História Romantic Egoist - Capítulo 13


Escrita por: ~

Postado
Categorias The GazettE
Personagens Aoi, Kai, Reita, Ruki, Uruha
Tags Aoiha, Fluffy, Poçao Do Amor, Reituki
Exibições 97
Palavras 2.680
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Fluffy, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hey! Queria ter atualizado semana passada, mas foi tão corrido, que acabei esquecendo :/
Mas aqui está o último capítulo. Uma espécie de epílogo já que tudo se resolveu no capítulo anterior.

Fanart do capítulo @a-r-i-s-u

Capítulo 13 - The Day is Done


Fanfic / Fanfiction Romantic Egoist - Capítulo 13 - The Day is Done

 

Akira bocejou, apoiando-se ainda mais no muro enquanto esperava como de costume, o namorado chegar. Ele e Takanori estavam tentando aproveitar cada minutinho juntos com a proximidade do fim do ano letivo. Nem gostava muito de pensar que daqui a alguns meses não veria o seu loirinho com tanta frequência, já que estaria na faculdade e Ruki ainda tinha um ano de estudos no ensino médio pela frente.

O pequeno até decidira ir para a mesma faculdade e Akira sabia que as chances dele passar eram boas, mesmo assim um ano lhe parecia ser muito tempo. Mas abandonou esses pensamentos assim que avistou Takanori vindo junto com Kai e Nao.

Sorriu sem nem perceber e quando se deu conta, Ruki já estava o abraçando, agarrado ao seu pescoço e quase o sufocando.

– Hey, pequeno, eu quero chegar vivo na aula – passou os braços em volta da cintura dele e o mais novo riu contra sua pele antes de se afastar.

– Estava morrendo de saudades – murmurou com a voz saindo abafada, afrouxando o aperto dos braços e fitando-o. - Você está aqui há muito tempo?

– Não, cheguei quase agora – Akira puxou o namorado para perto novamente e deu um beijo no pescoço dele, antes de começarem a andar para entrarem no pátio. Mas pararam de andar ao verem o conhecido carro esportivo preto, estacionando na entrada do colégio e um Kouyou com a roupa meio amassada saltar dele.

Takanori riu baixinho e negou ao ver o outro senpai se debruçar sobre a porta do carro e deixar um beijo nos lábios do moreno que dirigia o veículo, antes de se despedir e se deparar com o melhor amigo.

– Hey, Kira! Ohayou, Ru-chan!

Ohayou, senpai!

– Você dormiu na casa dele? – Akira foi logo perguntando ao ver Yuu saindo com o carro.

Hai... E liguei pra okaa-san avisando que tinha ido dormir na sua casa – Akira já ia repreendê-lo, mas Kouyou foi mais rápido. – Eu sei, eu sei... Mas já estava muito tarde e Yuu estava cansado, eu não queria que ele dirigisse e pedi pra dormi na casa dele

– Yuu estava cansado? – Ruki perguntou, arqueando uma sobrancelha.

– Não pergunta, chibi... – Akira murmurou, mas foi o suficiente para que Kouyou ouvisse e caísse na risada, os três andando para dentro do colégio.

Takanori acabou por rir também, mesmo que estivesse ligeiramente corado, reparando melhor no uniforme amassado que Kouyou vestia.

Ele não conhecia Yuu, só tinha visto o namorado do senpai algumas vezes na entrada do colégio, no entanto sabia que Akira não ia com a cara dele. Então achou melhor mudar de assunto, não querendo que o loiro com a faixa no nariz ficasse emburrado logo de manhã cedo.

– Tudo certo para o dia da formatura, não é?

– Acho que sim... – Kouyou respondeu. – Não tem muito o que organizar a essa altura. Você vai com o Kira? – Tanto Ruki quanto Akira assentiram. – Depois vamos sair pra comemorar...

– Vamos? -  Ambos perguntaram ao mesmo tempo, fazendo o mais alto entre eles rir.

– Eu não avisei? Agora já está avisado. Depois da formatura a gente vai sair para beber ou ir a um karaokê, algo assim... Vamos pra sala, Akira, a aula já vai começar.

Akira soltou Takanori meio relutante, roçando o nariz na bochecha dele ao murmurar:

– Eu volto na hora do almoço – Ruki assentiu, sorrindo e entrando na sala de aula ao ver os dois se afastarem.

Assim que entrou viu que Nao ainda estava ali conversando com Kai, junto a Hiroto e Shou.

