História Romance Proibido - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Itachi Uchiha, Karin, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Itachi, Itasaku, Naruto, Sakura
Visualizações 353
Palavras 1.595
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Capítulo III


Não fazia muito tempo que Sakura dera de comer a Sarada quando a campainha tocou naquela manhã de segunda-feira. Dando uma rápida olhada na pequena sala, caminhou sobre o carpete, imaginando o que sua vizinha idosa queria agora. Abriu a porta com um sorriso no rosto, que desapareceu imediatamente quando seu olhar se ergueu de encontro a um par de olhos escuros.

— Srta. Karin?

— Pois não? — ela respondeu, inconscientemente levando a mão à garganta.

O homem parado à sua porta era mais impressionante ao vivo do que na foto do jornal. Era mais alto que a maioria, com mais de 1,80m, os ombros largos e a postura nada menos que autoritária. O queixo severo, e os olhos não possuíam qualquer sinal de cordialidade.

— Imagino que saiba quem sou. — A voz era profunda e soava com certa aspereza.

— Eu. err. sim.

O que mais poderia dizer? O jornal com a foto dele ainda estava aberto sobre a mesinha de centro. Dizia a si mesma para jogá-lo fora sempre que passava pela sala, mas o deixara no mesmo lugar. Não sabia exatamente o porquê.

— Creio que está com a filha de meu irmão.

— Eu. sim, é isso mesmo. — A imagem das manchas escuras no corpinho de Sarada vieram à mente de Sakura, cujo pânico acelerou as batidas de seu coração a um nível quase intolerável. Tinha que mantê-lo longe de sua sobrinha!

— Gostaria de vê-la.

— Ela está dormindo no momento, então. — Deixou a frase no ar, esperando que ele entendesse a indireta.

Não foi o que aconteceu.

Itachi sustentou o olhar dela por um bom tempo e, quando Sakura começava a fechar a porta, ele usou o pé para bloquear a ação.

— Talvez não tenha me ouvido, Srta. Karin. — O tom endureceu ainda mais quando os olhos escuros encontraram os dela. — Vim ver a filha de meu irmão. Não partirei antes disso.

Sakura sabia que ele estava determinado e, afastando-se da porta, encarou-o com frieza.

— Se a acordar, ficarei extremamente zangada. 

Por favor. Continue dormindo, Sarada, Sakura pedia silenciosamente enquanto ele entrava.

Itachi a olhou de cima a baixo. Quando os olhos de ambos se encontraram, os dele estavam cheios de desprezo.

— Sasuke me contou tudo sobre você.

Sakura ficou confusa. Nunca conhecera o amante da amiga. O romance de Karin e Sasuke tinha sido breve e explosivo, como todos os outros. Ele não podia estar pensando.

— Ele me disse que você representava problemas, mas não tinha idéia do quanto — Itachi continuou, vendo que ela não dizia nada.

Sakura o encarou por um instante, imaginando se deveria esclarecer que ele a confundiu com a sua amiga, mas no fim deixou tudo como estava para ver quais eram as intenções dele. Afinal, que mal havia nisso? Só precisava fingir ser Karin por alguns minutos e dizer que tinha mudado de idéia. Assim que o convencesse de que não tinha intenção de lhe entregar a "filha", talvez ele fosse embora. 

— As críticas de seu irmão são irônicas, considerando o comportamento dele — Sakura disse.

Um brilho ameaçador surgiu nos olhos dele.

— Ousa difamar meu irmão morto? 

Sakura ergueu o queixo.

— Ele era um farsante. Estava envolvido com outra quando concebeu Sarada.

— Ele estava formalmente comprometido — Itachi comentou rudemente. — E você estava interessada nele só por causa do dinheiro. Acha mesmo que ele se casaria com uma mulherzinha oportunista que já dormiu com quase todos da cidade?

Sakura ficou tensa de raiva. Sabia que a amiga era um pouco promíscua às vezes, mas Uchira Itachi falava como se ela fosse uma prostituta, não a pessoa insegura e emocionalmente instável que realmente era.

— Isso é típico! — ela retrucou. — Por que os homens podem fazer loucuras e as mulheres não? Enxergue a realidade, Sr.Uchira. As mulheres possuem sexualidade própria e, nos dias de hoje, têm o mesmo direito de expressá-la.

Os indecifráveis olhos escuros a examinaram dos pés à cabeça novamente.

— Já que fala de direitos, precisamos conversar sobre a filha de Sasuke. Por mais que me aborreça o fato de a menina ser uma Uchira, ela tem o direito de conhecer a família do pai.

— Acho que esta decisão cabe a mim.

— Creio que não, Srta. Karin. — A voz se tornou ameaçadoramente baixa. — Talvez não tenha percebido com quem está lidando. A família Uchira não permitirá que uma mulherzinha qualquer crie alguém com seu sangue. Farei de tudo para tirar a menina de você, para que não seja maculada por sua falta de moralidade.

Os olhos de Sakura se arregalaram de medo. Não duvidava da ameaça. Com os melhores advogados e uma total falta de escrúpulos, Uchira Itachi não hesitaria em fazer o que prometia.

Sakura entou não parecer intimidada, mas nunca se sentiu tão apavorada. Se Itachi descobrisse que ela não era a mãe da criança, Sakura não poderia fazer nada para impedi-lo de levar a sobrinha embora. Mas ele não descobriria. Reunindo coragem, ficou bem ereta diante dele, com os olhar desafiador.

