História Romance Proibido - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Itachi Uchiha, Karin, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Itachi, Itasaku, Naruto, Sakura
Visualizações 357
Palavras 1.050
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Capítulo II


Outras mães solteiras conseguiam enfrentar as dificuldades então ela também conseguiria. De alguma forma. Mordiscava uma unha enquanto considerava suas opções. Não seria fácil. mal poderia pagar uma creche com seu atual salário na biblioteca. Olhou para a menina adormecida, o peito se apertanva dolorosamente ao pensar que jamais veria sua pequena sobrinha novamente. Não. Simplesmente não podia permitir que sua amiga levasse a idéia adiante. Ela seria a mãe de Sarada. Ninguém lhe tomaria a sobrinha. Ninguém. 

Uchiha Itachi franziu a testa quando a secretária informou que seu pai estava na linha, ligando da Vila Kanoha, no inerior do Japão. Pegou o telefone e, girando em sua cadeira de couro, olhou para os prédios da cidade.

— Itachi! Você precisa fazer alguma coisa a respeito daquela mulher imediatamente! — Fugaku Uchiha despejou as palavra nele.

.— Está falando daquela amante de Sasuke? — Itachi respondeu pacientemente.

— Pode ter sido amante, mas é mãe da minha única neta! — Fugaku resmungou.

Itachi enrijeceu na cadeira.

— Por que tanta certeza assim de repente? Sasuke se recusou a fazer o teste de paternidade, disse que sempre usou proteção.

— Pode ser, mas agora tenho motivos para acreditar que a tal proteção falhou.

Itachi franziu a testa e virou a cadeira novamente para a escrivaninha, o súbito baque no coração deixando-o em silêncio por um instante.

— Tenho uma carta aqui na minha frente com uma foto da criança. — A voz de Fugaku tremia um pouco. — Ela é idêntica ao Sasuke nesta idade. É filha do Sasuke, tenho certeza.

Itachi apertou os lábios enquanto lutava para manter suas emoções sob certo controle. A morte do irmão o deixara devastado, mas pelo bem de seu pai, em fase terminal, conduzia os negócios da família sem um único soluço. A filial do banco de investimentos Uchira estava em expansão, e Itachi pretendia manter no ritmo de trabalho que adotara para bloquear a dor pela perda do irmão.

— Papai. — A voz soou profunda e áspera. — É difícil acreditar.

— Precisamos pegar esta criança — o pai insistiu. — Ela é tudo o que nos resta de Sasuke.

Um tremor de inquietação tomou Itachi ao ouvir o tom determinado do pai.

— Como pretende fazer isso?

— Da maneira de sempre — o pai respondeu com indisfarçável cinismo. — Se oferecermos dinheiro, ela fará tudo o que quisermos.

— Quanto dinheiro pretende gastar nessa sua missão?

Fugaku deu a resposta que fez Itachi encostar os ombros largos novamente na cadeira.

— É bastante dinheiro.

— Eu sei — concordou o pai. — Mas não posso correr o risco de ela recusar a oferta. Depois da resposta que dei à carta anterior, ela pode querer se vingar e nos negar a menina.

Itachi lembrava-se do conteúdo da carta. Seu pai tinha lhe enviado uma cópia por e-mail, e a mensagem não fora nada lisonjeira. Podia bem imaginar a tal Karin jurando vingança, especialmente se o que ela dizia era verdade 

— Sasuke era o pai da menina.

Conhecia bem a reputação de Karin, mesmo sem conhecê-la pessoalmente. O irmão ficara completamente abobalhado até a verdadeira personalidade de Karin aparecer. Ainda recordava o sarcástico relato de Sasuke sobre a reação dela ao ser informada de que o curto e ardente relacionamento tinha chegado ao fim.  Ela o perseguia por meses, atormentando-o incansavelmente.

Mas, de certa forma, pensar no sangue de seu falecido irmão correndo nas veias da filha dela mexia com Itachi de maneira inesperada.

— Itachi. — A voz desesperada do pai interrompeu suas reflexões. — Precisa fazer isso. É uma questão de honra familiar. Sasuke teria feito o mesmo por você.

Era difícil para Itachi se imaginar envolvido nos tipos de desastre que seu irmão mais novo costumava arranjar na vida, mas não adiantaria discutir isso agora. Seu pai já tinha sofrido demais, tinha perdido o filho amado. Não era segredo na família Uchira que Sasuke era o favorito do pai. Franziu a testa ao pensar no plano do pai. Como convenceria aquela mulher a lhe entregar a criança? Ela pegaria o dinheiro e desapareceria, ou insistiria em algo mais formal? Tal como. O estômago deu um nó ao lembrar do irmão contando da incansável busca de Karin por um marido rico. Claro que o pai não esperava que ele fosse tão longe! Até o momento, que Itachi conseguira ignorar a pressão do casamento, embora tivesse chegado bem perto de se casar alguns anos antes. Mas tudo acabou mal, e ele decidiu evitar qualquer envolvimento emocional mais profundo desde então. Itachi concluíra que mulheres não eram confiáveis quando havia dinheiro envolvido. E na família Uchira havia muito dinheiro. O coração de Itachi ficou apertado ao pensar na menininha de cabelos escuros e olhos ônix — olhos que um dia se tornariam travessos, como os do pai.

— Fará isso? — Fugaku o pressionou. — Fará isso por mim e sua falecida mãe?

Itachi fechou bem os olhos. Mencionar a mãe sempre o afetava profundamente. Não se esquecia daquele último dia, a maneira como a mãe sorriu e acenou para ele antes de ser atirada no caminho de um carro. Itachi ainda acreditava que a mãe talvez estivesse viva se tivesse sido honesto sobre o motivo de seu atraso. Tinha atendido às súplicas do pai, mas a culpa ainda era como uma corrente presa ao seu pé, oprimindo-o impiedosamente com seu peso. Quando o irmão morreu, Itachi não conseguiu se livrar da sensação de que o pai teria sofrido muito menos se ele estivesse no lugar de Sasuke naquele carro.

Suspirou e respondeu ao pai.

— Verei o que posso fazer.

— Obrigado. — O alívio na voz do pai era inconfundível.

Itachi sabia que os dias de seu pai estavam contados. Não seriam ainda mais preciosos se pudesse segurar sua única neta nos braços?

— Talvez ela não queira me ver — Itachi alertou, pensando novamente na carta ofensiva do pai. — Pensou nessa possibilidade?

— Faça o que for preciso para que ela enxergue a razão — Fugaku instruiu. — Qualquer coisa. Mulheres como Karin esperam uma negociação. Uma transação comercial.

Que mulher era essa que barganharia a vida de uma criancinha? Minutos depois, recolocou o fone no gancho e voltou-se mais uma vez para a vista lá fora. Estreitou os olhos por causa da luz do sol enquanto pensava no que teria que fazer. Visitaria a pessoa que mais odiava no mundo: a mulher responsável pela morte prematura do irmão.




Notas Finais


Continua...


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