O pequeno voltara a falar com Hiroto no mesmo dia que desculpara Akira, afinal não fazia muito sentido continuar de birra. Mas Shou ainda não tinha voltado a falar com Takanori, culpando-o por não ter recebido o pagamento pelo plano.

Mais tarde Ruki até confessara a Akira que não achava justo ele não ter pagado a Shou, porque no final das contas estavam juntos e o plano tinha dado certo. No entanto Reita foi categórico ao dizer que quando Kohara tinha decidido abrir a boca, as consequências poderiam ter sido desastrosas e que por isso se recusava a pagar.

Takashima tinha outra teoria, de que Akira só não tinha pagado porque gastara todo o dinheiro comprando doces em Ginza para o pequeno. Mas Takanori não levara isso a sério.

Já Kai e Nao também tinham se acertado durante a hora do almoço, no mesmo dia em que Takanori se acertara com Akira.

Aparentemente, Kai por costume preparou comida demais e como não queria estragar, foi até a sala de Nao chamá-lo para almoçar. Claro que Ruki sabia o quanto furada era aquela desculpa, assim como Nao e que na realidade o garoto das covinhas não conseguia era ficar longe do namorado bochechudo. Mas ficou feliz em saber que eles não demoraram muito a voltarem a se falar depois de toda aquela confusão.

Aproximou-se dos garotos, sentando em sua mesa ao lado da de Kai, ouvindo a conversa deles meio por alto enquanto arrumava seu material e esperava a aula começar, sem se dar conta do imenso sorriso presente nos lábios.

Tudo terminara bem, afinal de contas.

 

...

 

Takanori afundou o rosto no peito largo do namorado, aspirando o perfume suave, os braços em volta do pescoço dele. Estava meio sonolento. A cerimônia de formatura na verdade tinha sido bem chata e nem pôde ficar perto de Akira já que não era um dos formandos. Ele só lembrava vagamente de Takashima fazendo o discurso de encerramento e dizendo todas aquelas coisas de praxe.

Agora estava do lado de fora, agarrado em Akira enquanto esperavam Kouyou se livrar do assédio de despedida das garotas da turma.

– Se você não quiser ir, não tem problema. Kou vai entender e eu te deixo em casa – o mais velho murmurou, a voz saindo abafada por estar com o rosto escondido nas mechas claras do outro. Apoiou-se melhor na parede, moldando assim o corpo dele ao seu.

– Mas eu quero ir. Kouyou-senpai disse que vai ser legal... – ergueu um pouco o rosto se afastando para poder fitá-lo, rindo com o que ia dizer. – E eu quero ver você cantando.

– Eu não vou cantar... – Akira fez uma genuína careta ao falar, sabendo que cantava tão bem quanto cozinhava. -  E acredite, você não ia gostar de ouvir – o pequeno riu ao escutá-lo. Em seguida se ergueu na ponta dos pés para alcançar os lábios do namorado, mordendo de leve antes de iniciar o beijo, logo aprofundando o contato, uma das mãos acariciando as mechas dele.

Akira fechou os olhos assim que teve os lábios pressionados, seus braços envolvendo firmemente a cintura do outro e puxando-o contra si de forma carinhosa. Sempre se esquecia de tudo ao seu redor quando Takanori começava a beijá-lo daquela forma, encaixando os lábios perfeitamente.

Nem acreditava que se estavam daquele jeito era por conta de um plano absurdo. E costumava agradecer secretamente pela ingenuidade do namorado por ter acreditado na poção. Nada tirava de sua cabeça que se não fosse isso, provavelmente os dois nem chegariam a se falar.

Takanori entreabriu os olhos ao tempo em que o beijo foi quebrado e quase ronronou quando os lábios dele passaram por sua bochecha, trilhando um caminho até o pescoço.

– Não vou aguentar ficar longe de você, Aki...

– Não pensa nisso agora, Taka – murmurou, instintivamente apertando os braços ao redor dele. -  E a gente vai se ver sempre. Vê só o Kou e o Yuu... Eles quase não se desgrudam e olha que o Yuu além da faculdade ainda trabalha.

– Hm... – Apoiou a testa no peito dele meio desanimado, mas então ergueu a cabeça, sorrindo. – Ah, sabe o que vai ser bom?! Você vai poder me pegar no colégio e vamos ficar namorando na entrada do pátio, fazendo inveja aos outros porque eu namoro um universitário...

Akira riu, não acreditando no que escutava e afrouxando os braços ao redor dele.

– Só você pra pensar isso, Taka... – disse, afagando as mechas do mais novo.

