História Romance Proibido - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Itachi Uchiha, Karin, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Itachi, Itasaku, Naruto, Sakura
Visualizações 109
Palavras 1.819
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Capítulo IV


— Por favor, saia, Sr.Uchira. Não tenho nada para conversar com você.

— Quero ver minha sobrinha. — O tom determinado fez Sakura erguer a cabeça. — Quero ver a filha de meu irmão.

Sakura pressionou os lábios ao ver o quanto ele lutava para manter as emoções sob controle. Podia notar isso na voz, na postura rígida, no brilho úmido dos olhos. Não esperava deparar-se com sentimentos tão profundos e envergonhou-se por julgá-lo tão mal. Aliás, Itachi perdera o irmão sob trágicas circunstâncias. Mesmo que Karin tivesse muitos defeitos, Sakura ficaria muito abalada se estivesse na mesma situação.

— Sinto muito. — A voz saiu desigual.

 Ele contorceu os lábios.

— Mesmo?

Sakura não respondeu, seguiu até o carrinho junto à única  janela. Sentia a presença de Itachi atrás de si ao afastar as mantas de Sarada para que ele pudesse ver seu rostinho. Itachi se aproximou, seu braço roçou no dela ao se abaixar para ver a filha de seu irmão. Ele ficou muito tempo sem falar. O silêncio era tão grande que Sakura podia ouvir a respiração controlada de Itachi, na tentativa de dominar a emoção por ver a sobrinha pela primeira vez.

— Posso segurá-la?

Era como se o coração de Sakura tivesse dado uma cambalhota. E se ele segurasse Sarada da maneira errada e ela chorasse?

— Bem. não creio.

— Por favor. — O tom entusiasmado chamou a atenção de Sakura. — Gostaria de segurar a filha de meu irmão. Ela é tudo que restou dele.

Sakura ergueu a menina adormecida, embalando-a gentilmente antes de entregá-la a Itachi. Viu milhares de emoções passarem pelo rosto bonito quando ele apoiou o pequeno embrulhinho no peito largo, o olhar pensativo ao admirar a perfeição do rosto sereno de Sarada.

— Ela é. linda. — A voz estava rouca.

Sakura teve dificuldades em evitar a emoção na própria voz.

— É sim.

Os olhos de Itachi encontraram os dela rapidamente.

— Como ela se chama? 

Sakura baixou um pouco o olhar.

— Sarada.

— Sarada — ele repetiu, como se o experimentasse. — Combina com ela.

Sakura se surpreendeu ao ver a facilidade com que Itachi segurava o bebê, uma das mãos a ampará-la enquanto a outra lhe explorava as feições, como se ele estivesse completamente maravilhado.

Sakura ficara emocionada quando Karin contou os nome escolhido. Por um instante teve esperanças de que a amiga finalmente iria assumir suas responsabilidades. Mas, poucas semanas depois do nascimento de Sarada, Karin voltou a freqüentar festas e beber, deixando a criança com Sakura com uma freqüência tão grande que Sarada começou a chorar sempre que Karin se aproximava dela.

Sakura sentia-se desconfortável com o pesado silêncio. Itachi ainda segurava Sarada, o olhar fixo no rostinho da criança.

Resolveu dizer a primeira coisa que lhe veio à cabeça.

— Ela se parece com Sasuke, não acha?

Itachi a encarou, a expressão obscurecendo instantaneamente. Sakura pensou que ele concordaria com ela, mas Itachi simplesmente voltou a admirar a criança em seus braços.

— Ele a viu alguma vez?

Sakura ficara furiosa quando Karin contou que Sasuke não queria ver o bebê. Não deixava de pensar que isso explicava por que a amiga nunca se sentira ligada à filha. Durante toda a gravidez, Karin nutrira esperanças de que Sasuke se apaixonaria pela filhinha assim que a visse, assegurando-lhe um futuro seguro ao torná-la sua esposa. Quando ele se recusou a fazer o teste de paternidade, Karin entrou em depressão profunda e em seguida se entregou despreocupadamente à uma rotina de diversão.

— Não — Sakura repetiu, a voz carregada de amargura. — Acho que estava muito ocupado cuidando do casamento.