— Posso parecer uma mulher de pouca moral, mas amo esta criança e não permitirei que um playboy a tire de mim. Ela é um bebê. E bebês precisam das próprias mães.

Itachi a examinou novamente, notando a firme linha da boca. Pela primeira vez, Itachi imaginou o quanto o irmão se sentira tentado por aquela mulher. Itachi pensou, já que dera à luz há pouco tempo. O ar de inocência, servia de fachada para uma mulherzinha ambiciosa que tinha revelado suas intenções ao fazer seu irmão cair na armadilha mais velha do mundo: gravidez.

— Sob circunstâncias normais, concordaria com você — ele respondeu no mesmo tom. — Tendo sido criado por uma mãe maravilhosa, eu seria a última pessoa a sugerir que uma criança fosse criada por outra pessoa. No entanto, seu histórico não me inspira confiança. Afinal, quem foi que mandou uma carta para o meu dizendo que pretendia entregar a menina em adoção?

— Foi uma atitude impulsiva. Eu estava aborrecida, não estava pensando direito — Sakura apressou-se em dizer. — Não tenho intenção de abandoná-la. Saruka é minha e ninguém. ninguém mesmo. irá tirá-la de mim.

Sem qualquer aviso, Itachi aproximou-se dela, sua incrível altura lançando uma sombra sobre a figura delicada de Sakura. Ela conteve-se para não recuar, mas foi difícil manter-se firme diante daquela presença ameaçadora.

— Que esquecimento meu — ele disse com voz arrastada, tirando a carteira do bolso. — Eu deveria saber que você faria um pouco de pressão. Quanto?

Sakura o fitava.

Itachi ergueu uma sobrancelha.

— Creio que tudo se resume a isso, não?

— Não sei do que está falando — ela respondeu, a garganta repentinamente seca.

Ele exibiu um sorriso cínico ao abrir a carteira.

— Ora, Karin. Sou um homem rico. Diga o preço.

Itachi estava surpreso por estar gostando daquele joguinho, sabendo que a qualquer instante ela sucumbiria à tentação que estava diante de seus olhos.

— Meu verdadeiro nome é Sakura. E não quero seu maldito dinheiro.

Desta vez, Itachi ergueu as duas sobrancelhas. Ficou em silêncio, tentando compreender o que ela estava tramando.

— Seu nome não é Karin? Tenho certeza de que Sasuke me disse Karin. Ou era mentira também?

Sakura assumiu uma expressão pela qual a amiga era famosa.

— Sakura é meu nome verdadeiro, mas acho que Karin soa mais sofisticado. — Examinou as mãos, imitando novamente a amiga, antes de erguer os olhos. — Como conseguiu me encontrar?

— Só havia uma única Srta.Karin na lista telefônica deste distrito.

Como Karin morava com ela desde o nascimento de Sarada, e raramente pagava as próprias contas, seu nome não constava na lista. Isso explicava como Itachi a confundira com a amiga.

Deixou escapar um leve suspiro de alívio. Tudo estava bem até o momento.

— Então. Sakura. — Itachi pronunciou o nome dela de maneira sugestiva. — Se não está atrás de dinheiro, o que quer?

— Nada.

O sorriso cínico reapareceu.

— Segundo minha experiência, mulheres como você sempre estão atrás de dinheiro, mesmo quando dizem o contrário.

— Sua experiência deve ser muito limitada, pois posso garantir que não preciso de seu dinheiro.

— Talvez não do meu, mas deve saber que meu irmão deixou uma herança considerável. Você teve uma filha com ele, o que significa que ela terá direito à herança quando tiver idade adequada.

Sakura engoliu em seco. As coisas se complicavam a cada minuto.

— Não estou interessada nos bens de Sasuke.

— Quer que eu acredite nisso? Posso ver os brilho por trás de seus olhos. — O olhar dele examinou a sala. — Veja este lugar! Cheira a pobreza e negligência. Acha que permitirei que minha sobrinha viva nesta espelunca?

Sakura sentiu o orgulho invadi-la.

— É o que posso pagar no momento. Ele deu uma risada.

— No momento, sim. Não duvido que já exista algum outro pobre coitado na mira para sua próxima investida. — Exibiu um olhar de completo desgosto. — Deve estar oferecendo algo muito especial por trás dessa sua pose inocente para que alguém aceite sustentar o bebê de outro homem.

Sakura nunca se considerou uma pessoa explosiva, Karin, com seu temperamento imprevisível, é quem costumava criar situações desagradáveis. Mas de alguma forma, ouvindo o desdém de Itachi, mesmo sabendo que as ofensas era direcionada à amiga, sentiu-se ultrajada.

— Está se oferecendo para continuar de onde Sasuke parou? — perguntou num tom de pura provocação.

Os olhos de Itachi brilharam com um ódio tão intenso que a desencorajou.

— Entendi seu joguinho — ele respondeu depois de um silêncio enervante.

— Só quero que saia de minha casa imediatamente. Não está nem um pouco interessado em minha so. filha. — Respirou fundo para disfarçar o deslize. — Se não sair agora, chamarei a polícia.

Os olhos de ambos se enfrentaram por segundos intermináveis, mas Sakura foi a primeira a desistir.



Notas Finais


Continua...


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