História RoyalTale - Capítulo 13


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Categorias Undertale
Personagens Alphys, Asgore Dreemurr, Asriel Dreemurr, Chara, Frisk, Mettaton, Napstablook, Papyrus, Personagens Originais, Sans, Toriel, Undyne, W. D. Gaster
Tags Charisk, Undertale, Yuri
Visualizações 367
Palavras 2.442
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), FemmeSlash, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Desculpem a demora, era pra ter saído ontem, mas estou viajando e tô sem Internet; consegui postar agora usando o wi-fi de um shopping.
Enfim, sem mais delongas, aqui está.
(Aviso: Prepare seu coração porque ele pode levar alguns tiros)

Capítulo 13 - Chapter Twelve - Come Back Home


 

Abri os olhos com preguiça na manhã do outro dia, soltei um bocejo demorado e me espreguicei tentando acordar por completo, mas o quê me despertou realmente foi ver que Frisk já não estava mais no sofá comigo.

 

Naquele momento uma aflição sufocante atingiu meu peito, sabia que ela iria partir bem cedo e o medo de não poder me despedir dela era assustador. Corri para a cozinha na esperança de encontrá-la me oferecendo um bom dia, mas só encontrei minha mãe preparando o café da manhã.

 

— Onde está Frisk? – perguntei preocupada.

— Ela acabou de sair, minha criança. – Toriel respondeu – Disse que preferia partir antes que todo mundo acordasse; acho que deve ser muito doloroso para ela ter que se despedir.

— Eu não me importo, preciso vê-la uma última vez. – falei e saí dali com pressa.

 

Corri o mais rápido que pude, precisava alcançá-la e pelo menos dizer um último adeus. Sei que de certa forma Frisk estava certa, seria bem mais fácil se nós nos esquecemos e fingíssemos que nada havia acontecido, mas eu não podia fazer isso; no momento em que eu soube que a amava sabia que teriam momentos bons e ruins, e por ela estava disposta a aguentar todos eles com um sorriso no rosto.

 

***

 

Saí de casa bem cedo para não ter que ver a família Dreemur pela última vez, pois sabia que se caso isso acontecesse eu não teria mais coragem de ir. Engoli as lágrimas e a saudade enorme que já estava sentindo e peguei minha bicicleta para encontrar Henry nas Ruínas, aonde segundo ele que uma equipe viria nos “resgatar”.

 

Tentei passar o caminho sem olhar muito ao redor, não podia crer que nunca mais veria aquelas ruas, sentir o calor escaldante de Hotland ou o frio gélido de Swondin; lugares que tão rápido eu me acostumei à chamar de lar. Quando parti da superfície senti um pouco de medo e receio sim, mas nem se comparava ao que senti agora. Todo meu ser desejava ficar aqui pela eternidade, mas no fundo a minha consciência sabia que o certo a fazer era ir embora e sair da vida de todos, afinal não podia arriscar que machucassem meus amigos por minha causa; em especial ela.

 

Depois de alguns minutos pedalando cheguei ao meu destino, larguei a bicicleta encostada em um canto e entrei nas ruínas, dando uma última olhada antes de deixar tudo para trás.

 

Precisava chegar no começo das Ruínas, o que levaria alguns minutos de caminhada, enquanto andava todas as memórias que havia acumulado no Underground passavam pela minha cabeça, desde meu primeiro dia onde vi os olhos vermelhos de Chara pela primeira vez até hoje mais cedo onde acordei no aconchego de seu colo; apenas algumas semanas que mudaram minha vida inteira.

 

Estava quase chegando quando escuto uma voz ao longe, de primeira eu pensei que fosse coisa da minha cabeça, mas depois que começou a chegar mais perto foi impossível não reconhecer aquela voz, parei de andar e me virei encontrando Chara vindo correndo até mim. Ela vinha o mais rápido que podia e eu não aguentando vê-la tão perto de mim fui ao seu encontro.

 

— Achou que eu ia te deixar ir assim? – ela disse me abraçando forte. – Eu mereço pelo menos um abraço de despedida não acha?

— Você merece muito mais, Chara. – falei não conseguindo conter que as lágrimas saíssem– Mas como eu não posso te dar o que você merece pensei que seria melhor que eu fosse embora de uma vez.

— Frisk, não seja tola, cada segundo que eu ainda puder passar ao seu lado vai valer à pena; você é a melhor coisa que eu poderia ter. – ela declarou se afastando um pouco para poder olhar bem no fundo dos meus olhos; porém logo voltou a me abraçar. Ficamos assim por um bom tempo, apenas sentindo o calor uma da outra em silêncio, até que eu resolvi dizer alguma coisa em meio aos prantos.

 

— Eu não quero te soltar.

— Frisk! Não me faça começar a chorar. – Chara falou me apertando ainda mais forte. – Eu também não quero te soltar.

— Por que nós nunca podemos ficar juntas? – perguntei a soltando por um momento para enxugar a água que não parava de sair dos meus olhos.

