História Romance Proibido - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Itachi Uchiha, Karin, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Itachi, Itasaku, Naruto, Sakura
Visualizações 170
Palavras 1.743
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - Capítulo V


Itachi ria por dentro diante da exibição de autoconfiança. Ela era exatamente como Sasuke descrevera, mas se ele não conseguiu conter o desejo, por mais breve que tivesse sido o caso, Itachi sabia que não corria o risco de perder o controle. Sakura era o exatamente o oposto do que procurava numa companheira. Odiava mulheres que fica a procura de atrair um marido rico.

— Não sou como meu irmão, Srta. Sakura — informou com frieza. — Meus gostos são mais refinados.

Sakura queria arrancar aquele sorriso do rosto dele, mas sabia que provavelmente sofreria conseqüências desagradáveis. 

Cerrou os punhos e o encarou.

— Posso fazê-lo engolir estas palavras. Notei como me olha desde que abri aquela porta.

— Admito que estava intrigado por saber o que levou meu irmão a ser tão ingênuo. — Os olhos se demoraram nos pequenos seios dela. — Mas garanto que não tenho apetite por mulheres vazias como você.

Sakura recobrou o controle com dificuldade.

— Suponho que o acordo que propôs o deixa livre para se envolver com quem quiser, quando quiser.

— Prometo ser discreto.

— E eu? Posso me favorecer deste acordo também?

Itachi não respondeu de imediato, mas Sakura quase podia ouvir o cérebro dele remoendo a questão.

— Não.

— Não?

Ele meneou a cabeça lentamente.

— Claro que não.

— Não pode estar falando sério. — Ela ergueu as sobrancelhas novamente.

— Incrivelmente sério. — Itachi respondeu, cruzando os braços.

— Espera que eu concorde? O que ganho com um acordo desses?

— Ficará com sua filha e ganhará de brinde um marido rico.

Sakura bufou ultrajada.

— Pensei que homens como você tivessem morrido junto com os dinossauros. Acho que me enganei. 

— Isso fará com que se concentre nas suas responsabilidades como mãe.

Sakura deixou escapar uma risada irônica. Diferente da Karin, que tinha perdido a virgindade aos 14 anos, Sakura era tecnicamente virgem. Tecnicamente porque acreditava que toda mulher moderna tinha o direito de explorar o próprio corpo e descobrir como ele funcionava. Concluíra que era uma daquelas raras mulheres com pouco impulso sexual. Mas não era por isso que deixaria que Itachi conseguisse as coisas ao seu modo. Ele já a considerava uma verdadeira prostituta, e um pedacinho dela se divertia por encorajá-lo a continuar pensando assim.

— Acha engraçado a posibilidade de agir com responsabilidade? — A voz estava repleta de desprezo.

Sakura enrolou uma mecha de cabelo no dedo, esperando que ele não notasse a unha roída enquanto imitava outra das poses sedutoras da amiga.

— Você me faz rir, Sr. Itachi. 

A raiva tomou brevemente o rosto dele. Sakura viu que Itachi cerrava os punhos. E uma estranha sensação lhe surgiu, começou a imaginar a sensação da boca firme e reprovadora contra a sua, e quase sem perceber, umedeceu de leve os lábios. 

Itachi sentiu-se aborrecido ao decidir fazer um acordo com ela, mesmo que isso fosse como dar um tiro no próprio pé.

— Como você não parece disposta a concordar com meus termos, darei permissão. Pelo período de um mês após o casamento, nós dois ficaremos solteiros. Que tal? 

Ela fez beicinho, como se considerasse a idéia.

— Um mês? Huumm. Acho que consigo.

Itachi ficou carrancudo, e Sakura exibiu outro sorriso sexy.

— Não mais do que isso, senão ficarei louca. Mas pelo que ouvi falar de você. — Ela o examinou dos pés à cabeça, como se o despisse de cada peça — talvez sinta o mesmo.

— Creio que posso me controlar.

— Então devo presumir que não tem nenhuma amante no momento? — Ela lhe lançou um olhar sedutor.

