História Rouge Ligne - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), IU
Personagens Jackson, JB, J-hope, Jimin, Jin, Jinyoung, Jungkook, Lee Ji-eun "IU", Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V, Youngjae
Tags Jungkook, Traição
Visualizações 15
Palavras 3.831
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Eu não tenho muito o que falar, mas tenho que agradecer a todos os favoritos nenens, mais um capítulo prontinho para vocês! Beijinhos e boa leitura gatinhas!

Capítulo 4 - The End.


Lee Ji-Eun —— Point Of View

Minha mão estava entrelaçada na de JungKook enquanto andávamos pelo corredor do hotel até chegarmos em nosso quarto. O moreno fechou a porta lentamente enquanto eu retirava os saltos altos dos meus pés, o chão me pareceu macio e eu amei a sensação. Suspirei lembrando que havia deixado meu celular na calça de TaeHyung, JungKook tirou seu casaco e sua camisa, peguei-me a olhar aquele corpo que eu amava. Balancei a cabeça negativamente e fiz um coque em meus cabelos. 

— Está com fome? — Perguntou e eu o olhei, assenti. — Vou pedir algo para comermos. 

— Eu irei tomar um banho enquanto isso... — Falei e ele assentiu com a cabeça.

O mesmo pegou o telefone enquanto eu me dirigia ao banheiro. Fechei a porta e me olhei no espelho, horrível, era a minha definição no momento. Ri sozinha da minha aparência e me despi, abri o registo do chuveiro e deixei com que a água caísse sobre meu corpo. Relaxei meus ombros enquanto me segurava para não chorar, eu não queria chorar. Maldição! Por que eu aceitei ir nessa droga de corrida? Eu sabia que meu pressentimento ruim não era algo para se ignorar. 

Acho incrível a capacidade de qualquer coisa nos atrair um para o outro de volta, de qualquer maneira sempre iriamos voltar, pode não ser por um relacionamento, mas sempre estaríamos juntos, querendo ou não. É como um ímã pronto para ser acionado quando pensamos muito um no outro. Tomei apenas um banho rápido para me limpar, nada muito especial. Enrolei uma toalha em volta do meu corpo e vesti minha calcinha, peguei meu vestido e o deixei dobrado em cima da poltrona. 

Jeon que estava deitado na cama só de bóxer me fitou, peguei sua camiseta e tirei a toalha do meu redor, não havia razões para esconde o meu corpo, ele já o conhecia de cor, até as minhas pintinhas mais escondidas ele sabia e também tinha a quantidade delas em mente. Soltei meus cabelos e ele se levantou, passou o olhar por mim e foi ao banheiro, ouvi o barulho do chuveiro e ri, esse garoto nunca muda. Não fechei a porta, Jeon tem de aprender sozinho a tomar banho com a porta fechada. 

Deitei-me na cama enquanto ligava a televisão, não passava nada de interessante a essa hora, só canais adultos. Bufei deixando em um canal de filmes qualquer, o que será que JungKook havia pedido para nos comermos? Minha barriga roncou e eu me deitei de bruços, fechei meus olhos aproveitando o ar geladinho que o ar-condicionado proporcionava. Como será que TaeHyung deve estar, será que está bem? Eu me surpreendi quando não o vi, talvez tenha saído bem rápido para a polícia não levá-lo e deixou com que Jeon me levasse. 

Mas como poderia ele confiar no JungKook? Está bem, já foram melhores amigos, mas depois de tudo, ele ainda confiava nele? Isso era muito estranho... Quando a campainha tocou eu me levantei rapidamente indo atender, a mulher entrou no quarto com aquele carrinho cheio de porções, minha barriga roncou. 

— Quem é, Eun?

JungKook apareceu na sala com apenas uma toalha amarrada na cintura — que por sinal estava muito baixa — e secando os cabelos com uma outra, a mulher com cerca de trinta e pouco anos o olhou da cabeça aos pés e mordeu o lábio. O moreno não se importou, abriu uma das porções e roubou uma batata frita, a mulher continuou a colocar tudo na mesa, porem de forma lenta, era só o que me faltava! 

