História Once Upon a Time - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Personagens Originais
Visualizações 65
Palavras 1.516
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Poesias, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 5 - Red like blood


Fanfic / Fanfiction Once Upon a Time - Capítulo 5 - Red like blood

Faziam-se dias em que eu não conversava direito com minha irmã. O clima pesava e era estranho estar no mesmo lugar em que ela. Não que eu estivesse magoada ou algo parecido, apenas confusa pelo fato dela ter se afastado tão subitamente de mim. Não apenas ela, mas também, os herdeiros que insistiam e me deixar solitária. Era como se eu nunca os tivesse conhecido. Até mesmo Jimin. Era humilhante, depois das coisas que passamos ele me tratar da forma como tratava, friamente, sem um resquício de arrependimento ou seja lá o que for, apenas com indiferença, que me fazia ainda mais triste. Todos os dias chuvosos e inquietos se passavam rapidamente, eram como se não existissem.

Mamãe estava preocupada com o comportamento frio que minha irmã transbordava, mal se alimentava e estava sempre indisposta. Eu também estava preocupada com isso, ela nunca foi assim.

Algumas noites eu fugia de meus aposentos e deitava junto à ela, onde a jovem apenas me segurava forte entre seus braços pálidos e magros e chorava como uma garotinha que ainda pensávamos que ela era. Sempre que era lhe perguntado o motivo de tanto sofrimento, a pequena negava e dizia não querer falar sobre, compreensível.

Em relação ao Park, todas as noites eu dormia me lembrando de suas caricias doces que tanto me faziam falta. Era estranhamente bom me sentir assim, independente, como se ele tivesse me cativado completamente apenas com aquele singelo toque. Seu calor ainda estava espalhado pelo meu corpo, que quase sempre se sentia submisso pelo moreno.

E naquela noite fria de primavera, eu caminhei pelo grande castelo. Determinada demais para ser impedida por o que quer que fosse. Eu queria pecar, por ele, por mim, por nós. Eu queria desfrutar de seus lábios como antes, e céus, estava tão sedenta por tocá-lo. Enquanto caminhava, minha convicção partiu ao ouvir soluços doloroso sendo escapados pela boca de minha irmã.

Ela chorava.

E por mais que aquilo fosse algo um tanto rotineiro para qualquer um que morasse no grande casarão, isto é, ouvir a garota chorando pelos cantos, eu já estava farta daquela situação horrenda. Ela era uma grande obrigação minha, e aquilo acabaria.

— Annabel! – Suas portas abertas mostravam-me sua deplorável situação. Olheiras largas e seu belo sorriso desmanchado, assim como seus perfeitos lábios que estavam pálidos e sem vida. Seu rosto debulhado em lágrimas que cortavam sua pele macia. – Céus, minha irmã! Não chore. – A menina negava e me apertava firme contra si. – Conte-me o que te magoa.

— N-Não posso irmã... você jamais compreenderia. – Em meio aos soluços, sua voz embargada partia-me o coração. – Maldito destino tens ódio de mim, maldito o dia em que eu ganhei a vida. Amaldiçoada eu fui, irmã.

Mesmo sem entender, meus braços ainda a consolavam. — Não diga asneiras! Não quero que chores minha menininha... és tão preciosa para mim, irmã.

— E-Então se me amas como diz, me matará... para que assim eu não tenha que sofrer a dor que é amar alguém.

Annabel chorava por seu amor platônico.

— Não se trate com escarnio, aquele moleque não lhe merece. – Afirmei convicta, a menina negou.

— Oh, claro que não, Emy. Quem não o merece sou eu! Não vê? – Soluçou – Nossos pais são pobres demais comparado ao futuro rei de uma nação, ele jamais me olharia com outros olhos. Tire-me esta dor irmã, eu lhe imploro. Quero partir desta casa. Há muito mais para ser dito, Emily, muito mais.

Assentei-lhe um tapa forte em seus lábios feridos que agora curvavam-se desgostosos.

— Insana! Não diga isto jamais. Você vive num lar onde as pessoas que aqui permanecem lhe amam desde o dia em que nasceu, entendeu? Todos aqui lhe bajulam e não merecem que parta.

— Não posso continuar no mesmo teto do homem que trouxe minha desgraça!
Seu semblante frio e imparcial me deu a certeza de que a caçula não mentia em cada afirmação.

— O que dizes?

— Pergunte ao homem à quem chama de pai, ou ao menino em quem tanto tem apresso. Pare de viver sobre mentiras, sua burra!

— Do que está falando?

— Eles mentiram. Ele mentiu.

Estava inerte demais com as duras palavras que ela teimava em jogar nos meus ombros. Impossível acreditar que as pessoas que eu mais amava me escondiam segredos que necessitavam em ser revelados.

Mesmo apreensiva, eu corri, saindo do quarto de minha irmã, permitindo que até o ultimo resquício de ar fugisse completamente de meus pulmões - o que me causava uma imensurável dor -. Mesmo sem saber para onde iria eu me deixei levar, e quando dei por mim, estava em frente aos aposentos de papai e mamãe.

Três batidas; sem resposta.

Mais quantas batidas eu estivesse disposta a dar e depois um papai com os cabelos bagunçados e cara emburrada. Eles estavam dormindo.