– É porque você nunca notou o alvoroço das garotas quando Yuu vinha pegar Kouyou desde que eles começaram a namorar. Tinha umas que pareciam que iam inflar de tão eufóricas quando eles começavam a namorar em uma das colunas do pátio de entrada.

– Você está exagerando – Akira falou ainda rindo.

– Não estou. Uma vez o sensei teve que acalmar algumas delas – riu também, espalmando as mãos no peito dele. – Vamos poder nos divertir assim também, nee?

O mais velho assentiu, inclinando o rosto para frente até colar os lábios aos dele, murmurando travessamente:

– Mais do que eles dois...

E aquilo foi o suficiente para Takanori beijá-lo novamente, dessa vez com ainda mais entusiasmo, uma das mãos na nuca do namorado, a outra na altura do tórax dele, pressionando os dígitos.

Akira tinha que usar todo o seu autocontrole quando Ruki vinha com aqueles beijos e o súbito rompante de provocá-lo. Dessa vez nem se deu ao trabalho de se conter. As mãos firmes se encontravam nas costas do menor, antes de adentrar o tecido fino da camisa e tocar a pele clara diretamente, sentindo a textura suave e esquecendo-se do local em que estavam.

Quando viu, já tinham trocado de posição. Ruki estava com as costas na parede fria do corredor vazio, seu corpo sendo pressionado pelo loiro mais alto, os lábios dele atacando seu pescoço, fazendo-o sufocar um gemido, as bochechas queimando com algo que não tinha nada a ver com timidez.

Até que Akira separou-se um pouco dele, meio ofegante, um sorriso encantador adornando os lábios.

– Acho melhor a gente parar e...

– Nem complete a frase – Ruki o interrompeu, puxando-o pela gravata para juntar as bocas novamente em um beijo necessitado, afundando a outra mão nos cabelos cuidadosamente espetados e desfazendo com isso um pouco o penteado do mais velho.

Sua mente gritava que o certo era mesmo pararem antes que perdessem o controle ali no corredor, mas ele se fez de surdo. Não queria nem imaginar caso alguém saísse do salão improvisado na quadra do colégio, onde realizaram a formatura. No momento o mais importante era estar beijando Akira como se mais nada existisse.

Mas como já era de conhecimento, o pequeno não era o ser mais sortudo da terra e quase soltou um muxoxo frustrado entre o beijo ao ouvir uma conhecida voz os interrompendo.

– Sabe, não sei se é uma boa ideia vocês ficarem se amassando aqui no corredor, a cerimônia acabou de terminar e daqui a pouco o pessoal saí.

Relutantemente Akira se afastou um pouco do namorado, virando o rosto para trás e fitando o melhor amigo, mas incapaz de raciocinar em algo para dizer.

– Você sempre aparece nas horas mais inapropriadas, Kouyou-senpai – Ruki reclamou, uma mão no ombro do namorado, a outra na cintura dele.

– Eu sei... Essa é o quê? A terceira vez? – Perguntou contendo o riso ao fitar o loirinho. – Mas a culpa é de vocês com essa fixação por corredores...

Akira soltou o mais novo, ajeitando a faixa no nariz e os outros dois sabiam que ele deveria estar extremamente vermelho.

– Vamos, Yuu acabou de chegar, está aí fora esperando a gente.

– Ele vai junto? – Akira perguntou desanimado. – Por quê?

– Porque essa é uma comemoração entre casais.

– E cadê os outros? –  Olhou em direção a porta como se esperasse surgir mais alguém, sua mão entrelaçada com a de Takanori.

– Ah, Tora disse que não vai porque Hiroto não veio e ele não quer ficar de vela. Já Saga e Shou foram espertos que nem vocês dois e sumiram logo após os formandos pegarem o diploma. Então só iremos nós quatro e Yuu vai nos levar em um karaokê que ele conhece.

– Bom lugar não deve ser... – Tanto Takanori quanto Kouyou riram diante das reclamações do outro, ambos o arrastando para fora do colégio.

Foi com ainda mais relutância que Akira entrou no carro de Yuu. Algumas coisas não mudavam e aqueles dois continuavam não se dando muito bem. Mas segundo Kouyou, nada que algumas músicas no karaokê, doses de bebidas e camaradagem forçada não resolvessem.

E apesar de tudo eles até que se divertiram. Akira tinha tido um acesso de riso incontrolável quando Yuu começara a cantar e aquilo parecia momentaneamente ter quebrado o gelo.

Só até Yuu começar uma conversa inocente, mas ainda assim animada com o seu chibi. Cruzou os braços, fitando Kouyou como se esperasse o melhor amigo fazer um escândalo em seu lugar.

