História Rookie - Capítulo 14


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Chanyeol, Dahyun, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Kai, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Comedia, Jikook, Jimin, Jimin!bottom, Jungkook, Jungkook!tops, Kookmin, Televisão, Yaoi
Visualizações 1.552
Palavras 3.870
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Lemon, Romance e Novela, Slash, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


AH QUE SÓ MAIS 50 FAVS E ESSA BAGAÇA CHEGA A 1K EU TO PIRANDO FICANDO BEM DOIDA EU SKDKSKDKFK
Tá, parei de surtar nas notas iniciais. Acho que eu nunca atualizei tão rápido em meses, foram só uma semana, acho que o hiatus me fez bem, viu gente, minha disposição para Rookie nunca esteve tão alta.
Capítulo passado ficou todo mundo com raiva do Chanyeol, nesse vai todo mundo ficar puto é comigo mesmo "#pas"
Eu não dormi ainda, então se tiver algum erro me perdoem ><
LEIAM AS NOTAS FINAIS!

Capítulo 14 - O que Esperar de Jeon Jungkook?


Eis que você é um trouxa fodido que perde seu encontro e uma noite maravilhoso com Jeon Jungkook, para ir atrás do seu pseudo-amigo e o encontra numa cabine telefônica, sentado no chão, com o celular em uma das mãos — correndo o perigo de ser roubado —, uma garrafa de cerveja ao lado e dormindo no chão imundo daquele lugar, deixando até a baba escorrer pelo canto da boca. Aquela cena só me deixou com ainda mais raiva, ódio, todos os sentimentos ruins que existirem. Como se já não bastasse Jungkook enchendo meu saco o caminho todo, falando sobre eu parecia mais uma mãe e que aquela preocupação era toda desnecessária, e a pior parte é que ele estava certo. Estou fazendo o famoso papel de otário.

Fui até o corpo adormecido no chão, me agachei e verifiquei se aquele ser ainda estava respirando, apenas por precaução, já que era óbvio que ele estava dormindo só de ouvir seus rosnados durante o sono. Peguei o celular de sua mão e o guardei no meu bolso por segurança, levantei e passei as mãos pelos meus cabelos, nervoso. Dei um leve chute em Chanyeol, não recebendo nenhuma reação em troca. Tentei mais umas cinco vezes e nada daquele homem acordar., parecia que estava morto. Escutei Jungkook bufar atrás de mim, se eu estou irritado, ele estava prestes a cometer um crime aqui mesmo.

Voltei a me agachar no chão, chacoalhando o homem adormecido no asfalto, ele continuou inabalável ali, nem se mexia, não tinha reação nenhuma! Chanyeol nunca foi de beber muito quando saía comigo, então nunca tive que lidar com ele nesse estado deplorável. Nunca fiquei bêbado a ponto de cair pelos lugares, então como eu vou cuidar de uma pessoa que nem acordada está?

Olhei para Jeon, que só observava suas unhas e tirava a base que tinha nelas, entediado e dando uma foda para o que acontecia a sua volta, totalmente absorto em suas unhas. Esse é o Jeon Jungkook que eu conheço, acho bonito, e não admiro. Entre esses pensamentos, escutei alguém gritar o nome de Chanyeol; virei meu rosto, surgindo JongIn todo suado e com uma expressão preocupada no rosto. Me encarou confuso, sendo retribuído com o mesmo olhar. Será que esse é o tal “Kai” de quem o infeliz do Park falou? Mas, desde quando eles se conhecem? Não estou entendendo nada ultimamente, especialmente Jeon, que assim que o outro homem chegou, parou de admirar suas unhas, colocou a mão no bolso e fez uma postura ereta com um ar de superioridade. Ignorei totalmente sua atitude e não me esforcei para entender.

— Jimin, o que faz aqui? — perguntou, com um sorriso no rosto. E que sorriso bonito que esse cara tinha, mas o que é isso! Retomei minha consciência, rebatendo sua pergunta:

— Eu quem devo perguntar isso.

— Eu sou amigo do Chany, ele estava triste porque terminou um relacionamento e eu achei que seria legal fazer ele se distrair um pouco. Acho que não deu certo. — Coçou a nuca, desviando seus olhos para Chanyeol dormindo no chão daquela cabine telefônica suja.

