História Royals - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Cameron Dallas, Magcon, Matthew Espinosa, Taylor Marie Hill
Personagens Cameron Dallas, Matthew Espinosa, Personagens Originais
Tags Cameron, Dallas, Drama, Espinosa, Matt, Romance
Exibições 136
Palavras 2.654
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Escolar, Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


oiii! eu sei que demorei um pouquinho mais do que o normal para postar esse capítulo, mas fiquei um tempão sem computador!
espero que gostem e boa leitura <3

Capítulo 8 - Solving It


- A gente pode conversar?

Virei, vendo Matthew se aproximar. Eu estava sentada em um banco, na porta da casa. Era domingo à noite e eu queria ficar um pouco sozinha. Mal havia falado com Matt durante o dia inteiro e tinha acabado de me despedir do meu pai, que voltaria na sexta por conta do trabalho. Não havia feito muita coisa o dia inteiro, apenas assistido a alguns filmes em meu quarto. Depois que saí do estábulo quis ter um pouco de paz, então decidi tomar um pouco de sol na piscina depois do almoço.

- Sim, senta aqui – respondi, dando um tapinha ao meu lado.

Ele sorriu, talvez feliz por ter uma chance de resolver as coisas depois da nossa briga. Algumas coisas que ele havia dito na manhã anterior ainda estavam em minha cabeça e me incomodando o suficiente para segurar cada impulso de ir embora logo na segunda. A ideia de passar o verão lá era para que nos reaproximássemos, não que tivéssemos uma briga por dia.

- Não quero mais brigar, Kat, mesmo – falou, olhando em meus olhos. Eu encarava o chão, sentindo todo o meu rosto ruborizar. Matt havia deixado bem claro como vinha se sentindo em relação a mim, e aquilo me deixava um tanto quanto nervosa – Eu falei um monte de coisa estúpida ontem e não devia ter começado aquela briga. Desculpa.

Eu assenti com a cabeça, sem saber o que dizer para ele. Não conseguia me expressar e achar as palavras certas para dizer o que queria. Eu o perdoava, é claro que o perdoava, mas não queria construir uma barreira entre nós. Gostava muito dele para continuar fria e distante, e não tinha a mínima coragem de ir embora dali.

- Não gostei de como me tratou ontem, Matty – soltei, sentindo um peso sair de meu peito – Não gostei mesmo! Você foi grosso e eu não tinha dito nada demais. Não gosto como está escondendo as coisas de mim e me culpando pelo o que eu sinto.

- Kat, eu fui um idiota, já disse. Eu, eu... Pisei na bola, pisei feio, não...

- Eu sei – interrompi – Eu sei o quanto você está arrependido, e que admite que foi um babaca, mas... Mas eu quero explicações, Matty. Quero saber o que está te deixando desse jeito e por que se irrita tanto quando eu não correspondo que você sente.

- Você é linda, Katherine. Quando a gente ficou longe, fiquei curioso e comecei a pensar em você de uma forma diferente. Não estou apaixonado e não quero pular de cabeça nisso, mas quero alguma coisa. Não sei o que, só sei que quero e...

- Mas eu não quero! – falei, sua expressão se fechou. Talvez eu tivesse sido um pouco dura demais – Não pode fazer essa cara toda a vez que eu falar isso. Não estou apaixonada por você, Matt.

- E eu não estou apaixonado por você! Só estou sentindo algo diferente, e entendo você. Entendo completamente! – exclamou. Ele passou a mão pelos cabelos, respirando fundo e tentando acalmar-se

- E quanto a Inglaterra? O que aconteceu lá?

Matt apoiou os braços nos joelhos e segurou a cabeça com as mãos. Cada vez que eu tentava tocar no assunto ele parecia mais chateado do que antes. Eu tinha essa mania de querer saber demais, de me preocupar demais e querer resolver tudo sozinha. Eu era controladora. Não admitia quando algo fugia do meu controle e isso acabava comigo.

- Não vou dizer! – disse, em um tom severo. Eu levantei as sobrancelhas, repreendendo-o. Ele respirou fundo e continuou em um tom mais calmo – Já disse que é mais sério do que você imagina. Não quero que você tenha que carregar nem um terço do peso que eu carrego. Ninguém sabe o que aconteceu lá, Kat, só meu pai e... E vai continuar assim, para sempre.

