História Royalty - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias A Seleção
Personagens Personagens Originais
Tags A Seleção, Família, Família Real Britânica, Principe Harry, Real, Realeza, Royals, Royalty
Exibições 16
Palavras 1.843
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá amoras, como estão?
Espero que estejam bem e que gostem do capítulo!
Beijão até as notas finais!

Capítulo 3 - Partimos sem complicações


Fanfic / Fanfiction Royalty - Capítulo 3 - Partimos sem complicações

                                                                 Marie

Devo confessar que não consegui dormir. 
Mas quem conseguiria depois de descobrir sobre o passado amoroso da mãe e sobre as possibilidades de paternidade? 
Fiquei encarando o chão por muito tempo, e  só consegui cochilar por alguns pequenos minutos. 
Kenna já estava no décimo estágio do sono e James parecia dormir como uma pedra. 
Enquanto eu varava a noite e minha mente atrás de respostas. 
E devo confessar também, que sem querer comecei a acreditar nessa possibilidade absurda de ser uma Windsor. 

" — Você está linda, Marie" , disse minha mãe, num Halloween que eu resolvi me fantasiar de princesa. Tinha 12 anos, e me lembro bem do que ela disse depois, quando foi colar o "toque final" na minha fantasia. 
Ela pegou a coroa de plástico e então disse 
"— Eu, Clarissa Emilie Mills, te corou, Princesa Marie Elizabeth Windsor." 
Para eu, naquela época, era uma mera brincadeira. Não liguei muito.
Mas agora, isso tem um pouco mais de sentido. Apesar de parecer insano cada vez que penso nessa possibilidade. 

Quando deu 10:30 eu acordei Kenna e James.
Eles estavam muito sonolentos mas depois que ambos tomaram banho já estavam melhores. 
Kenna vestia uma calça jeans escura simples, coturnos pretos de um material parecido com couro, uma blusa preta sem estampa e  uma jaqueta de frio jeans escura.
James estava no mesmo estilo. Calça escura e blusa preta com tênis escuro.
E coloquei uma blusa cinza. Não tinha muitas blusas pretas, então foi a blusa cinza, mesmo! 
Coloquei minha calça preta e um tênis preto. 
Vesti por cima o moletom preto e já estava pronta para investigar. 
— Acho que estamos levando esse negocio de "investigar" muito a sério. — disse Kenna.
— Realmente, muito a sério. Mas s é preciso levar isso a sério. — eu disse—  Isso, envolve minha família e minha história. Meu passado, presente e futuro. Ken, leve isso a sério! — eu pedi.
— Tudo bem.— ela disse— Mas se você for mesmo Marie Elizabeth Windsor, não se esqueça que fomos amigas. — ela pediu.
— Tudo bem. Acho difícil eu ser,, mas pode deixar. Você sempre será minha amiga. Talvez a minha melhor amiga. 
— Você é a minha melhor amiga. — ela disse. Ninguém nunca tinha me falado isso antes...
Deve ser porque nunca tenha tido amigas antes. 
Eu sorri para ela, que fez o mesmo.
Logo depois de comermos, eu fui até a sala de costura falar com a Irmã Aida. Ela disse que tudo bem nós irmos, porém teríamos que chegar as 17:30 para ajudar com os preparativos da missa e do jantar. 
E assim, nós andamos do convento até  minha antiga casa. 
Liguei à luz da sala, e comecei a mostrar os outros cômodos para meus colegas. 
Kenna começaria pelo meu quarto e James pela sala e eu começaria pelo quarto da minha mãe.

