História Royals - Second Season - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Barbara Palvin, Cara Delevingne, Justin Bieber
Tags Criminal, Justin Bieber, Máfia
Exibições 344
Palavras 1.872
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


NÃO ME MATEM COM ESSE CAPÍTULO, AMO VOCÊS!!!

Capítulo 10 - Desmoronando


Passei a mão por meu vestido, o alisando. Meu reflexo estava impecável no espelho e meu corpo ficava maravilhoso naquela peça. Ele era azul, realçando meus olhos. A renda do mesmo cobria toda parte das costas e ele ia até meus pés, com uma fenda, deixando minha perna torneada a mostra. O decote convidativo lhe dava um ar mais sexy. 

Meus cabelos estavam volumosos e soltos, com leves cachos. Em meu pescoço, havia uma jóia prateada e reluzente. Quando minhas unhas vermelhas tocaram na máscara a minha frente, as meninas entravam no quarto, também impecáveis. 

— Você está linda! — Megan elogiou-me. 

— Chris e Khalil terão um treco quando verem vocês. — Eu disse, as analisando. 

— Eu espero que ele tenha um treco é na cama. — Disse Hesther, nos fazendo rir. 

Suas máscaras eram amarradas. A de Megan era azul, com detalhes em prata. Hesther estava com uma preta, e eu optei por uma prateada. 

— Vamos, pelo menos uma vez na vida não chegaremos atrasadas. — As apressei. 

Entramos cada uma em seu devido carro. No caminho fiquei refletindo sobre tudo; minha vida atual, meus filhos, Justin, Katherine, e todo o resto do pacote. 

Nesses anos longe, eu aprendi muita coisa. Aprendi como segurar armas, lutar, ser fria nas horas que necessitam. A máfia nunca foi um sonho, mas acabou entrando na minha vida de uma forma avassaladora. Eu gosto da minha atual situação, tirando a parte de meu relacionamento — que não é mais um relacionamento — mal resolvido. 

O baralho do meu celular me fez despertar. "Mãe" apareceu na tela, e eu atendi, sem tirar a atenção da direção. 

Melissa, não saia de casa, por favor. — Sua voz era desesperada, o que me fez estranhar. 

— Estou a caminho do baile do Justin, qual o problema? — Perguntei. 

Só, pelo amor de Deus, dê meia volta! 

— Não sem uma justificativa. O que está acontecendo? Estou começando a ficar preocupada. 

Eu estou chegando hoje de viagem, gostaria de passar um tempo com as minhas filhas. — Ela tentou acalmar sua voz, com a intenção de transmitir naturalidade, o que não deu certo. 

— Mãe, por favor, me diga o que está rolando! Eu sei que não é só isso. — Implorei.

Melissa Carter, eu estou ordenando que você volte para casa! — Ela esbravejou. Bufei. 

— Tudo bem. — De dou por vencida, afinal, depois quem apanha sou eu. 

Quando estava contornando para voltar para casa, meu celular tocou novamente, fazendo-me revirar os olhos. 

— Mãe, eu já estou indo...

Aqui não é sua mãe, querida. — Uma voz masculina preencheu o carro. Franzi o cenho, vendo que o número era restrito. 

— Quem é? — Perguntei. 

Fico extremamente magoado por saber que você se recorda da minha voz. 

— Fala logo, caralho. — Digo impaciente. 

Perro. — Apertei o volante com força, vendo que não iria saber coisa boa desta ligação. — Estou com suas amiguinhas. Sair sem seguranças é uma tremenda burrice! 

— Que porra você quer? — Gritei, já irritada. 

Só que retorne para o baile. Elas estarão lá. Caso não apareça por aqui me 10 minutos, já sabe. 

— Filho de uma cadela mexicana! — Xinguei, voltando ao meu destino anterior. 

Ótimo! Eu estava sendo vigiada, Megan e Hesther foram pegas, eu não fazia a mínima ideia do que minha mãe queria e nem do por quê o maldito do Perro fazia tanta questão da minha presença neste baile. 

Estacionei próximo a mansão de Bieber, saindo com pressa. Chequei se minha arma estava comigo e, vendo que sim, entreguei meu convite aos seguranças, entrando na residência e começando a olhar para todos os lados, procurando alguma pista ou algo suspeito. Esta noite será mais misteriosa do que eu imaginava. 

P.O.V Justin Bieber. 

