História Run. - Capítulo 17


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Dinah Jane, Normani Kordei, Norminah, Run
Exibições 143
Palavras 2.193
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 17 - Capítulo 16


Normani POV.

 

Depois que Dinah, Ally e eu saímos da sala de reuniões deixando Camila e Lauren a sós, para que elas se resolvam e parem de fogo no rabo, Dinah e eu seguimos para minha sala e Ally foi embora com a desculpa de que tinha alguns casos a estudar ainda. Dinah deu de ombros e beijou a testa da mulher e se despediu enquanto me puxava até minha sala. Algo em mim, dizia que a baixinha estava aprontando, mas como Dinah não comentou nada, e ela que era amiga, não cabia a mim fazê-lo.

 

Assim que chegamos em frente minha sala, Kyra se colocou de pé para me acompanhar até minha sala, com um sorriso simpático para Dinah e eu. Já Dinah prontamente fechou a cara e fez um bico. Pronto, era só o que me faltava.

 

: - Srta. Hamilton – Chamou-me e eu a repreendi com o olhar – Desculpe, Normani. – Falou dando ênfase em meu nome e sorriu por fim. – Srta. Hansen. – Cumprimentou Dinah com um aceno de cabeça e Dinah só aquiesceu e deu as costas indo sentar-se em minha cadeira.

 

 : - Kyra! – Falei sorrindo. – Foi muito boa, obrigada por perguntar... Mas, eu estou morrendo de fome. – Fiz careta e coloquei a mão na barriga arrancando a risada da garota a minha frente e um pigarrear de Dinah atrás de mim, fazendo a Kyra parar de rir e eu me virar arqueando a sobrancelha enquanto ela desviava o olhar. Essa sabe disfarçar muito bem.

 

: - As senhoritas gostam de comida brasileira? – Ela perguntou acanhada enquanto cruzava as mãos em frente ao corpo. – Tem um pequeno restaurante caseiro aqui perto, eu amei a comida de lá.

 

 : - Pode ser, Normani tem que comer, já ficou tempo demais sem por nada na boca. – Dinah falou olhando firme para a Kyra enquanto eu andava até a parte de trás da cadeira e colocava minhas mãos sob os ombros de Dinah e apertava de forma fraca ali, relaxando-a. Kyra olhou minhas mãos por segundos e voltou a olhar Dinah de forma mais firme e deu um sorriso.

 

 : - Tenho certeza que vão amar. – Falou e sorriu. – Minha noiva é gerente e sócia do restaurante. – Disse olhando nos olhos de Dinah e deu ênfase quando mencionou a noiva, e eu senti Dinah relaxar os ombros imediatamente e soltei uma risada nasal, fazendo Kyra me acompanhar, rindo, e Dinah cruzar os braços e resmungar.

 

: - Certo, Kyra. Nós queremos experimentar a tal comida brasileira. – Ela assentiu e deu meia volta indo em direção à porta. – Kyra! Vamos confiar no seu gosto para a comida, não nos decepcione. – Falei fingindo uma voz dramática e a garota gargalhou fechando a porta. Caminhei até a frente da minha mesa e sentei-me nas cadeiras ali e olhei para Dinah que tinha o olhar em suas unhas e fazia cara de pouco caso. Observei-a subir o olhar para mim três vezes e desviar as três vezes – de forma rápida quando percebia que eu continuava encarando-a com a sobrancelha arqueada.

: - Moni... – Ela falou, finalmente sustentando nossos olhares. – Para de me olhar com essa cara.

 

 : - E com que cara eu estou te olhando, Dinah? – Falei firme. Apesar de achar engraçado a situação, não gostaria que se repetisse. Não dava motivo para ter ciúme de mim, pelo contrário... Eu não esqueci da loira.

 

: - Com cara de quem comeu e não gostou! – Falou e colocou a mão na mesa. – Bonita sua secretária, né? – Disse em tom de deboche. – Já são amigas? – Fez cara de desdém, revirando os olhos.

 

 : - Não seja ridícula, Dinah. – Suspirei. – De onde veio esse ciúme todo? Só porque Kyra é bonita?

 

 : - Ela te chama pelo primeiro nome também. – Falou e desviou os olhos, ela sabia que estava agindo de forma errada, mas não daria o braço a torcer. – Já são intimas.

 

: - Sim, somos. Ela aparenta ser uma boa garota, assim como uma boa funcionaria. – Falei me ajeitando na cadeira. – E, eu faço questão de trata-la bem, pois é p certo. Ela não te fez nada, trate-a bem também.

 

: - Você tem que respeitar meu ciúme, Normani. – Me olhou e franziu a sobrancelha. – Eu sei que estou sendo idiota, mas não consigo controlar.

