História Roommate - Capítulo 4


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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Potter, Draco Malfoy, Harry Potter, Scorpius Malfoy, Tiago S. Potter
Tags Harry Potter, Scorbus
Visualizações 49
Palavras 1.140
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Magia, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Capitulo 4


P.O.V Alvo
    Era uma segunda de manhã e eu já estava discutindo com o meu irmão, desde quando ele se tornou tão insuportável? 
- Pare de brincar com o Malfoy! Ele é inocente demais! - falei meio bravo, sem realmente saber o motivo de estar bravo.
- Vamos fazer um trato, querido irmão. - falou sorrindo maldoso - Se você conseguir convencer o Scorpius a ir para Hogsmeads com você essa semana, eu me afasto dele e não faço nada. Se você não conseguir, eu e meus amigos vamos jogar ele no Lago Negro.
     Olhei para ele incrédulo, ELE NÃO SABE NADAR! E faltam só dois dias para o passeio! Como eu vou fazer isso! ELE NÃO SABE NADAR!
- Ele não sabe nadar, James! - falei.
- Eu sei. 
    Ele virou as costas e parou depois de alguns passos:
- Vamos fazer o trato? - perguntou sorrindo.
- Vamos.
    Assim que falei, virei as costas e comecei a procurar Scorpius. Ele 
com certeza  vai estranhar minha mudança repentina de atitude com ele. Principalmente depois de colocar aranhas no colchão dele e esconder todos os livros dele.
     Procurei ele por todos os cantos daquela enorme escola e finalmente o achei "conversando" animadamente com James, bem na frente do Lago Negro.
    Senti meu sangue esquentar quando vi James tocar em seu rosto delicado, fazendo um leve carinho. Coisa que fez Scorpius fechar os olhos e corar de uma forma adorável.
    Nem vi quando me aproximei e acertei um soco em James o derrubado no Lago Negro, fazendo Scorpius me olhar assustado.
   O puxei o pulso de Scorpius com força até o dormitório da Sonserina, quando o solto, vejo seus olhos lagrimejarem e ele tremer bastante. Ele começou a fazer vários gestos com as mãos, que eu imagino que seja linguagem de sinais, porem, não entendi nada do que ele queria me dizer.
    Fiz um leve carinho em sua mão que ainda estava junta com a minha, a levando até minha boca e depositando um beijo delicado, coisa que fez com que ele se acalmasse.
- Desculpe, eu te assustei. - pedi, o fazendo me olhar estranho - Não precisa ficar com medo, não vou te machucar, fique calmo.
     Assim que soltei sua mão ele se afastou bastante de mim, dei um longo suspiro e sorri para ele, que corou.
- Venha aqui comigo! - pedi, apontando para a minha cama.
     Ele arregalou os olhos e negou diversas vezes, ri levemente e peguei um livro da minha mala. "A Bela E A Fera", o peguei quando descobri que era a história preferida de Scorpius.
    Ele se aproximou levemente e chegou cada vez mais perto, peguei a na pequena não de Scorpius e o puxei para minha cama. Ele se sentou meio inseguro e eu o puxei para o meu colo, iniciando a leitura: 

.

.

.

 

      Era uma vez um jovem príncipe que vivia no seu lindo castelo. Apesar de toda a sua riqueza ele era muito egoísta e não tinha amigos.
     Numa noite chuvosa recebeu a visita de uma velhinha que lhe pediu abrigo só por aquela noite. 
     Com um enorme mal humor ele se recusou a ajudar a velhinha. Porém, o que ele não sabia é que aquela velhinha era uma bruxa disfarçada, que já ouvira diversas histórias sobre o egoísmo daquele jovem príncipe. Indignada com a sua atitude, ela lançou sobre ele um feitiço que o transformara numa fera horrível. Todos os seu criados haviam se transformado em objetos. O encanto só poderia ser desfeito se ele recebesse um beijo de amor. 
      Enquanto isso, numa vila distante dali, vivia um comerciante com sua filha chamada Bela. Eles eram pobres, mas muito felizes. 
Bela adorava livros, histórias, vivia a contá-las para as crianças da vila. Seu pai, Maurício, era comerciante e viajava muito comparando e vendendo seus produtos diversos. 
     Um dia voltando de uma longa viajem, Maurício foi pego de surpresa por uma forte tempestade, passou em frente a um castelo que parecia abandonado e resolveu pedir acolhida. Bateu à porta, mas ninguém o atendeu. Como a porta do castelo estava aberta resolveu entrar se proteger da chuva.           Acendeu a lareira e encontrou uma garrafa de vinho sobre a mesma. Após bebê-la acabou adormecendo. 
      No dia seguinte uma Fera furiosa apareceu diante dele. Quis castigá-lo por invadir o seu castelo e assim, o fez prisioneiro. 
     A Fera decretou ao velho comerciante que este morreria por tal invasão. Aterrorizado, o pobre homem suplicou: 
- Deixa que me despeça da minha filha. 
A Fera concedeu-lhe o pedido. De volta a sua casa, contou o ocorrido a sua filha. Sem medo, ela decidiu voltar ao palácio com o pai. 
Uma vez no palácio da Fera, Bela tomou coragem e fez uma proposta: 
- Deixa meu pai ir embora. Eu ficarei no lugar dele. 
      A Fera concordou, e o pobre comerciante foi embora desolado. 
     A jovem permaneceu com a Fera no castelo, mas não era mantida na prisão, podia ficar em um quarto ou na biblioteca, local que muito a agradava. 
     Bela tinha medo de morrer, mas percebia que a Fera a tratava bem a cada dia que passava. 
Com o passar do tempo o monstro e a Bela foram ficando mais amigos. Ele se encantava com a forma que a moça via o mundo, as pessoas a natureza. Sentia que ela o via de uma forma diferente, além da sua aparência. 
     A Fera enfim havia se apaixonado, de verdade. Numa noite, ao jantarem, pediu-a em casamento. Bela não aceitou, mas ofereceu sua amizade. 
     Apesar da tristeza, a Fera,  aceitou o desejo da Bela. 
     Bela , por sua vez, passava dias muito agradáveis no castelo, sentia-se bem lá, porém com muitas saudades do seu pobre pai. 
Certo dia dia, Bela pediu permissão à Fera para visitar o seu pai. 
- Voltarei logo - prometeu. 
      A Fera, que nada lhe podia negar, a deixou partir. Bela passou muitos dias cuidando de seu pai, que estava doente, tinha envelhecido de tristeza pensando que tinha perdido a filha para sempre. 
Quando Bela retornou ao palácio, encontrou a Fera no chão meio morta de saudade por sua ausência. Então Bela soube o quanto era amada. 
    Bela se desesperou, também sentia um algo forte pela Fera. Amizade, amor compaixão. 
- Não morras, caso-me contigo - disse-lhe chorando. 
   Comovida, a Bela beijou a Fera... e nesse momento o monstro transformou-se num belo príncipe. Enfim, o encanto havia se desfeito.      

  A Fera encontrou alguém que o amava de verdade, além da sua aparência grotesca. 
    Afinal, a verdadeira beleza está no coração....

.

.

.

   Assim que terminei de ler, olhei para o pequeno garoto encolhido em meu colo, ele estava dormindo com um adorável sorriso nos lábios.
    Se eu era a Fera, ele com certeza era a minha Bela.
- Eu gosto muito de você, e vou te proteger de todos...


Notas Finais


Logo continua ^^


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