— Então, você acha? — Lá vai ele com o seu deboche e arrogância nos piores momentos da vida. Acabou deixando o coitado do JongIn ainda mais sem graça do que já estava.

Naquela tensão acabei por pensar, Chan namorava e não me contou nada? O que é isso, agora? Vamos todo mundo entrar num relacionamento mas escondam isso de Park Jimin? Fico frustrado por ser sempre o último a saber das coisas, e são por pessoas aleatórias. Preciso acordar para vida e prestar mais atenção nos meus amigos.

— O que vamos fazer com o amiguinho de vocês? — Jeon quebrou o silêncio, voltando a mexer, desinteressado, nas suas unhas. Que mania chata da porra!

— Não posso dirigir, eu meio que bebi um pouco. — Tombou a cabeça para o lado de um jeito fofo, que não passou despercebido por mim.

Restou para mim pedir outro favor a Jeon: levar um amigo desmaiada e bêbado para casa. Se eu estou com medo de levar um grande “não” bem na minha cara? Muito, mas só se enfrenta um medo passando por cima dele.

— Jungkook, você pode nos levar? — Ele parou de brincar com suas unhas e levantou a cabeça, dando aquele olhar de quem parece que não gostou nada da ideia. Aquela sua olhadela era tão sexy e o deixava gostoso para caralho, não vou negar fatos, entretanto, ainda estava com medo da sua resposta.

— Tudo bem. — Me assustei com suas palavras calmas, seguidas de um suspiro, mas não deixava de ser estranho. Estava esperando um “Não sou chofer particular de ninguém”, me sinto surpreendido com sua maturidade. Imaginem minha cara de surpresa no momento.

JongIn se curvou moderadamente em forma de agradecimento, sendo, totalmente, ignorado. Entrou na cabine telefone e puxou o amigo de lá, o colocando caído em seus ombros, igual a um saco de batatas. JongIn era um homem bem forte, tive que notar seus músculos quando colocou aquela mula do Chanyeol em seus ombros. Se ele não fosse hétero, já teria esquecido Jungkook e o chutado no momento em que ele foi grosseiro comigo, e partia para cima de Jong.

— Poxa, você é bem forte. — falei enquanto caminhávamos até onde o carro de Jeon estava estacionado.

— Não deve ser difícil carregar um saco de lixo! — Dei uma cotovelada com força em seu braço pelo jeito que falou do meu amigo. Eu estou com raiva dele, mas isso não quer dizer que Jungkook pode xingá-lo só por ser um babaca.

Colocar aquele poste dentro do carro foi outro sacrifício, desistimos de tentar arrumá-lo no banco traseiro e só o jogamos ali de qualquer jeito, JongIn foi para trás e para o banco do passageiro, enquanto Jungkook apertava o volante com força e tinha uma carranca tomando conta do seu rosto.

A viagem não estava sendo nada agradável; Jeon soltava palavrões a cada dez segundos, Jong estava desconfortável no banco de trás, e eu prestes a ter colapso.

Escorreguei mais pelo banco, relaxando meus ombros e pensando em como aquela noite foi desastrosa. A essa hora era para eu estar no meu terceiro orgasmo, deitado numa cama com um tesudo ao meu lado. Eu tenho uma mente inocente ao pensar que isso daria certo, foi quase, bem próximo, chegando lá, até que recebi a ligação de um retardado falando que estava prestes a ser estuprado, quando, na verdade, estava era jogado numa cabine telefônico caindo aos pedaços.

Uns murmúrios atrapalhadas chegaram até o meu ouvido, me deixando triste por saber exatamente o que aquilo significava.

— Nossa, eu estou em um carro. — Bati a mão na minha própria cara ao escutar a voz embriagada pela bebida e pelo sono de Chanyeol. JongIn tentou acalmá-lo e fazê-lo dormir novamente, mas aquele garoto não queria aquietar o facho. — Ele me chutou, KaiKai, eu amava ele e aquele desgraçado me trocou por um pau maior. — Se lamentou. A gargalhada de Jungkook preencheu o ambiente abafado e pequeno do carro, balançou a cabeça, adorando aquilo tudo. — Kookie-ah — se ajeitou no banco, sentando igual gente, colocou o queixo no banco a sua frente e fez um biquinho. — Você trocaria o Jimin por um pau maior? — Arregalei os olhos, me sentindo envergonhado e sem saber o que fazer. Qual o problema com esse garoto? Já não bastasse atrapalhar minha vida — lembrarei disso pelo resto da vida —, ainda tem que me fazer passar vergonha?