— Não estou íntimo de ninguém atualmente. 

Sakura não pôde deixar de notar como Itachi era extremamente lindo, mesmo que admitir isso a aborrecesse. Era inacreditavelmente bonito, os hipnotizantes olhos escuros prometiam paixão. Um gritinho de protesto veio do carrinho quando Sarada subitamente acordou.

Itachi olhou para o carrinho, com a voz baixa cheia de preocupação.

— Ela está bem?

Exibindo um olhar de "olha só o que você fez", Sakura foi acalmar a sobrinha. O choramingo parou assim que ela tocou as perninhas de Sarada, os afagos fazendo a menina voltar a dormir em poucos minutos. Sakura sabia que Itachi a observava a distância, sem dúvida avaliando suas habilidades maternais. Assim que o bebê adormeceu completamente, Sakura encarou Itachi com a maior tranqüilidade possível.

— Disse que quer casar em duas semanas. Por que a pressa?

— Meu pai está em estágio terminal. Ele deseja ver a neta antes de morrer.

— Duas semanas é um curto espaço de tempo. — Sakura mordeu o lábio disfarçadamente.

— Cuidarei de todos os detalhes. Você só precisa aparecer no cartório.

Sakura sabia que era patético sentir-se desapontada, mas se o destino a forçasse a continuar com a farsa, seu sonho de casar-se num belo vestido branco estaria perdido para sempre.

— E o vestido? — perguntou, tentando não pensar nos motivos que levavam Uchira Itachi a casar-se com ela.

— Não me importa o que irá vestir. No entanto, acho que seria muito impróprio de sua parte vestir branco. — Itachi relanceou o carrinho. — Não concorda?

Ela sustentou o olhar dele o quanto pôde.

— Gosto de usar branco. Cai bem em mim. 

— Vista o que quiser, a cerimônia só dura alguns minutos mesmo. Meu advogado cuidará dos papéis. — Dirigiu-se à porta, lançando a Sakura um olhar de advertência. — Lembre que se quebrar o acordo, não terei outra escolha senão tirar Sarada permanentemente de sua custódia. Não pense que não posso fazer isso, pois garanto que posso. E o farei se necessário.

Sakura gostaria de revidar a ameaça, mas era desolador pensar na perda da sobrinha. Bastaria Itachi ver as marcas no peito de Sarada para que tudo acabasse agora mesmo. Só esperava que, com o tempo, Itachi percebesse o quanto ela amava a menina. Mas o que ele faria se descobrisse a verdade?

— Não quebrarei o acordo.

— Imagino que não. — Os olhos dele exibiam cautela. — E, claro, lhe darei uma mesada enquanto nosso casamento durar.

Sakura ficou tensa, não conseguia encontrar a voz.

— Pergunto-me o que fará com tanto dinheiro para gastar — ele comentou em tom de insulto. 

Sakura deu de ombros, como a amiga costumava fazer.

— Compras, compras e mais compras, provavelmente.

Os lábios de Itachi exibiam desagrado.

— Já trabalhou alguma vez na vida?

— Trabalhar? — Ela torceu o nariz repugnada. — Por que trabalhar se posso me divertir?

— Você me enoja.  Mal consigo acreditar que você conseguiu seduzir meu irmão. Ele adiou o casamento por sua causa. Se não fosse você, Sasuke.

— É típico culpar a amante — Sakura retrucou furiosa em favor da amiga — Ele não era obrigado a dormir comigo, poderia ter dito não.

— Você o perseguiu por meses. Sasuke me contou como você era insistente, e como foi impossível mantê-la afastada.

— Pois ele se divertiu bastante. Aposto que você se divertiria também.

— Sinto desapontá-la, mas isso não acontecerá. Conhece as regras. Se andar fora da linha, usarei todas as armas ao meu dispor.

 Sakura podia bem acreditar. Itachi devia ter cartas na manga. Só teria duas semanas para pensar numa saída, e se esforçaria ao máximo, pois estava ficando bem claro que seu oponente tinha a vantagem.