— Seja rápida por favor e pare de dar em cima do meu namorado. A senhora já é velha para ele. — A mulher me fez uma cara impagável e saiu do quarto rapidamente, Jeon arqueou uma sobrancelha enquanto olhava para bunda dela. 

— Ela é uma coroa gostosinha. — Falou enquanto mordia um enorme hambúrguer. 

— Vá se foder. — Falei tomando um gole de suco. O moreno sorriu ladino. 

— Você sabe muito bem quem eu quero foder. — Eu senti minha intimidade fisgar com esse comentário. Era difícil aguentar-ms perto dele. 

— Então vá foder com ela. 

— Eu quero foder você. Eu quero te jogar naquela cama e acabar contigo inteirinha. — Ele se mantinha sentado de forma jogada na cadeira enquanto me olhava com a sobrancelha arqueada. 

— Pare de me falar essas coisas, toma vergonha na cara. — Eu falei enquanto me controlava para não me render. Mas estava sendo quase impossível, meu corpo estava quase entrando em combustão. 

— Como é que em um mês você conseguiu ficar com a língua tão afiada para mim? Eu deveria te punir por isso. — E como eu queria que ele o fizesse, me colocasse em seu colo como uma boa garotinha e me fizesse contar todos os tapas que me dava. 

— Eu não sou a sua cadela, JungKook. — Falei suspirando e ele me fitou. 

— Você é a minha garotinha. — Jeon me encarava com emoção. 

Eu sentia a parede que eu havia construído entre nós desabar aos poucos, ele não tinha o direito de me deixar assim! Não tinha o direito de me fazer isso! Mas mesmo sabendo que suas palavras era a mais pura verdade. 

Eu era sua garotinha, e no final sempre acabava voltando para o seus braços. Quando Jeon percebeu que eu iria chorar, levantou-se calmamente e sentou-se no meu lugar, em seguida me pôs de frente para si no colo. 

Suas mãos faziam um bom carinho na minhas costas, afagava meus cabelos com cuidado enquanto eu vinha a chorar baixinho, eu o amava tanto, tanto, tanto... Por que não podíamos ser um simples casal? Meus pais o aceitar, ele entrar em um trabalho descente, alugarmos uma casa por um tempo e depois fazermos nossa família. Mas não, éramos o casal mais complicado da face da Terra. 

— Por que me deixou, Ji-Eun? Por que me provocou daquela forma com TaeHyung? Você não sabe o quanto eu quis matar o meu melhor amigo por ter encostado na minha garotinha. — Ele falava de forma calma, porem aquelas palavras pesavam em mim, me fazia sentir culpada. E isso me deixa louca! 

— Você me traia, Jeon... Você me machucou muito! Você não faz ideia de quantas noites eu passava chorando e orando para que Deus o deixasse seguro, para que não tivesse uma overdose, ou que não batesse com o carro, eu me preocupava com você, por que você é meu tudo. Mas você entrou nosso relacionamento no meio das pernas de uma vadia qualquer. Aliás, de várias. — Falei e comecei a o socar. 

JungKook parecia não sentir nada, era como se eu não estivesse o batendo e isso me deu mais raiva. Distribui q mais socos pelo seu peito e fez efeito, o homem me segurou pelos pulsos e eu ofeguei. Eu estava morrendo de raiva, se pudesse o matava agora mesmo. O mais velho deixou nossos rostos terrivelmente próximos. 

— Eu te peço perdão... Sei que errei, mas eu estava me sentindo estranho. Você sabe como eu era antes de te conhecer e as coisas acabaram acontecendo rápido demais, eu me sentia sufocado. E eu te admiro por ser essa garota maravilhosa que és, me aguentando durante todo esse tempo com a esperança de que eu voltaria para si. Elas não chegam ao seus pés, Lee Ji-Eun, eu te amo. 

Sem pensar duas vezes, Jeon me puxou para um beijo doce e cheio de saudades. Arfei sentindo falta daquilo, agarrei seus cabelos com necessidade, estávamos praticamente tentando nos fundir em um beijo, ali havia paixão, necessidade, perdão, todos os nossos sentimentos que não poderiam ser ditos ou explicados com palavras. 

