História Romeu e Romeu - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Escola, Garotos, Romance Gay, Yaoi
Visualizações 46
Palavras 3.034
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Escolar, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Depois de um longo tempo, atualização. Espero que gostem ;)

Capítulo 9 - A festa


Depois de tomar um banho, Marcos estava se arrumando para ir à festa na casa de Caio. Não estava tão animado para sair, mas Lipe o mataria se deixasse de ir a essa festa. O amigo ainda achava que os pais de Marco é quem estavam o estressando, por causa das notas do colégio. Marco se sentia um pouco mal por mentir pra ele daquela forma, mas não podia contar a verdade.

Não mesmo.

De qualquer forma, iria àquela festa. Por Lipe. Talvez a companhia do amigo até deixasse as coisas legais, pra variar. E também seria bom fazer companhia pra ele. Felipe não era muito sociável, e era bem provável que ele fosse se sentir meio desconfortável na festa.

Colocou uma camisa branca estampada com um lobo, uma calça preta e um all-star. Gostava daquele estilo básico. Ajeitou o cabelo com gel, e, ao som de Guns N’ Roses, terminou de se arrumar, em frente ao espelho.

Pediu carona para o pai e disse que não tinha hora para voltar. O pai não ofereceu resistência: nunca foi de controlar os horários do filho. No caminho, puxou assunto:

– As gatinhas da escola vão estar todas nessa festa, hein?

 – Algumas – Respondeu Marco. – Eu acho.

– Hoje você faz a festa, garanhão. Não perdoa elas. Ah, nos meus tempos de juventude...

Marcos não deu prosseguimento ao assunto. Raramente curtia entrar em uma conversa com o pai. Levou o olhar pela janela e lembrou-se da conversa que teve com Amanda, no dia em que desabafou com ela, na escola.

O garoto tinha explicado toda a situação pra amiga, mas não sem antes desabar em lágrimas.

“– Marco... – Amanda teria respondido – Longe de mim querer interferir nas suas convicções religiosas, mas se você tem lutado contra isso e acha que não tem ido a lugar nenhum, não tá na hora de refletir se realmente tá valendo a pena continuar com essa luta? Será que você pode lutar contra você mesmo? Me diz, você escolheu sentir isso?

– Não – Respondeu o garoto, aos soluços.

– Então eu tenho que te dizer, amigo. Não há nada a fazer. Você acha que eu sou bissexual porque quero? Que escolhi isso? Claro que não. Não vale a pena se privar de certas coisas por medo de algum castigo. O maior pecado, Marco, é não ser feliz.

Marcos não disse mais nada. Apenas se deixou envolver no abraço da amiga até o choro passar. Passado algum tempo, Amanda o soltou do abraço e olhou em seus olhos:

– Foi muito importante você ter dividido isso comigo, Marco. Obrigado pela confiança. Como eu te disse, os amigos ajudam a aliviar o peso dos nossos problemas, não importa o tamanho deles.

Marcos assentiu. Realmente se sentia mais aliviado.

– Só não conta pra ninguém, tá? Nem mesmo pro Lipe. Não quero que ele saiba que essas coisas estão acontecendo. – Lembrou que quase tinha contado para o amigo. Sorte que conseguiu voltar atrás a tempo.

– Tudo bem, Marco. Isso é uma coisa que você mesmo deve contar, e se quiser contar. Agora, vai lavar o rosto. Estamos atrasados pra aula.”

– É aqui mesmo o endereço que você me falou? – Perguntou o pai, despertando Marco de seus pensamentos.

– Sim, acho que é aqui. – Marcos olhou em volta, e o local parecia com o que Caio havia descrito.

– Tá certo. Tenha juízo. Ou não, hehe.

– Tchau... Ligo quando for a hora de voltar, ou volto de táxi.

– Melhor voltar de táxi, não quero acordar pra buscar ninguém.

– Ok.

 

Quando estava chegando na porta da casa, recebeu uma notificação no celular. Era uma mensagem de Felipe:

– Onde você tá? Vai demorar muito? 