— É como no filme, querida. – ela falou tentando forçar um sorriso enquanto tirava algumas lágrimas do meu rosto – Você é do mundo dos vivos e eu do mundo dos mortos; faz parte do destino que fiquem separadas.

— Queria poder mudar o destino.

— Talvez algum dia. – ela disse me dando um beijo suave na testa – Agora é melhor você ir, antes que aquele “ser” apareça e eu perca a cabeça.

— Você está certa, eu tenho que ir. – admiti mais para mim do que para ela. – Não quero te dizer adeus, então até logo. – falei forçando um sorriso aparecer em meu rosto.

 

De repente Chara se aproximou de mim e selou nossos lábios em um último beijo, esse pareceu mais intenso e apaixonado que os outros; acho que porque esse continha a saudade que já estávamos sentindo. Com muito esforço nos separamos quando o ar nos faltou, eu sorri para ela e me virei, respirei fundo e dei o primeiro passo e depois o próximo e assim por diante, começando a andar, infelizmente, para longe dela; aquilo de longe foi a coisa mais difícil que já fiz na vida. É claro que eu olhei para traz umas mil vezes, e me doía muito vê-la tirando algumas lágrimas que começaram à sair de seu rosto, apesar do choro ela ainda sorria, como se me incentivasse à ir em frente. Por ela e por todos que eu conheci ali eu segui em direção ao meu inevitável destino, e mesmo sabendo que nunca mais seria feliz do jeito que fui aqui eu sorri; agradecida por pelo menos ter tido a chance de ter vivido tudo isso.

