História RoyalTale - Capítulo 18


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Categorias Undertale
Personagens Alphys, Asgore Dreemurr, Asriel Dreemurr, Chara, Frisk, Mettaton, Napstablook, Papyrus, Personagens Originais, Sans, Toriel, Undyne, W. D. Gaster
Tags Charisk, Undertale, Yuri
Exibições 109
Palavras 1.072
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), FemmeSlash, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Depois de 84 anos, aqui está.
(P.S - O capítulo é narrado por Chara)

Capítulo 18 - Chapter Seventeen - In Another Life


 

Após um dia exaustivo eu finalmente estava em casa, fui até o banheiro e tomei uma ducha, logo em seguida fui até a geladeira e me decepcionei ao encontrá-la vazia, os bicos que eu fazia me davam um bom dinheiro, mas não era suficiente para pagar o aluguel e ainda bancar luxos como comida; havia coisas mais importantes para fazer com meu dinheiro. Por fim acabei encontrando uma barrinha de chocolate no fundo da prateleira da geladeira e aquilo foi minha janta.

 

Andei até o quarto e me joguei na cama, mas por mais cansada que eu estivesse não conseguia dormir, e fiquei encarando o teto pensando no dia de hoje. O motivo principal de minha insônia era Frisk, a princesinha que eu havia sequestrado hoje, por alguma razão desde que a deixei ir ela não saiu da minha cabeça e aquele pequeno momento que passamos juntas se repetia continuamente em meus pensamentos.

 

O que me intrigava naquela garota era o jeito como ela agia perto de mim, na hora eu pude até disfarçar e fingir que não estava percebendo, mas é claro que reparei na maneira como ela me olhava, nas lágrimas que saíram de seus olhos quando encontraram os meus e no modo como ela me tratou, como se… Ela me conhecesse. É claro que isso não fazia sentido, obviamente eu nunca falei com ela e mesmo que por algum milagre ela soubesse da minha existência, não é daquele jeito que você trata alguém que acabou de te sequestrar. Já fiz isso muitas vezes e posso garantir, ninguém jamais tinha me perguntado se eu estava bem ou muito menos me abraçado. Havia algo de estranho naquela menina, disso eu tinha certeza, mas eu sabia que, provavelmente, nunca iria descobrir o quê. 

 

Mesmo tendo ciência disso eu não podia parar de pensar nela, havia um tipo de charme naquela garota que me atraía de certa forma, não era atração sexual, claro, mas sim como se eu houvesse algo nela que eu precisasse saber, um segredo, um mistério, que ligava nossos destinos; não que eu acredite em destino, mas é a única forma que sei descrever essa situação estranha.

 

Muitas horas depois o sono conseguiu vencer meus pensamentos e eu finalmente adormeci depois desse dia louco.

 

~~~

 

Acordei em um sobressalto e com a respiração ofegante, aquele sonho foi o mais estranho que tive em minha vida e precisava de um tempo para assimilar tudo o que havia acontecido. 

 

No começo havia Frisk, a princesinha estava parada na minha frente com um vestido branco rasgado, eu disse alguma coisa para tentar intimidá-la e ela se assustou, mas assim que viu que eu só estava a provocando ela exibiu um sorriso o que, por algum motivo, me deixou um tanto desconfortável e tive vontade de retrucá-la, mas então umas figuras estranhas apareceram, eles não eram humanos, pareciam animais enormes ou algo do tipo. Os analisei por um tempo, minha imaginação realmente era fértil para pensar em seres como esses; acho que pelo que tudo indica são monstros. 

 

Se não bastasse tanta coisa sem sentido, pelo que entendi no decorrer do sonho eu moro num castelo junto com esses monstros, e agora Frisk também ia morar aqui. Só espero que isso não signifique que eu estou ficando louca, porque acho que só alguém com problemas mentais para pensar em uma bizarrice como essa.

 

Eu não entendia o que estava acontecendo, era como eu estivesse em um modo automático e não pudesse controlar o que falava ou sentia, estava apenas assistindo o sonho sem que pudesse participar dele de fato; como eu não tinha outra opção deixei ser levada pela situação para tentar descobrir onde esse sonho iria me levar.

 

Enfim, dias se passaram e minha convivência com a princesinha ia de mal à pior, ela tentava de tudo para ter a minha atenção, mas eu a desprezava imensamente. Até que ela me contou alguma coisa que me fez lembrar de algo da infância, um dia em que eu pensei que conseguiria entrar no castelo; na verdade isso realmente aconteceu, no mundo real, mas acabou não dando certo. Porém, não foi isso que aconteceu no sonho, nele Frisk vinha falar comigo e nós viramos amigas.. Por que isso está acontecendo nesse sonho? O que isso tem a ver com o resto? Essa mistura entre o que é real e o que é sonho me deixou muito confusa.

 

Então naquele momento tudo veio à tona de uma vez só, passando pela velocidade da luz na minha cabeça: Minha paixão por Frisk, sua beleza naquele vestido, a primeira vez que nossos lábios se selaram e até nossa noite juntas.. Foi só aí que percebi que aquilo não era um sonho, não, era impossível que tudo isso fosse coisa da minha cabeça, aquilo era real, eram memórias.

 

É claro que com as lembranças boas retornando as ruins também surgiram, Henry, as almas e a guerra que acabou causando… A minha morte.

 

 

Logo após isso eu acordei, e cheguei onde estou agora, vendo essas memórias. Tudo aquilo era tão confuso, toda a lógica do mundo não explicaria como aquilo era de verdade, e se eu falasse para qualquer um iriam me internar num sanatório. Como e onde todas essas lembranças aconteceram ainda era um mistério, mas eu sabia, eu sentia que eram reais. Não importava o que eu precisasse fazer, eu descobriria o porquê dessas memórias estarem na minha mente.

 

Pensei por um tempo sobre o quê poderia explicar o que estava acontecendo, e então liguei os pontos. Frisk. É por isso que ela agia como se me conhecesse, porque de fato, me conhecia; ou pelo menos uma versão diferente de mim.

 

Eu precisava de respostas, e tinha que ser agora. Levantei da cama e troquei de roupa, saí no meio da madrugada pelas ruas da cidade até chegar ao castelo, do mesmo jeito que Frisk saiu eu consegui entrar e usando as lembranças que tinha sobre o lugar achei o quarto de Frisk, tentando fazer o mínimo de barulho possível abri a porta e entrei no quarto, a fechando logo em seguida.

 

Era estranho vê-la depois do “sonho”, esse meu outro eu tinha fortes sentimentos pela garota e poder senti-los também, por alguém que eu mal conhecia, era um tanto desconfortável. Mesmo sem fazer quase som nenhum, Frisk acordou e me olhou confusa com o rosto sonolento, eu sorri e falei baixinho.

 

— Temos muito o que conversar, princesinha.



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