O homem ao meu lado só deu um sorriso ladino e estacionou o seu carro. Estranhei e olhei pela janela, vendo que já estávamos na portaria do prédio da minha casa. Graças a Deus foi só tempo de Chanyeol acordar, falar merda, e já chegarmos,

— Onde fica sua casa, Kai? — o questionei para que Jungkook o levasse para casa. Quando o garoto estava prestes a falar, Jeon interrompeu.

— Já vou avisando que não vou levar ninguém. — disse sem desviar o olhar da rua parada a sua frente.

— E aonde você acha que eles vão passar a noite, Jeon?

— Tem uma lixeira bem ali — apontou para um balde de lixo do outro lado da avenida. — Se arrumar direitinho, todo mundo dorme.

Quando eu achei que ele não podia ficar mais imbecil, o homem me solta uma dessas. Eu já estou no meu limite da paciência, prestes a explodir e matar todo mundo que estiver por perto, prevejo que não demorará muito para isso acontecer.

Abri a porta do carro com força, gritando para JongIn sair e tirar o seu amigo junto, gritando de madrugada no meio da rua, com o perigo de ser abordado por vizinhos chatos e irritantes, mas não é como se eu ligasse de qualquer modo. Esperei alguma reação de Jeon, essa que não veio, atingindo totalmente o meu limite.

Fechei as portas do automóvel, ajudando os garotos a andarem. Chan estava se escorando em Kai, que por pouco não vai de cara no chão. Por sorte, o elevador ainda estava funcionando, me acalmando ao pensar que não arrastaria um bêbado escada a cima. Nosso tempo no elevador nada mais foi do que um ruivo falando coisas sem sentindo e se melancolizando pelo fim de seu namoro que eu nem sabia que existia. Nem mesmo sabia que Chan gostava de garotos.

Park Jimin, o mais desatualizado.

O elevador parou no meu andar, fui na frente, deixando os outros dois se matando para trás. No momento a única coisa que quero é minha gostosa e confortante cama, tendo em mente que terei de acordar daqui duas horas. Estão fazendo os preparatórios para as gravações do dorama e eu sou obrigado a ir trabalhar em um sábado de manhã.

Catei as chaves do meu bolso e abri a porta, sendo recebido muito bem por dois doidos gritando e perguntando como foi o encontro, até Jin tinha se rendido as maluquices de Dahyun — e eu só quero saber o que ela faz aqui. Pararam de gritar no meu ouvido quando viram os meus dois companheiros aparecerem na porta, meio desgovernados e confusos pelas presenças. Passei os dedos nos meus fios rosados, bagunçando meu cabelo e jogando meu blazer no sofá, tirando o celular de Chanyeol do meu bolso, levando-o a ter o mesmo destino da vestimenta.

— Se virem. — eu exclamei, antes de sair em direção ao meu quarto, nem um pouco interessado em saber o que aconteceu entre eles.

Entrei no meu quarto, tranquei a porta, tirei minhas roupas, as jogando em qualquer lugar que não me era de importância no momento. Ativei o despertador e me joguei na minha quente e macia cama, ficando feliz apenas por sentir o cobertor entrar em contato com a minha pele. Nem me dei o trabalho de apagar a luz, só fechei os olhos e dormi.

Acordei! Abri os olhos assustado ao escutar a voz de Moon Jongup estourarem em meus ouvidos, me despertado em menos de dois tempos. O óbvio era que eu estava acabado, detonado, com sono, depressivo, querendo voltar a deitar minha cabeça no travesseiro e cair num sono que dure mais que apenas duas horas. Nenhum ser humano dorme só isso!

Chutei o lençol que ficou preso em meu pé e abri a porta do meu quarto, encontrando Chanyeol jogado no corredor, perto da porta do banheiro, dormindo belamente. Chutei seu traseiro, o despertando em um pulo.

— Jimin? O que… Aí minha cabeça! — grunhiu ao acordar de vez, percebendo que bebeu mais do que devia na noite passada e ficou com uma forte e gloriosa ressaca. Se levantou do chão, provavelmente sentindo suas costas doerem por conta da noite dormida no chão. Por fora eu estava com a cara fechada, mas por dentro estava rindo da sua cara.