 — O que faz aqui, garota?

— Annabel chorava papai. O que está havendo aqui que o senhor não quer nos contar? - Seu rosto apreensivo quase se tornou irritadiço, se não fosse por meus péssimos modos e uma grande valentia, possivelmente eu estaria com medo. – Não adianta me olhar desta maneira papai, sabe que não me causas medo algum.

Seus olhos escureceram de raiva seguindo de um tapa estalado em minha bochechas.

— Não se meta nisso, moleca! Me deve respeito, continuo sendo seu pai!

— Mudas de assunto porque tens medo que eu descubra algo que não queres não é?
Papai travava o maxilar, enfurecido. — Ouça bem, não quero mais que me desafie. Entendeu? Quero que volte para seus aposentos e de lá não saias mais até que eu lhe ordene, ou será severamente punida.

— Você, nem ninguém nesse castelo ou nesse maldito reino me controlaram.

Emburrada demais para criar mais conflitos, eu parti daquele maldito quarto. E mesmo com todos aqueles recentes acontecimentos, minha vontade de descobrir o que tanto afligia minha irmã não diminua, nem um pouco sequer e, muito em breve, a verdade seria revelada.

 

Apavorada, eu estava apavorada. Tudo me assustava e eu só gostaria de ficar no meu quarto chorando. Aquelas histórias me causavam calafrios e nada que ninguém fizesse ou me dissesse mudaria essa horrível sensação dentro de mim. Essas malditas lembranças.

— Sabe, Ann.... eu nunca quis isto para minha vida e meu pai me força a fazer algo mesmo em contragosto. Tens tanta sorte de ser quem és. -
 

Sorri, ainda brincando com os longos fios de minha prima. — Por que não o deseja, minha amiga? Pelas histórias que titio nos contou, ele parece ser um homem de grande beleza e.... – Brinquei maliciosa – de outras coisas também.
 

— Ouvi ele conversar com meu futuro sogro de coisas que me deixaram aflitas.

— E quais seriam?
 

A garota virou-se com um semblante horrorizado. — Meu futuro marido e sua família escondem um terrível segredo por debaixo de toda aquela riqueza, de todo aquele poder, minha prima. Um terrível e doloroso segredo amaldiçoado.
 

Minha espinha sofreu com o calafrio que escorria em sua extensão. — E-E qual seria esse segredo?
 

— Sangue, muito sangue derramado...

Eu sabia, sempre soube que eles escondiam algo que me fizesse temer, mas mesmo assim, eu não quis me afastar dele. Estava envolvida demais nesse horrível sentimento. Eu estava perdidamente apaixonada pelo noivo de minha prima. Mas quando eu o vi, oh céus, eu apenas tive a certeza de como eu estava insana de o amar. Logo eu, a menina que seus olhos jamais encontrariam e, isso doía, intensamente, profundamente.

 

Cada passo dado era algo preciso, e mesmo nervosa eu caminhava rumo a aquilo que eu estava decidida a fazer. A noite fria, meu sangue fervendo, uma porta encostada e dois Park adormecidos em cima da grande cama coberta de fios nobres.

Tão belo. Tão maldito.
 

— Park!

Seus olhos inchados por culpa do sono se esbugalharam ao me ver.

— Emy?

— Senhorita Everglot? – O caçula esfregava os olhos, envergonhado.

— O-O que fez com ela? 

Os herdeiros entreolharam-se confusos.

— Mentiram para nós, e eu, que confiei em você... em vocês dois.

Jimin levantou da cama, tocando meus braços, apreensivo. — Emy, por favor. Me diga o que aconteceu...

 — Não me toque! -

Na verdade, nem eu mesma sabia o que estava sabendo. Só precisava ouvir uma reposta que fosse, eu precisava entender porque minha irmã chorava. A cortina voou transparecendo o céu escuro parcialmente nublado e um tapa forte dado na face do garoto em minha frente. O moreno soltou-me rápido olhando para o chão e o caçula suspirou fundo, tenso e inquieto.

— Emily, em que dia estamos? – Não conseguia responder, apenas observar as costas do Park que se moviam rápido e sua respiração pesava – Maldição! Responda-me!

— Dia seis...

O garoto pulou rápido de sua cama se colocando ao lado do irmão.

— Saia daqui Emily, agora!

Oh, como eu queria ter sido um pouco menos teimosa naquele momento. Como eu queria ter deixado para lá os problemas de minha irmã e seguir a vida normalmente como eu sempre fiz. Eu poderia, mas o caminho errado e o orgulho ferido não me deixariam escapar daquela situação. Mas eu me arrependi. Me arrependi de tê-lo desobedecido. Me arrependi de ter olhado novamente os orbes de Jimin.

Seus orbes vermelhos, como o mais puro sangue.

 

 


Notas Finais


Oh, oi.
Desculpem pela demora, além do bloqueio, eu estava muito insegura em continuar ou não :/
e como eu estava fazendo uma "limpa" nas minhas escritas antigas, eu quase coloquei meu bebê em Hiatus, mas parece que a sanidade bateu e eu desisti.
Bom é isso, me perdoem. :(
Deixa aquele comentario fofo. sz

Desculpa a cor da fonte do banner, é que o branco não ficou muito bom não. Estou pensando em fazer uma nova capa, hihi.


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