História Royals - Yoonmin - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Suga
Tags Bangtan Boys, Bts, Chanyeol, Jimin, Kyungsoo, Min Yoongi, Park Jimin, Suga, Yoongi, Yoonmin
Exibições 144
Palavras 3.190
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Desculpa pela qualidade do capítulo, dessa vez.
Não foi uma semana muito boa pra minha escrita.
Passei dias odiando o cap e sem querer escrever Royals. Se eu tivesse sucumbido as vozezinhas nojentas na minha cabeça, provavelmente não teria capítulo hoje e por um tempo meio grande. Talvez eu colocasse Royals em hiatus.
O que eu queria dizer é que vocês não devem escutar a voz chata na cabeça de vocês. Assumam o controle, galera. É sempre melhor produzir qualquer coisa do que ficar no marasmo.
Amo vocês!
OBRIGADA POR TODOS OS FAVORITOS E COMENTÁRIOS E AMOR QUE VOCÊS MOSTRAM POR ESSA COISINHA QUE É ROYALS!!!!!!
Vejo vocês nas notas finais! <3
AH, só pra dizer mesmo, se tiver alguém que quiser conversar, sei lá, pode me mandar mensagem no privado! Adoraria conhecer vocês.

Capítulo 10 - Roda-viva


Fanfic / Fanfiction Royals - Yoonmin - Capítulo 10 - Roda-viva

Ela teria de morrer, mais cedo ou mais tarde. Morta. Mais tarde haveria um tempo para essa palavra. Amanhã, e amanhã, e ainda outro amanhã arrastam-se nessa passada trivial do dia para a noite, da noite para o dia, até a última sílaba do registro dos tempos. E todos os nossos ontens não fizeram mais que iluminar para os tolos o caminho que leva ao pó da morte. Apaga-te, apaga-te, chama breve! A vida não passa de uma sombra que caminha, um pobre ator que se pavoneia e se aflige sobre o palco - faz isso por uma hora e, depois, não se escuta mais sua voz. É uma história contada por um idiota, cheia de som e fúria e vazia de significado. – “Macbeth”, William Shakespeare

 

A história tende a se repetir. É uma fragilidade – uma incoerência – que a raça humana nunca descobriu como contornar. Sua repetição serve como um lembrete a nossos sentidos sobre nossa fragilidade, mas, ao mesmo tempo, nos dá uma sensação mentirosa de continuação. A história tende a se repetir assim como os poemas. Muitas vezes o assunto grita e é muito triste e as horas tendem a não passar.

Pelo menos era nisso que Jimin tentava se concentrar agora, sentado, com medo e frio, na longa mesa de reuniões da sala do pai de Yoongi. Ao seu lado encontrava-se seu pai com uma expressão serena como sempre. Jimin achava que nada no mundo seria capaz de quebrar a integridade calma do rosto de seu pai. E isso era bom, era ótimo no momento. Era tudo que ele tinha para se agarrar.

Desviou seus olhos para Yoongi, sentado imponente na ponta da mesa, longe de si e de todos os demais. Ele finalmente parecia com o rei que todos esperavam que fosse – alto, austero, sereno. Yoongi exalava de si uma calma muda, sua aura cobria a atmosfera do ambiente com um solene respeito quieto. Jimin suspirou, baixando a cabeça novamente. Ele nunca seria como Yoongi.

- Estamos decididos? – Yoongi perguntou soando cansado, afinal, Jimin suspeitava que a mais de meia hora eles estavam ali, discutindo o seu futuro e ele não fora capaz de dizer uma palavra sequer.

Uma versão de Jimin – a versão que seria coroada, a versão da realeza – se via presa, querendo bradar autoritária sobre os demais. Essa versão borbulhava no peito do garoto, causando uma sensação de angustia, quase nauseante.

A outra versão – ele próprio – estava exausta. O Jimin de verdade só queria sair correndo dali, pronto para chorar em algum lugar mais reservado do castelo.

- Não. Não estamos decididos, Yoongi. – O pai de Jimin respondeu calmo, fazendo o garoto quase desmoronar em soluços abafados. Por deuses. Por que diabos eles não poderiam o deixar em paz com Yoongi?

- E por que não? – O jovem rei perguntou decidido, levantando uma sobrancelha.

