História Roommates - Capítulo 34


Escrita por: ~

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Categorias One Direction
Personagens Harry Styles, Josh Devine, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Zayn Malik
Tags Larry, Niall Horan, Zayn Malik, Ziall
Exibições 302
Palavras 2.611
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá!!! Eu postaria ontem, mas não consegui escrever todo o capítulo e na vdd ainda está incompleto.
E como vcs são lindos de morrer, que estão sempre comentando e dando apoio e tbm a fic chegou a 10k de visualização, hoje terá att dupla.

Então...

Enjoy it!

Capítulo 34 - When I Fell in Love With You


            Porque

Eu estive esperando

Todo esse tempo para finalmente dizer

Mas agora eu vejo que seu coração já foi tomado

E nada poderia ser pior

Querida, eu amei você primeiro

Tive minhas chances

...

Isso é o que mais machuca

Boy**, eu cheguei tão perto

Mas agora você nunca vai saber

Querida, eu amei você primeiro

Loved You First – One Direction

 

A segunda-feira, começara, olhei meu celular e tinha acabado de dar meia-noite. Meu final de semana encantado tinha voltado a virar abóbora, veria Niall evaporar entre meus dedos, em direção ao Nate.

            Eu prometi a mim mesmo, que devia isso ao Niall, não dizer como me sentia_ com o coração batendo e exultante, prestes a explodir_ só de vê-lo e tê-lo por perto, ao apenas ao imaginá-lo.

            Eu não merecia nada dele, nem sua amizade, consideração, e muito menos devia atrapalhar o romance dele com o Archibald, por mais que não fosse com a cara daquele americano.

            Tudo que fiz Niall passar, iria pagar agora, amando-o sem ser correspondido. Era meu castigo, amar em silêncio, sem ele ao menos desconfiar.

            Às vezes, como agora, em que estava sem sono, tentava me lembrar do momento em que me apaixonei, e o momento em que comecei a amá-lo.

            Não vou dar uma de romântico incurável, pois não sou, e dizer que foi no momento em que o vi sentado no lugar que eu e meus amigos costumávamos sentar, no ano anterior.

            Mas, naquele dia, o admirei. Assim que o vi, todo nerd e recluso, com o capuz na cabeça, olhando para o celular, não imaginei que me surpreenderia com ele, pois o achei tão frágil e quebradiço, porém assim que ergueu a cabeça e nos afrontou, me segurei para não o encarar, com um sorriso no rosto, porque era assim que estava por dentro.

            Porém, desde sempre, tive que conter minhas reações, meus impulsos, meus sentimentos, minhas vontades. Então a máscara de frieza e indiferença, substituiu o sorriso que devia dar a ele.

            Nesse dia, o primeiro dia, o vi, o notei e o admirei.

            No segundo, quando ele insistiu em ficar em nosso lugar, confesso que me irritei, mas sem deixar de me sentir... orgulhoso? É orgulhoso, por ele, que continuava a nos enfrentar, não a mim e os meninos, mas nossas amigas, afinal, elas sabiam ser impiedosas, sem usar de violência, apenas armadas com as palavras mais ácidas limão, mais cortante que muita faca.

            Então, primeiro o respeitei. Ele sabia se impor quando necessário. Mais tarde, descobri que aquele petulante, metido a justiceiro, era meu colega de quarto, poderíamos ter ficado amigos, ou pelo menos amigáveis, um com o outro, logo de cara.

            Porém, eu sendo uma pessoa irritada de natureza, recém falido, com uma mãe depressiva, irmã mais velha possessa e estressada, e irmãs mais novas carentes e chorosas, e ainda tendo que lidar com todas as perdas de mordomias que tinha, como por exemplo, minha antiga cobertura, imensa e só para mim, não aguentei o fato de chegar no quarto, que minha mãe disse estar todo arrumado, e encontrar meus sapatos fora do guarda-roupa.

            Eu explodi, com o Niall.

            Se fosse em outra época, se não tivesse tão cheiro de problemas e raiva, do meu pai, claro, eu teria lidado com a situação de outro jeito.

            Porém, eu nunca fui do tipo de explodir na hora, eu sempre acumulei problemas, raiva, estresse, decepções, e explodia em situações bobas e até mesmo irrelevantes, como aquela.

