História Run. - Capítulo 21


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Dinah Jane, Normani Kordei, Norminah, Run
Exibições 101
Palavras 2.739
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OLÁAAAA.
Quantas surpresas no capítulo anterior, né? Sentem aí que vai vir mais algumas nos próximos capítulos.

Capítulo 21 - Capítulo 21


Normani Kordei –

Eu permaneci em inércia por mais alguns minutos até ouvir a risada da Camila e a voz dela baixa, mas sequer me importei. Minha cabeça criava hipóteses e mais hipóteses sobre tudo isso. Será que Dinah nunca percebeu o desfalque? E Lauren? Será que Sean está junto com o Gordon? São tantas perguntas praticamente sem respostas.

: - Normani? – Ouvi Ally me chamar e olhei-a ainda atônita. – Tá tudo bem? Você quer uma água? 

: - Quero outra dose de Whisky, isso sim. – Eu falei pra ela que balançou a cabeça em negação. – Como... Quero dizer, seria impossível Lauren e Dinah não ligarem isso direto ao Gordon, certo?

: - Até seria, se ele não fosse esperto e desviasse a atenção pra cima do Sean. – Camila suspirou. – Garanto que Lauren e Dinah não tem nada com isso, eu prometo.

: - Certo, eu vou ajuda-las... – Falei e vi um sorriso surgir no rosto delas.

: - Mas... – Camila falou me instigando a terminar a frase. – Se Dinah desconfiar de algo, eu vou contar tudo pra ela, ok? Eu não quero perde-la.

: - Normani.... – Ally me repreendeu e observou minha expressão. – Tudo bem, nós concordamos. – Disse por fim.

: - Ótimo, agora eu preciso ir... Vou jantar com Dinah e as crianças. – Falei levantando da mesa e pegando a carteira.

: - Que casal, hein? Que casal. – Camila falou divertida e Ally me impediu de colocar dinheiro sob a mesa.

: - Você não vai pagar. – Ela sorriu pra mim. – É por minha conta, depois da notícia, você mereceu uma bebida.

: - Bom, bebida de graça não se rejeita. – Eu disse rindo. – Nos falamos depois, certo? – Perguntei e elas acenaram com a cabeça e mandaram um beijo pelo ar. – Parem de fazer gestos iguais, é estranho.

: - É a convivência nos traindo. – Ally disse rindo. – Bom jantar, Mani.

: - Obrigada, Ally. – Falei já indo em direção as escadas. – Tchau Cabello – Falei e ouvi-a responder já quando eu estava no meio da escada.

Entrei no meu carro e quando fechei a porta tive a impressão do mundo inteiro estar em minhas costas. Como eu iria esconder toda essa merda da Dinah? Agir normalmente. Que inferno, nada pode vir fácil pra mim.

Coloquei a cabeça no volante e respirei fundo antes de olhar o celular e ir direto pra casa. Precisava de um banho bem relaxante. Eu estava cansada, minha cabeça estava doendo mais que o normal e eu tinha que pensar em tanta coisa.

Assim que coloquei os pés dentro do meu apartamento com Usher, fui direto à cozinha, não havia me dado conta que não havia almoçado, tinha ficado tão atordoada que acabei esquecendo de almoçar.

Fiquei na cozinha e preparando um lanche reforçado, só agora me dei conta da fome que eu estava, mas como já havia passado da hora do almoço, comeria só um lanche.

Enquanto comia deixei-me levar pelos meus pensamentos de como eu faria pra pegar os extratos bancários sem que Dinah sonhe com isso, e sem que eu me sinta mal por tal coisa. Eu não quero nunca trair Dinah, de modo algum, da mesma forma que eu não gostaria de ser traída, mas, ao mesmo tempo, Camila e Allyson deixaram bem explicito o que aconteceria caso eu não fizesse o que elas haviam pedido.

Passei o guardanapo sob meus lábios, apoiei meus cotovelos sob a bancada e esfreguei meu rosto com impaciência. Onde diabos eu fui me meter? Tudo que eu quis durante a vida foi ter boa condição financeira, eu cresci em meio as dificuldades financeiras, eu vi brigas e mais brigas por causa de dinheiro dentro da minha própria casa. E paz, eu sempre quis paz. E eu tinha ambos, até conhecer Dinah.

Agora eu só tenho condições financeiras já que essa mulher arrancou toda minha paz e fez a maior bagunça no meu coração, e principalmente, na minha cabeça. E eu sequer odeio ela por isso.