Itachi não respondeu, mas Sakura pôde ver como ele parecia aborrecido. Observou-o recolocar a menina no carrinho, o toque firme e gentil ao acomodá-la. Sob seu olhar penetrante, Sakura achou difícil encará-lo sem pensar na maneira como o estava enganando. Subitamente lhe ocorreu que estava brincando com algo perigoso. Uchira Itachi não era idiota. Se descobrisse que fora enganado, ela sofreria graves conseqüências.

— Srta. Sakura. — A voz profunda atraiu o olhar dela novamente.

— S-sim? — Sakura umedeceu os lábios, pressentindo as intenções dele, todos os seus instintos avisando-lhe que não gostaria nada do que estava por vir.

— Quero ver minha sobrinha com freqüência e, conseguirei isso através da justiça caso não queira cooperar.

— Sou mãe dela. E nenhum juiz à tiraria de minha custódia.

—Acha que não? — Itachi sorriu. — E se eu contasse a eles sobre seu casinho com um certo empresário poucas semanas depois de dar à luz?

Que caso? Que empresário? O que Karin andou aprontando?

Itachi parecia ter visto uma ponta de medo no rosto dela, pois acrescentou em tom deliberadamente calmo:

— Vê, Srta. Sakura? Pretendo usar tudo que tenho contra você para conseguir o que quero. Ouvi dizer que tentou extorquir dinheiro do pobre coitado quando ele decidiu terminar o relacionamento. Teve sorte de seu caso não ter atraído a atenção da imprensa, mas bastaria uma palavra minha e. — Ele fez uma breve pausa para causar efeito. — Já sabe o resto.

Sakura respirou fundo, sentindo o pavor espalhando-se pelo corpo.

— O que quer dizer exatamente?

Itachi esperou um pouco antes de responder. Antes de ver a menina — e bastou uma olhada para saber que era mesmo filha de Sasuke —, só tinha pensado em oferecer uma enorme quantia de dinheiro à mulher e levar o bebê. Mas vendo a maneira amorosa de Sakura com Sarada, duvidou estar fazendo o melhor por sua sobrinha ao separá-la da mãe. Precisava ter certeza de que Sakura era incapaz de criá-la. Isso se realmente conseguisse tomar a sobrinha, levando em conta a carta que o pai escrevera rejeitando o bebê. Sakura tinha uma arma poderosa nas mãos caso decidisse usá-la. Isso só lhe deixava com uma alternativa.

Itachi encarou Sakura com determinação.

— Quero reclamar a filha de meu irmão como minha.

— Não pode fazer isso! Ela não lhe pertence. Pertence a. a mim.

— Sabe que posso fazer isso.

— Como?

Sakura nunca deveria ter perguntado. Os olhos escuros procuraram os dela. Uma ponta de medo começava a atormentar Sakura.

— Quero a menina e farei de tudo para consegui-la, mesmo que tenha de me prender a você.

Sakura ficou atônita, imaginando se teria compreendido mal a afirmação. 

 Prender-se? O que quer dizer com prender-se? 

A boca dele se curvou num sorriso.

— Meu irmão não quis se casar com você, mas não tenho tais receios. Será minha esposa em duas semanas, ou garanto que jamais verá sua filha novamente. — Manteve-se sério, sabendo que seu blefe era convincente.

Sakura demorou a recuperar a voz, a cabeça pesando com uma mistura de espanto e afronta.

— Acha mesmo que serei coagida desta maneira? — retrucou indignada.

— Estou contando com isso. Sasuke me disse que seu principal objetivo na vida era agarrar um marido rico. Então aqui estou, pronto para o papel.

Sakura pensou em revelar a verdade, contar que era a amiga de Karin, mas o ar de arrogância de Itachi a fez mudar de idéia no último minuto. Não entregaria a sobrinha sem lutar, mesmo que isso lhe custasse a liberdade.

— É de se esperar que um playboy mimado como você pense que pode conseguir tudo o que quer.

— Eu a pagarei generosamente, claro — Itachi disse, os olhos escuros a observá-la atentamente. — Quanto quer?

