História Rumo Ao Fim - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Naruto Uzumaki, Sai, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Temari
Tags Apocalipse, Gaino, Naruhina, Sasusaku, Shikatema, Zumbis
Exibições 253
Palavras 2.010
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Hentai, Romance e Novela, Sobrenatural, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá, pessoal! Rumo Ao Fim se trata do meu novo projeto, demorei horrores para desenvolver um enredo que me agradasse e que fosse consistente, mas, RF nesse tempo todo que a estou escrevendo se tornou meu mais novo xodó. Tenho muitos avisos para dar, primeiramente gostaria de comentar sobre o meu fascínio por livros pós apocalípticos e apocalípticos, sempre foi uma vontade minha escrever uma fanfic com esses temas e cá estou eu, aventurando-me em um mundo novo e destruído. Rumo Ao Fim teve inspiração na série The Walking Dead e nos demais livros da franquia, na série Sobrenatural - que eu definitivamente amo -, Dança da Morte do Stephen King e Só a Terra Permanece de George R. Stewart. Os livros/séries citados são ótimos, recomendo darem uma olhada!

- Plágio é crime;
- A fanfic contém linguagem chula e palavrões, se não gosta, não leia;
- Possui violência, então não leia se não gostar;
- Os personagens pertencem inteiramente ao Kishimoto, apenas alguns serão de minha autoria;
- Prestem atenção nos avisos, para depois não haver problemas;
- É preciso prestar extrema atenção nas datas presentes, há uma contagem regressiva para os acontecimentos futuros, se não prestarem vão acabar se perdendo;
- O simbolo •••, marca mudança de local ou passagem de tempo;
- Será postado um capítulo por mês, até o termino de AAC, minha outra fanfic em andamento;
- Os primeiros capítulos terão uma linguagem amena, isso é, ainda não terá toda a carga dos demais capítulos futuros. Por isso, não estranhem o linguajar simples.

Por enquanto esses são os avisos, porém, podem aparecer mais com o decorrer da fanfic. Quero agradecer a Soein que ajudou-me tremendamente com RF, obrigada. Boa leitura!

Capítulo 1 - Prólogo


Rumo ao Fim

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Prólogo

O caos no mundo atual

 

Depois daquele dia eu nunca poderia imaginar não ver Ino nunca mais. A única coisa que atualmente tenho certeza é que deveria ter ouvido as palavras daquele senhor, deveria ter me escondido e salvado nós duas enquanto pude. Depois do primeiro cavaleiro o mundo não mais foi o mesmo.

 

Saint Paul, Minnesota – 45 dias

O mundo irá acabar em breve, os quatro cavaleiros do apocalipse já mostraram suas faces. Quem não fugir será pego, o juízo final se aproxima! Ouçam minhas palavras pessoas tolas, ouçam minhas palavras. - o homem riu loucamente. Ele tinha uma barba longa, estava sujo e cheirava mal.

As pessoas continuam a caminhar e desviar do mendigo que segurava nas mãos calejadas um pedaço de papelão, o juízo final está próximo era o que dizia no papel, em letras tortas e feias. Porém, ninguém parou para ouvir o que o senhor tinha a dizer, o fluxo de pessoas e carros de Saint Paul continuou intacto as palavras do homem.

Sakura estava atrasada para o trabalho e com toda a certeza seria demitida, Yahiko não tolerava atrasos e esse já o era o quarto consecutivo. Mal estava vestida direito, ainda colocava desastradamente o cachecol em volta do pescoço e fechava os botões do casaco. Hoje de alguma forma o dia tinha amanhecido estranho, eles estavam em pleno verão e o frio que fazia era quase insano.

— Ai, merda. – praguejou quando ouviu o toque insistente do celular na bolsa. Deveria ser alguém do trabalho ou até mesmo o próprio Yahiko a sua procura, meia hora de atraso era tempo suficiente para ele notar sua ausência. Não que ele prestasse muita atenção em sua pessoa, ao contrário, a rosada sentia que ele lhe odiava.

Pegou o celular às pressas, finalmente podendo respirar tranquilamente quando o nome marcado no visor não era Yahiko e sim, Ino. O que no mínimo não deixava de ser estranho há essa hora ela já estava no trabalho e o ruivo não permitia que os funcionários usassem celulares.

— Ino! – atendeu. — Tente enrolar Yahiko por mais alguns minutos, eu estou chegando. Juro que hoje te pagarei um almoço descente, nem que gaste todo o meu pagamento do mês, mas segura esse homem na sala dele! — todos os dias ele fazia uma verificação do trabalho dos funcionários e normalmente esse era o horário.

Não, Sakura, respira. Não foi para isso que te liguei. Yahiko não veio trabalhar hoje e isso é estranho, desde que trabalho na edição desse jornal esse cara não faltou nenhum dia, nem quando estava de cama. — imediatamente a corrida frenética da rosada para.

