História Rubi - A Princesa do Mar - Capítulo 18


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Aventura, Comedia, Drama, Família, Ficção, Mar, Revelaçoes, Romance, Segredos, Sereias, Violencia
Exibições 38
Palavras 843
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 18 - Em família


Fanfic / Fanfiction Rubi - A Princesa do Mar - Capítulo 18 - Em família

Eu nunca tinha sentido tanto medo na minha vida. As vezes que quase morri, não me deram tanto desespero como a espera pelo resultado da cirurgia de Lana.

-Um sucesso. A cirurgia foi um sucesso.

Assim que aquela frase entoou em meus ouvidos, eu me senti tão leve que achei que literalmente fosse voar.

-Graças à Deus! -Valentina disse totalmente aliviada.

-Mas ela precisará ficar de repouso por um ou dois dias. -o doutor continuou. -Ela escapou por bem pouco, agora ela só precisa de cuidados básicos, e de muito amor.

-Pode acreditar doutor, isso não irá faltar. -eu falo ainda me sentindo leve. -Quando ela poderá voltar ao castelo?

-Ela está dormindo no momento, daqui há umas 5 horas já poderá ir.

-Ok. Muito obrigada.

Estava sentada ao lado da maca de Lana, quando a mesma acordou.

-Papai... -ela disse com a voz um pouco fraca, ainda abrindo os olhos.

-Seu pai está no castelo lindinha, mas eu estou aqui. Daqui a pouco vamos te tirar do hospital ok? 

Ela afirma com a cabeça, olhando pra mim. Segundos depois ela pega uma mecha do meu cabelo, e começa a brincar com ela.

-Sabia que os gregos acreditavam que os ruivos eram transformados em vampiros após a morte? -ela disse soltando um sorriso.

-Vampiros?

-São mortos que, segundo várias lendas, saem por ai à noite para sugar o sangue dos vivos.

Eu fico sem reação.

-Relaxa Rubi, é só uma crença antiga.

-E por qual motivo me falou dessa crença?

-É que se caso for verdade, eu duvido que você se transforme em uma vampira qualquer, você é especial, diferente. Aposto que seria tipo o Conde Drácula só que na versão feminina.

Solto um sorriso.

-Não sei quem ele é mas pelo visto é alguém importante nessa história de vampiro.

-É. Ele é. -Lana solta um risinho.

-Onde que você aprendeu essas coisas sobre vampiros?

O sorriso desaparece no rostinho da menina.

-Minha mãe. Ela amava histórias de feitiços e universos alternativos. Ela deixou uns livros pra mim que minha criada lê toda noite. Ela sempre quis achar alguém que fosse diferente sabe? Alguém que nem você.

-Eu sou diferente até demais. -falo com pesar nos olhos.

-É por isso que eu te amo. Você poderia ter voltado pro mar, poderia ter nos deixado... Mas não deixou. Por quê?

-Por que o amor que sinto por você e pelo seu pai é maior que qualquer mar,  Lana. O maior oceano do mundo não é tão profundo comparado ao que sinto por vocês dois. E é por isso que eu fiquei e é por isso que ficarei.

Os olhinhos dela brilhavam.

-Você com certeza não seria uma vampira qualquer.

Assim que chegamos ao castelo, Lana foi correndo pros braços do pai, que agora estava sentado na maca abraçando seu tesouro mais valioso e meu coração jamais esteve tão feliz.

-Contou pra ela? -ele me perguntou.

-Ainda não.

-Contou o que? -perguntou a curiosa Princesa. -O que aconteceu?

Kai pegou na minha mão e me aproximou dele, sorrindo. Lana entendeu na hora.

-Vocês estão juntos?

Kai confirma com a cabeça.

-Eu e Rubi estamos noivos.

Lana estava paralisada.

-Mas só vamos nos casar com sua permissão. -eu informo.

Me ajoelho na frente dela e pego em suas mãos.

-Me aceita como sua madrasta?

Uma pausa.

-Não. Te aceito como minha mãe.

Um abraço.

Eu amo tanto eles. Amo o que nos tornamos, amo estar com eles, rir com eles, amo estar em qualquer lugar com eles.

Depois de jantar, fui para o meu quarto, onde Valentina me esperava.

-Vou guardar seu segredo. -ela disse assim que fechei a porta.

-Vai?

-Vou. Confio em você, sei que não fará nada de mal para o Rei e a Princesa.

-Fico feliz, de verdade.

-Rubi, não é só isso. Esse tempo te servindo, não sei dizer, peguei muito carinho pela senhora, e quero que saiba que estarei do seu lado, não importa o que aconteça.

-Eu também tenho um imenso carinho for você, você além de minha criada é também minha amiga e eu não tinha te contado antes sobre eu ser sereia, por medo disso mudar.

-Nunca vai mudar, Rubi.

Valentina me abraçou e naquele momento eu soube: ela também é minha família.

-Posso te pedir um favor? -ela disse em meu ouvido.

-Claro. O que quiser.

-Cuida de Audrey por mim depois que eu partir?

Aquela pergunta me deu calafrios.

-Isso vai demorar, Valentina. Até lá Audrey vai estar bem crescida e provavelmente com a vida feita. Não precisa pensar nisso.

-Na verdade, preciso sim.

O olhar dela era cabisbaixo.

-O que aconteceu? -perguntei nervosa.

Valentina hesitou, lágrimas ameaçavam cair de seus olhos.

-Descobri semana passada. Eu andava muito cansada, com dores, achei que era por causa do serviço apenas, mas não. -ela disse me entregando um papel.

Li cada palavra com muita atenção, e lágrimas escorreram pelo meu rosto.

-Câncer?

A criada afirma com a cabeça.

-Leucemia. -Valentina começa a chorar pra valer. -Eu não tenho muito tempo com Audrey, tenho apenas meses, poucos meses.



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