História Rotinas de Inverno - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Monsta X
Personagens Min Hyuk, Won Ho
Tags Hohyuk, Hyukwon, Minwon, Monsta X, Wonho Minhyuk, Wonhyuk
Exibições 47
Palavras 1.624
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Lemon, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Demorei um pouco mas, enfim, voltei!!!
espero que gostem <33
boa leitura

Capítulo 6 - Sexto


Fanfic / Fanfiction Rotinas de Inverno - Capítulo 6 - Sexto

Passei bom tempo daquela noite fria ocupando meus pensamentos com Minhyuk e aquelas minhas bobagens. Curtos filmes passavam em minha cabeça me fazendo lembrar de cada poucos segundos que eu havia passado com ele. Ainda era pouquíssimo tempo desde que Minhyuk chegara mas o buraco da história é que ele não poderia ser normal.

Ele era cativante e incrível. Tinha certeza que todos o adoravam. Podia-se notar logo pelas crianças que sempre estavam o rodeando.
Eu certamente estava caindo no buraco da minha própria história. E esse buraco tinha nome e era nada mais, nada menos que Minhyuk.

Eu deveria ter o evitado nos dias seguintes após aquelas, nada normais, reações que meu corpo tivera após aquele abraço. Ele certamente era como uma daquelas drogas um tanto nocivas e fazia efeito especialmente em meu corpo e em minha mente. Mas acontece que ele também era como uma daquelas drogas viciantes e de rápido efeito. Eu já havia me viciado antes mesmo daquele sumiço durante aqueles dias. Talvez eu havia me tornado um dependente sem ao menos perceber.

Uma semana se passou. Minhyuk e eu já estávamos próximos o bastante para ele ir até minha casa exatamente todos os dias. Ir até aquela pracinha pela noite ja havia se tornado mais uma partezinha de minha rotina, assim como Minhyuk. Ouvir sua voz doce e levemente rouca, vez ou outra cantarolando mais uma daquelas incansáveis músicas, escutar altas risadas e simplesmente vê-lo sorrir já estava se tornando minha parte preferida dos passados dias.

Ele já não me atormentava as oito da manhã mais. Pelas manhãs eu o admirava, da janela, brincar por alguns minutos com as crianças que cumpriam horário ali na rua. Eu já não mais passava as tardes olhando para as paredes. Minhyuk sempre aparecia para me fazer companhia. E pelas noites, saiamos montados na velha bicicleta em direção a famosa pracinha. Eu já ate havia me acostumado com vários abraços de Minhyuk sem nenhum aviso prévio.

[...]

Enfim era domingo. As baixas temperaturas ainda reinavam em toda a cidade. Voltamos da pequena praça um pouco mais tarde do que costumávamos voltar. Deixei que Minhyuk ficasse em minha casa já que certamente todos de sua casa estariam dormindo. Ele já se sentia mais confortável em minha casa então não foi um problema. Achei melhor cozinhar algo, passei direto para a cozinha antes que o desânimo me alcançasse.

- Hyung... - tentou chamar minha atenção enquanto eu pegava tudo o que precisava para cozinhar algo decente. - ... quer ajuda?

- Não, não precisa querido. Obrigado. - o vi dar uma breve levantada de ombros e em seguida se sentar no balcão na intensão de ficar ali me fazendo companhia. Sorri de canto ao ve-lo balançar os pés por conta da altura. Como uma criança. - Hm, me diga que você gosta de ramem.

- Aah, eu o amo.

- Que ótimo. É a única coisa que sei fazer bem. - ri da minha própria derrota.

- Ah, Hyung, tenho certeza que vai ficar ótimo!

- Não vai demorar, prometo.

Enquanto eu fazia o que tinha que fazer, Minhyuk me observava dali do balcão. Vez ou outra se perdia distraído em suas próprias mãos. Os pés ainda inquietos, balançavam de um lado para o outro descompassados.

- Já estava me esquecendo... - disse quebrando o silêncio tomando de volta a atenção de Minhyuk para mim - ... amanhã eu volto ao trabalho.

- Hm, você precisa ir mesmo? - disse fazendo bico e se esforçando ao máximo para fazer cara triste.

Aquilo me fazia querer gritar até que os quatro cantos da terra pudesse escutar. Minhas pernas me guiaram até ele sem que eu pudesse perceber. Logo eu ja estava de frente para o mesmo e estendendo uma de minhas mãos até seu cabelo perfeitamente penteado. Senti meu coração partir em mil pedaços ao pensar que teria que deixa-lo pelas tardes. Não tinha dúvidas que iria sentir falta de tê-lo por perto até tarde. Saber que ficaria horas sem o ver era, no mínimo, um castigo.

- Eu preciso ir mesmo, querido. - passeei com os dedos em seu cabelo que ele estava jogado na testa contornando o penteado um pouco de lado que ele sempre usava.

- Hyung, por favor, não demore.

- Eu vou voltar antes que você perceba, Hyuk.

- Ainda vamos ver as luzes da praça, não vamos?

- Claro, eu vou chegar a tempo, prometo.

Aquela expressão triste saiu em segundos dando espaço para um enorme sorriso. Desci a mão até seu queixo e o levantei devagar. Voltei ao fogão pois ele não iria fazer todo o trabalho sozinho.

