História RoyalTale - Capítulo 12


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Categorias Undertale
Personagens Alphys, Asgore Dreemurr, Asriel Dreemurr, Chara, Frisk, Mettaton, Napstablook, Papyrus, Personagens Originais, Sans, Toriel, Undyne, W. D. Gaster
Tags Charisk, Undertale, Yuri
Exibições 207
Palavras 1.161
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), FemmeSlash, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Mais um capítulo pra vocês, espero que gostem.

Capítulo 12 - Chapter Eleven - Last Night


 

Frisk e eu não sabíamos lidar com tudo o que estava acontecendo, então apenas nos fechamos para evitar transparecer a dor que sentíamos. Eu queria ter falado com ela, pedido desculpas e amá-la pelo tempo que ainda me restava, mas não fiz isso porque sabia que só tornaria tudo mais difícil.

 

O tempo passou voando e quando me dei conta a última noite dela no castelo havia chegado, a última chance que tínhamos de nos ver antes dela partir amanhã de manhã… Sabe eu queria muito odiá-la e dizer que acreditava nas coisas que havia dito pra ela naquela discussão, mas quanto mais eu tentava tirá-la da cabeça mais à vontade ver seu rosto aumentava.

 

Nessa noites como nas anteriores ela decidiu jantar em seu quarto, provavelmente para se poupar da dor de olhar para nós pela última vez. Na mesa estavam apenas eu e meus pais, pois Asriel havia ido passar a noite na casa de um amigo, todos comiam em silêncio e eu nem conseguia comer direito, só fiquei mexendo com o garfo no prato enquanto me concentrava em meus pensamentos.

 

— Minha criança, você tem que falar com Frisk. – Toriel disse quebrando o silêncio.

— Não há nada a ser dito mãe. – respondi desanimada.

— Essa é a última noite que vocês tem pra passar juntas – Asgore falou – Se não aproveitarem vão se arrepender depois.

— Aproveitar o quê? Não sei se vocês sabem, mas a gente teve uma briga muito feia, eu disse tantas coisas ruins pra ela e agora ela me odeia e não tem jeito consertar isso! – disse surtando, não aguentava mais guardar toda aquela dor dentro de mim.

— Chara, é claro que ela não te odeia – Toriel tentou me consolar – Vocês se amam e não é uma briga boba que vai mudar isso.

— Está tão na cara assim? – disse olhando para meus pais.

— Nós te conhecemos melhor do que ninguém, querida. – Asgore afirmou – E é sempre assim quando se está apaixonada; não tem como esconder.

— E vocês não estão bravos por… – iria perguntar, mas fui interrompida por Toriel.

— Você namorar a Frisk? Claro que não, minha criança, não somos tão caretas assim. – ela falou com um sorriso acolhedor no rosto.

— Além do mais ela é uma boa garota, você escolheu bem. – meu pai falou.

— Pai! – eu disse constrangida.

— Mas é verdade! – ele falou soltando um sorriso – Agora essa é a última chance que você tem de se redimir com ela, se eu fosse você não a desperdiçaria.

— Vocês estão certos. – disse me levantando – Obrigada pelos conselhos, vou falar com ela agora.

— Tudo bem, boa sorte. – Toriel falou e eu saí correndo dali.

 

Precisava desesperadamente falar com ela e não aguentaria esperar nem mais um segundo.

 

Quando cheguei até o quarto de Frisk, senti uma mistura de ansiedade e medo, mas respirei fundo e bati à porta.

 

— Frisk! – gritei batendo novamente – Frisk abre essa porta! Me desculpe por ter brigado com você, eu estava com raiva por tudo que aconteceu e acabei descontando em você, por favor me perdoe.

— Você não me odeia? – ouvi sua voz dizer do outro lado da porta.

— É claro que não! Como eu poderia te odiar? Não é sua culpa que nós não podemos ficar juntas; você não pediu para ser princesa.