– Estou mais perto do que você imagina.

Marcos tocou a campainha e Caio veio atender.

– E aí, cara. – Disse o outro.

– E aí, Caio. Tudo tranquilo?

– Sim. Entra aí. A parte de dentro da casa não tá liberada, mas a área da piscina tá de boa. Sabe como é, a mamãe ficou com medo de acontecer algum estrago. Mas a área da piscina tem espaço o suficiente. Pode entrar.

Marcos entrou e seguiu pela lateral da casa. Ao chegar na área, viu que havia várias pessoas na festa, inclusive de outros anos escolares. Havia pessoas com roupas de banho dentro e fora da piscina. Algumas pessoas, no entanto, estavam de calça, e Marcos agradeceu por não ser o único.

A festa não tinha uma decoração muito elaborada. Na varanda, havia uma mesa com comidas, como salgadinhos e aperitivos, e bebidas. Muitas bebidas. Em um canto, estavam dispostas algumas almofadas e travesseiros, juntamente com um carpete, no chão, onde algumas pessoas estavam deitadas e conversando. Um jogo de luz servia de incremento ao ambiente pouco iluminado, e um som não muito alto animava o local. Sentado em uma cadeira, sozinho, estava Lipe. O garoto não parecia muito animado. Marco estava se preparando para ir até ele, mas, no meio do caminho, foi interrompido por Luan.

– Marco, meu garoto! – Disse ele, enquanto passava o braço em volta do pescoço de Marcos - Demorou, mas chegou. – O hálito do garoto já estava o puro álcool – Já viu o mar de gatinha que tá aqui? Cara, cê precisa conhecer a Fernanda. Ela é do primeiro ano. Tem cara de santinha, mas tá doida pra dar pra alguém, além de ser a maior gostosa. Acho que você se dá bem com ela.

Será que todo mundo quer me jogar pra cima das garotas?

Marco só queria um tempo sem ficar com ninguém, pra pensar um pouco, mas tudo o que conseguiu responder foi:

– Legal. Me apresenta depois.

– Com certeza. – Disse o outro – Eu bem que vi ela por aqui. Já volto. – Luan saiu, deixando Marco sozinho. O garoto suspirou. Balançou a cabeça e foi até Felipe.

 

*****************************************

 

– Festa animada, hein? – Disse Marco, pegando uma cadeira para sentar-se ao lado de Felipe.

Felipe revirou os olhos:

– Super. Por que demorou?

Marcos deu de ombros:

– Tava com preguiça e demorei me arrumando. Ia te perguntar se rolou algo interessante até agora, mas, a julgar pela sua cara, acho que já tenho a minha resposta.

Ambos riram.

– Não, nada demais.

– Você ao menos conversou com alguém? – Perguntou Marcos.

– Algumas pessoas me cumprimentaram – Respondeu Felipe –  Posso me chamar isso de conversa?

Marcos franziu as sobrancelhas.

– Creio que não.

Como se alguém quisesse mesmo conversar comigo.

– Talvez você só precise de algo pra se soltar – Continuou Marcos – Vem comigo.

Felipe seguiu Marcos até a mesa das bebidas.

– Não sei se é uma boa ideia. – Disse Felipe – Eu nunca bebi.

– E qual a melhor hora pra começar, senão agora?

Felipe não estava muito confiante sobre aquilo, mas experimentar não iria mata-lo. Pelo menos ele achava que não. 

A mesa tinha vários ingredientes, para que cada pessoa pudesse preparar a sua própria bebida. Felipe ficou observando enquanto Marcos colocava algumas coisas no liquidificador, como pedaços de abacaxi, leite condensado, gelo e algumas bebidas que ele não conhecia.

Quando ficou pronto, Marco serviu dois copos e deu um para Felipe.

– Prova e me diz o que você achou.

– Não tô muito a fim.

– Qual é, Lipe. Você me fez comer pão com toddy, e no final eu até gostei.

Felipe riu.

– Você sabe que essa comparação é ridícula, né? Tem uma diferença enorme entre isso aqui e pão com toddy.

