História Royals - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Cameron Dallas, Magcon, Matthew Espinosa, Taylor Marie Hill
Personagens Cameron Dallas, Matthew Espinosa, Personagens Originais
Tags Cameron, Dallas, Drama, Espinosa, Matt, Romance
Exibições 256
Palavras 1.606
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Escolar, Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oii!
É a minha primeira fic e tô morrendo de vergonha de postar, mas espero muito que gostem! Eu estou super envolvida na história e prometo dar o meu melhor!
Beijos e boa leitura!

Capítulo 1 - Hope


Sempre acreditei em destino, e em como não podia ser mudado. Eu era daquelas que acreditavam que o que quer que fosse acontecer iria prosseguir de qualquer forma. Ao mesmo tempo, achava que minha vida terminaria da mesma forma que começou. Tinha o péssimo costume de me convencer que nada de extraordinário poderia acontecer comigo.

Era o que me acalmava a noite. Só conseguia dormir pensando na enorme probabilidade de nunca sair da minha zona de conforto. Tinha uma relação de amor e ódio com minha vida. Amava meus pais, e mais ainda as oportunidades que eu tinha diariamente. Ao mesmo tempo, odiava toda a importância dada para meu status e o lado social da coisa.

Deitada em minha cama, observei o jornal que descansava ao meu lado. Na coluna lateral, havia uma foto minha usando minha beca azul da formatura do colégio. Gostava daquela imagem. Eu estava sorrindo, segurando meu diploma. “Katherine Hawking recebe diploma de formatura do Ensino Médio” dizia a manchete. Minha mãe estava extremamente animada com aquilo. Há meses ela preparava minha festa de comemoração para tal feito.

Olhei para a janela enorme perto de mim. O sol forte da tarde se encontrava com os arranha-céus. O perfil de Nova York nunca falhava em tirar meu fôlego. Havia nascido e crescido naquela cidade, em Manhattan mais precisamente, mas ainda assim nunca iria me acostumar com aquela vista.

- Katherine? – disse mamãe, abrindo a porta. – Já viu o jornal?

Assenti com cabeça, sentando-me para conversar com ela.

- Eles não pedem mais a sua permissão, pedem? – perguntei.

- Não, querida. Sinto muito.

- Tudo bem.

Os jornais amavam publicar coisas sobre minha família. Papai gerenciava diversas empresas, mas não havia sido ele que nos colocou na elite de Manhattan. Já estávamos no meio muito tempo antes dele nascer. Minha mãe havia sido uma modelo quando mais jovem, porém depois que eu nasci decidiu se dedicar a família, cuidando da parte social.

Quando eu era pequena, papai fez um acordo com os jornalistas que receberiam um dinheiro extra se viessem pedir a autorização dele antes de publicar qualquer coisa minha, no intuito de preservar minha imagem. Depois dos meus 14 anos, isso raramente ocorria.

- Bom, sei que está meio cansada esses dias, mas preciso conversar com você sobre os preparativos para a sua festa. – contou, animada. – Sei que não gosta de muita aparição, então estou fazendo de tudo para limitar a entrada de repórteres. Você tem até amanhã para solicitar qualquer mudança no buffet. A decoração já está definida e o DJ já te enviou um e-mail com a lista de músicas.

Mamãe mal podia esperar por aquele evento. Faziam semanas que ela só falava sobre ele. Eu, por outro lado, não estava nem um pouco animada. Era uma garota extremamente caseira, talvez pela pressão que segurava. Meus pais haviam tido muita dificuldade em ter filhos. Minha mãe passou por diversos abortos espontâneos antes de mim. Por isso, sonhavam e colocavam expectativas sobre mim, as quais eu me esforçava ao máximo para corresponder. Estudava muito para tirar as melhores notas, nunca havia colocado um gole de álcool na boca, muito menos passado perto de um cigarro. Eles esperavam que eu fosse a filha perfeita e eu era, ou pelo menos tentava ser.

- O seu vestido já está praticamente pronto! Eles querem experimentar uma última vez, para garantir que está tudo sob controle. Tem ideia do que quer fazer em seu cabelo?

- Não, mãe. – falei, respirando fundo. – Qualquer coisa estará bem.

Ela assentiu, segurando minha mão.

- Vai dar tudo certo! A sua festa ficará linda, do jeito que você sonhou! – ela falava, tentando fingir que aquilo tudo estava realmente sendo feito para mim.

- Quer dizer a sua festa, não é? – provoquei.

- Katherine! – repreendeu – Já disse que...

- Senhora Hawking? – Genevieve, uma das empregadas do apartamento interrompeu, batendo na porta. – O correio do dia já está aqui. Houve um pequeno atraso. 

- Sem problemas. Pode deixar aí na escrivaninha. Obrigada, Genevieve – respondeu mamãe, mais calma.

Morávamos em uma cobertura no Upper East Side. Era um apartamento lindo de dois andares. Minha mãe sentia a necessidade fútil de ter diversas pessoas trabalhando conosco. Uma pessoa para cozinhar, duas para faxinar e Genevieve, que havia cuidado de mim desde quando eu era pequena. Eu odiava aquilo.

- Devem ser apenas contas e mais contas – falou mamãe, caminhando para pegar a pilha de envelopes. Passou por alguns deles, até que parou em um e olhou para mim – Katherine... Princeton mandou uma resposta.

Senti minha circulação parar. Estava esperando por aquilo há muito tempo. Havia mandado aplicações para diversas faculdades, e já havia recebido uma resposta positiva de algumas, mas Princeton era meu sonho. Uma universidade da Ivy League que me fazia delirar só de pensar em ir para lá.