Mordi de leve seu lábio inferior e nos separamos ofegantes. 

— Esse é o fim, JungKook. Eu aceito suas desculpas, te perdôo. Mas eu não posso continuar com isso, eu te amo, amo muito, mas eu preciso mais a mim mesma. — Falei tentando me levantar, porém ele me segurou com força. — Deixe-me Jeon... 

— Fique comigo por hoje... Seja minha uma última vez. — O moreno falou manhoso enquanto esfregava seu rosto em meu pescoço. 

— Não podemos, JungKook. 

— Por favor, uma única última vez. Depois, eu sumo da sua vida completamente. — JungKook abaixou meu olhar para si e eu não consegui lhe dizer não, apenas assenti com a cabeça e ele me beijou. 

Com suas grandes mãos pegou-me no colo e me deitou na cama com cuidado, assim como na nossa primeira vez... O maior arrancou-me a sua camiseta e a calcinha de uma vez, Jeon olhava o meu corpo como se fotografasse cada detalhe em sua mente. Beijou os meus pés e subiu pela panturrilha, pelas minhas coxas e virilha, meu corpo estremecia a cada selar do mesmo, seus cabelos estavam entre os meus dedos, segurou a minha coxa com força e beijou-me a barriga, arqueei as costas enquanto o sentia me fazer ter sensações maravilhosas. 

Jeon me olhou fixamente e eu acariciei seu rosto, o mesmo fechou os olhos enquanto recebia o meu carinho. De forma lenta ele abriu as minhas pernas e tirou a toalha ao redor de si, jogou-a para qualquer canto e beijou-me. Havia tanta paixão ali, era amor, puro amor. Um amor que se deslaçava aos poucos, até se romper totalmente. Seus beijos voltaram a descer pelo meu corpo até chegar em minha intimidade. 

— Eu nunca vou me cansar do teu cheirinho de baunilha. — Falou com a voz carregada de tristeza. 

JungKook beijou o interior da minha coxa, minha virilha e finalmente a minha intimidade. Seus beijos e carícias no local me deixavam sensível, ele conhecia meu corpo de cor, como um criador que conhecia todos os botões de sua máquina. Sua língua fazia movimentos circulares em meu clitoris de forma lenta e torturante, agarrei seus cabelos arqueando minhas costas enquanto me sentia tremer de tamanha excitação. Suas mãos seguraram minhas coxas com força e as abriu mais ainda se possível.

Vê-lo daquela forma, me chupando e me encarando era ridiculamente sexy, eu me sentia molhar com isso. Sabia que ele fazia isso para poder ver cada expressão de prazer que eu faria, me apoieiei nos cotovelos enquanto levava uma de minhas mãos para o seu cabelos, um único selar foi o bastante para me fazer gozar em sua boca. Joguei meu corpo na cama, e o olhei. 

JungKook ficou de joelhos e eu me pus de quatro a sua frente, o encarei e pus meus cabelos para o lado, o peguei pela base distribuindo leves beijinhos, o mesmo acariciava meus cabelos com cuidado. O olhei inocente enquanto chupava sua cabeça bem vermelhinha, o mesmo não desviou um segundo. Comecei a fazer movimentos de vai e vem com a minha mão em seu membro com a minha boca acompanhando, o mais velho gemia rouco e arrastado, isso é como música para os meus ouvidos.

Eu amava fazer boquete nele, não me importava de parecer uma vadia, da mesma forma que ele conhecia meu corpo, eu também conhecia o dele. Sabia seus pontos fracos, e jogava sujo com isso, retirei minha mão do local e apoiei em sua cintura, deixei com que JungKook penetrasse a minha boca sozinho, como sempre gostou. O moreno agarrou os meus cabelos e começou a mover seu quadril contra minha boca, eu o olhava enquanto arranhava seu abdômen bem definido. 

