História Romances do Ensino Médio - Capítulo 16


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Desculpa a demora amores...
Prometo que semana que vem recompenso vocês!

Boa leitura!

Capítulo 16 - Que Merda...


Fanfic / Fanfiction Romances do Ensino Médio - Capítulo 16 - Que Merda...

Chegando na casa dela não ouço nada, as luzes estão apagadas e um silencio muito grande. Quando chegou no seu quarto ela estava dormindo, lindamente e parecia muito cansada.

Quando eu me deitei ao seu lado ela acorda

– Ah, oi amor... eu dormi, me desculpe

- Volte a dormir, você deve estar cansada. Vou me deitar com você. – E assim fez, logo ela estava dormindo novamente e eu acabei adormecendo junto.

-Acorda amor, vai se atrasar para o trabalho

- Viih, não estou com coragem de levantar

- Eu também não, queria ficar com você nessa cama o dia todo. Mas, assim como você eu preciso trabalhar, então deixa de preguiça ou eu vou ter que te tirar a força

- Então tenta – Naquele momento parei de me arrumar e fui em sua direção, ela se cobriu da cabeça aos pés para que eu não a pegasse, então decidi pegar o ponto fraco dela... cócegas! Coloquei minha mão por debaixo do edredom e comecei a fazer cócegas nela

- HEY, ASSIM NÃO... VOCE SABE QUE EU NÃO GOSTO

- Então levanta amor, caso contrário eu continuo.

- TA BOM! Chega, já levantei.

- Assim que eu gosto

- Você sabe que tem festa na escola hoje né?

- Tem?? Nem sabia...

- Hoje é dia da troca, você vai ter que se vestir de menino

- Você vai participar?

- Eu não, eu seria um menino muito feio

- Por isso que eu sou lésbica e você é uma mulher maravilhosa kk

- Você seria um menino bonito...

- Eu sei, mas eu gosto de ser mulher – Então terminei de me arrumar correndo e fui trabalhar, eu entrava mais cedo no trabalho do que ela, então a deixei tomando café.

Eu trabalho com contabilidade em uma multinacional, vai chegando ao final do mês e o trabalho começa a ser exaustivo e algumas vezes deixo até de almoçar para finalizar algumas contabilizações... E exatamente hoje, dia da festa, foi o dia mais cansativo que eu tive em um ano de trabalho, gosto muito de trabalhar, mas creio que eu faço muito mais do que devia. Mas como eu tenho bons motivos para ir pra escola, deixei de fazer corpo mole e fui pra casa escolher minha roupa.

Há aproximadamente 3 anos eu jogava na escolinha de futebol do São Paulo, sou São Paulina roxa assim como a Marisol, então resolvi pegar minha camiseta, meião, chuteira, uma bermuda e o boné que eu uso para as aulas de dança que eu faço uma vez na semana.... Parecia um perfeito menino, fiz cavanhaque com lápis de olho e até sentava com as pernas abertas. Chegando na escola fui ver a Marisol:

- Eai novinha, passa o whats?

- Deixa de brincadeira viih, meu Deus! Eu adorei a sua roupa... você vai desfilar né?

- É muito estranho agir que nem homem... Não, sou tímida, você sabe...

- Tímida aonde? Só se sua parte masculina for, porque a feminina fala até demais

- Nossa kkkk Não sou assim não. Eu vou ver, mas me diz uma coisa.... Eu estou um gato né?

- Está lindO demais kkk

- Me pegaria?

- Te pegaria de qualquer jeito

- Boa menina kkk te vejo no desfile

Então a deixei na sala dos professores e fui direto para a minha sala, as meninas estavam caracterizadas e todas se divertindo com a brincadeira. Os meninos da nossa sala colocaram cada vestido lindo, que eu nunca ri tanto. Tiramos várias fotos até que chegou a hora do desfile. Estava preparada para desfilar até que olhei para o andar de cima e vi a Marisol me encarando, por alguns segundos perdi o foco, até ouvir meu nome ser pronunciado. Fui andando meio desengonçada e ouvindo meus colegas gritando falando “Olha la o novinho, aii sim!” Foi muito engraçado... Até que parei para conversar com uma amiga e eu a abracei, até que quando eu olho novamente para a Marisol ela me encara com o rosto fechado, foi quando subi para o segundo andar e fui conversar com ela

- Aconteceu alguma coisa? Porque está com essa cara?