– Só bebe, Lipe.

Felipe permaneceu segurando o copo por alguns segundos até que Marcos deu um empurrãozinho, levando a mão do garoto até a boca dele e o fazendo experimentar a bebida.

– E então? – Perguntou Marco, olhando nos olhos de Lipe.

Felipe fez uma careta.

– A parte do abacaxi até que tá gostosa, mas o que tanto você colocou aqui? Achei o gosto forte.

Marcos também experimentou.

– Na verdade, achei meio fraco – Disse, enquanto colocava mais álcool no seu copo.

– Você é louco, sabia? – Disse Lipe. – Quem é que tinha dito mesmo que nunca mais iria beber, depois da última ressaca?

Marcos deu de ombros e tomou mais um gole.

– Agora sim.

Felipe balançou a cabeça negativamente. De repente, Luan apareceu, acompanhado de uma garota loira. A garota usava um short, a parte de cima de um biquíni e estava com o cabelo preso em forma de rabo de cavalo.

– Então, Marco... Essa aqui é a Fernanda, de quem eu falei – Disse o garoto – Fernanda, esse é o Marco.

A garota tinha um olhar malicioso. 

– Prazer, Marcos – Disse ela, enquanto se aproximava do garoto e o dava um beijo no rosto.

– Muito prazer – Disse Marco, retribuindo o cumprimento – Tudo bem?

– Melhor agora.

– Lipe, eu vou conversar com a Fernanda, por aí. Mais tarde a gente se vê. – Disse Marco, colocando o resto da bebida num copo maior e dando um longo gole. –. Me acompanha? – Disse, se virando para a garota. Ela assentiu e os dois saíram.

– Pode deixar – Respondeu Lipe, levantando o copo.

 

Sozinho de novo, que ótimo 

Luan ergueu a sobrancelha. 

– Você bebe? Hah, essa é nova. Com essa cara de certinho...

– Pois é... – Disse Lipe, dando mais um gole e se esforçando pra não fazer careta.

– Mas e aí, Magrão, pegou alguma mulher por aqui?

Quando Lipe respondeu negativamente, Luan disse:

– Isso é porque você é muito mole, cara. Pra pegar as meninas tem que chegar junto. Tem quanto tempo que você não pega alguém?

– Meio que 16 anos, se é que você me entende.

– Caralho. Eu imaginava que você era virgem, mas BV também? 

– É que eu não sou muito bom com isso, sabe? – Respondeu Lipe.

– Tô vendo. Mas pode relaxar, até o fim da festa eu arrumo alguém pra você.

Felipe assentiu.

– Estarei aqui.

– Pois até logo. Tenho que me garantir, também. Hoje o mar tá pra peixe, hehe.

– Até...

Felipe não gostava muito de Luan, na verdade, mas seria bom ficar com alguém, pra variar. Principalmente porque qualquer garoto na idade dele já tinha beijado alguém. 

Não dá pra ser virgem da boca pra sempre.

Lipe voltou para a solidão do lugar em que estava. Passou mais um tempo sozinho e, para não morrer de tédio, resolveu mandar uma mensagem para Amanda.

– E aí, tá fazendo o que?

– Comendo e vendo série haha. E você?

– Você não faz ideia da inveja que eu estou sentindo agora.

– Essa festa tá tão ruim assim? – Perguntou a amiga.

– Pelo menos pra maioria das pessoas, não. Mas eu sou o esquisito que fica no canto e não socializa com ninguém.

– A culpa não é totalmente sua, né? Eu teria preguiça de socializar com certas pessoas.

Felipe riu, embora continuasse a se sentir frustrado por ser tão retraído. Estava pensando em como reverter aquilo quando viu Marcos aos beijos com Fernanda, dentro da piscina.

Ele não perde tempo.

– Incrível como o Marcos sempre tá se pegando com alguma garota, né? – Escreveu para Amanda.

– Realmente – Respondeu  a garota – A pessoa que conseguir “prender” ele deve ser muito especial.

– Você acha mesmo que isso é possível? – Perguntou Lipe.