Deixei com que ele gozasse em minha boca, e assim fez. Tão docinho... Mordi o meu lábio e o beijei, JungKook me segurou pelos quadris com força e me deitou, enlacei minhas pernas em sua cintura e o moreno esfregou nossas intimidades, gemi arranhando sua nuca, era muita excitação. Mordi meu lábio quando ele foi me penteando lentamente, tão bom... Agarrei seus cabelos e arranhei suas costas, JungKook movia-se lentamente dentro de mim e apesar de ser torturante, era delicioso. Estávamos fazendo amor. 

Eu tinha a melhor visão do mundo em minha frente. Seus cabelos pouco molhados pelo suor, seu corpo grudado ao meu, seus olhos fechados, a sobrancelha estava franzida, sua pele branquinha tinha um tom rubro e seus lábios estavam entre abertos para gemer. Era incrível como até nisso combinávamos, nossos gemidos se completavam e ecoavam pelo quarto inteiro, talvez os nossos vizinhos de quarto logo saberiam quem era Jeon JungKook. Quando o moreno me estocou profundamente atingindo o meu ponto sensível eu arqueei as minhas costas enquanto me contorcia prazerosamente, JungKook entrelaçou nossas mãos e beijou meu seio. 

— Por favor, nunca esqueça o quanto eu te amo. — Falou ofegante.

— Jamais. Eu te amo, Jeon. Como ninguém irá amar. 

— Idem, Eun. Eu sinto muito por não ter sido o homem que você esperava.

— Você foi melhor do que eu esperava. Mesmo sendo errado dessa forma, eu te amo. Você é o amor da minha vida cara. — Sorri e ele parou com os movimentos e me fitou, mordeu seus lábios e olhou cada detalhe do meu rosto. 

— Eu quero gravar cada milímetro de ti na minha mente. Não quero esquecer-te. Mesmo que isso nunca seja possível. — Ele sorri — Você é a minha garotinha e sempre será. És minha e de mais ninguém. 

— Sou somente sua. — Falei invertendo as posições. 

— Nós devemos ser o único casal que conversa durante o sexo. — Ele falou enquanto eu rebolava em seu colo. 

— Isso é bom. Por que além de amantes, somos parceiros e amigos. Agora shh. 

Calei sua boca com um beijo e ele apertou a minha bunda. JungKook passou a me penetrar com força e bem fundo, eu o sentia no meu ponto principal e voltar diversas vezes. Arranhei seu abdômen e o mesmo gemeu em aprovação. O único barulho no quarto era de nossos corpos se chocando e nossos gemidos, Deus! Como é bom tê-lo dentro de mim. Eu me surpreendia toda vez com a força de Jeon, mesmo sabendo que era muita, o poder que o mesmo tinha em seus quadris. 

— Aahh... Mais rápido. — Gemi manhosa e assim ele fez, segurou minha cintura e começou a me penetrar com rapidez, meus gemidos se tornaram mais altos e eu me contorci. 

JungKook havia me feito gozar novamente. Continuei o cavalgando e logo senti um jato de gozo dentro de mim com força. Fiquei sentada com ele dentro de mim por um tempo e passei a mão nos meus cabelos, Jeon mantinha seus olhos fechados e ofegava assim como eu. Quando suas mãos voltaram para minha cintura e me levantou, mais uma vez eu sentei, porém com mais força. O maior soltou um gemido alto. 

— Puta que pariu, Ji-Eun. 

Me levantei ficando em pé com uma perna em cada lado de si, JungKook olhou minha intimidade e passou a língua pelos lábios, ri com isso e sai da cama, no mesmo momento eu fui de cara com o chão. Rapidamente ele me ajudona levantar aos risos, eu não sei o que havia de tão engraçado em me ver cair, minhas pernas estavam bambas e trêmulas, merda! Jeon me colocou sentada na cama e voltou a rir enquanto afundava sua cara no travesseiro.

Bati em seu peito com certa força e isso só o fez rir mais, apesar de estar indignada eu o olhava com um sorriso bobo na cara, como alguém podia ter um sorriso e uma gargalhada tão gostosa? Como alguém poderia ser tão belo? Eu jamais me cansaria de dizer que JungKook era como um deus. Eu gravei aquele momento em minha cabeça, seu enorme e quadrado sorrindo enquanto seus olhinhos sumiam, o timbre rouco da sua voz ao gargalhar. 