- Porque Jimin é meu filho e não o seu. Eu que decido o que vai acontecer com ele. – Minho falou, encarando Yoongi profundamente nos olhos.

- Acho que Jimin é dono da própria vida. Ele está maduro o suficiente para decidir o que acontece com ele. – Yoongi disse petulante. Ele não iria deixar Jimin ir embora, custe o que custasse.

- Yoongi, você acha que só por que colocou uma coroa em sua cabeça pode sair ditando regras e impondo suas vontades a todos? – Minho perguntou sem elevar o tom de voz. A calma do mais velho já estava deixando Yoongi impaciente. – Não é assim que funciona. Você deve conquistar a confiança das pessoas. Isso é o que um bom rei faz.

- Não dou a mínima para o que um bom rei faz. – Yoongi falou, resultando em exclamações de choque vindas dos membros do conselho. – Mas eu me importo com Jimin. Ouso dizer que ele é uma das poucas coisas que me importam no momento. Por isso estou aqui pedindo, não, implorando, para que ele possa ficar comigo. Jimin é a melhor parte de mim. Não vou conseguir governar sem ele. – O garoto falou sinceramente, olhando para Jimin desta vez.

- Realmente muito comovente Yoongi. – Minho disse sorrindo. – Mas você disse que se importava com meu filho. Em algum momento você o perguntou o que achava disso tudo? Porque eu creio que não.

O coração de Jimin falhou naquele momento. Era isso que ele temia, que seu pai jogasse sua inconstância na mesa.

Sim, ele queria com todo o seu ser ficar perto de Yoongi. Mas Jimin não suportava viver preso. Por isso que seus pais o haviam dado um palácio de presente, para que ele pudesse viver livremente, longe dos olhos julgadores das pessoas. Jimin era um pássaro grande e sempre teimavam em colocá-lo em uma jaula pequena e isso o matava.

- O que quer dizer com isso? – Yoongi perguntou confuso, procurando resposta nos olhos escuros de Jimin que olhavam para ele tão atentamente. Mas não havia nada lá. Somente a costumeira melancolia milenar e isso não queria dizer nada. Ou será que queria?

- Jimin, Min Yoongi, é uma força da natureza. Eu e você somos meros seres humanos. Nós tentamos que ele se adeque em nossas maneiras, mas isso só o deixará triste e aborrecido. Você diz se importar com meu filho, Yoongi, mas é egoísta como eu. Você não se importa com Jimin, que é tão libertino. Você apenas o quer por perto para que possa preencher um vazio que lhe é inerente. Estamos aqui tentando discutir o que é melhor para ele, mas ninguém o perguntou nada e ele também não se manifestou. – Minho falou, autoritário desta vez, usando a voz que só usava em pouquíssimos momentos de sua vida. – Então me diga Yoongi, se se importa tanto assim com meu filho, por que simplesmente não o perguntou se ele queria ficar com você?

- Basta. – Jimin falou ao ver a expressão de pura dor no rosto de Yoongi. – Basta! Sei que o senhor apenas estava tentando defender meus interesses, pai, mas eu quero ficar aqui. Quero ver como é ser um rei de perto e quero ficar com Yoongi. – Jimin terminou, um pouco aflito com a reação de seu pai. Mas, para a surpresa de todos, tudo que o rei Minho fez foi rir e levantar-se da cadeira onde estivera sentado há tanto tempo.

- Eu sabia disso, meu filho.

- Então pra quê isso tudo? – Yoongi perguntou incrédulo.

- Porque eu precisava ouvir dele, Yoongi.  – Minho disse, já virando as costas para sair dos aposentos. – E já que Jimin vai morar com você agora, é uma lição útil para você. Ás vezes tudo que você tem que fazer é obrigar Jimin a verbalizar suas emoções. Esse é o único jeito dele saber o que realmente quer.

X

- Sabe, eu acho que nunca estive tão feliz em minha vida inteira. – Yoongi falou, abraçando Jimin de lado enquanto eles caminhavam pelo jardim. Desde que Jimin chegara, o jardim acabou se tornando um de seus lugares preferidos no palácio.

- Sério? E qual é o motivo dessa felicidade toda? – Jimin perguntou, soando um pouco distraído.

- Você. Finalmente vamos poder ficar juntos. – Yoongi disse, depositando um beijo suave no pescoço do moreno.