O empurrei para o lado, entrando no banheiro e tirando a única peça de roupa que me restou: a cueca. Eu até sentiria vergonha de aparecer seminu na frente de alguém, mas estou tão sonolento nessa manhã que estou ignorando todos os mais simples detalhes, até mesmo eu de cueca andando pela minha casa cheia de gente.

Tomei meu banho rápido, sabendo que ainda tinha quatro pessoas para fazerem suas higienes. De repente, minha casa virou um bordel, e não um dos mais recatados.

Depois do banho — que não me relaxou nada —, fui me vestir, pegando qualquer coisa dentro do meu guarda-roupa modernizado. Acabou que eu usei uma calça jeans e um suéter preto, nada extravagante como Dahyun queria que eu me vestisse de agora em diante. Sequei meu cabelo com a toalha e saí do meu quarto, dessa vez, indo até a cozinha onde tinha: Dahyun mexendo no telefone, Jin tomando café e conversando com JongIn e por fim, Chanyeol derrapado no meu sofá com umas das roupas de Jin, que se baseava em uma calça xadrez velha e uma blusa social branca.

— Você está perfeito para ir jogar dominó na praça. — o provoquei indo pegar algumas uvas que Seokjin havia posto na mesa. Acho que o ruivo estava com uma ressaca tão forte que nem forças para revidar minhas palavras ele tinha.

Verifiquei meu celular, esperando encontrar uma mensagem de Jungkook ali, mas não tinha nenhuma notificação sua. Revirei os olhos e coloquei o telefone no meu bolso, catando minha bolsa e batendo na cabeça de Chan.

— É hora de ir trabalhar, vamos, todo mundo. — Fizeram um coro de “não” preguiçosos, se recusando a sair do conforto da minha casa. Peguei o pão que Kai comia e o pus de voltado no prato, indo em direção a Dahyun e puxando seu celular, desligando-o, imigrando para Chanyeol, só foi necessário um peteleco na cabeça para ele se levantar rapidinho. — Temos que nos apressar ou perderemos o ônibus. — Saí de casa com três zumbis atrás de mim.

— Ônibus?! — exclamou o Park ruivo.

— Está achando que vai ir de quê? Carruagem? Essa é a vida real, Park Chanyeol.

* * *

Estou no meu direito de inforcar três pessoas que parecem nunca terem pego ônibus na vida. Foi uma completa bagunça, eu tive que pagar a passagem de todo mundo, Dahyun se recusou a segurar nas bases de segurança, pois, de acordo com a garota, tem muitos germes e lhe atrairia doenças. Sua atitude acarretou em um belo tombo no momento em que o transporte fez uma curva, arrancado muitas risadas dos passageiros e até mesmo do motorista.

Chanyeol passou a viagem inteira falando que tinha alguém apalpando ele, mas era só Dahyun tirando proveito da situação apertada em que estávamos para tirar uma casquinha do que sempre quis. Mas o homem é muito escandaloso e lerdo para perceber que não era nenhum dos passageiros inocentes que estavam dando beliscos em sua perna.

JongIn só sabia reclamar sobre como o motorista era incompetente e tentava lhe dar dicas de direção indiretamente, já que ele só sussurrava no meu ouvido como se eu fosse entender alguma coisa. Com a bagunça toda esqueci de questioná-los sobre alguns fatos que fizeram questão de me excluírem da narrativa.

Nunca fiquei tão feliz ao chegar na emissora e me livrar de todos aqueles malucos. Sentia que minha cabeça explodiria a qualquer momento, o que me conforta é saber que eu peguei o último remédio para dores e o escondi de Chanyeol, porque ai sim eu me sentiria derrotado pelo resto da vida.

Infelizmente, o meu amigo ruivo teve que me acompanhar até um dos set de gravação, por sorte, ele parou de falar assim que percebeu que sua falatória só o deixaria com uma dor de cabeça ainda maior, e a minha também.

Assim que entramos no set tivemos uma recepção calorosa de Namjoon. O homem tinha um sorriso no rosto e a felicidade estampada em seus olhos, era o mais animado com o projeto, nem o criador do drama tinha toda essa animação — na verdade, ele não tinha nenhuma. Logo pude avistar Jungkook passando seu gloss nos lábios enquanto se olhava em um espelho pequeno.