— Seus parentes estarão presentes na cerimônia? — ela perguntou na tentativa de esconder a inquietação.

— Não, meu pai não pode viajar, e minha mãe. — Ele hesitou antes de continuar: — Ela morreu anos atrás.

Sakura não deixou de sentir certa compaixão pelo pai dele, que sofrerá um golpe duplo ao perder o filho e a esposa. Itachi devia estar sofrendo muito também, por isso a raiva que sentia diminuiu um pouco.

— Deve ter sido muito difícil para todos vocês — disse gentilmente.

Itachi a encarou com desgosto.

— Como ousa demonstrar simpatia? Se não fosse você, meu irmão estaria vivo!

Sakura ficou estupefata. Isto estava se tornando um pesadelo. O que ele estava insinuando?

— E uma acusação muito grave — ela conseguiu dizer. — Que provas você têm?

— Você foi a última pessoa a ver Sasuke antes que ele fosse buscar noiva no aeroporto.

Sakura desconhecia este pequeno detalhe.

— E daí? — Tentou soar despreocupada.

— A noiva dele queria adiar o casamento, mas Sasuke garantiu que o caso de vocês tinha terminado. Ela sabia do bebê, que foi motivo de grande desentendimento entre eles. E ela temia que isso voltasse a aproximar vocês dois. Ela não morreu na hora, mas ainda teve chance de me contar que Sasuke estava muito agitado, certamente por causa da sua visita na noite anterior. Ele não conseguiu dormir depois de ouvir suas exigências descabidas, estava completamente desconcentrado. Um caminhão ultrapassou o sinal vermelho, e Sasuke não conseguiu reagir a tempo de evitar a colisão.

— E a culpa é minha? — Sakura perguntou. — Eu não estava dirigindo o caminhão!

— Mas é como se você estivesse. Sasuke estava profundamente envergonhado por ter se envolvido com você. Isso quase destruiu seu relacionamento com sua noiva.

— Ele deveria ter pensado nas conseqüências antes de me assediar — ela retrucou.

— Não está invertendo as coisas? — Itachi perguntou. — Não era Sasuke quem estava nu na cama do hotel naquela primeira noite. Era você.

Sakura tentou disfarçar o espanto. Desconhecia muita coisa e, quanto mais se envolvia na farsa, mais difícil se tornava manter o disfarce. Karin não lhe contara praticamente nada, o que significava que teria de mentir para escapar daquele campo minado.

— E daí? — Ela reassumiu o tom casual. — Ele poderia ter dito não.

— Poucos homens diriam não para mulheres oferecidas como você — respondeu, o olhar vagando sobre ela novamente.

Sakura inclinou a cabeça de maneira provocante.

— Então admite esta tentado?

 Itachi se aproximou dela, a expressão cheia de ódio. Os olhos a fulminavam, como se ele mal pudesse controlar a própria raiva.

— Não a tocaria nem que minha vida dependesse disso — ele afirmou.

Tendo seu orgulho feminino insultado, Sakura ergueu mais o queixo, os olhos emitindo um desafio imprudente. Como ele ousava repudiá-la com tanta presunção?

— Quer apostar? É mais fácil falar do que fazer.

Itachi apertou tanto a boca que os lábios ficaram quase brancos. Sakura percebia que tinha exagerado, mas era tarde demais para recuar.

— Muito bem. Aceito a aposta. Se durante o casamento eu a tocar de maneira que imprópria, você ganha.  E dobrarei sua mesada na hora.

Sakura percebeu que Karin teria perguntado quanto ele pretendia lhe dar.

— E. quanto pretende me pagar?

— Muito mais do que você vale, garanto.

Os olhos dela brilharam de ódio ao ouvir a ofensa. Sentia a raiva se espalhando por cada célula de seu corpo.

— É o que veremos — disse no tom confiante de Karin, o sorriso sedutor escondendo o quanto seus dentes rangiam.


Notas Finais


Continua...


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