- Acha mesmo que eu vou ouvir você dizer essas coisas e não vou ficar preocupada? Matt, você é meu melhor amigo, quero te ajudar. O que quer que tenha acontecido não vai mudar o que eu penso de você!

- Só está dizendo isso por que não tem ideia da gravidade da situação. Não vou te colocar nessa posição, Kat. Entenda isso.

Assenti, tentando ignorar a pontada de raiva que eu sentia em meu peito. Por que ele se recusava a me contar aquilo? Eu só queria ajudá-lo, e tudo que ele fazia era me empurrar para mais longe dele. Respirei fundo. Estava mais do que cansada daquele mistério idiota que ele vinha fazendo, então, decidi que ia ignorar e tentar evitar o assunto pelo resto do verão.

- Tudo bem – falei, olhando em seus olhos cansados – Vou parar de tocar no assunto se você parar de ser grosseiro e babaca comigo. Não falo mais a palavra Inglaterra se você não se desesperar e começar a chorar e gritar – não tinha certeza se era a coisa certa a fazer, mas era o que estava me confortando no momento – Não quero que esconda nada de mim, Matt. Só quero que fique bem e se esforce para isso.

- Promete? – perguntou.

- Prometo.

Ele sorriu, colocando uma expressão de alívio no rosto. Me abraçou rápido, sem me puxar para muito perto. Eu ainda estava me sentindo estranha, como se tivesse acabado de dar permissão para que ele encobrisse o que parecia ser uma grande parte da sua vida. Não estava me sentindo mais calma, nem achando que isso tudo ia ficar no passado, mas ele parecia ter se aliviado e disposto a não começar mais nenhuma briga. E isso já era o bastante para mim.

 

***

 

Soltei os cabelos do coque que eu havia feito mais cedo e fui atrás de um carrinho de golfe. Era uma terça-feira e eu me sentia bem melhor. Talvez o fato de Matt não estar agindo estranho ou brigando comigo estivesse me deixando mais calma e leve. Desde a conversa com ele no domingo estávamos praticamente ignorando o fato de que chegamos a brigar em algum ponto da viagem, o que por um lado era ótimo, por outro era péssimo.

Peguei a chave e sentei no banco do motorista. Estava ficando boa naquilo, considerando que era menor e mais simples que um carro convencional. O que eu estava indo fazer não tinha sentido nenhum, mas eu estava pensando naquilo desde sábado. Estava indo encontrar Dallas, o garoto do estábulo. Sabia que ele ficava no arco e flecha, então decidi tentar encontra-lo lá.

Queria tirar satisfação, explicar que eu merecia minha vaga em Princeton tanto quanto qualquer outro. Parecia idiota, desnecessário, mas eu precisava daquilo. Desde que ele me lembrou do que disse na minha festa de formatura, fiquei com aquilo no pensamento. Precisava daquilo, tirar aquele peso das minhas costas, o qual eu nem sabia por que estava lá em primeiro lugar.

Assim que cheguei, estacionei o carro e entrei no arco e flecha. Vi algumas primas de Matthew colocando os arcos em cima da mesa, e ele guardava algumas flechas em um canto. Fiquei parada, esperando que elas saíssem dali. Queria estar sozinha quando falasse algumas verdades para ele.

Quando não havia mais ninguém lá além de nós dois, dei alguns passos em direção a ele, mas antes mesmo de virar para mim, falou:   

- Como posso ajudar?

Sem me ver, parecia alguém muito mais gentil. Me perguntei se ele era aquele cara implicante só quando eu estava por perto.

- Pode virar e me ouvir, para começar – disse, mais desafiadora do que eu estava acostumada.

Dallas se virou, tentando segurar uma risada. Encostou-se na mesa atrás de si e cruzou os braços. A cada movimento dele eu ficava mais nervosa.

- Hawking – falou, me encarando – Não pensei que fosse te ver tão cedo.

Eu assenti com a cabeça. Estava me sentindo uma idiota de novo. Droga. Por que perto dele eu ficava daquele jeito? Ele me deixava nervosa, com medo do que ia falar.