– Por que não?

– Sei lá. Ele não parece ter o estilo de alguém que entra em um relacionamento sério.

– Será?

Com certeza, pensou Lipe. Marcos era desapegado demais pra se envolver com alguém de forma séria.

– HORA DO JOGO DA GARRAFA, GALERA – Alguém gritou – QUEM QUISER PARTICIPAR É SÓ IR PARA O CANTO DAS ALMOFADAS, VULGO CANTINHO DO AMOR.

Algumas pessoas se animaram com a ideia e começaram a ir para o local. Luan passou por Felipe e disse:

– Vem, Magrão. Essa é a sua chance.

Por que não?, pensou Lipe. Levantou e foi até o “cantinho do amor”. A essa altura, já tinha tomado todo o conteúdo do copo, e era engraçada a sensação de estar se sentindo mais leve. Se acomodou entre as almofadas, compondo a roda que tinha se formado com cerca de 20 pessoas, incluindo Marcos e Fernanda. O garoto já parecia estar bem alterado.

Será que ele bebeu demais?

– Todo mundo aqui sabe jogar, mas não custa nada dizer as regras – Disse Caio – Alguém gira a garrafa. A pergunta deve ser feita por quem o fundo da garrafa apontar e a resposta cabe a quem ficar na ponta. Eu, como bom anfitrião, vou iniciar os jogos.

Caio girou a garrafa. Coincidentemente, o fundo parou para ele e a ponta para um garoto que Felipe não conhecia.

– Pois bem, Jorge. – Disse Caio – Você escolhe verdade ou desafio?

– Verdade – Respondeu o garoto.

Caio deu uma risadinha.

– Vamos começar de forma leve, então. A pergunta é: Qual o lugar mais insano onde você já transou?

Jorge pensou um pouco e riu.

– Na escola.

As pessoas da roda começaram a rir, e Felipe ficou espantado.

– WOW – Respondeu Caio, levantando a mão e batendo na do outro – Boa, garoto.

– Eu giro, agora – Disse Fernanda.

– Vai lá, gostosa – Disse Caio, enquanto a garota foi ao meio da roda e girou a garrafa. Dessa vez, a garrafa parou de forma que Luan deveria perguntar para Marco.

– Vamo lá, Marcão. Verdade ou desafio?

– Isso aqui tá muito parado – Disse Marco – Desafio, porra!

– Uuuh, gostei de ver. – Luan olhou em volta da roda – Te desafio a dar um beijão na Sara.

Felipe imaginou que Marco fosse recusar, já que estava ficando com Fernanda, mas tudo o que o garoto fez foi rir, ir até a outra garota e dar um beijo nela digno de cinema. Lipe pensou que Marco nunca mais iria parar de beijar a menina, pois mesmo depois de um tempo o beijo continuava. Quando, finalmente, terminou, Marco voltou ao seu lugar, e Fernanda não fez nenhuma expressão de ciúmes.

Vai entender. Aqueles dois faltaram engolir um ao outro e ela não tá nem aí?

– Parece que agora isso aqui tá ficando animado – Disse Luan. – Próximo – Disse o garoto, enquanto girava a garrafa mais uma vez.

Algumas rodadas passaram, entre perguntas sexuais, beijos e desafios aleatórios até que a ponta da garrafa finalmente parou em Felipe. 

– E aí, Felipe? – Perguntou Caio – Vai ser verdade ou desafio?

Todos se voltaram para Lipe, mas o garoto não sabia o que responder. Podia esperar qualquer coisa de um desafio, mas sabia que não estava preparado pra responder o tipo de pergunta que vinha sendo feita.

– Pode ser... Desafio.

– Humm... Gostei. Te desafio a girar a garrafa e, pra quem a ponta apontar, você deve beijar.

O garoto foi até o meio da roda e girou a garrafa. Ela pareceu levar uma eternidade até finalmente parar apontando para Marcos. Todos riram, menos Marcos e Felipe.

– Acho que eu devo girar de novo, né?

