História Rosas Para Catarina - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Dolchesky, Escrita Criativa, Nivel 2
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Palavras 983
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olá o/
A música de hoje foi escolhida pela bro @Inu-sama, e se chama "Red Like Roses pt II" e deixarei o link nas notas finais. ❤
Particularmente eu amo muito essa música, me deu um puta trabalho pra pensar em algo que me agradasse, mas no fim deu tudo certo!
Espero que gostem, e até *---*

Capítulo 1 - Único


Brasil, 1962

   Joseph olhou-se no espelho checando se estava tudo certo com sua aparência. Sem um fio do cabelo fora do lugar graças ao gel que havia passado, seu sorriso branquinho e brilhante. Gravata borboleta e o terno alinhado. Um verdadeiro janota¹. Toda a preocupação era necessária, afinal tudo tinha que estar perfeito para o grande pedido, incluindo ele.

    Iria pedir a mão da doce Catarina — sua namorada —, em noivado, e estava para lá de ansioso para saber qual seria a reação de sua amada. Sabia que não receberia um “não” como resposta, mas isso não o impedia de se sentir nervoso.

   Colocou a caixinha com o anel dentro do bolso de sua calça, olhou-se no espelho mais uma vez,respirou fundo e saiu de seu quarto, dando de cara com sua mãe na sala. Antes de sair de casa, se despediu dela, dando-lhe um beijo caloroso em sua bochecha. Esta pediu-lhe para que ele tomasse cuidado, é claro.

   As pessoas nas ruas estavam muito animadas após a segunda vitória do Brasil na Copa Mundial, no Chile, e de certa forma toda essa animação tornava-se um pouco perigosa. E tudo o que ela não queria era que o filho acabasse tendo o mesmo fim que seu pai, morto por míseras migalhas.

   Joseph entendeu, mesmo que não gostasse muito de quando ela tocava em tal assunto, e murmurou uma promessa de que iria se cuidar. Deu mais um beijo na bochecha da mais velha, pedindo-lhe sorte e assim partiu.

   Assim que botou os pés na rua, notou que a festança pela vizinhança ainda rolava. As bandeirinhas verdes e amarelas ainda estavam penduradas, balançando de maneira majestosa com o vento. Algumas crianças corriam pela rua com confeitos De todas as cores da bandeira do Brasil, alegres, sem se importar com alguns carros que passavam por ali.

  Joseph pensou em chamar a atenção delas, mas se calou ao notar que elas não dariam ouvidos, afinal, ele já foi uma criança. Saiu porta a fora, e cumprimentou um dos vizinhos, e em seguida escutou outro vizinho reclamando dos fogos de artifício espantando os pobrezinhos dos cachorros. Joseph geralmente não concordava com o mais velho, mas admitia que ele estava certo sobre aquilo.

   Dona Graça — uma das vizinhas —, saiu de dentro de sua casa com seus bobs de cabelo, sorridente em vê-lo.


  — Está tão lindo, Joseph! Irá ver Catarina? — A doce senhora perguntou. A mulher era muito amiga de sua sogra, fora através de uma das festas que ela havia dado juntando a vizinhança toda, que ele conhecera a mulher que queria ser casado por toda uma vida.


  — Sim, senhora! Estou galante? — Questionou, dando uma voltinha brincando.


   — Um verdadeiro príncipe! — A mulher exclamou. — Bom, eu não tenho nenhum bolinho para te oferecer hoje, mas o que acha de levar algumas flores? Tenho umas rosas vermelhas em meu jardim que eu aposto que Catarina iria amar! — D. Graça falou, chamando o rapaz para entrar.

   Ele iria acabar se atrasando, claro. Havia marcado de encontrar-se com a namorada em uma pracinha, porém sabia o quanto ela gostava de rosas, então achou que um minuto a mais ou a menos, se fosse para fazê-la feliz, não iria ter problemas.

   Então se abaixou-se diante ao belo jardim da vizinha, e tomou três rosas para si, ignorando a picada de alguns dos espinhos.


  — Sei que é pedir demais, mas senhora teria uma fita que me arranjasse? — Ele questionou, e D. Graça prontamente arranjou-lhe uma fita, logo o observando fazer um buquê improvisado enquanto pensava no quão o rapaz era um verdadeiro príncipe. — Pronto, Dona Graça, obrigada! — Ele agradeceu sorrindo.


  — Não tem de que, querido. Mande um beijo para Catarina. — Ela disse e ele assentiu, apressando-se para seguir seu caminho. Por suas contas já estava alguns minutos atrasados, e era imperdoável deixar um jovem donzela esperando.


   Próximo a praça, olhou para o seu próprio reflexo no espelho de um carro estacionado, na tentativa de checar mais uma vez se estava tudo “ok”, mas o espelho estava embaçado. Então ele voltou-se a fazer seu caminho, logo estranhando um aglomerado de pessoas em um só local da praça.

   Era cochicho de um lado e fuxico de outro. Algumas pessoas estavam expressões horrorizadas nos rostos, enquanto outras murmuravam “Tão jovem, meu Deus!” ou “Coitados dos pais!”, que deixou Joseph curioso, afinal, o que diabos havia acontecido para que o clima festivo que estava naquela cidade, ficasse tão tenso de maneira repentina?

  Procurou rapidamente Catarina pela multidão, porém não a encontrou, e aquilo de certo modo o preocupou, afinal, sua namorada nunca se atrasava.

   Por fim, começou a escutar um pranto feminino vindo de dentro da aglomeração de pessoas, e de certa forma conhecia muito bem aquela voz. Era a voz de Catarina, disso ele não tinha dúvidas. Enfiou-se entre a multidão, estranhando a falta de dificuldade em passar, e quando enfim conseguiu enxergar o que tanto espantava as pessoas, acabou se espantando também.


  Ali estava Catarina, linda como sempre, porém chorando e se lamentando sobre seu corpo. Seu corpo estirado sob o chão enquanto o uma poça de sangue — da mesma cor vermelha como das rosas no buquê em sua mão —, se formando em baixo de seu corpo.


   — Não pode ser… — Sussurrou para si mesmo. — N-Não pode… — Joseph choraria se pudesse, ainda mais quando Catarina murmurou aos soluços de que não teria mais seu príncipe para salvá-la.


   Queria gritar que estava ali, queria a abraçar e dizer que tudo ficaria bem, porém o vermelho das rosas que ele segurava, foi ficando cinza, até toda a cena, inclusive ele, desaparecer para sempre, restando apenas para Catarina o pesadelo, de ver seu amor sendo morto em um minuto por um ladrão que transformou aquele momento que deveria ser feliz, em uma lembrança infeliz e muito dolorosa.


Notas Finais


Janota¹: Palavra que aprendi no desafio "Words Challenge", e significa "Homem elegante.", achei que a palavra se encaixava muito bem para definir o Joseph no momento :')

Link da música: https://youtu.be/yz8lllwvVaU

Beijinhos 😘


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