 

 : - Está mesmo, ainda bem que sabe! – Rebati e ela fez bico. – Tira esse bico Hansen, ou você acha que eu esqueci da tal loira? – levantei-me e fui em sua direção lentamente. – Quem devia estar com ciúme era eu!

 

: - Eu já expliquei a situação. – Falou de olhos arregalados e arrastando a cadeira para trás para dar-me espaço para sentar em seu colo.

 

: - Foda-se, você olhou! – Bati em seu ombro e ela fez careta. – E ainda teve coragem de se fazer de sonsa. – Falei e dei um tapa no seu braço.

 

: - Para de ser bruta, mulher! – segurou minhas mãos e endireitou seu tronco para tentar alcançar minha boca. – Me dá um beijo, Normani! – Falou enquanto eu desviava dela e ria.

 

: - Sua sorte é que eu confio em mim, e no meu taco! – Falei chegando com o rosto perto de seus lábios e os mordiscando. – E, não sou ciumenta, pois o que eu tenho, eu sei que por direito.

 

 : - Tá, tá! – Falou enquanto subia uma de suas mãos até minha nuca e a segurava firme ali. – Me beija. Agora! Encostei meus lábios nos seus de forma doce. Selei nossos lábios, uma, duas, três vezes, até Dinah segurar meu lábio inferior entre os seus e, logo em seguida, iniciar um beijo lento. Seus lábios eram tão bons, tinha gostinho de bala de laranja por causa do seu vício numas balinhas. Era carinhoso, calmo, bom.., era nosso e isso era o principal. Ficamos trocando alguns beijos e carinhos até ouvirmos algumas batinas na porta. Dinah levantou-se apressada e correu sentar-se em frente minha mesa, e eu sentei-me em minha cadeira, arrumando meu cabelo e o batom em meus lábios.

 

 : - Pode entrar. – Pigarrei antes de falar. Vi a porta abrir devagar e vi Kyra por a cabeça para dentro da sala e dar um sorriso sem graça. Com certeza ela sabia o que estávamos fazendo e ficou envergonhada por interromper. – Kyra, entra... trouxe as comidas?

 

: - Sim, com licença! – Falou e entrou por inteiro no escritório e veio até a mesa segurando uma sacolinha com o logo do restaurante e a depositou em cima da mesa. – Aqui, eu pedi arroz, feijão, frango e batata frita e um suco de laranja natural.

 

: - Hmm, frango! – Eu falei pegando a embalagem – Eu amo frango, em especial, asinha de frango.

 

 : - Todos sabem, Moni. – Dinah disse rindo. – Você faz questão de deixar isso claro a cada 5 segundos.

 

 : - Há há! Muito engraçado, Hansen. – Falei pegando minha carteira e me direcionando à Kyra que nos olhava sorrindo. – Quando ficou?

 

 : - Não foi nada, Julia disse que foi por conta da casa.

 

 : - Julia? – Falei franzindo o cenho em confusão.

 

: - Oh, sim! – Ela bateu a mão na testa. – Julia é minha noiva.

 

: - Você tá tentando bajular sua patroa com comida? – Dinah perguntou cerrando os olhos para a menina que arregalou os olhos e negou com a cabeça.

 

: - A ideia de fazer cortesia à vocês foi inteiramente da Julia, eu sequer pensei nisso, senhorita Hansen. – Ela disse engolindo seco.

 

 : - Que pena, podia funcionar se você quisesse. – Dinah falou e relaxou a expressão. – Cá entre nós, Normani ama asinha de frango... – Falou baixo para Kyra, como se eu não estivesse ouvindo a conversa.

 

: - Ignora ela, Kyra. – Falei revirando os olhos. – Diga a sua noiva que nós pagaremos a gentileza as convidando para um jantar, tudo bem? – Segurei suas mãos e sorri.

 

 : - Não tem necessidade, Normani. – Ela negou enquanto desviava os olhos envergonhada.

 

 : - Tem sim, Dinah deve um pedido de desculpas por mais cedo. – falei e olhei para Dinah que assentiu tímida pra ela – e esse é o nosso pedido... Não aceitamos resposta negativa. Converse com sua noiva e acertaremos o dia, sim?

 

: - Certo, se você insiste. – Ela falou enquanto se retirava. – Boa refeição, e não se esqueça que dentro de... – levantou o pulso com o relógio olhou-o e abaixou outra vez. – 50 minutos tem uma reunião.

 

: - Ok, obrigada Kyra! – Ela assentiu e fechou a porta. Quando olhei para Dinah ela já havia começado a comer e estava segurando a coxa do frango na mão e ia morder quando eu bati o pé e ela levantou os olhos para mim.

 

 : - Que é? – Perguntou e mordeu o frango enquanto me olhava.