- Nada, sabia que aquela menina é lésbica?

- Sim, porque? Está com ciúmes?

- Você tem muitas amigas lésbicas? Elas devem ser lindas e novas né?

- Olha, se eu quisesse ficar com alguma delas eu ficaria, mas ao invés disso eu estou com você, te apoiando e te acompanhando em cada passo que damos juntas. E referente a idade elas são mais novas sim! Mas é você que eu quero, para mim você está perfeita do jeito que está. – Ela ficou sem reação, então eu a abracei. Aparentemente para o pessoal da escola parecia uma aluna agradecendo a sua professora, como eles não sabiam de nada. Mas naquele momento senti um alivio da parte dela em ter falado tudo aquilo.

Naquela noite eu fui para casa, estava exausta... precisava de um banho e uma cama. Chegando em casa minha mãe estava me aguardando:

- Oi né, onde você foi vestida assim?

- Para a escola, eu te avisei que teria dia da troca

- Você dormiu aonde? E foi trabalhar?

- Trabalhei sim...

- E Dormiu aonde?

- Na casa de uma amiga da escola, tínhamos trabalhos para fazer.

- Amiga? Não quero que você fique dormindo fora de casa. Onde ela mora?

- No centro

- Como ela se chama?

- Mãe, hoje não... estou cansada por causa do trabalho e da festa da escola... posso ir tomar um banho pelo menos?

- Vai la, depois vem aqui que precisamos conversar.

Então fui para o meu banho, demorei o máximo que eu pude para ver se ela caia no sono e não tocasse mais nesses assuntos, mas parecia que ela estava propensa a descobrir alguma coisa naquela noite. Então tomei um banho e fui encontra-la

- O que foi mãe? Eu estou cansada e amanhã acordo cedo...

- Cansada do que? Não faz nada aqui e vem falar que está cansada?

- Mas não é você que tem que estar 5:00 da manhã em pé e só chegar em casa 23:20 da noite, até porque você só acorda as 06:30 para ir trabalhar, chega as 15:30 e as 20:00 você já está dormindo, não é você que faz cursos para se especializar além das atividades extracurriculares, já percebeu que só nos vemos de final de semana? Trabalhar em escritório também cansa, ainda mais em uma empresa grande, tenho muitas responsabilidades e não posso cometer erros.

- Para! Você ainda vai me matar, escuta o que eu estou dizendo. Enquanto você morar aqui, quem dita as regras sou eu. E a partir de amanhã não quero mais você dormindo na casa de sei lá quem, quero você em casa no horário normal e...

- Mãe, não quero brigar... não estou com cabeça para isso

- Eu criei um monstro, uma pessoa que não quer saber de nada na vida, fria e sem sentimentos. Por isso você não namora, e sai por aí fingindo que é lésbica porque nenhum homem te quer.

- Ta bom mãe, vou dormir. Boa noite, eu te amo!

- Se amasse não me traria desgosto...

Naquele momento aquilo me tocou, não chorei, mas que desgosto que eu trouxe para ela?? Então resolvi escrever tudo que eu sentia para ela...

Mãe, que desgosto que eu trouxe para a Senhora?

Nunca tive notas ruins, procurei por emprego sozinha, pago meus cursos, sempre estou atrás de algo para melhorar e ser alguém promissora no futuro, passei na faculdade, não bebo, não uso drogas, não engravidei, não gosto nem de baladas, então qual é o problema? É porque você não se conforma de ter uma filha lésbica? Eu pensei que pudesse ser sua amiga, esperava seu apoio, pois eu vivo em uma sociedade preconceituosa... se eu não tiver o seu apoio, de quem eu vou ter? Eu sou fria desde quando? Posso não ser do tipo que fica dando beijos e abraços, mas isso não quer dizer que não te amo, que não tenho sentimentos, você deve ter achado que o que você me falou hoje não me afetou, mas esta enganada. Não queria ter ouvido isso de você, mas eu estou tão cansada que não quero nem discutir. Eu estou apaixonada por uma mulher, e nunca estive tão feliz, você percebeu que eu estou mais disposta? Que estou me cuidando mais?? Não né, você só tentou achar defeitos onde não tinha. Meus parabéns! Você está destruindo sua própria família e nem percebe isso. Quero que saiba que mesmo você me falando tudo isso, eu te amo!