– A não ser que você queira beijar o Marcos, é bom girar – Disse Caio, e os outros continuaram rindo. 

Felipe girou novamente e, dessa vez, a ponta parou em Beatriz. A garota era da sala de Felipe, mas eles não tinham trocado mais do que duas palavras até então. Nunca tinha imaginado que daria o primeiro beijo com ela. Não era a garota mais bonita da sala, mas também não era feia.

Bom, tem que ser com alguém, né?

– Aee – Gritou Luan – Finalmente vai perder o BV.

Felipe ficou vermelho

Idiota.

– É pra ser hoje ou tá difícil? – Perguntou Caio.

Ao invés de ir beijar Beatriz, foi a garota que veio até ele. Sentou-se à frente do garoto e o beijou. Ela deve ter percebido o nervosismo de Lipe, e por isso ele foi grato. O beijo durou alguns segundos. Felipe não sabia muito bem como agir, então fez os movimentos que achou que deveria fazer. Não foi ruim, mas também não foi essa maravilha toda. Não imaginava porque as pessoas gostavam tanto de fazer aquilo, mas imaginou que, com o tempo, ficasse melhor. Quando terminaram, Felipe estava meio envergonhado. Beatriz deu um sorriso e voltou para seu lugar.

Então era isso. Felipe tinha beijado alguém. O garoto se perguntava se deveria sentir algo de diferente, mas, para ele, parecia tudo igual.

Um beijo é um beijo, senhores – Disse Caio – Vamos continuar...

Caio foi interrompido pelo som de alguém vomitando. Era Marcos, que tinha vomitado no carpete e uma parte, de quebra, em Fernanda. A garota não pareceu muito feliz, e saiu correndo, dizendo que precisava se limpar.

– Parece que o jogo acabou, pessoal. – Disse Caio.

A roda começou a se dispersar, restando apenas Marco e Felipe, que estava do outro lado. Felipe foi até o amigo e perguntou se estava tudo bem.

– Eu tô bem, Lipe – Respondeu o garoto – Me deixa.

– Claro que eu não vou te deixar nessa situação, idiota. – Disse Lipe – Espera aqui que eu vou pegar um copo de água. 

Felipe buscou a água e entregou para Marcos.

– Tenta beber devagar.

Marcos tomou um gole e deitou. Felipe puxou o outro para longe da poça de vômito, para não correr risco dele se melar mais. O garoto não parecia bem.

O que eu faço com você?

A essa hora, algumas pessoas já tinham ido embora, e Felipe achou que já era hora de ir, também. Mas não podia ir e deixar Marcos daquele jeito. Muito menos deixar ele ir pra casa naquele estado: os pais do garoto o matariam. Ligou para a mãe e perguntou se poderia busca-los, e se o amigo poderia dormir em sua casa. Ângela respondeu que sim e foi buscar os dois. Felipe conseguiu convencer Marcos, que estava pra lá de bêbado, a ir embora com ele. Quando entraram no carro, o garoto disse:

– Boa noite, tia. Tá linda hoje.

– Oi, querido. Você não deve estar bem, eu estou praticamente com roupas de dormir.

– Que nada, a senhora é uma gata.

A mulher riu e balançou a cabeça. Felipe estava sério. Quando chegaram, Felipe ajudou Marcos a entrar em casa. 

– Eu não sabia que o seu amigo bebia dessa forma. – Disse Ângela, se virando para Lipe.

– Pois é, mãe... Nem todo mundo é o que parece ser.

– Precisa de ajuda com ele?

– Não, pode deixar – Respondeu o garoto – Eu dou conta.

Felipe levou Marcos para o seu quarto, o ajudou a lavar o rosto e a se trocar. Deu uma de suas camisas para o amigo e o colocou para dormir, em um colchão no chão. Quando o bêbado já estava deitado e com a respiração pesada enquanto dormia, Felipe ainda estava pensando na noite que acabara de ter. Se sentia vazio. 

Algumas lágrimas brotaram em seu rosto e ele não soube bem o porquê, mas não ofereceu resistência. Apenas as permitiu saírem.



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