Após algum tempo ele parou e me fitou. Acho que percebeu o meu enorme sorriso de idiota e me puxou para si, o mesmo me abraçava e me cheirava, isso arrancou-me risadas, eu sentia tanta cócegas ali. Dei um grito fino e bati em seu ombro quando o mesmo me deu um chupão com força. Eu o amava, sem sombra de dúvidas, e não amaria ninguém mais. Bati nele e me sentei na cama, o mesmo sorriu e se levantou, foi até o banheiro e voltou com sua bóxer no corpo, me entregou a calcinha e eu estendi meus braços para o mesmo me ajudar a vestir. Jeon revirou os olhos sorrindo. 

O mesmo passou também o vestido pelo meu corpo e eu sorri. Caminhei com cuidado até a sacada e percebi que já estava amanhecendo, respirei o ar fresco que Seul proporcionava, era tão bom... Seul era uma cidade linda, vista do centro então, maravilhosa, eu amava aqui e jamais poderia deixar. Sempre quis viajar para a Itália, Amsterdam e Brasil. São os três lugares que eu mais tenho vontade de conhecer, para mim, são bem interessantes. Mas logo eu, tão pequena para esse mundo tão grande. 

Senti braços ao meu redor e eu sorri, Jeon depositou um beijo em meu ombro nu e ficamos encarando o sol nascer. Tão bonito, tão livre... Uma das estrelas mais importantes que existe. Apesar de eu não gostar muito do sol, preferir a lua, ainda sim era lindo. Acho que eu e Jeon nos aplicamos na famosa frase que dizem sobre a lua e o somar se amarem. Acho que somos como fogo e água, somos como vento e o mar. Enquanto eu queimo, ele congela. 

— Esse é mesmo o nosso fim? — O ouvi se prenunciar e eu suspirei fechando os olhos. — Temos mesmo que acabar? Tivemos uma noite tão maravilhosa, Ji-Eun... Não precisamos fazer isso. 

— Sim, JungKook. Nos precisamos fazer isso. — Virei-me para si — Mesmo que você fale-me todas essas coisas lindas, que nos amamos e entre outras coisas, você não vai mudar. Eu te conheço como a palma da minha mão, não adianta me fazer mil e uma promessas de que irá mudar por que não vai. Não me prometer coisas que não pode cumprir. Nós nos amamos muito, e sim, foi a noite mais incrível que tivemos. Mas acabou, adiamos muito isso. Eu fui inteira e só para você, silenciei meus olhos por você e me precipitei. Agora eu quero ir pra me reconhecer de volta. Por favor, não torne as coisas mais difíceis do que já estão, siga com a sua vida e eu sigo com a minha. — Desabafei e vê-lo chorar era desgastante para mim. Me fazia querer o abraçar e retirar todas as minhas palavras, mas eu não podia. Eu não iria voltar a trás. — Eu quero me refazer longe de você. 

Ele me apertou forte em seus braços e eu suspirei, Jeon chorava baixinho e aquilo estava me quebrando. Pedacinho por pedacinho em mim, como se quebrassem o mesmo vidro mais de uma vez. Acariciei seus cabelos e levantei sua cabeça, seus olhos estavam vermelhos e lágrimas rolavam pela sua face. Passei meu polegar por elas e o beijei, um beijo calmo e apaixonado, suas mãos continuaram em minha cintura enquanto eu fazia um carinho em seu rosto e cabelos. Nos separamos ofegantes e ele permaneceu com nossas testas coladas. 

— Eu preciso ir embora... — Falei baixinho e ele mordeu o lábio. 

— Eu te levarei..

Assenti com a cabeça e nos separamos. JungKook me deu seu casaco e eu joguei por cima dos ombros, calcei meus saltos e olhei para toda aquela comida que havíamos deixado para trás, me deu pena, mas sobraria para os moradores de rua pelo menos e estava tapado. Tínhamos nossas mãos entrelaçadas enquanto ele pagava as despesas que havíamos tido, seguimos para o estacionamento e entramos naquele belíssimo carro.