 

: - Tu nem me esperou, Dinah! – Falei e abri a embalagem da comida sentindo o cheiro da comida chegar até meu nariz e meu estomago roncar alto em aprovação arrancando uma gargalhada de Dinah.

 

: - Você tava aí falando e falando... – Falou e olhou pra comida. – A comida tava me chamando, ué!

 

: - Sonsa! – Falei e apontei pro garfo de plástico que estava perto dela. – Me dá esse garfinho aí.

 

 

Comemos em silêncio e depois de juntar todas as coisas, escovamos os dentes e Dinah pegou sua bolsa e eu estranhei, achei que ela iria comigo.

 

: - Você já vai, amor? – Perguntei chegando mais perto dela e selando nossos lábios.

 

 : - Sim... Hoje eu avisei à babá que chegaria mais tarde e pedi para ela busca-los na escolinha, mas eu preciso fazer o jantar deles. – Terminou de dizer e eu fiz um pequeno bico... Sentia falta de dormir com ela.

 

: - Achei que dormiríamos juntas hoje. – Resmunguei e escondi meu rosto em seu pescoço deixando alguns beijos por ali enquanto Dinah rodeava minha cintura com os braços. – Sinto falta de dormir contigo.

 

                : - Eu também sinto, Manz. – Ela suspirou. – Mas, agora eu tenho Seth e Gina.. E Sean, você sabe... Ele é ciumento, não posso dormir fora e deixar as crianças com ele. Eu bufei e tentei sair de seu abraço, mas ela os apertou ainda mais e não me deixou sair.

 

: - Solta, D. – Falei chateada. Odiava quando ela colocava o Sean como desculpa para não fazer as coisas comigo.

 

 : - Moni, você sabe que eu tenho razão! – Ela disse beijando a ponta do meu nariz. – Colabora, por favor?

 

 : - Eu sempre colaboro, Dinah. – Falei com chateação. – Sempre que você desmarca algo, eu faço o máximo de esforço pra entender, Mas eu também quero um pouco da sua atenção.

 

                : - Eu sei, eu sei. Me desculpa, eu não quis soar dessa forma. – Ela disse deixando um beijo na minha testa. – É só por agora, eu preciso me organizar, e então me separar do Sean...

 

: - É, organizar... – Falei soltando um riso debochado... Perdi as contas de quantas vezes ela disse a mesma coisa. – Pode ir, D. As crianças estão esperando.

 

 : - Não se chateia comigo, Manz. Eu vou ajeitar tudo isso, prometo. – Ela deu-me um selinho e pegou a bolsa indo em direção a porta. – Normani! – Exclamou fazendo-me virar.

 

: - Sim?

 

 : - Eu estou contigo, e eu... – ela respirou fundo. – eu gosto muito de você!

 

: - Eu também gosto muito de você, Dinah! – Falei e sorri leve, mas ainda chateada. Ela sorriu e saiu pela porta, fui até minha cadeira e sentei-me pensando em tudo o que estava acontecendo. Minha vida virou de cabeça para baixo em pouco tempo, e eu não sabia onde isso tudo iria acabar, mas já estava tarde para dar meia volta, e impedir que algumas coisas tivessem acontecido.

 

Alguns minutos se passaram até Kyra vir me chamar para a reunião com o Afonso, eu estava exausta, com dores de cabeça e minha chateação havia virado um belo mau humor, ou seja... teriam de me aguentar, querendo ou não. Dispensei Kyra, para que, ao menos ela, pudesse descansar para o dia seguinte. Arrumei toda minha sala e peguei meus pertences, depois dessa reunião iria direto para casa, não aguentava mais, precisava de um banho de banheira bem quente. Cheguei à reunião e a fiz ser o mais curta possível, por sorte, não havia muito o que dizer, então demorou no máximo trinta minutos, e eu podia, finalmente, ir para casa.

 

Desci para o estacionamento e peguei meu carro e dirigi o mais rápido que era permitido, não sei como, mas felizmente, não havia muito transito e antes das 21h eu já estava entrando em casa e dando de cara com Usher no sofá, como de costume, segurando uma cerveja e alguns salgadinhos. Inútil. Passei direto por ele enquanto ia tirando meus saltos, anéis, brincos, roupas e ia deixando-os espalhados.

 

 : - Organização mandou lembranças. – Ouvi Usher gritar da sala.

 

: - E eu mando você se foder! – Berrei e escutei sua risada exagerada. Depois do banho voltaria para pegar tudo e comer um lanche antes de dormir. Senti toda a tensão do dia sair do meu corpo assim que entrei na banheira com a água quente, permiti-me ali relaxar por alguns bons minutos.

 

Amanhã seria outro dia cheio e eu precisava estar relaxada.


Notas Finais


Até segunda.


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