História Royals - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Cameron Dallas, Magcon, Matthew Espinosa, Taylor Marie Hill
Personagens Cameron Dallas, Matthew Espinosa, Personagens Originais
Tags Cameron, Dallas, Drama, Espinosa, Matt, Romance
Exibições 178
Palavras 1.476
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Escolar, Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


oii! muitooo obigada a todo mundo que favoritou e comentou no capítulo passado! vocês são incríveis!
beijos e boa leitura!

Capítulo 2 - 72 Hours


Continuei olhando para aquele pequeno pedaço de papel pelo que pareceu uma eternidade. A letra dele era a mesma de antes, e era como se eu pudesse o ouvir me chamando de ‘Kat’ como nos velhos tempos. Ele era alguém que eu tinha uma saudade imensa. Não o via há tanto tempo e sentia muita falta de tudo que ele fazia por mim.

Não sabia o que fazer. Não fazia ideia se deveria ligar para ele, ou tentar falar pessoalmente. Só sabia que precisava vê-lo na minha frente em breve, sentindo seu cheiro e ouvindo sua voz. Nunca havíamos tido nada romântico ou próximo disso, mas depois de tanto tempo omitindo a falta que ele me fazia, fiquei em dúvida se sentia algo a mais por Matthew.

Ele era bonito, divertido, legal e combinava comigo mais do que ninguém. Talvez meus sentimentos tivessem se revelado para mim mesma ao ler aquilo.

- A senhorita se importa se eu perguntar quem mandou? – indagou Genevieve, ao perceber que eu estava encarado aquele papel há tempo demais.

- Matthew – respondi, guardando o cartão novamente no envelope – Espinosa.

- Aquele garotinho? Que era seu amigo? – sorriu – Lembro dele. Bom moço.

Eu ri. Lembrei de todos os momentos em que ele havia ido em minha casa. Ele amava Genevieve e ela também gostava muito dele. Matthew devia conversar mais com ela do que com meu pais.

- Ele mesmo – continuei.

- Faz tempo que vocês não se veem... – disse – Aconteceu alguma coisa?

- Ele se mudou para a Inglaterra há um tempo. A gente se afastou e não nos falamos depois que ele voltou. – expliquei.

 Genevieve deu um sorriso triste, entendendo o que eu sentia naquele momento. Virou-se, ao ouvir minha mãe descer as escadas. Entendi que meu pai devia estar chegando.

- Vá trocar de roupa, querida – disse mamãe, olhando-me de cima a baixo – Por favor.

Engoli em seco. Não entendia por que precisava colocar uma roupa arrumada. Meu short jeans estava ótimo com aquela blusa preta, e apenas meus pais me veriam usando aquilo. Ainda assim, minha mãe gostava que estivéssemos todos arrumados durante o jantar.

Subi para meu quarto e abri meu armário, em busca de uma roupa “adequada”. Passei os olhos pelos cabides, mas nada me animava. Decidi vestir um vestido azul escuro, que devia bater um pouco acima do joelho. Não gostava muito dele, mas havia sido presente da minha avó e sabia como meu pai ficava feliz quando me via o usando.

Soltei o cabelo e refiz meu rabo de cavalo, encarando-me no espelho novamente. Estava com uma mistura de sensações naquele momento. As flores de Matt haviam me deixado com uma saudade de tudo que já havia vivido com ele. Sentia uma espécie de nostalgia melancólica. Queria muito vê-lo, e aquilo me consumia de uma forma inexplicável. Não conseguia afastar aquilo de minha mente, mesmo tentando muito. Nunca havia passado por nada parecido.

Respirei fundo, afastando todos os pensamentos ruins que me vinham a mente, e desci as escadas. Logo, vi meu pai, na sala de estar. Ele me olhou, com puro orgulho em seus olhos e sorriu. Papai costumava ser uma pessoa séria, mas nunca media esforços em mostrar o quanto se orgulhava da família e de tudo que havia conquistado.

Sorri de volta e logo corri para ele, o abraçando forte. Papai me tirou do chão, retribuindo o sentimento. Sabia o quanto ele havia esperado por esse dia, talvez tanto quanto eu. Não o culpava por colocar essas expectativas em meus ombros. Queria que no futuro, o que ele havia construído em toda sua vida, ficasse para alguém responsável, que cuidaria bem do nome da família. Eu ficava feliz de vê-lo daquela forma.

- Eu estou tão feliz por você, Katherine – disse, me colocando no chão e segurando meu rosto em sua frente – Você merece isso demais!

- Nada disso teria sido possível sem você – sorri, tentando demonstrar um pouco de animação.

Papai beijou minha testa, emocionado, e seguiu para perto de minha mãe, beijando seu rosto e caminhando até o gabinete. 

 

***

 

- Então, me conte direito todo o caso de Princeton – disse papai, enquanto colocava um pouco de frango para ele.

Levantei-me, colocando meu jantar no prato.

- Bom, eu recebi a carta hoje à tarde. Eu estava um pouco preocupada, não vou mentir – expliquei – Faz tempo que mandei minha aplicação e achei que iam ignorá-la, ou talvez nem tivesse chegado a eles. Mas na hora que segurei aquele envelope na mão...