Apoiei minha mão na coxa de Jeon como de costume, o mesmo ficou com as suas no volante e câmbio, seu maxilar estava travado e as sobrancelhas franzidas, porra que homem sexy. Eu adorava vê-lo dirigir, ficava tão bonito. Parecei a imagina-lo como um empresário, mas ao pensar nisso, apenas aparecia ele em forma de Christian Grey. Ri do meu próprio pensamento e ele me encarou de canto, me segurei. 

— Aonde vai ficar? — Perguntou com a voz carregada de frieza. 

— No TaeHyung. — O maior arqueou uma sobrancelha e empurrou o câmbio com força para frente enquanto pisava fundo e desviava seu olhar para janela. Isso havia o irritado. 

— Estão juntos? 

— Não. TaeHyung é um bom amigo. — Falei suspirando. 

— Bom amigo. Se ele fosse um bom amigo, não tentaria foder a minha garota. TaeHyung sempre foi afim de você, Ji-Eun, não se faça de tola. Só espero que não tenha passado de beijos, ou não me deixe descobrir. — Sua voz soou ríspida, JungKook correu entre os carros em alta velocidade. 

— Você não tem mais nada haver a minha vida JungKook. E o que fará? Não podes fazer nada com ele. — Bufei e ele me olhou sério 

— Eu mato ele. — Meu corpo estremeceu, tirei minha mão de si e me abracei — Você sabe que eu o faço. Eu mato quem quer que seja se encostar em ti. — Falou e eu suspirei, sabia muito bem que ele o faria. 

Não seria o primeiro aviso que ele me dava e seria só mais um cara para a lista de homens que JungKook já matou por minha causa. Já haviam sido três, um por que tentou me estuprar, um babaca em uma boate que havia me drogado, e um conhecido que eu quase, quase fui para cama enquanto estávamos separados. Respirei fundo. 

— Você é louco! 

— Sou. Sou louco, e não me provoque Lee Ji-Eun, você sabe que eu morro e vou até o inferno por ti. Você até pode se separar de mim, podemos terminar, não nos ver nunca mais, mas eu sempre estarei de olho em ti. Não me deixe descobrir que TaeHyung te tocou, se não a culpa da morte dele, está em suas mãos. — Dito isso o mesmo estacionou e eu mal percebi que havíamos já chegado na casa. 

— Você não tem o dinheiro de me ameaçar seu babaca! Ridículo! Você não é ninguém para fazer isso! — Lhe dei um tapa estalado na cara. — O corpo é meu e eu faço o que quiser com ele. Você não fará nada com, TaeHyung!

— Paga para ver então, Lee Ji-Eun, paga para ver. — O olhei com desgosto e desci do carro batendo a porta com força. O olhei uma última vez e senti meu coração pesar. E então ele saiu em uma velocidade absurda. 

— Eu te amo. 

Sussurrei para mim mesma e suspirei, presumi que TaeHyung não havia trancado a porta para quando eu chegasse e estava certa, retirei meus saltos e fechei a porta com cuidado, tranquei-a com a chave que havia ali e na ponta do pé subi as escadas com cuidado, as lembranças de horas atrás se repassavam na minha cabeça como um filme e eu sorria como uma idiota apaixona, e é isso o que eu sou. 

Abri a porta com cuidado e vi TaeHyung deitado de bruços, o lençol cobria parcialmente seu corpo coberto só por uma bóxer branca e eu ri, mas no mesmo momento as ameaças de JungKook vieram à tona. Engoli a seco e deixei meu sapato de lado, fui direto para o banheiro e fechei a porta com cuidado, me olhei no espelho, acabada, totalmente acabada era como eu me encontrava. Retirei aquela peça vermelha de veludo do meu corpo e vi as marcas dessa madrugada, sorri com tristeza. É o fim.


Notas Finais


E aí? Gostaram? Comentem, por favor, é bem importante!
Votem e divulguem também, não se esqueçam! All the love!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...