- Vai dizer alguma coisa? – perguntou, arqueando as sobrancelhas – Estou esperando.

- Eu mereci, sabia? – falei, quase gaguejando.

- Mereceu o que? – disse, parecendo não fazer ideia do que eu estava falando.

- Minha vaga – respondi, me aproximando – em Princeton.

Ele começou a rir, sem mostrar muito os dentes, como se debochasse de mim. Não gostava do jeito que ele me tratava, não gostava nem um pouco. Ele me diminuía, eu me sentia uma garota boba e idiota perto dele. Ficava tentando passar uma imagem forte e ter uma presença ali, mas falhava repetidamente.

- Quem disse que não mereceu? – perguntou, saindo de perto da mesa.

- Você.

- Eu? Quando? – continuou a rir.

- Na minha festa de formatura. Não lembra?

- Ah sim, - falou, revirando os olhos – aquilo.

Não devia satisfação nenhuma a ele, mas precisava deixar aquilo claro. Era algo que eu havia desejado muito e me esforçado ao máximo para ser desmerecida assim.

- Nunca disse que não merecia a vaga – falou, rapidamente.

- Oi? – retruquei, surpresa por ele negar aquilo tão facilmente.

- Nunca falei isso. Não para você, Hawking.

Odiava o fato de que ele estava negando algo real. Odiava ainda mais ouvi-lo me chamar de ‘Hawking’, mas ia suportar o máximo possível. Não queria que pensasse que éramos amiguinhos ou algo do tipo.

- Você literalmente disse que pessoas como eu tiravam a oportunidade de outras. Você foi claro o suficiente para mim – disse, irritada.

- Eu sei. Merecer e tirar a oportunidade são duas coisas diferentes.

Ele se aproximava de mim, me fazendo querer correr dali. Seu olhar intimidador fazia com que eu me sentisse ainda menor perto dele. Não gostava da sensação que sua aproximação me trazia, não gostava de nada nele.

- Quando falei isso, quis dizer que alguém que precisava poderia estar no seu lugar – disse, assim que percebeu que eu estava no aguardo de uma explicação – Soube pelos jornais que você conseguiu uma bolsa parcial de cinquenta por cento do valor. Você tem dinheiro. Muito dinheiro. Tem bastante gente que precisa desse desconto e não vai conseguir entrar por não poder pagar o total.

Não gostava de entrar no assunto ‘dinheiro’, muito menos com ele. Já havia me sentido culpada por ter as condições que tinha várias vezes, não precisava de alguém me lembrando daquilo.

- Não sei se você mereceu ou não, Hawking, mas se tenho certeza de alguma coisa é que alguém precisava desse cinquenta por cento bem mais que você – explicou. As veias em seu pescoço saltavam a cada vez que ele aumentava o tom. Parecia mais nervoso a cada palavra que dizia.

- Dei a minha alma pelo meu currículo, Dallas – falei, ofendida – Mereci muito. Entendo o seu ponto, mas não é como se eu tivesse o controle de quem ganha ou deixa de ganhar uma bolsa. Apenas me inscrevi e esperei a resposta, igual a todo mundo.

- Por favor, Hawking – disse, chegando ainda mais perto. Mais um passo e encostaríamos um no outro – Não finja que foi uma surpresa para você. Não duvido nada que tenha tido notas ótimas, mas... Eles iam te aceitar de qualquer forma. Seu sobrenome é um peso. Eles não são burros de deixar alguém que venha de uma família como a sua passar. Eles sabem como você vai gerenciar o dobro de empresas que o seu pai, e eles querem o seu nome na lista de ex-alunos – continuou, quase gritando – Seu currículo podia ser uma grande merda, eles ainda assim iam te aceitar.

Minha mandíbula estava travada contra a minha vontade. Eu estava com uma raiva enorme. Não fazia ideia de como ele podia ser tão idiota. As palavras dele doíam em meu peito. Eram como uma pontada em meu coração. Não devia estar me importando com a opinião de um cara alheio, mas vê-lo me odiar assim, gratuitamente, me deixava furiosa.

Respirei fundo, tentando me controlar.

- Você não pode dizer isso sobre mim, Dallas – falei, me esforçando ao máximo para não recuar e começar a chorar – Nem me conhece.