Ele estava lindo, nem com um sono de apenas duas horas o desgraçado ficava feio, não tinha uma olheira sequer, parecia tão pleno e calmo, como se não fosse aquela pessoa ranzinza da noite anterior. Sua pele hoje tinha a coloração mais bronzeada, ou eu estou apenas ficando maluco da cabeça e o observando mais do que o permitido por mim mesmo.

— Garotos, quero que conheçam a nossa estrela — puxou uma mulher, parecida com a protagonista que escolhemos dias atrás, era ela. Ainda mais bonita pessoalmente, um sorriso reconfortante e meigo no rosto, demonstrando toda sua simpatia. — Myho Sunhwa, esses são Park Chanyeol, o diretor do programa, e Park Jimin, executor de… bem, de alguma coisa. — Realmente, nem eu sei o que fazia aqui, ajudava Chan com a produção, a escolha do elenco, trazia café para a equipe, podem me chamar de faz tudo, ou escravo, é mais compatível.

— É um grande prazer conhecê-los, rapazes! — Educada e gentil, não parecia nada com uma maluca com o sonho de destruir Jeon Jungkook, só uma mulher muito bonita e exalando classe. Por que Jeon chutou ela, afinal?

A mulher saiu correndo, nos deixando sem entender nada, mas logo voltou com uma bandeja de cupcakes coloridos. Tão amável! Peguei um e meu amigo foi com tudo em cima de outro, prestes a colocar na boca, um anjo surge do além.

— Já vai envenenar pobres inocentes, Sunhwa? Que coisa feia! — Jeon diz para a moça, essa que fez um bico e deu meia volta, prestes a ir embora.

A escutei sussurrar algo como “O que tem de bonito tem de inteligente”. Olhei para Chan, querendo saber se ele tinha escutado a mesma coisa que eu, e ele tinha. Disfarçadamente jogamos o cupcake no lixo — o que foi uma pena, porque ele parecia delicioso.

Achei que Jungkook falaria comigo, mas tudo o que ele fez foi passar reto, sem dar nem um aceno de cabeça. Ah, não acredito que esse homem está me ignorando! Eu sabia que isso aconteceria, o que mais eu poderia esperar de Jeon? Que ele aparecesse com flores e chocolates no dia seguinte, pedindo outro encontro? É, eu realmente esperei por isso, mas é apenas mais um dos meus sonhos distantes.

— Não sei como ainda se surpreende com essas atitudes de estrelinha dele. — resmungou meu amigo do meu lado.

— Não me surpreendo. — falei em um suspiro. — Quem era seu namorado? Nunca me disse que era gay ou que gostava de garotos. — Aproveitei a chance para acabar com a minha curiosidade que deixava minha cabeça toda bagunçada.

— Não gosto de garotos, eu só namorei um. — Se alguém conseguir entender essa frase, então me explique.

— Como é?!

— Você sabe, quando só gosta de garotos, mas não é gay.

— Ah sim, você está querendo dizer que é uma bicha encubada. — Coloquei a mão no queixo e comecei a bater as pontas do pé no chão, apenas para provocar meu colega. Na espera de sua resposta, fui chamado por Sunwha.

Franzi o cenho e olhei para os lados, antes de caminhar até a mulher perto da mesa de comida, com um pedaço de bolo nas mãos. Estranhei sua atitude, parecia até que compartilharia um segredo comigo, o que não é muito apropriado se formos ver que nos conhecemos a cinco minutos.

— Então você é o novo affair do Jeon? — perguntou retoricamente, levado mais um pedaço de bolo a boca, dando a bela de uma mordida. Sabe a classe a qual eu falei antes? Apaga. — Escolheu até que bem dessa vez, mas tenho a missão de alertá-lo: não espere muito daquele homem. Você me parece uma boa pessoa, mas ele não se importa com isso. — Terminou de enfiar o bolo na boca e saiu depois de fazer carinho no meu cabelo.

Ainda estou tentando entender o que aconteceu aqui. Ela, basicamente, me deu um concelho para ter cuidado com os meus sentimentos, enquanto ela é a ex-caso — não posso chamá-la de ex-namorada, por favor — de Jungkook.