            Não que eu queira justificar como agi com ele, desde o princípio, eu errei, errei feio, devia ter respirado fundo e conversado com ele. Questionado o porquê dele ter feito isso, aprendido com ele, que estava lá a mais tempo que eu, como funcionavam as divisões, perguntado qual era a cama que ele sempre dormia, para que eu pegasse a que estivesse sobrando.

            Contudo, apenas surtei, surtei por ele ter desfeito um trabalho que minha mãe gastou, mesmo não podendo, tentando deixar tudo perfeito, para que eu me sentisse pelo menos um pouco mais confortável, como no caso das minhas cortinas de linho, que ela fez questão de colocar na janela, para que eu me sentisse em casa.

            Fiquei com raiva dele, por ter feito o trabalho dela ser em vão, e não o quis entender.

            Mas da mesma maneira que explodo com facilidade, minha ficha cai em seguida, e a culpa e o arrependimento chegam. Porém, como disse, eu escondo o que sinto, até mesmo o arrependimento. Não sei pedir desculpas, simplesmente não consigo, minha língua parece travar, e nenhum som acaba saindo.

            E então fico arredio, estranho e distante. Por isso perdi o Harry, no nosso último ano do Ensino Médio, sabia que ele estava com algum problema sério, afinal, ele sempre amou festas, bebidas, farras e pegação, e se tinha se afastado disso tudo e de uma maneira tão repentina, algo sério tinha acontecido.

            Mas na época em que ele se afastou, meu pai começou a me cobrar mais, afinal era meu último ano, então me pressionava por notas perfeitas, me irritava ao querer mandar no meu curso, e por último reprimia minhas escolhas sexuais, pois ele começou a desconfiar da minha sexualidade, e me torturava psicologicamente com palavras agressivas e baixas.

            Um dia, procurei meu amigo sumido, para juntos, irmos numa rave, na cidade vizinha, pois queria esquecer todos meus problemas. Harry me rejeitou mais uma vez, e então, descontei nele toda, dor, raiva e frustração, assim como também fiz com Niall.

            Eu fui injusto, com os dois.

            Por isso, quando minha mãe veio me contar que a mãe do Styles estava com sérios problemas psicológicos e que toda família estava sofrendo e fazendo o máximo para ajudá-la, não consegui ir até o Harry me desculpar e dizer que ele podia contar comigo, em tempos tão difíceis.

            Fiz vários discursos em frente ao espelho, mas nunca o abordei pelos corredores da escola ao passar por ele.

            Eu me odiava, por ser assim, na verdade, ainda me odeio. Pois não posso mudar o passado e consertar o que fiz com o Harry. E não posso mudar, que nunca mais terei uma chance com Niall, mesmo tendo seu perdão e sua amizade.

            E pensando nisso, me lembro de porque o amei. Mas primeiro, me apaixonei.

            Eu acho que aconteceu, quando, mesmo sem perceber, fui me deixando levar pela leveza e a alegria contagiante do irlandês, pelo sorriso fácil, pela bondade excessiva, pelo olhar.

            Mesmo irritado com ele, fui atraído por essa personalidade única dele, e me vi não apenas o vendo sorrir, mas sorrindo junto com ele.

            Me vi, não apenas respondendo suas perguntas, mas perguntando a ele também. Sentia vontade de conversar, de até mesmo sair, e o provocar, pois ele era fofo quando estava irritado.

            E tivesse o prazer de irritá-lo de propósito, quando decidimos apostar quem devia escolher o lado no guarda-roupa. Não custava nada para mim ficar  com o lado que Niall tinha me imposto, afinal, ele tinha chegado primeiro, mas quis que o irlandês ficasse irritado outra vez, e fiz umas das coisas em que mais sou bom: ser chato pra caralho.

            E no final de tudo, valeu a pena, pelo menos por pouco tempo, apesar de comermos aquela pimenta infernal, ver Niall, mostrando a primeira coisa que admirei nele: a força que surgia quando precisava, valeu a pena, e me rendi, claro que não foi só por admirar a garra do Niall, aquela jolokia é intragável.

            Mas ela serviu para uma coisa: deixar o sorvete ainda mais gostoso do que já era.

            Nessa noite também, descobri outra coisa fofa no Niall, sua fome. Pois após comermos o taco recheado de pimenta, pedimos os normais, e também nachos, e eu fiquei hipnotizando ao ver Niall comendo com tanta vontade e paixão.