– Por que mesmo que esse idiota precisava vir, hein?

– Ele é meu namorado, Reita, por isso – Uruha se pronunciou enquanto se servia de saquê, já não ligando para as reclamações do melhor amigo. Uma hora aquilo pararia por si só.

– Também não gosto de você, Akira. Sempre circulando em volta do Uru-chan...

– Protegendo ele de você, seu pervertido!

Yuu riu com a acusação, tranquilo demais para levar o loiro com aquela faixa em volta do nariz a sério. Ele até entendia a razões do outro e apesar de não confessar, gostava de Akira simplesmente pelo fato dele estar sempre tentando cuidar do seu Uruha. Sabia o quanto a amizade deles era importante para ambos e esperava que um dia Akira passasse a confiar nele e quem sabe até se tornassem amigos.

– Não dá pra acreditar que esses dois ainda continuam com essas briguinhas – Kouyou disse, dessa vez apenas para Takanori, que concordou com o que ele dizia, rindo.

– Parecem duas crianças...

– E Kou-chan, não fique muito perto do meu chibi também, huh?

– Ah, você não vai começar com ciúmes dele agora, nee, Kira?

– Por que ele teria ciúmes de você com Takanori-kun? – Yuu indagou, intrigado.

– Ah, é que o Ru-chan já foi a fim de mim...

– Quê?!  – O moreno exclamou surpreso, mas foi de maneira zombeteira que voltou a falar. – Fique longe dele, Takanori-kun, você tem uma cara de pervertido...

– Ei! Pervertido é você, seu... – Akira já ia xingá-lo do primeiro nome que viesse a cabeça quando foi interrompido.

– Ei, ei... chega vocês dois! Yuu, não fale assim do Ru-chan, ele não é um pervertido, apesar das marcas roxas que deixa no pescoço do Kira.

– Ei! – Foi a vez de Takanori se pronunciar, aumentando ainda mais o caos na mesa, as bochechas vermelhas. – Eu já expliquei...

– Nem começa, chibi. Quantas vezes eu não vi o Kira voltar do almoço completamente amassado e parecendo que tinha encontrado o paraíso...?

– Não falei que ele tem cara de pervertido?

As bochechas de Ruki quase inflaram de tão vermelhas diante do que o outro casal dizia, mas sorriu de forma maliciosa quando Akira passou o braço em volta dos seus ombros, puxando-o para perto e simplesmente falando com o ar mais inocente possível.

– E se ele for mesmo, Kou-chan? Você está é com inveja porque não consegue deixar o Yuu tão sem fôlego.

Kouyou abriu e fechou a boca em indignação. Já Yuu engoliu em seco, temendo o que seria de si caso Uruha decidisse provar algo.

E quase gemeu esganiçado quando o loiro se levantou, puxando-o pelo braço, encarando Akira de forma decidida.

– Vou mostrar a você que consigo deixar ele em estado pior do que o chibi te deixa – então saiu arrastando Yuu para fora da sala reservada, provavelmente levando-o até o banheiro.

Takanori se virou no meio abraço, roçando o nariz no pescoço de Akira e fechando os olhos inconscientemente ao sussurrar:

– Você só falou isso pra se livrar deles, não foi?

– Kou-chan interrompeu a gente mais cedo. Nada mais justo. E aposto que amanhã ele vai me agradecer.

O pequeno sorriu travessamente, se erguendo um pouco para sentar no colo do namorado. E sem perder tempo, seus lábios encontraram os de Akira.

E lá iam eles de novo, esquecendo-se do mundo e agradecendo internamente por saberem que dessa vez Kouyou demoraria muito para aparecer...

Takanori plenamente satisfeito por Akira ter aceitado aquela ideia maluca de poção do amor, conquistando-o pacientemente a cada dia, agindo como o adorável bobo apaixonado que era e fazendo ele abrir os olhos para enxergar um mundo que ia bem mais além do que amores platônicos.

E no final até podia dizer que a poção funcionava de verdade.

Só que não com quem havia bebido.

 

FIM


Notas Finais


Muito obrigada a todo mundo que leu, comentou e favoritou, fiquei mesmo feliz com os comentários de vocês <3 Aos fantasminhas também, né? :3

Como eu já tinha dito antes, eu postei essa fic tempos atrás no nyah, mas foi bom postar aqui também. Eu fiz isso pra ver se conseguia inspiração pra voltar a escrever novas Reituki e funcionou um pouquinho, já que dei início a uma ideia. Se eu conseguir terminar de escrever, quem sabe eu não poste também ;)

Então, até uma próxima! ♥


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