- Mas não vai ser por um período muito longo de tempo. Aliás, eu terei que assistir aulas como você. E você terá que realizar audiências e reuniões com seu conselho. Não é como se nós pudéssemos passar o dia todo contando nuvens, Yoongi. – Jimin falou, se separando do abraço do mais velho.

- O que diabos deu em você? – Yoongi perguntou irritando-se. – Pensei que tivesse dito que queria ficar comigo!

- E eu quero! O que faz você pensar que não?

- Você agindo estranho desde que saímos daquela sala!

- Ah, Yoongi... – Jimin disse, suspirando. – Eu só... Não sei. Estou confuso, okay? Eu quero ficar com você, juro.  Mais do que tudo nessa vida. Só que eu sei que isso não vai acontecer e estou com medo de não conseguir superar depois que acabar. Porque vai. Não adianta se iludir pensando que meu pai me deixará ficar aqui para sempre. Eventualmente eu terei que assumir, Yoongi. E você terá que casar. Simples assim. Mesmo sabendo de tudo isso, você ainda quer que eu fique? Ainda quer correr o risco de ficar marcado pro resto da vida com as lembranças desse período? – Jimin perguntou baixinho, magoado.

 - Jiminnie... – Yoongi começou, aproximando-se devagar do garoto. – Já disse a você. É tarde demais. Me ouviu, Park Jimin? É tarde demais para voltar atrás com você. E mesmo se eu pudesse, jamais faria isso. Por mais que doa, por mais que eu sofra, queira morrer ao ver você partir, eu não desistiria de você. Eu passaria por toda a dor apenas por dois segundos contigo, Jimin. Estar com você é o epitome do meu dia. Eu nunca, nunca, nunca voltaria atrás com a gente. Eu não menti quando falei pro seu pai que você é a melhor parte de Jimin.

- Eu sei, Yoongi. Eu sei. E nada me mata mais do que saber. O que me persegue não são os espíritos do futuro, nem os demônios que nos falavam quando éramos jovens. O que me persegue é a sombra do futuro, o medo paralisante de nenhuma outra pessoa no mundo fazer sentido pra mim além de você. 

- A tristeza vai durar pra sempre. – Yoongi falou, com os olhos distantes dessa vez.

- Desde quando você cita Van Gogh?

- Desde que descobri que faz sentido. E daí que você não consiga amar mais ninguém? – Yoongi perguntou com a voz carregada de ciúmes. – E daí, Park Jimin? Falando por mim mesmo, nenhuma outra pessoa no mundo será suficiente, além de você. E eu me martirizava, me odiava, tentei até mesmo afastar você de mim mas isso não deu certo. Nenhum esforço foi capaz de me manter longe de você, Jimin. E é por causa disso que eu citei o maldito Van Gogh. Porque essa tristeza eu vou carregar pra sempre, assim como você. E eu estou aqui, de peito aberto, totalmente disposto a me deixar ser dilacerado pela força desse amor. A pergunta que não quer calar, Park Jimin – Yoongi começou, suavizando a voz. – é: você está?

X

Os limites do palácio pareciam pequenos para Jimin, que vagueava pelos arredores por mais tempo do que ele conseguia lembrar.

Sua cabeça doía e seus olhos estavam ardendo devido a quantidade anormal de lágrimas que havia derramado naquela tarde. Para ser sincero, Jimin estava surpreso com o fato de que ainda conseguia andar perfeitamente, ignorando a dor latejante em suas pernas e a visão falha, que embaçava tudo a sua frente.

O tempo se misturava com a luz e Jimin caminhava desorientado, sem saber realmente onde estava e que horas seriam. Sua cabeça estava confusa com tantas ideias, tantas vozes que não o deixavam em paz hora nenhuma.

Oh, the sadness will rip you apart.

A junção da copa das árvores com o vento cortante fazia o coração de Jimin apertar em seu peito. Tudo parecia distorcido e estranho e o garoto de cabelos e olhos escuros queria correr de volta para o palácio, onde era seguro, onde ele ficaria com Yoongi.

Mas ele não podia.

Park Jimin não conseguia lidar muito bem com certezas.