— Como assim Yahiko não foi ao trabalho? O que aconteceu de tão importante para ele não ir? - respirou fundo voltando a caminhar, só que mais devagar agora.

Ninguém sabe as portas do jornal também estão fechadas. Estamos todos aqui do lado de fora, esperando por alguma notícia ou abrirem o prédio. Mas enfim, o que é essa frente fria em pleno verão? Estou congelando.  – Ino muda de assunto rapidamente.

— Não sei, vou desligar agora, estou atravessando a avenida e logo estarei aí. Até logo, porca. – Sakura espera a amiga responder e em seguida desliga o celular. Distraída a Haruno não vê quando um homem esbarra nela, fazendo-a derrubar o aparelho no chão.

— Olha por onde anda garota! – o homem grita, ele segura uma maleta e fala ao celular também. A rosada murmura um xingamento e abaixa para pegar o celular, torcendo para ele estar inteiro e sem nenhum arranhão. Comprar outro não estava nas contas do mês e ficar sem um também não.

— O mundo está acabando! Você está vendo os sinais dos cavaleiros? Eles irão voltar para a Terra e ela entrará em colapso! Proteja-se da morte menina. – o mendigo novamente está ali, a rosada se assusta e novamente o celular vai ao chão.

— Oh, está quebrado! Senhor você não deveria assustar as pessoas dessa forma, esse celular tinha que durar mais três anos até eu comprar outro. De onde diabos vou tirar dinheiro? — um pouco alterada a Haruno diz, encarando o homem fedido com cara feia.

— A senhorita não irá precisar de um celular quando o mundo acabar, não haverá energia elétrica e o mundo sofrerá um blackout, as luzes nunca mais irão se acender. Você tem medo do escuro, minha jovem? Pois deve ter é no escuro que se escondem as criaturas. — nervosa ela tenta escapar das palavras do velho. — Não se esqueça das minhas palavras. ­— o velho homem possuía um olhar assombrado, olhos loucos e perdidos na multidão. Ele sequer parecia vê-la de verdade.

Sem dar muita importância para o senhor a Haruno pega o aparelho do chão e volta a correr para o trabalho, estava saindo da avenida quando avistou Ino e todos os outros funcionários do jornal em pé em frente ao prédio. Sakura acenou para a amiga que quando a viu acenou de volta.

— Nossa, finalmente, estou morta. Nunca corri tanto na minha vida inteira, Yahiko ainda não chegou? – indagou enquanto ainda tentava regularizar a respiração. De longe avistou a secretária do chefe correndo, acenando freneticamente com uma mão e com a outra arrumando a armação dos óculos que insistia em cair.

— Me... Desculpem-me. – ela gritou. – O chefe sofreu um acidente no caminho para cá, e a cidade está um caos. Há acidentes em vários pontos de Saint Paul, e ainda teve essa onda de frio estranha. Vou repassar as palavras do chefe da maneira em que ele me ordenou, Ino sua inútil você irá para o norte e irá fazer uma reportagem sobre o frio repentino e Sakura ele disse para você escrever sobre os acidentes. Os outros estão dispensados.

— Oh, maldito seja Yahiko! – berrou a loira. – Nem quando sofre um acidente deixa de ser chato e mandão. Estou indo, testuda. Vemos-nos a noite no barzinho da esquina, até logo! – assim Ino a deixa sozinha, amaldiçoando mentalmente Yahiko.

A Haruno olha para o rosto jovial da secretária uma última vez antes de voltar a correr, se perguntando como aquela jovem aguentava as crises de loucura do chefe sem ter nenhuma. Acenou para um táxi que passava no local no momento, entrando e podendo respirar em paz.

— Para onde senhorita?

— Os acidentes. Leve-me para onde eles ocorreram primeiro, por favor, também ligue a TV do carro, sou uma jornalista e preciso me atualizar sobre os assuntos da manhã. – pede. O taxista a olha pelo espelho do carro e liga a pequena TV embutida no banco, Sakura agradece e olha diretamente para o monitor, constatando o terror que estava à cidade.

Hoje à primeira notícia do dia é os inúmeros acidentes pela cidade, antes mesmo de amanhecer uma carreta tombou e o conteúdo tóxico que ela levava está todo na pista. O motorista segue em estado grave e a polícia ainda não sabe como ela tombou, mas algumas teorias já foram levantadas.

Nessa manhã estranha de quinta-feira a ponte Mendota ameaça cair, um vento forte balança a estrutura de ferro e há previsão de chuva. As pessoas que se encontram nos carros atravessando a ponte tentam sair, é um cenário de horror.

Sakura suspirou se perguntando onde esteve no momento em que tudo virou uma zona, inevitavelmente não pode se controlar para não pensar no homem que havia visto mais cedo, por algum motivo suas palavras insistiam em voltar. Massageou as têmporas, decidida a esquecer do velho. Só foi notar o caminho percorrido quando o taxi parou.