 

~~~

 

Realmente uma equipe veio nos buscar, jogaram uma escada enorme para que eu e Henry pudéssemos sair, com certa dificuldade nós subimos até o topo, foi um caminho demorado e exaustivo, mas ver a luz do sol cada vez mais perto foi um incentivo animador, apesar de que eu ainda estivesse muito triste.

 

Na superfície eu tentei me manter forte e calma, quando cheguei no castelo meus pais me abraçaram e fizeram milhões perguntas, eu falei a verdade: Havia fugido e acabei caindo no Underground, mas fui acolhido pelo povo lá debaixo até que fui obrigada a voltar. É claro que nenhum deles acreditou em mim, me disseram que eu ainda estava muito traumatizada e não estava falando coisa com coisa e enfim pediram para que eu passasse o resto do dia no meu quarto em repouso, é claro que eu não recusei a oferta e assim o fiz.

 

No momento em que fechei a porta todos os sentimentos que eu estava escondendo vieram à tona, a saudade, a dor e até mesmo a raiva me atingiram com tamanha violência que eu me sentei agachada me encostando na porta e comecei à chorar. Do lado de fora ouvi algumas pessoas passando e dizendo que “a princesa está louca” e “talvez ela jamais se recupere”, mas não dei importância aqueles comentários, tudo que conseguia pensar era nela em como a queria ali comigo.

 

E assim passei meu dia; lamentando por tudo que aconteceu aos prantos. A noite surgiu e mesmo assim não consegui parar de chorar, o único momento em que consegui conter minhas lágrimas foi quando abri a janela de meu quarto e observei o céu estrelado; ver a imagem da Lua junto aqueles pontinhos brilhantes no céu me trouxe certa calma, mas aquela vista também me proporcionou ter a chance de olhar o Mt. Ebott, o lugar em que tudo começou.

 

Fiquei olhando a paisagem por um bom tempo até que tomei uma decisão. Movida pela saudade e a vontade incontrolável de estar perto de Chara resolvi ir até o Mt. Ebott, eu não iria cair dali de novo, mas pensei que talvez fosse bom para mim passar um tempo por lá. Respirei fundo usei uma passagem secreta que eu conhecia para sair do castelo, com pressa eu corri para a floresta até finalmente cheguei na caverna que ficava abaixo da montanha.

 

Me surpreendi ao encontrar vários jipes e tanques do exército rodeando o lugar, com curiosidade e certo medo de descobrir o que eles estavam fazendo ali fiquei escondida entre as árvores, outro jipe chegou e eu esperei que alguns homens saíssem para escutar o que eles conversavam.

 

— Não acredito que nos tiraram da cama pra isso – um homem mal-humorado falou. – Até parece que somos empregados do Rei.

— É nosso trabalho, se ele ordena temos que obedecer. – um outro já estava conformado.

— Mas pra quê fazer isso agora? – o mesmo irritado questionou – Aqueles vermes já estão apodrecendo lá embaixo, não faz diferença nenhuma se estão vivos ou mortos.

— Espero que atirem tanto quanto falem. – o que parecia ser o comandante os repreendeu.

 

Eu já sabia o que aquilo significava e naquele momento eu entrei em pânico, meu coração começou a bater mais rápido só de imaginar no que estava ocorrendo lá embaixo. Desesperada e novamente chorando eu corri sem pensar até a caverna onde a escada ainda estava estendida, para minha sorte não havia ninguém ali naquele momento e aproveitei para descer e ver com os meus próprios olhos o porquê deles estarem aqui.

 

No primeiro barulho de disparo que ouvi senti uma dor forte em meu peito, desci o mais rápido que pude e corri até sair das Ruínas; mais lágrimas caíram quando vi o jeito que estava o lugar.

 

Tudo fora destruído e pessoas corriam assustadas por toda a parte, os soldados atiravam em qualquer um que viam e a quantidade de corpos só aumentava, eu fiquei parada abismada vendo o cenário de guerra que estava à minha frente, ver tantas pessoas sofrendo e perdendo suas vidas por minha causa me fez sentir uma culpa imensurável que praticamente me sufocou.

 

Porém dispersei aqueles pensamentos e foquei em encontrar Chara; se pelo menos ela estivesse bem eu ficaria menos culpada. Apesar do extremo desconforto de ter que olhar para todos aqueles corpos atirados na rua eu segui esperançosa de não encontrar ela no meio deles; foi uma esperança que logo se despedaçou.

 

Chara estava sentada na rua encostada na parede de uma casa, pela quantidade de sangue tinha na sua barriga ela havia levado um tiro, suas mãos tentavam conter o sangramento, mas pela expressão quase sem vida de seu rosto acredito que não estava dando certo; se quando nós duas brigamos meu coração se despedaçou, agora ele foi triturado e moído até virar pó.

 

— Chara! – gritei correndo ao seu encontro – Por favor, fica comigo!

— E… Eu sabia… Você veio… – ela conseguiu dizer com esforço, sem olhos dependiam a se fechar e eu já chorava como nunca antes.

— Não diga nada, vai ficar tudo bem… Vou dar um jeito, nós vamos dar um jeito… – falei em desespero.

— Me… Meu quarto… – ela disse e parecia querer continuar a falar, mas começou a tossir e sangue saía de sua boca.

— Seu quarto? – perguntei confusa e ela assentiu, nesse momento seu olho se fechou, mas não voltou a abrir como antes – Chara! Chara não vá embora, por favor, eu não posso te perder – falei a pegando em meus braços e sem saber o que fazer eu só a beijei em um ato de desespero, sentindo o toque de seus lábios junto com o gosto de sangue.

 

Queria gritar com toda a minha força para tentar tirar todo aquele peso que sentia em meus ombros; afinal eu não só havia condenado meu destino como havia acabado com o de todo mundo. Até mesmo o amor de minha vida eu acabei matando; só queria saber o porquê de eu ainda estar viva.

 

Sobre a dor e a raiva resolvi ir até o quarto de Chara, não sabia o motivo dela ter falado dele em suas últimas palavras, mas creio que a resposta esteja lá.

 

Sem muita dificuldade entrei no castelo, haviam destruído boa parte dele como móveis e janelas, mas quando cheguei ao quarto de Chara ele estava imaculado; a única coisa que havia de diferente era que havia uma carta sobre a escrivaninha, ao lado da adaga que eu tinha dado à ela. Enxuguei meus olhos que estavam até inchados de tanto chorar e comecei a ler as palavras que Chara havia deixado para mim.

 

“Minha amada Frisk,

 

Se você está lendo essa carta eu não devo ter sobrevivido para te contar isso pessoalmente, sinto muito e por favor não se sinta culpada, sei que deve achar que tudo isso aconteceu pelos seus atos, mas tudo que você fez foi tornar à vida de todos mais feliz; principalmente a minha.

Enfim, se lembra quando eu te disse que uma vez eu quase morri tentando voltar à superfície? Pois é, na verdade eu realmente morri. Sei que pode parecer loucura, mas isso é um poder que pessoas como eu e você tem; pessoas determinadas que podem fazer o impossível. Acredito que você não tenha muito tempo para explicações então vou direto ao ponto: Sempre que morre você pode voltar para um momento no passado em que sua determinação estava alta, como uma espécie de ponto salvo que você pode voltar sempre que algo dá errado. É só pensar no momento em que você quer voltar enquanto sua vida esta “acabando” e voilà, você volta no momento em que pensou.

Infelizmente esse é um poder limitado e eu acabei usando o meu, sei que é um risco muito grande e entendo se não quiser tomá-lo, mas você é a pessoa mais determinada que eu conheço e acredito que você é capaz fazer de qualquer coisa. 

 

Com todo o meu amor, Chara.

 

 

(P.S - Caso encontrá-lo, diga que eu mandei um olá.).

 

(P.S 2 - Nunca te disse em voz alta, mas você sabe que eu te amo. ).”

 

Eu mal podia crer naquilo em que ela escreveu, bem eu acreditava no que ela disse, mas era impressionante que fosse possível. É claro que ela não me diria para eu me matar se não fosse realmente necessário, então sem pensar duas vezes eu peguei a adaga e enfiei em meu peito; posso dizer que doeu muito sim, mas nem comparava à dor que sentia em minha alma.

 

Fechei o olhos e deixei que a morte me levasse lentamente, comecei a pensar no lugar em que eu pretendia voltar e de certo modo eu até estava um pouco feliz; pelo menos se não desse certo eu iria acabar de vez com a minha vida miserável.

 



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