Se eu fosse um diário, onde me esconderia?
Eu me perguntei, após revirar o quarto todo sem sucesso nenhum. 
— Vamos lá, me deem uma ajudinha! — pedi olhando para cima, como se pedisse um empurrãozinho da minha mãe e de Deus.
Porque se o cara dai de cima quer me fazer crer, a hora é agora. 
Fui andando de costas, e sem querer, trombei  com o guarda roupa de madeira de Dona Claire. 
Que arranhou o piso ao sair do lugar. Mas fez um barulho diferente. Já ouvi várias coisas arrastando num piso de madeira e definitivamente não faz esse barulho.
Olhei para para  guarda roupa e comecei a afastá-lo. 
Ao ficar atrás dele para empurra-lo pude sentir que haviam madeiras soltas.
Após todo esse processo me agachei no chão e comecei a bater no chão para ouvir o barulho que faziam até chegar numa oca. Comecei a tentar achar uma jeito de levanta-lá , até que vi uma ponta levantada. Puxei-a, revelando um buraco preenchido por cadernos, pastas e agendas. 
Com certeza, achei a cereja doce para se colocar em cima do sorvete. 
Obrigada Cara dai de cima! Você não tem noção do quanto me ajudou! 
— O gente! — eu gritei. — Podem vir aqui, eu achei uma mina de ouro! — completei, e no outro segundo os dois já estavam encima de mim.
— Se nada der certo para mim como jornalista, eu já sei que posso tentar a CIA ou o FBI.— disse Kenna, surpresa com o achado.
— Mas e aí, Vossa Alteza, está esperando o que para pegar essas agendas! Uma investigação precisa ser concluída! — brincou James, e logo eu já estava tirando os cadernos e as inúmeras folhas que tinham o piso oco.
O tampei de novo e começamos a separar as coisas. 
Arrumamos em pilhas, que era divididas por conjuntos e esses conjuntos com pessoas. 
Eu, assim como da outra vez, leria os relatos de minha mãe. Só que dessa vez nas agendas.
Kenna estudava os desenhos e James lia as outras matérias de jornal.

 


Li a primeira agenda, como quem revisa a matéria nas vésperas da prova. E não havia nada. Nem relatos sobre meu pai ou fotos.
Isso me deixava confusa. Muito mesmo. 
Pelas cartas, constatávamos que era uma Windsor, mas pela agenda 1, não fazemos ideia sobre a paternidade.
— Amiga, eu acho que você é mesmo filha dele — ela disse me passando uma foto. 
— Mas é só uma foto! — disse observando a foto amarelada de minha mãe. Observei-a bem. 
Não tínhamos nada em comum. Eu tenho  cabelo  ente  ruivo e castanho claro, enquanto ela era completamente loura. Dona Clarissa era cheia de sardas, enquanto eu não tinha nenhuma pinta no corpo ou marca de nascença perceptível. Meu olhos são azuis e os dela eram mel. Nem nossa feição é parecida, não os traços exóticos dos Mills. 
— Não estou te mostrando a foto. Estou te mostrando o que está atrás dela. — explicou-me, fazendo-me virar a mesma e ler o que estava escrito com caneta vermelha com uma letra linda. Que com certeza não era dela.

" Querida, Clarissa. 

Estou ansioso para te reencontrar. 
Espero que vá a festa hoje, pois não seria a mesma coisa sem você. Espero que esteja lá, só para me salvar de tudo e de todos. 

Saudades, Harry." 
Suspirei. 
— Eu estou dizendo, precisamos de mais provas! Só uma assinatura com o nome de " Harry" não me convence da identidade do meu pai!— disse. 
— Talvez, precisemos ir atrás da família Windsor pessoalmente.
— Você está sugerindo ir até a Inglaterra?! — James perguntou 
— Sim! — disse Kenna. — Seria muito mais fácil conseguir informações se estivéssemos por lá. 
— Você tá maluca? — James perguntou — Kenna, temos 16 anos e zero dólares! 
— Podemos trabalhar! Problema resolvido.
— E depois? 
— Vamos para Inglaterra! 
— Essa é a pior ideia que já ouvi na minha vida! 
Eles continuaram discutindo até que  me colocaram  no meio.
— E então, o que você acha, Marie? 
— Uma boa ideia! — disse — Se quero mesmo descobrir alguma coisa, preciso ir até a Inglaterra.
— Mas hein?
— É isso mesmo, James.— disse — Preciso ir para Inglaterra o mais rápido possível.
— Com que dinheiro? — perguntou 
— Minha mãe deixou um pouco para mim. Acho que dá para três passagens. — declarei.
— E vamos sair assim, sem mais e nem menos?
— É a vida, James. — disse Ken.
— Vamos guardar isso e ir para o aeroporto.— eu disse, organizando aquela bagunça numa bolsa que era da minha mãe, enquanto eles me olhavam estáticos. 
Como se não estivessem entendendo minha reação.
— Que foi? Vão ficar me olhando com essas caras, ou vão me dizer se já estão com os documentos e passaportes válidos?— perguntei já sem paciência. 
— Tudo bem.— disse Kenna.
Eu os encarei. Não é possível que tudo que eles têm a dizer é  " tudo bem ".
— Meu passaporte está válido e o seu James?
— Também.— disse — Vamos atrás dessas passagens! 
— Estão com os documentos aí?— perguntei 
— Lógico! Quem anda sem os documentos?

