História Rua 23 - Capítulo 7


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada)
Tags Emma Swan, Regina Mills, Swanqueen
Exibições 52
Palavras 2.127
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Universo Alternativo, Yuri
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá! Mais um capítulo, espero que gostem!

Capítulo 7 - 7. Fugitivas


Emma Swan ainda sentia as milhares de borboletas no estômago só de pensar no dia do castelo. Em sua memória os sorrisos, as conversas.        
     Descobriram tanto sobre a outra, tantos pequenos detalhes. Ficaria assustada se olhasse de fora o que acontecia com as duas, não fazia mais que semanas desde do dia que se conheceram, mas essa naturalidade e essa intensidade avassaladora a fazia relaxar sobre isso, parecia tão certo ela se aproximar de Regina. Não iria evitar, seja para qual caminho todas essas sensações a levarem. 
 
Todos os dias Emma ia a livraria e a partir daquele dia no castelo, a loira sequer tocou no livro que antes estava lendo. Ela ajudava Regina, com os clientes, com a organização dos livros. Conversavam até acabar o assunto e minutos depois já começavam a falar de novo.  A intimidade foi crescendo em níveis assustadores.

Na terça feira chegou nova mercadoria e Emma nunca tinha visto a morena tão eufórica. Eram tantas caixas e ela queria arrumar tudo até o fim do dia, acabou que não abriu a loja. As duas ficaram trancadas, anotando e organizando livros e mais livros. No final do dia Regina colocou um livro escondido dentro da bolsa da loira como agradecimento, mas a outra só o notou quando chegou em casa. Logo que ela o viu queria imediatamente confrontar a dona da livraria, mas o que poderia fazer? Não sabia onde morava, não tinha seu número.

Na quarta feira assim que entrou na livraria com o livro nas mãos e com a cara de desconfiada, olhou para a morena e algo atrás da pequena garota chamou sua atenção. Uma capa de bolinhas, dessa vez branca e rosa, com uma galinha atrás.
Gargalhou. Regina fingiu desentendimento e segurou o sorriso que queria tanto possuir seus lábios.

- Livro novo?
 A dona da loja falou olhando para o livro que a loira carregava na mão.

- Saiba que sua tentativa com a galinha saiu totalmente pela culatra, vim brigar com você por esse livro!

- Querida, não sei do que está falando.
  
Respirando firme para continuar com sua cara de encenação, Emma parou a frente do balcão em que a outra garota estava atrás, olhou nos olhos castanhos e se aproximou. agora apoiada com os cotovelos na madeira, ficou muito perto de Regina.

- Você acha que me engana... Vim devolver esse livro, que VOCÊ colocou na minha bolsa. 
  
Agora a morena que se aproximou, seus rostos a centímetros. Muito próximos. Regina respirou fundo e sua mão pousou na bochecha da loira que não muito diferente da morena estava com a respiração pesada, seu peito subia e descia com rapidez. Com delicadeza a mão da de olhos castanhos alisaram a pele branca, subiu até sua testa, fazendo uma linha imaginária, totalmente Ipinotizada pelos olhos azuis, a morena respondeu em um sussurro de voz:

- Com febre você não está... Mas delirando, sim.
 
A última palavra foi dita tão lentamente que a única ação da outra garota foi olhar para seus lábios vermelhos como fogo, queimou seus olhos em um instante. Então o maldito sino da porta tocou e as duas saíram de sua pequena bolha. A morena não aceitou o livro de jeito algum.

Quinta feira enquanto conversavam aleatoriamente e com uma distância considerável, Emma não conseguiu se controlar.

- Me passa seu número? Quero poder brigar com você imediatamente assim que perceber que aprontou...

- Ainda essa história do livro?

Regina segurava o riso mas sabia que seu teatro não era o dos melhores, sabia que a loira sabia que fingia.

- Regina Mills, essa sua boca diz uma coisa, seus olhos outra bem diferente.

Bufando a morena foi até a outra garota e pegou o celular de sua mão, anotou o número e se foi para os fundos da livraria.  Quando Emma foi verificar o número riu ao ler o nome em cima do mesmo. 
Então ela substituiu o " Não foi eu" por Regina Mills. E logo mandou uma mensagem de texto para a outra.

O celular da morena sinalizou nova mensagem e com um sorriso maior que a boca, ela ficou encarando o pequeno aparelho por minutos. Lia e relia a pequena mensagem: 

Recebida hoje às 16:30
Número desconhecido. 
  