Amar Yoongi era fácil, o sol nascendo por entre as colinas depois de uma noite tenebrosa. Por toda sua vida Jimin fora acostumado a amar o garoto de cabelos dourados a distância, aceitando pacifico o destino cheio de fragilidade que os aguardava. Jimin fora feito para amar Yoongi, não para ficar com ele. A alma dele era livre, ele não podia pertencer a ninguém, nem a lugar nenhum.

A alma de Jimin era muito grande e o palácio de Yoongi era muito pequeno e ele não conseguiria suportar. Ele se encontraria em um novo mundo, mais brilhante e confuso que o seu próprio.

Na solidão aguda do norte, Jimin não precisava se preocupar com olhares tortos ou banquetes abastados. Ele vivia só, com seus livros e sua arte. Ele podia sair para cavalgar e passar semanas inteiras na floresta embranquecida e ninguém daria por sua falta. Jimin estava acostumado a viver solto pelo mundo, sem regras, rédeas ou amarras. Ele não sabia como viveria enclausurado entre quatro paredes. Ele não fora feito para isso. E por mais que seu amor por Yoongi fosse o único sentimento que lhe deixava vivo, sua sede de liberdade era algo que não podia ser ignorado – mesmo se o moreno desejasse.

A natureza chamava pelo nome de Jimin e ele se viu tentado a permanecer para sempre ali, onde a terra faria o caixão que ele tanto temia. As vozes da floresta assustavam o garoto, fazendo seus ossos tremerem com o frio da noite que já ameaçava erguer-se no céu.

Apesar de ter um fascínio assíduo pelo dia, Jimin não podia deixar de admitir que a noite possuía suas belezas. Ela era mais do que um período de tempo, era mais como um mundo adormecido, que acordava pálido e sombrio com a luz desbotada da lua. Durante a noite as pessoas podiam viver a vida que desejavam pois estavam mais escondidas, um pouco menos observadas.

Em noites como essa, de lua cheia e alta no céu, Jimin sairia para desenhar durante toda a madrugada, em cima de uma colina de gelo próxima ao palácio de Ícaro. Ele desenharia Yoongi e as árvores e era atingido por uma paz perpetua que não conseguiriam tirar dele durante aquelas poucas horas. Jimin se sentiria parte de tudo, do gelo, do frio, da lua, das estrelas. Ele contemplava a beleza efêmera da vida, que ressurgia mesmo com tanta morte.

Mas agora, por alguma razão, era diferente. Ele não sentia a paz naquela natureza viva. Ele não se sentia em casa. Jimin olhou para os lados, procurando algum indicio de branco, algo que o pudesse o levar novamente ao seu amado refúgio mas todos os seus arredores eram verdes. Só existia verde onde Jimin costumava ver um mar branco e inóspito.

Resolveu sentar-se no chão, em meio a árvores silenciosas e centenárias que já haviam visto mais morte do que Jimin em toda sua vida. Suspirou de dor ao encostar as costas cansadas no tronco de uma das gigantes que sobrevivia em meio a tantos reis. Um cheiro enjoativo e inebriante invadiu as narinas de Jimin, que estava com o estômago tão vazio que pensou que iria vomitar.

Fechou os olhos tentando reconhecer o odor e não demorou muito para identifica-lo. Sangue, sua mente lhe segredou. Mas de quem?

O jovem príncipe passou a procurar por vestígios em suas roupas claras até encontrar uma enorme mancha vermelha em sua calça branca suja de lama. De alguma forma, Jimin havia se cortado até a altura de seu fêmur. O corte era profundo e estava enegrecido, devido aos esforços do corpo de Jimin para coagular o ferimento recém-adquirido. 

Ver o corte fez sua cabeça começar a girar e seu esôfago contrair-se, trazendo tudo que tinha almoçado para fora. Jimin se arrastou para mais perto ainda do tronco, fechando os olhos e deixando que a nova dor tomasse conta de seus sentidos.

X

- Por que diabos vocês não o acharam ainda? – Yoongi perguntou estressado ao chefe da guarda Real. Jimin estava sumido a mais de cinco horas e ninguém havia visto sequer a sombra do garoto. E ele não poderia ter desaparecido do nada.

- Ele não está na propriedade, Alteza. Se estivesse já o teríamos encontrado. – Yoongi suspirou, tentando não arrancar os cabelos de sua cabeça. Olhou para Jaehyun, Taeyong, Mark e Ten, que pareciam aflitos enquanto encaravam as janelas.