- Ela estava tremendo! – disse minha mãe, mais empolgada que eu para contar a história – Acho que nunca a vi tão nervosa assim! Mas na hora que vi o sorrisinho no rosto dela, - sorriu – queria chorar litros!

Papai riu, sobrepondo sua mão na minha.

- Você tinha dúvidas de que ia passar? Por que eu não!

- Não. Quer dizer... Modéstia à parte, meu currículo é muito bom, e eu me esforcei muito para isso, mas fiquei com medo da resposta, qualquer que fosse.

- Já tem ideia de como vai fazer a mudança? – perguntou.

- Do jeito que ela é, vai deixar para a última hora por ansiedade... – comentou mamãe.

Engoli em seco, enquanto meu pai arregalava os olhos para ela. Eu não levava os comentários dela a sério há muito tempo. Sabia o quanto era crítica com si mesma e como passava isso para mim. Eu havia herdado tanto dela, tanto física como psicologicamente. A auto cobrança, os olhos azuis, o tipo de corpo e até mesmo a exigência com tudo. Não gostava desse meu lado, e tentava o omiti-lo o máximo possível.

- Bem, estava pensando em vender o apartamento aqui em Nova York e comprar um próximo a faculdade.

- Aquele que está em seu nome? Por que vender? – ela disse – Mantenha este para quando você quiser morar fora de casa. Você vai voltar para Nova York quando a faculdade acabar, não vai? – sua expressão era agoniante, ela parecia estar à beira de um ataque de pânico – Tudo está organizado para você ter uma vida profissional aqui, e...

- Elizabeth! – exclamou papai – Você está deixando Katherine nervosa! Não precisamos pensar nisso agora, ainda temos o verão inteiro para resolver. – virou-se para mim – Querida, fique tranquila! Te ajudarei a organizar tudo isso assim que puder.

Sibilei um “obrigada” para ele, sabendo como havia percebido a situação.

- Mudando de assunto, - disse – preciso perguntar, quem mandou aquelas flores?

- Matthew – respondi.

- Espinosa? – ele perguntou, surpreso.

- Sim. Também fiquei assim.

- Bom, preciso dizer que comentei com o pai dele no escritório, espero que não tenha se importado.

- Não, de jeito nenhum – falei – Ele disse que quer me ver novamente, em breve.

- Ele foi convidado para a festa sábado – explicou mamãe – Você quer vê-lo também?

- Acho que sim.

- Ligue para ele, reforce o convite! Aposto que vai aproximar vocês, quem sabe até como eram antes – ela sugeriu.

Assenti com a cabeça, pensando naquilo. Talvez devesse ignorar o buquê, talvez devesse ligar. Não sabia. Tinha medo de o ver e ressuscitar sentimentos que eu nem sabia da existência.

 

***
 

Encarei o celular, na dúvida. Não sabia se estava muito tarde, ou se talvez ele nem realmente quisesse me ver e fosse tudo uma ilusão minha. Respirei fundo, e digitei o número, que eu acreditava ser o mesmo. Chamou. Duas vezes, e então, ouvi sua voz depois de tanto tempo.

- Alô?

- Matthew?

- Katherine?

Ele havia reconhecido minha voz. Naquele momento, senti um alívio imenso. Calada, ouvia sua respiração, quase tão acelerada quanto a minha. Tive a certeza de que precisava vê-lo na minha frente, ao vivo. Precisava abraçá-lo e dizer o quanto havia sentido saudade.

- Kat? Ainda tá aí? – perguntou.

- Sim, sim! Desculpe – gaguejei – Só liguei por que queria saber se você vai sábado.

- Óbvio! Realmente achou que eu ia perder sua festa de formatura?

- Nem por um segundo...

- Lembra dos nossos planos? Da nossa lista de coisas para fazer antes da faculdade?

- Lembro muito! – falei, rindo – A gente tinha várias listas que nunca foram cumpridas.

- A gente devia cumprir. – pausou – As listas.

Um silencio se estabeleceu. Não conseguia entender o por que de tudo estar tão estranho. É claro que havíamos nos afastado bastante, tinha total consciência disso. Ainda assim, ele era a primeira pessoa que sabia de tudo que acontecia comigo, vivíamos quase vinte e quatro horas por dia juntos, não gostava de ter que pensar no que dizer para ele. Precisava de uma reaproximação tanto quanto precisava de oxigênio.

- Preciso te ver. Estou com saudade. – ele disse, rapidamente.

Eu sorri, feliz por saber que ele sentia o mesmo que eu.

- Muita! – exclamei – Por isso precisava saber se você ia para a festa.  

– Três dias para sábado, Kat, só setenta e duas horas...

- Três dias, Matty... 


Notas Finais


E aí? O que acharam?
Esse foi um capítulo mais para vocês entenderem a família da Katherine e suas personalidades! O próximo é um dos meus favoritos e tem a primeira aparição do personagem que eu mais gosto, haha
Espero que tenham gostado e não deixem de comentar, é muito importante!
Beijoooos

Twitter: https://twitter.com/wtfnashx


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