— Chegamos senhorita.

— Obrigada. – diz gentilmente depositando o dinheiro da corrida na mão do homem, ele apenas acenou com a cabeça em um silencioso “obrigado”. No momento em que desceu do carro a rosada notou o caos que estava aquele lado da cidade, várias pessoas corriam na direção contrária à dela e o grande número de repórteres era surpreendente.

 Outra coisa que havia notado era a intensidade do vento, fazendo com que os agasalhos usados fossem pouco mediante a ventania gelada. Suspirou observando atentamente uma cena que nunca pensou existir em sua pacata vida, a ponte Mendota estava sendo segurada por apenas algumas barras de ferro e um lado da ponte já estava em declínio, prestes a cair.

A quantidade de carros que não conseguiram sair era enorme, as pessoas dentro dos automóveis saiam pelas janelas, portas e até teto solar. Gritavam de terror, corriam e pisavam umas sobre as outras. Sakura sentiu horror em assistir em segurança o massacre em massa, à ponte chia anunciando o seu fim e cai pela metade, jogando centenas de gaiolas de ferro e pessoas. Elas estão mortas. Sua mente grita.

— Mamãe, socorro! – alguém grita em pleno pulmão no meio da multidão, a voz é fina e infantil. Quando procura com o olhar Sakura a vê, ela jaz pendurada entre a parte da ponte que ainda se mantém firme, mas não por muito tempo, pois ela continua a chiar e balançar. Sakura se vê naquela criança, chamando por sua mãe e não obtendo resposta.

O vento bate forte e a ponte chacoalha, está a um passo de cair e as pessoas continuam a passar por aquela criança sem ajuda-la, é como se apenas Sakura na segurança da terra firme a ouvisse lamuriar. A rosada não pensa duas vezes e se embrenha no meio da multidão amedrontada, as pessoas a empurram para a segurança do chão e ela volta a correr para a menina.

Ela consegue chegar a tempo de segurar as mãos roliças da menina, e com um solavanco Sakura suspende a garota e a abraça, mantendo-a protegida em seus braços. — Está tudo bem, neném. — ela sussurra no ouvido da criança, a menina não se acalma e agarra sua salvadora firmemente.

A Haruno corre de volta para o chão firme sendo derrubada várias vezes no percurso, a ponte insiste em balançar pelo vento e as pessoas continuam a empurrar. O chiado do ferro cessa e com um suspiro de medo a mulher olha para trás, a estrutura de ferro cai pedaço por pedaço, levando várias pessoas no caminho. A rosada volta a correr e enfim chega ao seu destino a tempo de vê-la ruir por completo e os carros serem engolidos pelo rio.

— Está tudo bem agora, bebê. Como se chama? — indaga, só agora percebendo o quanto a criança era pequena. Se tornando ainda menor encolhida em seus braços, chorando copiosamente em seu pescoço. — Não chora, está tudo bem agora bebê, diga seu nome, certo? Eu me chamo Sakura. — sorri um pouco mais tranquila.

— Lucy. — a voz é baixa e bem mais infantil do que ouvira a pouco, era adoravelmente doce. Sakura sorriu para a menina, observando seu rosto de traços leves, olhos grandes e azuis, nariz pequeno e arrebitado, e um longo cabelo ruivo, solto e cacheado.

— Tudo bem Lucy, nós precisamos sair daqui agora, é perigoso, o chão em volta da ponte pode ceder também. Onde está sua mãe? — imediatamente o rosto se torna vermelho à medida que tentava segurar o choro. — Sinto muito pequena, sua mãe está em um lugar melhor. Consegue andar? Vamos pegar um táxi e iremos direto para minha casa.

 

•••

O que era feito em menos de meia hora foi concluído em duas, mesmo assim teve de deixar o táxi no meio do transito anormal e ir o restante do caminho a pé. Estava em casa quando assistiu na TV que o chão perto da ponte se abriu, levando vários bombeiros e mais pessoas para as águas escuras do rio Minnesota. Os hospitais lutavam com a superlotação e os pacientes aumentando gradativamente.

O motivo da queda da ponte era desconhecido para os engenheiros e para a segurança da população a área em volta da ponte foi fechada, as pessoas foram proibidas de atravessar o rio até segunda ordem. Naquela noite Sakura dormiu embalando o corpo da criança que chorou copiosamente até pegar no sono, o rosto do velho mendigo aparecia em sua cabeça a cada segundo, enquanto uma tempestade violenta caia sobre a cidade.

 

 

No primeiro dia as pontes e o chão se abriram, há tantas mortes que mal posso contar.

 

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado.
Pessoal, para quem não sabe faço parte da página Conexão SasuSaku, e agora estamos expandindo para um grupo no Facebook, com o intuito de deixar nossos curtidores mais informados. Vou deixar o link e espero que participem.

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Até o próximo!


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