A noticia do desaparecimento do príncipe de cabelos negros correu pelo palácio como chuva. Ninguém sabia exatamente o por que, mas o nortenho havia simplesmente sumido – e não existiam pistas sobre o seu paradeiro.

- Desculpe-me. – Taeyong se pronunciou com uma educação que Yoongi não presenciava há anos. – Mas você me disse que procurou apenas na propriedade? – Ele indagou ao homem alto e armado que se encontrava ajoelhado na frente de Yoongi.

- Se vossa alteza permite. – O chefe da guarda falou levantando-se. – Procuramos pelos quatro cantos do palácio e nenhum sinal do garoto.

- Óbvio. – Taeyong soltou do nada. – Jimin não está aqui.

- E onde diabos ele está então? – Yoongi perguntou frustrado.

- Existe alguma espécie de floresta por aqui? – Jaehyun indagou, posicionando-se ao lado de Taeyong.

- O que vocês sabem que eu não sei? Por favor, só me digam onde posso encontra-lo. – Yoongi falou, o desespero estampado em sua voz grave.

- Apenas responda, Yoongi. – Taeyong disse, encarando o mais velho com olhos firmes.

- Sim. – O loiro respondeu fracamente. – Se você seguir pelo jardim existe uma ampla floresta que circunda todo o terreno real. Mas ninguém nunca vai lá, o jardim é imenso, demoraria horas para qualquer pessoa sequer conseguir chegar nesta floresta andando.

 - Arrume seu cavalo então, Yoongi. – Jaehyun disse, puxando Taeyong e virando as costas. – Porque Park Jimin está lá.

X

Os olhos de Min Yoongi tentavam se adaptar a imensa escuridão que fazia naquela noite. O rei tremia os ombros de frio, triste e desacreditado. Jimin não estava naquela escuridão desoladora. Ele não poderia estar.

Ele seguia na frente junto de Jaehyun, que havia convencido Taeyong, Mark e Ten a procurarem Jimin pelo jardim real. Quando se afastaram o suficiente, o mais velho segredou a Yoongi que eles fariam muito barulho e que, provavelmente, Jimin estaria bastante fragilizado.

- Você acha que ele está aqui? – Yoongi perguntou baixinho, tomando cuidado para não ser ouvido pelos membros da guarda.

- Sim. Ele tem que estar. Não haveria outro lugar onde ele pudesse vir depois de tudo aquilo.

- Ele... – Yoongi começou fracamente. – Conversou com você depois da nossa discussão?

- Jimin não precisa verbalizar o que lhe aflige. Ele é um livro aberto. Tudo que se quiser saber está estampado naqueles olhos melancólicos.

- O pior é que isso é tudo culpa minha.

- Sim. É. – Jaehyun respondeu ríspido. – Não pense que passarei a mão em seus cachos dourados porque agora é rei, Yoongi. Meu amigo está aqui fora por sua culpa. Nada disso teria acontecido se você não tivesse forçado Jimin a uma situação incomoda. Ás vezes chego a me questionar se você o ama como diz. – O garoto de cabelos castanhos disse, não dirigindo o olhar para Yoongi uma só vez.

- Ainda existem duvidas? O amo mais que minha própria vida.

- E por isso o deixou sair sozinho e triste? Belo amor o seu.

- Você só é amargo comigo porque quer o ... – Yoongi começou, mas foi interrompido pelo som do cavalo de um dos homens que mandara na frente.

- Alteza. – O guarda falou solenemente. – Achamos o príncipe. – O coração de Yoongi deu um salto em seu peito.

- E como ele está? – O rei apressou-se em perguntar.

- Ferido. Nós o encontramos desmaiado perto de uma árvore, quase no limite do terreno. Não sei como conseguiu andar sozinho até ali. O restante dos homens está o trazendo a cavalo.

 

E agora que me deram o sol, o que eu devo fazer com ele?


Notas Finais


DESCULPA PELO FIM GENTE!
Tô tão cansada hoje que nem rola ser engraçada.
Não desistam de mim.
A música do cap é Feathers and Wax, do Vicktor Taiwoo. Nenhuma razão especial, ela apenas me lembrou muito do Jimin.
Não tenho culpa se sou super trouxa.
Eis o link: https://www.youtube.com/watch?v=XhoztJlPJfs
Até semana que vem!
- C


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