            Eu ficava com fome só de vê-lo comendo.

            Por isso, mesmo querendo muito tomar meu sorvete até o final, ao ver os olhos brilhando, encantados olhando em minha direção, enquanto já íamos para casa, acabei lhe estendendo o sorvete, pois só faltou aparecer dois corações em seus olhos, enquanto olhava meu gelato.

            Estava tudo perfeito, e me via entrando em uma amizade com alguém improvável. Que ficou ainda mais forte, quando, para meu desespero, ao voltar da casa do Liam, escutei Niall passando mal no banheiro.

            Ele me preocupou até a morte, mas por fim, foi medicado. Fiquei irritado com Niall, outra vez, mas dessa vez com razão, pois não havia me contado que não podia comer pimenta, por causa da ferida no estômago, e passou mal sozinho durante a noite, e acabei sentindo culpa, mesmo não sendo diretamente minha.

            E esse dia só ficou pior, pois, após assistir Niall indo de ambulância, ir fazer alguns exames, briguei, por causa do Niall, com meus amigos, e no meio da discussão, recebi o agourento telefonema da Donyia.

            Deixamos Londres e partimos imediatamente para Bradford.

            Quando retornei, cansado, abatido, brigado com os amigos, e já sentindo falta da minha mãe e das minhas duas princesas, me molhei, molhei meu tênis, e assim que entrei no quarto, querendo tomar um banho, e ir para a aula, pois não queria ficar sozinho e depressivo, vi Niall atrapalhar minha passagem.

            Me senti traído e usado por ele, achei que ele fosse uma criança e que seu propósito era me irritar, me fazer de trouxa, pois até com meus amigos tinha brigado, por causa dele.

            Como eu disse, explodo por pequenas coisas, mas raiva pelo meu pai tinha triplicado, estava com saudade da minha família, me sentindo um peso morto para minha mãe, e acabei descontando em Niall, que dormia um sono sereno e pesado, que não acordou nem quando o sacudi, mais que uma vez.

            Fiz algo que me arrependo até hoje, que só de imaginar, sinto vergonha e raiva de mim.

            Sinto vontade de socar uma parede, sempre que lembro de quando confrontei-o na sala, e principalmente quando o assustei no banheiro.

            A culpa, como já havia dito, veio rápido, no mesmo hora que sai do banheiro. Por isso não fui embora, e sim fiquei o ouvindo chorar.

            Aquele choro, me fez chorar também, e me proibi de ter algum contato com ele, e me obriguei a ficar longe. Não assustaria o Niall nunca mais, esse é o plano.

            Nos primeiros dias foi fácil, pois apesar de não mais a casa dos meus amigos, para pedir abrigo, tinha minha irmã, e fiquei lá até que Lizzy voltou da casa do namorado.

            Foi quando tive a ideia de dormir no quarto e o esconder embaixo da árvore. Observei Niall alguns dias e descobri seus horários. Então todo dia, enquanto ele estivesse estudando na biblioteca, pois ele tinha algumas aulas à tarde, entrava no nosso quarto, dormia, esquentava algum lanche no microondas, dormia um pouco, e quando dava quase na hora dele vim, sai do quarto, e finalmente ia estudar e por fim, escondia meu carro e finalmente, ia dormir.

            E num desses dias, às 16h, como fazia todos os dias, fui para o quarto, e qual não foi minha surpresa ao ver Niall deitado em sua cama. Desviei o olhar, e foquei em meu guarda-roupas, peguei minhas coisas e entrei apressado no banheiro. Ainda não estava pronto para pedir desculpas, ainda era o Zayn que poderia estourar a qualquer momento e explodir com ele por uma razão boba.

            Eu tinha que mudar primeiro, ser uma pessoa melhor, e então me aproximar e finalmente me desculpar.

            Enquanto tomava banho, lembrei do Niall com o Nath, eu os tinha visto conversando em frente ao nosso prédio de exatas, alguns dias atrás, a raiva que se apossou de mim, me fizeram perceber que eu ainda era uma pessoa explosiva e que ainda podia machucá-lo, talvez não mais tentando lhe bater, mas sendo frio, ou com palavras.

            Por isso, ao me arrumar e sair do banheiro, decidi ainda me manter calado e um pouco afastado, era o melhor. Desisti de tentar mudar o que tinha feito, assim como desisti de falar com Harry.