O baile já havia começado faz um tempo. Perro tinha chegado, mas foi embora, o que me deixou apreensivo sobre as drogas que serão transferidas. 

— Chris acabou de ligar, ele disse que quase toda droga já foi para o novo galpão. — Avisou Chaz. Ryan e Chris ficaram encarregados disto, pois se eu fosse, ficaria muito suspeito. Assenti, agradecendo mentalmente.  

Melissa entrou, ela estava maravilhosa, como sempre. Mas parecia estar procurando por algo e bastante nervosa. Fiquei preocupado, então me aproximei. 

— Está tudo bem? — Ela se assustou com minha presença inesperada. 

— Onde está Perro? Ele já chegou? — Perguntou, afobada. 

— Sim, mas saiu faz um tempo. Por que? — Franzi o cenho. 

— Ele está com Megan e Hesther. Eu estava voltando para casa, por causa da minha mãe, e ele me ligou, ordenando que eu voltasse. — Bufou. 

— Vou pedir para os meus seguranças revistarem tudo. Calma, ele não deve ter feito nada com elas. — Ela assentiu, ainda desnorteada.  

Fui até o jardim, vendo Kevin dando ordens aos demais seguranças. 

— Quero que revistem tudo. Cada canto desde residência e nos arredores. Se acharem Perro, o tragam a mim, e aumentem a segurança da festa também. 

— Ok, Sr. Justin. 

Minha cabeça começou a martelar em diversas teorias do que ele possivelmente planejava. Eu não deixaria tocar em um fio de cabelo de Melissa, e isso era uma promessa. 

P.O.V Victoria Cárter. 

Horas Antes. 

Quando pousei em Los Angeles, o calor me atingiu, fazendo-me lembrar do porquê Melissa amava tanto esta cidade. Diferente de Katherine, que detestava. 

Melissa tem muitas coincidências com ela, e isso me assusta profundamente. Mesmo que minha filha nunca perceba, era algo que me incomodava. 

Meu celular tocou e eu peguei o peguei, saindo do aeroporto. 

— Victoria Carter, há quanto tempo. 

Aquela voz me fez congelar e parar no lugar onde eu estava estava. Faziam anos que eu não a escutava, e eu preferia que continuasse assim. 

— O que você quer? — Perguntei entredentes.

— Não é nada educado atender velhos amigos desta forma. — Ele disse, transbordando ironia. 

— Vai direto ao ponto, antes que eu desligue na sua cara. 

— Tudo bem. — Suspirou falsamente. — Digamos que suas filhinhas saberão da verdade mais rápido do que você imagina. 

— Eu juro por Deus que se elas souberem eu vou te caço até no inferno e te mato da pior maneira possível, Perro. Você sabe que eu estou falando sério. Seu sangue vai jorrar em minhas mãos. — Falo com ódio transbordando por minhas palavras. 

— Não seja tão agressiva, Vic. — Ironizou. — Isto era só um aviso, não liguei para estender papo. Aproveite enquanto elas te idealizam como uma ótima mãe, porque isso logo passará. 

Ele desligou. Comecei a me desesperar, correndo até o carro. O ódio e a raiva pulsava dentro de mim. Ele iria me pagar. Muito coisa estava em jogo com isso. 

Sai em alta velocidade, querendo chegar o mais rápido possível em casa. 

Melissa ainda não havia chegado em casa e minhas chamadas eram ignoradas. Comecei a ficar mais nervosa do que já estava. E, quando se passaram mais de 10 minutos, fui até o maldito baile, sem me importar se estava vestida apropriadamente. 

P.O.V Melissa. 

— Você nem imagina o que ele quer? — Perguntou Katherine. 

— Não. — Digo, observando todos com roupas de gala e sentando em suas mesas, conversando animadamente. Essa era a noite na qual eu idealizava, mas era óbvio que não iria se concretizar, afinal, eu não tenho um segundo de paz. — Não sei se quero descobrir ou não. 

— Parece que aquela bosta mexicana não está para brincadeira. — Disse Caitlin, nos fazendo rir e concordar. 

— Eu só espero que Hesther e Megan estejam bem, porque se não eu acabo com a raça dele. — Eu disse, apertando os punhos. 

— Olha quem está vindo. — Katherine apontou e eu segui seu olhar, vendo Lola se aproximando de nós. Ótimo! Era isso que me faltava. 