Olhei para trás, o vendo parado do outro lado do set, com os braços cruzados e me observando, com certeza tinha visto o que acabará de acontecer aqui. Devolvi seu olhar fissurado na mesma medida, por algum motivo não aparente, parecia que ele estava me chamando, e eu tinha coisas pendentes com ele também, então, assim que ele deu as costas para sair do set, eu fui atrás dele, seguindo-o.

Tendo noção de que eu estava atrás de si e aproveitando que o corredor estava vazio, ele parou em frente a seu camarim, abrindo a porta e entrando, a deixando aberta para eu entrar, e não demorei a fazer, sentindo meu corpo gelar ao ver seu olhar sério e o rosto sem muita expressão aparente. Se jogou no sofá, cruzando os braços e as pernas.

— O que aquela maluca foi falar com você? — Foi direto, me assustando um pouco com tamanha grosseria gravada em sua voz. Engoli em seco antes de respondê-lo com outra pergunta.

— Por que me ignorou? — Virou o rosto, rindo fraco e debochado. — Não faça essa cara! — exclamei baixo, mexendo nos meus dedos. Aquilo era esquisito demais, até para mim, ficar em uma sala com Jungkook, discutindo sobre algum motivo que nem eu mesmo sei qual é. Ele continuou me firmando em seu olhar, claramente esperando sua resposta. — Ela só disse para não esperar muita coisa vindo de você, porque, provavelmente, você é um desalmado que não liga para os sentimentos de ninguém. — Inseri um pouco mais de história? Sim, mas só esclareci o que a mulher quis dizer.

— Você está esperando alguma coisa de mim? — Se levantou do sofá, ficando de frente para mim, segurando meu queixo com o polegar e o indicador, obrigando-me a olhar em seus olhos bonitos e escuros.

Eu não esperava muita coisa dele, não parecia o tipo de pessoa que quer ter mais do que apenas um caso de sexo e depois tchau. Queria ser muito mais do que uma transa, mas não posso esperar muito vindo dele, então firmei minha resposta.

— Não, Jeon, não espero muita coisa vindo de você. — Pode parecer estranho da minha parte dizer isso: mas eu vi seus olhos perderem os sentidos, desviando para várias partes do meu rosto. Parecia que a resposta não lhe agradava, mas eu achei que era exatamente isso que ele gostaria de ouvir, mas, agora. já não tenho tanta certeza.

— Achei que tivesse fé em mim. — brincou, assistindo meus lábios se moverem na tentativa falha de proferir algo. Num instante eu estava pensando em coisas para falar, e em outro, sua boca macia e gostosa já estava colada na minha, nada além de um breve selar, mas foi o suficiente para me transferir da Terra para o Céu por alguns segundos. — Eu tinha preparado uma noite ontem e ela foi toda por água abaixo por causa daquele seu amigo, pode parecer meio ridículo, mas — pegou uma das minhas mãos e a alisou com seus dedos. —, eu fiquei, hm… chateado? Eu imaginei aquela noite tantas vezes, porque você é muito gostoso, Park. Gostoso para caralho, e muito bonito e interessante, também. Tem noção disso? E eu gosto de você. Eu quero você. Eu quero você, agora! — Atacou meus lábios, num beijo mais desesperado e quente que o outro, e muito melhor. Se antes eu estava no Céu, eu fui direto para o Inferno!


Notas Finais


Cês devem estar tipo "Oh sua vagabunda, volta aqui com o meu lemon", maaaaas, eu tenho uma justificativa: além de não querer que o capítulo fique muito grande, eu queria postar um capítulo hoje e deixar o lemon digno de Rookie, demorando um pouquinho mais para postar, e eu acabei de voltar de hiatus e fico mais um monte de dias sem postar? Nah nah, mas não vou demorar muito, lá para o dia 27 eu volto (tentarei)

EU TENHO UMA NOVA FANFIC JIKOOK!!!!
Ela é bem interessante, gente, juro a vocês. Vou deixar o link para quem estiver interessado.
https://spiritfanfics.com/historia/ate-a-ultima-gota-10276086

Espero receber resultados com esse capítulo, hein?? Ainda não superei os 36 do cap anterior, nunca cheguei nisso, to chorosa :')
Obrigada por tudo, lindxs sz


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...