Não demorei a terminar. Comemos e em seguida colocamos em um canal infantil da televisão já que toda a programação ainda era horrível. Assistimos aquilo por horas que nem sei dizer ao exato. Eu estaria mentindo se dissesse que aquilo não nos fez dar umas boas risadas.

Vez ou outra me pegava perdido em meus pensamentos, os mesmos que me bagunçavam por inteiro pois já se encontravam tomados novamente por Minhyuk. Nossa proximidade certamente era a culpada disso tudo.
Passamos um bom tempo ali até que eu pudesse perceber uma terrivel dor, esta causada pelo mal jeito em que eu me encontrava por conta de Minhyuk que acabara adormecendo totalmente escorado em mim. Devo dizer que ele era mais pesado do que parecia ser.

-Minhyuk...- disse enquanto tentava me mexer. Apesar do incômodo, eu tinha o prazer de senti-lo respirar calmo. Fitei-o rapidamente por completo fazendo um pequeno pedido ao céus que não me deixassem esquecer daquela perfeita imagem de Minhyuk ali tão perto de mim, tão calmo quanto um anjo.
Eu poderia passar minha vida inteira ali o observando. Infelizmente, eu já não sentia mais meu braço por conta do peso.

Com todo cuidado do mundo, me movi um pouco para levanta-lo mas acabei o acordando.
Seus olhinhos se abriram devagar, um pouco desnorteados talvez.

- Você não deveria dormir aqui. Vá para meu quarto, será melhor.

- Hoseok, não se preocupe, aqui está bom. Não quero incomoda-lo.

- Não seja teimoso, Minhyuk. - levantei-me o obrigando levantar também.

Seguimos para meu quarto. Minhyuk ainda sonolento me seguia. Sentou-se em minha cama coçando os olhos que estavam um tanto inchados pelo sono. Joguei uma coberta por cima da cama e peguei alguns travesseiros melhores já que os meus eram horríveis e nada confortáveis - mas eu os amava então não os trocaria tão cedo. Ajeitei os travesseiros sobre a cama enquanto Minhyuk me olhava em silêncio. Pude perceber sua timidez ao ver que ele mal se mexia, até mesmo para respirar.

- Fique a vontade, se precisar, estou na sala. - não dei meio passo e logo senti Minhyuk me segurar por um dos pulsos.

- Hyung, por favor, fique. - senti meu coração bater a mais de mil por hora. Cheguei a pensar naquele momento que teria um ataque cardíaco ou coisa parecida.

Seus olhos imploravam para que eu ficasse. Olhei de relance para a cama em que ele ainda estava sentado e no mesmo instante fui borbardeado por turbilhão de pensamentos bagunçados. Voltei meus olhos a Minhyuk que ainda me olhava e segurava meu pulso. Respirei fundo.

- Anh, tudo bem, Hyuk.

Senti meu pulso sendo solto e pude ver um enorme sorriso grato se formar em seu rosto. Logo tratou de tirar o casaco que vestia, em seguida os sapatos. Não pude deixar de notar que ele usava meias um tanto infantis já que eram coloridas e tinham o rosto do homem de ferro estampado. Ele não parecia se importar. Colocou os sapatos juntinhos ao lado da cama e deixou o casaco por cima dos mesmos. Agarrou a coberta e enfim se deitou.

- Tenha uma boa noite, Hyung. - disse ja com os olhinhos fechados.

- Boa boite, Hyuk.

Peguei mais algumas cobertas para certificar-me de que não sentiriamos frio durante a noite. Joguei algumas por cima de Minhyuk e então me deitei ao seu lado.

Tentei manter uma distância adequada entre nós dois deitando-me a poucos milímetros de cair da cama. Um tanto idiota minha ideia já que aquilo era quase que humanamente impossível. Me virei para o lado de Minhyuk e cheguei um pouco mais perto.
Meus olhos logo se fixaram naqueles curtos fios de cabelo que se estendiam pelo travesseiro. Entrei quase em luta corporal contra minha própria mão para que a mesma não de jogasse naqueles fios que a chamavam para acaricia-los.

Nossa proximidade, mais uma vez, me permitia sentir seu calor. Ele certamente já estava dormindo novamente e eu, certamente, não iria conseguir pregar os olhos. Não com Minhyuk ali ao meu lado.
Comecei a achar que deixa-lo ficar em minha casa não teria sido uma ideia tão boa assim. Mais uma daquelas minhas proezas impensadas. Eu claramente não reagia muito bem quando Minhyuk estava por perto. Talvez por que ele sempre invadisse meus pensamentos antes mesmo que eu pudesse perceber.

Ele dormia tranquilamente, quase que imóvel, o que me deixava um bocado preocupado. Se aquele garoto morresse eu é que seria o suspeito. Felizmente, vez ou outra, ele se movia dando algum sinal de vida, me deixando mais aliviado.
Dos momentos mais agitados e extravagantes de Minhyuk, até os mais calmos e quietos, ele era encantador em todos. Tinha seu certo jeito único e perfeito.

Era de sua rotina ser assim, como aquelas intensas e radiantes manhãs frias que eu amava. Não tinha erros, não tinha momentos ruins. Ele certamente tinha algum tipo de força maior para conseguir me prender totalmente a ele assim. Passei a me achar um louco que precisava de sérios tratamentos. Talvez fosse loucura aqueles meus pensamentos de como ficávamos bem juntos. Talvez Minhyuk fosse loucura.



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