Sakura sabia que Karin pediria uma quantia exorbitante, mas algo a impediu de levar aquela farsa tão longe. Aceitar aquela espécie de suborno só lhe traria mais problemas. Além disso, a pequena Sarada dormia a menos de um metro de distância, o corpinho bem machucado. Tivera sorte desta vez, mas se ele olhasse por baixo do macacão. Erguendo o queixo, Sakura cruzou os braços e informou com involuntária ironia:

— Se pensa que pode me comprar, está muito enganado.

Os olhos dele relancearam os seios apertados sob os braços cruzados, demorando-se a fitar o rosto dela novamente. Sakura se enfurecia com aquela avaliação, perguntando-se como o comportamento da amiga a colocara naquela cilada. Sabia que deveria direcionar sua raiva a Karin, mas aquele homem a irritava profundamente.

— Já disse que não quero seu dinheiro. Eu me sentiria suja aceitando qualquer coisa de você.

— Boa tentativa, Srta. Sakura. Sei o que está fazendo. Está querendo fingir que não é a mulher ambiciosa que seduziu meu irmão, mas posso ver além de sua encenação. Não pense que pode me enganar tão fácil. Já tomei uma decisão. E você fará o que eu disser, aceitando pagamento ou não.

Sakura fez o que pôde para esconder o quanto a afirmação a afetava, a mente trabalhando desesperadamente, pensando numa saída para aquela farsa. Deus, mataria Karin por isso! Não podiam obrigá-la a casar só para ficar com a sobrinha. Mas o que mais poderia fazer? Karin  não era uma mãe adequada, e Itachi parecia ter evidências suficientes para comprovar o fato.

— Preciso de algum tempo para pensar. — Sentia-se um pouco irritada por soar tão parecida com Karin, mas persistiu. — Gostaria de analisar bem todos os ângulos antes de me comprometer.

— Não vim negociar, Srta. Sakura — ele disse de modo intratável. — Vim para assumir o papel de pai de Sarada e pretendo fazer isso o mais breve possível.

Sakura estava ficando mais alarmada. Havia um ar intransigente na voz que sugeria que Itachi estava acostumado a conseguir as coisas ao seu modo. Conte a verdade, ela repetia mentalmente. Conte quem você realmente é. Mas as palavras estavam presas em algum lugar dentro do peito, onde o coração já se apertava só de pensar em nunca mais ver Sarada. Tentou raciocinar com clareza, mas era difícil com Itach  observando-a cada instante. E se aceitasse as exigências dele por enquanto? Ele dissera duas semanas. Certamente pensaria numa solução até lá. Precisava pensar em algo. Não podia se casar com um completo estranho!

Itachi interpretou o longo silêncio como aceitação.

— Darei entrada nos papéis imediatamente.

— Mas. — Sakura calou-se, o coração parecia estar saltando no peito. Oh, Deus! O que fizera? Ele não podia estar falando sério, podia?

— Talvez seja melhor deixar algo bem claro desde já, Srta. Sakura. Este casamento não existirá no real sentido da palavra.

— Quer dizer que não será legal? — Ela franziu a testa, tentando compreender.

— Será legal, claro, mas apenas no papel.

— No papel? — Sakura ergueu as sobrancelhas.

— A união não será consumada — ele afirmou implacavelmente.

Sakura sabia que deveria estar sentindo um imenso alívio, mas por alguma razão inexplicável sentia-se aborrecida. Sabia que no momento não parecia tão glamorosa quanto Karin, mas tinha uma boa figura e seus traços eram bonitos. Não a agradava ser dispensada assim, como se não tivesse atrativos.

— Quer que eu acredite nisso? — Sakura perguntou com uma dose de cinismo na voz.

Itachi ergueu a mão e fez o sinal da cruz sobre o peito.

— Eu juro.

Algo no ar de suprema confiança de Itachi fez com que Sakura pensasse em usar o olhar sedutor que a amiga costumava lançar aos homens. Colocou a mão no quadril, inclinando-o de maneira provocativa, erguendo os cantos da boca num sorriso malicioso enquanto murmurava:

— Só acreditaria se fosse um homem morto, Sr. Itachi.



Notas Finais


Continua...


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