— Chara, me desculpe por… – ela disse abrindo a porta, eu não me contive e a interrompi com um abraço, como senti falta em segurá-la em meus braços assim e sentir seu corpo junto ao meu; nos apertamos com força até que eu me afastei para poder olhar seu rosto.

— Não chore.. – falei enxugando a água de seus olhos. – Estou aqui com você agora. – disse e passei a mão pela sua face, com calma fui a trazendo para mais perto de mim, até que pudesse selar nossos lábios, ela colocou suas mãos em minha nuca intensificando ainda mais o beijo, exploramos a boca uma outra até que o ar nos faltasse.

— Me dói saber que não vou poder mais ficar assim com você. – Frisk disse ofegante.

— Temos que parar de pensar no que não vamos mais poder fazer e aproveitar o tempo que ainda nos resta. – falei à ela determinada – Podemos sair e dar uma volta de bicicleta pela cidade, ou talvez ir até o show de Mettaton essa noite no Grillby’s.

— Eu agradeço que você esteja tentando me animar, mas não estou afim de sair hoje. – ela declarou ainda tristonha.

— Então vamos ficar aqui, e se a gente assistir aquele filme que eu tinha te oferecido um tempo atrás? – sugeri tentando animá-la.

— É, pode ser. – ela respondeu soltando um sorriso pequeno.

 

Fomos até a sala de estar onde tinha uma televisão e um DVD-Player velhos que Alphys havia consertado, peguei o filme que estava guardado na estante e o coloquei para começar.

 

— Que filme você escolheu? – Frisk perguntou quando me sentei ao seu lado.

— Adivinha.

— Sei lá, Mettaton III? – ela chutou.

— Errou feio. – falei e as primeiras cenas do filme começaram à rodar; logo de cara ela soube qual era o filme.

— A Noiva Cadáver? – ela perguntou e eu assenti – Como você conseguiu isso?

— Achei no lixão um dia desses, vamos ver agora se está intacto.

— Você nunca assistiu?

— Não. – respondi – Estava guardando para ter à minha primeira vez com alguém especial. – a provoquei fazendo ela corar.

— Você não presta. – ela disse apoiando a cabeça em meu corpo.

— E você sempre sabe disso – falei lhe oferecendo um sorriso – Agora vamos assistir o filme. – disse e Frisk assentiu.

 

Não demorou muito para que Frisk estivesse deitada em meu colo, eu comecei a acariciar seus cabelos longos e por mais que tentasse não conseguia tirar os olhos dela; odiava esse poder que ela tinha sobre mim de sempre conseguir ter toda a minha atenção.

 

— Chara? – ela me chamou e eu tentei disfarçar olhando para TV.

— Sim?

— Pensei que você queria assistir ao filme, não à mim. – ela falou e pude sentir meu rosto queimar.

— Cala a boca. – respondi sem jeito e ela soltou uma risadinha, dessa vez nós duas voltamos à assistir o filme.

 

Apesar de eu ter perdido o começo, acabei gostando muito do filme e era impressionante a maneira como ele se encaixava com a minha realidade. No filme Victor e Emily acabam se apaixonando, mas ela é do mundo dos mortos e ele já está comprometido a se casar com uma menina no mundo dos vivos, no final Victor fica com sua noiva enquanto Emily vai embora e se “liberta” do mundo dos mortos; a única diferença com a realidade é que eu continuarei no mundo dos mortos.

 

Depois que o filme acabou Frisk acabou dormindo em meu colo e eu continuei a acariciando, acho que até então eu ainda não tinha realmente percebido que aquele era nosso último momento juntas; fiquei o máximo que pude acordada para aproveitar cada segundo que me restava com ela.

 

Antes que eu pudesse cair no sono cheguei bem perto dela e sussurrei baixinho para que ela ouvisse apenas em seus sonhos:

 

“Eu te amo”

 



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