            Mas naquela semana, ao ver Niall no quarto no mesmo horário que eu, me deixavam inquieto e apreensivo, seria mais fácil se eu continuasse a ser eu, sem ter que o ter tão perto, mas o loiro não fugia, mesmo sabendo que eu estaria em casa às 16h, ele ficava  no quarto, não fugia. E isso me intrigava demais, queria tanto saber o que se passava naquela mente, mas nunca iria saber.

            Apesar de estar indo no quarto, tomar banho e me arrumar, pensei que aquele carro seria minha nova casa, afinal não podia ficar sempre na casa da Lizzy, pois ela precisava de privacidade e minha irmã também.

            Até que naquele dia chuvoso e frio, em que me arrependia de não ter levado um moletom comigo, fui acordado por batidas no vidro.

            “Fui exposto!”

            Pensei desesperado, pensando que fosse algum vigia noturno, contudo, ao abrir os olhos, me deparei com Niall.

            Ele estava parado, embaixo de um guarda-chuva e um cobertor na mão, me olhando apreensivo.

            Eu não o entendia. O que ele estava fazendo ali? Como tinha me descoberto?

            Niall pediu que eu abaixasse o vidro, e assim que o fiz, ele me deu o cobertor, e sem dizer uma palavra, deu meia volta, em sentido ao prédio.

            Tenho dificuldade em demonstrar meus sentimentos, como já disse, e de pedir desculpas e agradecer, principalmente quando faço algo muito ruim à pessoa.

            Mas não podia deixá-lo ir assim. Eu tinha lhe feito tão mal, e era assim que ele se vingava, tocando meu coração, o enchendo de gratidão, e então, algo que eu nunca esperava aconteceu, uma frase inesperada saiu pela minha boca:

            - Obrigado Niall.

           

            Acho que foi nesse momento. Em que me apaixonei.

            Antes era admiração, curiosidade por uma personalidade carismática dele, mas nessa noite, ele me ajudou depois de tudo que lhe fiz. Me apaixonei por aquele coração. Se Niall não fosse a melhor pessoa desse mundo, não sei mais quem seria.

            Eu vi uma chance, mesmo pequena, de fazer certo dessa vez. De não repetir o mesmo erro que cometi com Harry. Porque não precisei dar o primeiro passo, ele fez por mim.

            Fui dormir determinado a me desculpar e acertar as coisas, mas ao acordar no dia seguinte, o verdadeiro Zayn despertou, e apenas vi Niall de longe, sem saber como me desculpar.

            Não mudamos de uma hora pra outra, afinal. Eu precisava dele para conseguir me aproximar, e com o coração que ele tinha, senti esperança de que em algum dia, eu conseguiria.

            Podia ter mudado minha rotina e ir para o quarto num horário que Niall já estivesse lá, mas velho hábitos nunca morrem, então preferi me esconder um pouco mais, ele me ajudou? Sim. Mas ainda sentia medo de mim, e não queria deixá-lo apavorado, eu iria voltar, mais lentamente, para que ele não me temesse nunca mais.

            Niall, contudo, ia contra tudo que era normal, um dia, quando já estava indo para meu carro, para dormir, o vi parado na chuva, segurando um guarda-chuva e um cobertor.

            Ele estava me esperando.

            E foi assim, naquela semana chuvosa. Eu não mais esquecia o guarda-chuva, mas deixava lá de propósito, apenas para vê-lo me esperando na mesma hora de sempre, com o cobertor na mão.

            Continha o máximo que podia, um sorriso, sempre que o via ali, queria poder sorrir abertamente para ele, mas meu subconsciente me obrigava a usar minha máscara de seriedade.

            Mas falava sempre a mesma coisa, quando recebia o cobertor dele.

            - Obrigado Niall.

            Essa frase, era minha maneira de dizer que estava arrependido, que tinha sido um idiota, mas que estava grato pelo que ele fazia por mim.

-x-x-x-

 

 


Notas Finais


Hoje teria encontro o encontro do Zayn e do Nath, mas não consigo me controlar e acabei escrevendo a versão do Zayn para tudo que aconteceu, da maneira mais resumida que consegui.



No próximo capitulo, ainda terá o final da versão dele dos fatos e finalmente o encontro.

Comentem*--*

Bye <3


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