 

Logo depois, nós fomos de ônibus até o aeroporto. Compramos as passagens sem problemas alguns. Aliás, só iríamos compras.
Paguei-as com o cartão que era da minha mãe. 
A atendente era tão idiota que nem notou que o cartão não estava no meu nome e outros fatores que deveria ter checado. Mas no final do dia já estávamos com as pesagens compradas. E o melhor? Era para amanhã. 
Arrumamos nossas bolsas com o que mais precisaríamos incluindo os nossos papéis sobre meu "pai", o cartão de crédito e algumas economias de James e Kenna. 
Parecíamos mesmo agentes especiais, estilo CIA e FBI. 
Quando voltamos, ajudamos no jantar e com os preparativos da missa. 
Tomamos banho e fomos dormir logo após. 
Na verdade, ainda não tinha sono.
— Obrigada — disse James, que aparentemente não estava dormindo.— Qualquer outra pessoa não teria me recebido tão bem quanto você e Kenna em tão pouco tempo. 
— James, eu preciso é me desculpar. Porque, você não chegou aqui nem a uma semana direito e já está metido na maior confusão do universo!— dramatizei — Acabou de entrar na confusão chamada  Marie Elizabeth! 
— Essa confusão vai me levar para Inglaterra. Acho que eu preciso agradecer mesmo. — ele insistiu, arrancando um sorriso meu. James era legal. Mas do tipo de pessoa que já sofreu muito na vida, acho que ele precisa de um pouco de aventura. E nisso, eu posso ajudar! 
A vida de Marie Elizabeth, essa que vos fala é uma grande confusão. E confusões sempre tem aventuras. 


— Tudo pronto!— disse Kenna— Ao terminar de escrever o bilhete que deixaríamos para o convento e para Irmã Aida. 
Logo depois, com nossas mochilas nas costas fomos sem fazer barulho até o muro dos fundos e o pulamos.
Eu bati meus joelhos na grama, deixando minha calça meio suja nessa parte. 
Pegamos um ônibus que nos deixou na frente do aeroporto.


O aeroporto não tinha nenhum movimento e os seguranças praticamente dormiam em serviço.
— Do jeito que a segurança daqui é péssima, é capaz de conseguirmos comprar até álcool sem que pesam nossa identidade. — comentou Kenna — Ainda não acredito que estamos indo.
— Pois é, nem eu acredito. — eu disse, fazendo com que eles me olhassem com uma cara de dúvida. — O que?! — perguntei, me fazendo de desentendida 
— Você tem certeza que quer seguir meu plano maluco de ir para o outro lado do Pacífico, para  um país estranho atrás do seu suposto pai? — perguntou Kenna 
— Tem certeza que quer nos levar?
— Pera aí, Jay-Jay, uma vez metidos nisso, sempre metidos nisso! — disse Kenna olhando para James. — Somos parte disso, e não somos uma opção. 
— Isso mesmo! — eu concordei com ela. — Você não está dando para trás não é, James? — perguntei 
— Claro que não. Mas também não estranharia se mudasse de ideia quanto a nós. 
— Não mudaria. — disse — Já seria difícil começar com vocês, imagina sozinha! 
— Saiba que iria com você até o fim do mundo — Kenna disse sorrindo.

 

Passamos pelo portão de embarque sem mais complicações. E no outro segundo já estávamos os três nos  devidos assentos, em nosso vôo, destino a Inglaterra com escala na Islândia.
Papai, é bom eu te encontrar. Porque além de precisar de você, eu realmente estou apostando tudo em você. 
E pensando bem, ser filha do Príncipe Harry, não é uma ideia tão ruim. 
Pela primeira vez em dias, consegui sorrir com esperança


Notas Finais


Oi amoras, o que acharam do capítulo?
Comentem.
Lembrando que todas as ideias e críticas construtivas são bem vindas!
Amo vocês!
Até alguma hora!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...