Tremendo de ansiedade, estendi a mão para mamãe, pedindo que me entregasse a carta. Segurei o envelope em minhas mãos, receosa. Ao abri-lo eu saberia que caminho ia seguir com a minha vida.

- Bom, sendo positiva ou negativa, a resposta já está aqui, certo? Eu abrir ou deixar assim não vai mudar nada – falei. Minha mãe assentiu, tão nervosa quanto eu.

Respirei fundo, abri o envelope, e coloquei a carta diante de meus olhos, ainda dobrada. Não me sentia preparada para qualquer que fosse a resposta ali dentro. Caso fosse aceita, teria que me mudar para outro estado e estabelecer uma vida dentro do campus. Entretanto, se me recusassem, o que havia sido meu objetivo durante anos teria escapado das minhas mãos em um piscar de olhos. Então, sem esperar mais, abri a carta, passando os olhos por todo o longo texto.

- Katherine?

- Mãe, eu... Eu fui aceita! – sorri.

- Graças a Deus! – comemorou, correndo para me abraçar – Eu estou tão orgulhosa de você, filha! Sei o quanto se esforçou para isso!

- Obrigada, mãe – falei, saindo do abraço.

- Vou ligar para seu pai, contar as novidades e pedir para que ele venha para casa o mais rápido possível. No jantar você o conta melhor!

Sorri, a vendo sair do meu quarto. Quando fiquei sozinha novamente, estiquei a mão e peguei meu celular no criado-mudo. Haviam tantas pessoas que eu queria falar sobre aquilo, mas me segurei. Não podia sair contando a notícia logo assim de cara.

Um alívio tomou conta do meu corpo. Saber que aquele sonho ia se tornar realidade era a melhor sensação que eu havia experimentado em muito tempo.

 

***

 

Não parava de receber mensagens sobre ter sido aceita passado em Princeton. A notícia já estava em algumas das colunas sociais mais famosas de Manhattan. Não duvidava que minha mãe tivesse divulgado a informação para alguns jornalistas, mas ela negaria até a morte. Tentava, a todo custo, fingir que o status da família não importava para ela, mas ela falhava diariamente.

Estava odiando aquilo. Ser o centro das atenções nunca havia sido o meu forte, mas eu havia aprendido a não ligar tanto assim

Terminei de responder algumas mensagens e levantei da cama. Precisava sair do meu quarto, mesmo que minha vontade fosse ficar o dia inteiro ali deitada. Corri para o espelho, decidi trocar aquele pijama por uma blusa com um short jeans. Estava me sentindo estranha. Há poucos minutos sentia a maior felicidade de todas e Princeton era a única coisa em minha mente. Porém naquele momento, me sentia vazia, como se algo ainda estivesse faltando.

Ajeitei meus cabelos castanhos, prendendo-os em um rabo de cavalo e encarei o relógio. Ainda faltava uma hora e meia para o jantar. Ainda assim, não aguentava mais aquele dia.

Talvez por me dedicar tanto aos estudos, não conseguia me acostumar com a falta do que fazer. Durante as outras férias me esforçava para completar um bom currículo. Fazia trabalhos voluntários e cursos extras, tudo em prol da faculdade. Estava sentindo falta total de meus objetivos, agora que havia os atingidos.

Saí do quarto e desci as escadas em direção a sala.

- Isso chegou para você! – interrompeu Genevieve, apontando para um buquê de flores na mesa central.

- Quando? – perguntei, sorrindo.

- Não faz muito tempo. Uns quarenta minutos no máximo.

- Obrigada – falei, abraçando-a.

Dirigi-me a mesa de centro, pegando o buquê. Eram dálias rosas, as minhas favoritas. Aproximei-as do rosto, sentindo o perfume que exalavam. Eram poucas as pessoas que sabiam do meu amor por essas flores. Peguei o pequeno envelope no canto, tirando o cartão de dentro. Era cuidadosamente escrito a mão, com uma letra muito conhecida para mim.

 

Kat,

Parabéns! Meu pai me ligou para contar a notícia. Você é uma menina incrível e merece cada uma de suas conquistas! Mal posso esperar para ver tudo de maravilhoso que você vai realizar em Princeton.

Preciso te ver, estou com saudades.

Com amor,

Matthew Espinosa

 

Meu coração gelou ao ler aquilo. Não podia ser, não fazia sentido nenhum. Pisquei e li novamente, tentando acreditar que aquilo era real.

Matthew Espinosa.

Era o nome dele, a letra dele, as palavras dele.

Matthew era meu melhor amigo de infância. Convivia com ele desde que me entendia por gente. Infelizmente, quando fez quatorze anos, foi morar na Inglaterra, com seus tios, e foi aí que nos afastamos. Ele havia voltado para Nova York, dois anos depois daquilo, mas havíamos nos visto apenas algumas vezes depois disso e mal trocamos palavras.

Eu sentia falta dele, todos os dias. O amava com um irmão, e pensava nele com uma frequência imensa. Aquele cartão havia me provocado arrepios, e trazido para mim, uma pequena esperança de que pudesse vê-lo novamente.

Uma pequena esperança de que voltássemos a ser como antes.


Notas Finais


E aí? O que acharam?
Tô bem nervosa, sei que pode parecer idiota, mas sei lá, nunca postei minhas histórias antes.
Enfim, espero que tenham gostado, e não deixem de comentar, é muito importante!
Beijooos!

Meu Twitter: https://twitter.com/wtfnashx


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