 

No dia seguinte não tive aula, então depois do trabalho eu fui para casa... Minha mãe tinha ido no medico, então resolvi pegar meu irmão mais novo na escola e ficar com ele até ela chegar, preparei o jantar e limpei a casa enquanto ela estava ausente, até que ela chegou:

- Nossa que bagunça, o que você fez aqui?

- Nada, não fiz nada... – Aquilo me deixou com muita raiva

- Percebi, cadê seu irmão?

- Está assistindo, ele já jantou e tomou banho. Se quiser jantar, já está pronto. Eu vou para o meu quarto.

Eu subi sem ouvir sua resposta, mas a raiva que eu estava senti até meu maxilar travar... Até que ela subiu com um remédio na mão

- Tome isso, o médico receitou

- O que é?

- Para te dar ânimo, toma logo!

Ela não me deixou ver o nome do remédio, ela me deu uma cartela dizendo para tomar três por dia, mas por alguma razão não tinha o nome na cartela... sem recusar eu tomei.

Até que um dia, eu estava com muito ódio que tive a impressão de ouvir uma voz dizendo “TOMA TUDO” então tomei uma cartela toda de 10 comprimidos e fui trabalhar, chegando lá eu comecei a tremer, mas até ai achei que era normal. Mas quando chegou de madrugada eu não dormi, estava com alucinações e palpitações, mas fui trabalhar como se nada estivesse acontecido. Até que a minha chefe percebeu que eu estava estranha e me levou no ambulatório da empresa, chegando la fiz ecocardiógrama que constatou que eu tive uma Arritmia cardíaca e fiquei no soro para fazer a desintoxicação do remédio, até que minha mãe chegou

- O que você fez?

- Tomei aqueles remédios que você me deu

- Você é doida? Aquilo é antidepressivo

- E porque você me deu isso?

- Pensei que você ficaria melhor da sua doença

- Mas que doença?

- Sobre ser lésbica..- Naquele momento o médico entrou e a chamou de canto, pude ouvir ele brigando com ela pela falta de responsabilidade em ter me medicado com um medicamento que era pra ela e não para mim. Ele também disse que eu não sou doente, que estava sendo eu mesma, que era para ela me aceitar. Sai da empresa de ambulância e fui para um hospital fazer mais exames, iria precisar ficar dois dias no hospital até todo o remédio sair do meu corpo e para ficar em observação, pedi para minha mãe ligar na escola explicando o que havia acontecido. Quando anoiteceu, estava no horário de visita, não estava esperando ninguém até que chegou a Marisol:

- Meu Deus Victoria, o que aconteceu?

- Longa história, agi por impulso e me dei mal, estou feliz que veio. – Naquele momento minha mae saiu da sala para nos dar licença

- Eu ainda te mato, quando a diretora me disse o que tinha acontecido eu quase morri, não faz mais isso... mas o que aconteceu?

Então contei tudo que havia acontecido e ela se revoltou

- Vou falar com a sua mãe agora!

- Não, fica aqui... não vai não, ela não gosta de se repreendida. Fica comigo!

- Ela não gosta mais vai ser, ela tem problemas, se eu fosse no conselho tutelar...

- NEM PENSE NISSO.... Se eu sair de perto dela a primeira pessoa que viria me buscar seria meu pai. E eu não quero isso...

- Quando você vai ter alta?

- Daqui dois dias.... Queria sair hoje, já me sinto bem...

- Nem pense nisso, se quiser eu durmo com você essa noite

- Não precisa, você deve estar cheia de trabalho.

- Amanhã é sábado, não tem problema.

- De verdade, não quero que fique nesse ambiente. Não é legal, mas quando eu voltar para casa eu deixo.

- Se assim preferir, o horário de visita já está acabando, infelizmente. Amanhã eu volto ok?

- Tudo bem, durma bem.... Estava com saudades.

- Eu também estava, e vou ficar... doidinha, não faz mais isso comigo kkk

- Não vou! – Então ela me beijou e saiu, minha mãe estava do lado de fora falando ao telefone, devia ser com alguém importante pois ela estava preocupada.

Eu só quero sair desse hospital...


Notas Finais


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