Só porque é bonita acha que é atriz. Sei que foi você Regina Mills, sei bem que você é capaz dessas coisas!
     Ps: salve esse número.
Emma Swan 

Depois de mais alguns minutos observando o aparelho, sorrindo sem conseguir parar, ela gritou dos fundos da loja:

- Estou no meu horário de trabalho, não posso responder mensagens!

A gargalhada de Emma Swan foi alta o suficiente, a morena conseguiu ouvir de onde estava. E quando pensou que seu coração não poderia bater mais forte, ouviu a loira gritar:

- Você é a dona daqui! - a loira deu um espaço curto de tempo, respirou tomando coragem e gritou novamente:
- Bonita e mentirosa... Onde fui me meter?!
 

Sexta feira de manhã Emma quase dormia na aula de física, o tédio tomando completamente sua mente e seu corpo. Sua cabeça completamente vazia, olhava para o relógio na parede da sala e o odiava internamente, parecia que essa manhã não teria fim.
Até que o professor foi interrompido pela coordenadora, falavam e olhavam para Emma. Mal sinal. 
      Atrás dela já começou os cochichos e as piadinhas sobre a loira ter aprontado e estar ferrada. Seu sangue gelou quando a coordenadora pediu que ela a acompanhasse. Andavam pelo corredor e a sentença de morte da garota de uniforme parecia ter sido assinada, por sua cara parecia que um enterro estava sendo planejado no caso, o seu. Já pensou logo em sua mãe. Em todos os anos de sua vida escolar ela nunca fora chamada a vir aqui e agora iria se decepcionar com a filha. Olhou para a cara da coordenadora e pensou um pouco mais, não fizera nada como poderia ser alguma coisa séria? As vezes essa ansiedade matava a pequena Swan.

Chegaram a sala e logo viu uma morena de cabelos curtos sentada na cadeira a acompanhou com o olhar até se sentar do lado dela. A outra garota segurou em sua mão e sorriu meio triste assim que se acomodou na cadeira. Emma agora já temia o pior.

- Sua prima veio lhe buscar, Swan.
A coordenadora falou ríspida como sempre. 
 
Ponderou o que faria. Então entrou na mentira, não queria ficar indecisa e decepcionar Regina.

- Aconteceu algo?  
 Olhou fingindo preocupação. Apertou forte a mão da outra. Gostou da sensação.

- Emma, precisamos ir pra casa.
 -Por que? 
-Temo que hoje seja o último dia da Penélope.

A loira se segurou ao máximo para não rir. Penélope era o ursinho que Regina tinha, um unicórnio com chifres rosa bebê. Sabia disso pois a morena havia comentado uma vez. A força a qual fazia para não rir era tremenda, sua expressão se contorcia parecendo que estava com dor.

- Aí meu deus... Vamos logo! 
- Sua prima tem que assinar aqui primeiro... Sinto muito pela... como é o nome? 
- Penélope. 
Responderam as duas ao mesmo tempo. A morena então pegou a folha e assinou como Regina Swan, puxou Emma para saírem de lá o mais rápido o possível. Seu plano funcionou perfeitamente!

Saíram correndo pela rua do colégio e só pararam quando não estavam mais a vista. Com as respirações ofegantes elas pararam na esquina para respirar um pouco, o sangue quente corria rápido nas veias, o rosto corado, adrenalina a mil.

- Mentirosa.... você... como sabia onde eu estudo? 
A loira falava pausadamente pois seu coração batia tão forte que parecia querer explodir, não sabia se era pela corrida ou pela mentira, mas apostava que era sobre a morena. Ela correndo e corada, com um sorriso lindo no rosto.

- Todo dia vejo você com uniforme, Emma. Agora vamos!

- Pra onde?

- Você me mostrou seu castelo, tenho que te mostrar algo! Vem!

Andaram lado a lado conversando e rindo sobre qualquer coisa. Faziam muito isso ultimamente, estavam cada vez mais próximas. Em um determinado momento suas mãos se encostaram enquanto andavam e um formigamento tomou de conta dos braços da morena, mas com uma ousadia que não sabia da onde tinha tirado, ela pegou na mão da outra e a segurou. Agora andavam de mãos dadas. Emma percebeu o ato imediatamente, seus olhos pousaram sobre as mãos unidas e um sorriso iluminou seu rosto.