- Verdade. Não te conheço, Hawking. Não sei nada sobre você. Mas já vi várias do seu tipo. E no final, são todas iguais.

Ele se recuou antes de mim, me deixando soltar todo o ar que eu vinha prendendo.

- Do meu tipo? – perguntei.

- Sim. Você não é a primeira garota que Matthew traz aqui. E nem vai ser a última – explicou – Não sei qual é o tipo de relação de vocês, mas...

- Não sou como essas garotas – interrompi, enojada – Sou melhor amiga dele. Somos quase irmãos – lembrei como aquela mesma palavra havia o magoado alguns dias antes, mas fiquei feliz de poder falá-la sem medo.

Ele assentiu com a cabeça e sentou em uma cadeira.

- Ele já trouxe várias garotas aqui. E essas garotas sempre traziam uma amiga. São todas iguais a você. Filhas dos milionários de Manhattan – disse – Parecem até a cópia uma da outra.

- E o que te garante que você as conhece tão bem assim?

- Por que elas não aguentam ver o meu rosto bonito e meu jeito de babaca. Vocês adoram um cara mal-educado, não sei por que. Devem achar que é charme. Mas te garanto que não, é só falta de modos, mesmo.

O contraste no nosso modo de falar era nítido.

- Onde quer chegar?

- Elas dão em cima de mim quando Matthew não está por perto. E, preciso admitir, normalmente são bem gatas. Aí eu transo com elas, e elas querem que eu largue toda a minha vida por elas, acham que eu vou virar um cara romântico que vai namorar com elas e ter um lindo casamento no futuro – falou, com os olhos fixos em mim – Estão enganadas. Eu não mudo por ninguém. Eu não sou o tipo de cara que namora. E quando elas percebem isso? Ah, elas ficam loucas. Vocês não aguentam querer uma coisa e não ter isso. Por isso que acabam em casamentos infelizes. Por que não estão acostumadas a ouvir um não.

Ele respirou, depois do que parecia ter sido um desabafo. Mas eu não era aquele tipo de garota. Sabia muito bem ouvir um não e não ia sair dando em cima de qualquer um. Ele me deixava nervosa, com medo e assustada, mas não achava seu comportamento nem um pouco charmoso. Entedia por que as garotas se enlouqueciam. Ele era de fato bonito. Seus músculos chamavam atenção e nas poucas vezes que desapegava da expressão de raiva, era ainda mais belo, porém sua atitude estragava tudo.

- Não sou esse tipo de garota – respondi.

- Eu sei.

- Então por que acabou de dizer que conhece o meu tipo? – perguntei, confusa.

- Por que achei que conhecia o seu tipo. Mas você já teria tentado me beijar se fosse como pensei.

- Não quero te beijar! – falei, rapidamente.

- Eu sei, Hawking – disse, se levantando – Também não tenho a intenção de te beijar.

Não tenho a intenção. Era quase como se ele dissesse que não pretendia, mas que poderia acontecer a qualquer momento. Aquele pensamento me agoniava, trazia arrepios e calafrios. Eu devia estar indo longe demais.

Ele começou a se aproximar de mim, achei que fosse parar em minha frente, mas passou direto. Caminhou para um armário, guardando alguns arcos. O sol fazia sua pele brilhar, e seus braços estavam me distraindo mais do que eu gostaria de admitir.

- Pode me dizer o seu nome? – perguntei, curiosa.

- Pra quê? Você não me chama de Dallas? – falou, passando a mão pelos cabelos.

- Só quero saber qual é o seu nome. Só isso.

Ele revirou os olhos, e encostou na parede. Ele ria e me encarava ao mesmo tempo. Não gostava do jeito que tratava as minhas perguntas. Me fazia parecer uma idiota que só queria criar assunto. Estava me sentido mais mexida do que o que eu considerava normal

- Cameron, morena – falou – Meu nome é Cameron. 


Notas Finais


E aí? O que acharam?
Matt está cada vez mais protetor em relação a esse segredo. Cam tá se dissolvendo aos poucos.
Me contem o que estão achando nos comentários!
beijooos <3

meu twitter: https://twitter.com/wtfnashx?lang=pt-br


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