faço. A filha é minha, não é sua.

— Deixe que eu a adote — Sakura implorou. — Sou sua amiga, o que torna as coisas mais fáceis, não é?

Karin meneou a cabeça.

— Não. Aproveitarei esta oportunidade ao máximo. — Os olhos brilharam de cobiça. — Pensando bem, é uma tremenda sorte. É minha chance de me livrar da criança e ainda ganhar um bom dinheiro.

— Você é tão interesseira.

— Interesseira, não. realista. Podemos ser amigas, mas não sou como você, Sakura. É hora de aceitar isso. Quero viajar, quero o conforto e os privilégios da riqueza. Pode ficar com suas longas horas numa biblioteca velha e tediosa. Eu quero uma vida.

Sakura endireitou os ombros, ergueu o queixo com orgulho.

— Gosto do meu trabalho.

— Sim, pois eu gosto de fazer compras, jantar fora e freqüentar festas. E farei muito disso quando chegar em Los Angeles. Mal posso esperar.

— Não acredito que vai simplesmente largar suas responsabilidades. Sarada não é um brinquedo para ser descartado. É um bebê. Isso não lhe significa nada?

— Não. — O olhar frio de Karin se encontraram com os de Sakura. — Não significa absolutamente nada. Eu disse. não quero a menina. — Segurou a bolsa, vasculhando dentro dela, e entregou uma pasta de documentos à amiga — A certidão de nascimento e o passaporte dela estão aqui, guarde-os bem até a adoção. — Pendurou a bolsa no ombro e virou-se para a porta.

— Karin, espere! — Sakura chamou, olhando desesperada para o carrinho. — Não vai nem se despedir dela?

Karin abriu a porta e, com um olhar determinado, fechou-a com firmeza ao sair.

Sakura sabia que seria inútil correr atrás dela. Na maior parte de seus 18 anos, de nada tinha adiantado implorar a Karin que parasse para pensar nos próprios atos. Sua geniosa amiga pulava de desastre para desastre, causando prejuízos e demonstrando pouco remorso. Mas este certamente era o pior.

Ouviu um choramingo vindo do carrinho. Atravessando a pequena sala, Sakura ergueu o pequeno pacotinho rosa.

— Ei, preciosa — disse enquanto acomodava a criança no peito, maravilhando-se novamente com a perfeição de seus traços. — Está com fome, pequenina?

O bebê se aninhou nela, e Sakura sentiu um amor irresistível dentro de si. Não suportaria que ela fosse entregue aos cuidados de outros. E se as coisas não funcionassem? E se a infância de Sarada terminasse sendo como a de Karin? Sakura lembrava bem da infância de Karin. as temporadas em lares de adoção,como poderia deixar que o mesmo acontecesse a Sarada?

Sakura sabia que o sistema legal de adoção funcionava, mas essa prática de adoção consentida a deixava aflita. E se alguém totalmente inadequado oferecesse uma grande quantia de dinheiro a sua amiga? Percebeu a umidade na roupinha de Sarada e, carregando-a para o quarto, deitou-a na cama e a despiu delicadamente, como fizera inúmeras vezes. Por baixo da manta, a menina vestia um macacão vermelho. Sakura tirou a roupinha pela cabeça da criança, falando amorosamente com a nenê que ela considerava sua sobrinha, mas suas palavras morrerem na garganta quando viu o que o macacão escondia. Seus olhos se arregalaram de horror ao se deparar com as marcas roxas ao longo do corpinho de Sarada, marcas que tinham o tamanho perfeito de seus dedos, como se ela mesma tivesse causado aquele mal.

— Oh, Karin! Como pôde? — ela soluçou, contendo as lágrimas por não ter sido capaz de evitar que a sobrinha sofresse a violência que fora comum em sua própria infância.

Decidiu naquele instante que faria o que fosse preciso para manter Sarada consigo. Devia existir uma maneira de convencer Karin a lhe entregar a menina permanentemente.

Teria de encontrar uma maneira!




Notas Finais


Continua...


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