— Eu juro que se essa mulher me encher o saco, eu faço ela engolir aquela máscara. — Elas riram, não tirando o olhar da mesma.

— Melissa, que ótimo te ver por aqui! — Quase vomitei em cima dela, com tanta falsidade. A surra que eu dei nela não era tão perceptível mais, e isso me deixava levemente triste. — Sabe onde está Justin? 

— Por que eu saberia? Deve estar fodendo com alguma em algum quarto. — Digo com naturalidade. Seus olhos pegam fogo. Eu sabia que ele não estava fazendo isso, mas alfinetar era ótimo.

— Obrigada. — Disse entredentes e saiu batendo pé. 

— Você não presta! — Disse Caitlin, gargalhando. 

— Não sei porque elas ainda confiam no Bieber. — Disse Katherine, balançando a cabeça em descrença. 

— Não sei nem o porquê de eu ter confiado. — Dei de ombros. 

Ficamos conversando e rindo dos vestidos feios dos outros. Fiquei esperando uma ligação, ou alguma cosia de Perro, mas ele não apareceu, o que só aumentou minha preocupação. 

— Com licença, será que esta bela senhorita pode me conceder uma dança? — Virei-me, vendo um rosto familiar. Ele sorria, o que me faz sorrir também. 

— Jordan? Meu Deus! Que coincidência. — O abracei. Eu lembro perfeitamente do dia que sai chorando da festa do Bieber e ele praticamente me atropelou, aí depois fomos comer no McDonald's e logo Justin apareceu lá, batendo no mesmo. 

— Ainda correndo pelas ruas? — Perguntou com divertimento. Ri, negando. 

— Já passei desta fase. — Rimos. Ele me deu a mão e eu a peguei, indo até a pista. 

A música era lenta e logo vários casais preencheram a pista. Nossos corpos estavam colados e balançávamos no ritmo. 

— Como passou a vida nesses anos? — Perguntou. 

— Ah, normal. — Dei de ombros. — Tive dois filhos, fui embora, voltei mafiosa, essas coisas. — Ele olhou-me chocado. 

— Querida, odeio ser portador de más notícias, mas isso não tem nada de normal. — Eu ri, concordando. 

— E a sua? 

— Não chegou nesse nível de loucura, mas... — Sua fala foi cortada por eu sendo puxada. 

— Melissa, vamos embora agora. — Ela começou correr comigo. 

— Espera, por que? Você está parecendo uma maluca! 

Do nada, as luzes se apagaram e as portas se fecharam com um baque. Os murmúrios começaram rapidamente. Mamãe me olhou assustada e seu desespero era visível, me fazendo ficar desesperada também. 

Quando as luzes se acenderam, Perro estava no centro, com Hesther e Megan amarradas e com mordaças. Corri até lá, mas fui segurada. Os meninos já haviam chegado e todos se aglomeravam ao meu lado. 

— Bela dança. — Disse Justin, sarcástico. 

— Obrigada. Jordan é uma graça. — Devolvi sem o tom irônico, o que o fez ficar com mais raiva. 

— O que esse doido quer agora? — Perguntou Ryan, focado no mesmo. 

— Bem, para começarmos o show e divertir vocês, tem algo que eu adoraria contar para Melissa. — Senti o braço de Katherine esbarrando no meu. Ela estava tão confusa quanto eu. — Victoria, você conta ou eu conto? — Pela primeira vez, vi minha mãe com uma expressão vulnerável. 

— Desculpa. Desculpa. Desculpa. — Victoria começou a sussurrar em uma voz trêmula. 

— O que está acontecendo? — Perguntei a ela, que não respondeu. 

— Tudo bem, eu conto. — Disse Perro, em um tom animado. — Melissinha, o que faria se eu te falasse que foi enganada a vida toda? — Riu. — Bem, vamos logo ao ponto, odeio rodeios. Digamos que sua mamãe, querida e amada, contou diversas mentiras para você a vida toda, e estou aqui para revelar a mais chocante. Aí como eu amo esses momentos. — Suspirou de um modo forçado. — Você não é filha da Victoria. Você é filha de Valerie Campbell e, bem, seu pai foi morto por Victoria também. O que achou, querida? 

O ar sumiu de meus pulmões, como se eles tivessem sido comprimidos. Minhas pernas vacilaram e eu senti uma dor oscilante. Meu mundo desmoronou, e eu não podia fazer nada a respeito. 



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