De mãos dadas passaram na praça central onde Emma insistiu em comprar um sorvete para Regina, que com tanta insistência aceitou.  Assim que terminaram de tomar o sorvete ainda na rua 12 perto da praça, uniram suas mãos novamente. Seguiram até o outro lado da cidade, o lado oposto ao do centro, pararam em um casa de cor verde claro, ficaram observando por alguns minutos até a morena quebrar o silêncio:

- Você me mostrou um lugar seu, agora vou lhe mostrar um meu... Bem vinda a minha casa!

Assim que entraram, Emma Swan observou tudo, os mínimos detalhes se possível. A casa era bem decorada e tinha flores de verdade em alguns vasos. A morena lhe apresentava cômodo por cômodo, na sala tinha três sofás e uma TV enorme, várias fotografias de Regina bebê, Swan adorou. Emma ficou perplexa ao ver que na cozinha tinha uma máquina de lavar louça, sua mãe sempre fora contra a esse tipo de ajuda, dizia que ao comprar uma máquina dessas daria mais corda a preguiça. Mostrou também um cômodo onde chamou de quarto da bagunça, mas era tudo minimamente organizado, tinha um banheiro ao lado desse tal quarto da bagunça. Uma piada para loira que era tão bagunceira. Subiram para o andar de cima, com dois quartos. Um dos pais de Regina e outro seu, no corredor tinha mais uma porta, era o banheiro.

Entrando no quarto da dona da livraria a loira sorriu. Era a cara dela, tinha livros em uma estante e uma cama não muito grande mas confortável. Uma mesa de estudos, tinha um banheiro dentro do quarto. Abaixo da janela tinha um baú estofado, onde poderia se sentar. Ficou encantada quando a morena apontou para o teto. Tinha estrelas, pintadas a mão, os planetas e a lua cheia. Falando com um sorriso enorme no rosto a de cabelos curtos  explicou que seu pai lhe deu esse presente no seu décimo quinto aniversário. Explicou que ele trabalha em uma empresa mas nas horas vagas é pintor.

- Então, gostou?
- Ele poderia fazer um igual no meu quarto?
Sorriram.

Passaram a manhã toda conversando e ouvindo música no quarto de Regina, no horário de almoço os pais como de costume, comeram em casa, só que com uma loira tímida de companhia nova. Fizeram muitas perguntas e gostaram bastante da mocinha bonita. Novo apelido.

Depois do almoço e dos pais da de olhos castanhos irem embora. As duas resolveram fazer maratona de séries, comendo pipoca e jogando conversa fora. Risadas, gargalhadas e as vezes sorrisos tímidos.

Regina passou a observar Emma atentamente enquanto via mais um episódio de uma série. Seu olhar percorrendo os olhos azuis vividos, as bochechas altas, lábios finos mas bonitos. Os traços leves, fazia pensar que Swan parecia uma boneca. Amava os olhos azuis esverdeados, amava o modo atentos que eles observavam a movimentação dos personagens da série, amava a cor límpida. Azul seria agora sua cor favorita.
 A outra garota percebendo um olhar queimar seu ser, a olhou diretamente e o silêncio reinou. Azuis e castanhos se encontram, dizem muitas coisas. Com bocas fechadas e olhares intensos. Respirações rápidas. Sabiam o que estava acontecendo, sabiam e queriam.

- O que foi?

- Meus pais tem razão Emma, Você é uma moça muito bonita.

Sorriu timidamente e abaixou a cabeça. Olhando agora para as mãos apoiadas em seu colo. Estar na casa de Regina Mills, precisamente em sua sala. Estar com Regina Mills, com esse olhar a queimando-à. Estar com Regina Mills e ter coragem pra levantar a cabeça e olhar profundamente em seus olhos. Deixava uma loira com o coração palpitando, batendo rápido. Sua respiração ofegante, as mil e uma borboletas no estômago.

Com uma coragem mais que absurda Regina se aproximou da garota ao seu lado, tirou alguns fios de seu rosto e a olhou como nunca fizera antes. Seus dedos deslizando sobre a pele branca e macia e seu olhar atendendo acompanhando o gesto, parou a mão no queixo da outra. Seus olhos caíram de relance nos lábios finos e rosados; então o magnetismo puxou seu olhar novamente para os azuis que tanto a deixava encantada.
Aproximou-se mais e a abraçou com o coração quase saindo pela boca e com a voz rouca proferiu as palavras com leveza:

- Obrigado por ter entrado na minha loja aquele dia.


Notas Finais


Até o próximo capítulo! Beijos


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