No fundo, eu nunca quis alguém que arrumasse toda a minha bagunça, que me trouxesse acomodação. Eu sempre quis alguém que me bagunçasse, alguém que fizesse nós e mais nós, sem que eles se desmanchem depois. Alguém que me trouxesse adrenalina pra viver e também paz.

E foi exatamente o que Dinah me trouxe. O inferno e o céu.

Levantei-me quando ouvi meu celular apitar em meu bolso.

LEMBRETE: Compre flores para Dinah.

- DJH.

Eu não acredito que ela fez isso! Continuei a observar a tela sorrindo e logo subi para o meu quarto para poder, finalmente, tomar um longo banho quente e descansar antes do jantar.

(...)

[7h00 PM] NKH: Amor?

[7h00 PM] NKH: Já estou aqui embaixo esperando vocês, ok?

[7h01 PM] NKH: E advinha?

[7h01 PM] NKH: Eu trouxe flores, suas favoritas.

Sim, eu comprei flores. Dinah gosta muito de lírios, então, eu fiz um buquê meio exagerado, o que eu posso fazer? Eu amo agradar minha mulher.

Esperei por mais alguns minutos e quando vi Dinah e as crianças na porta do prédio, sai do carro e rapidamente dei a volta pra ficar em frente a porta do passageiro. Seth e Regina dispararam em minha direção apostando corrida e eu abaixei rapidamente pra ampará-los.

Desde quando eles eram tão carinhosos assim?

: - NORMANI! – Seth gritou alegre. – Você demorou muito pra ver a gente de novo, por quê??

: - É! Não é pra sumir assim, a gente gostou de brincar com você. – Regina completou cruzando os braços e fazendo bico.

: - Eu sinto muito, eu estava muito ocupada com o trabalho. – Falei imitando o bico deles enquanto via Dinah se aproximar sorrindo. – Podem perguntar a Dinah.

: - Me perguntar o quê? – Ela disse cruzando os braços e tentando permanecer séria.

: - É verdade que a Mani estava muito, muito ocupada com o trabalho dela? – Seth perguntou colocando as mãos nos pequenos bolsos da sua calça jeans.

: - Claro que é verdade. – Dinah disse pra ele. – Ela é muito esforçada com o trabalho, assim como vocês na escola.

: - Eu sou inteligente naturalmente, não preciso de muito esforço. – Regina falou séria jogando o cabelo sob o ombro e eu cai na gargalhada. – Não ria, Normani.

: - M-me desculpa. – Eu falei segurando o riso. – Você tem total razão, você é inteligente por natureza. – Eu me aproximei mais dela e fingi falar baixo. – Mais do que a Dinah, até.

: - Bom, então eu acho que você vai jantar sozinha com esses pestinhas. – Ela falou debochada. -– Estou subindo. – Falou enquanto ia se virando para frente do prédio e eu segurei seu braço de forma leve enquanto ria.

: - É só brincadeira, amor. – Eu disse sorrindo quando ela se virou. – Olha só, eu trouxe até flores. – Estendi o buquê enorme de lírios pra ela que riu.

: - Você realmente foi comprar flores. – Ela disse pegando o buquê. – Eu amo lírios, obrigada. – Ela sorriu de olhos fechados enquanto sentia o cheiro das flores.

Se aquela não era a cena mais linda que eu já presenciei na minha vida, eu sinceramente, não sei qual era. Dinah tem um sorriso lindo, mas insiste em cobri-lo sempre que sorri.

E eu me apaixonei mais uma vez.

: - Você vai ficar olhando que nem boba pra Dinah ou nós vamos entrar logo? – Sai do meu pequeno transe ao ouvir Regina falar e cutucar minha barriga. Quando eu olhei pra Dinah ela tinha um olhar doce e um sorriso tímido no rosto. Suspirei outra vez olhando pra ela e ouvi Regina bufar do meu lado e começar a bater o pezinho no chão. Garota marrenta, meu Deus.

: - Nós vamos entrar. – Falei e me virei pra abrir a porta de trás pra ambos entrarem. Os ajudei a subir no carro e afivelei bem seus cintos. Segurança nunca é demais. Fechei a porta e quando virei-me dei de cara com a Dinah. Seu rosto estava a centímetros do meu.

Ela virou seu rosto e beijou meu rosto suavemente, sorrindo pra mim depois de o fazê-lo. Abri a porta do passageiro pra ela entrar e então caminhei até a porta do motorista.

: - Olha a cara de boba dela depois que a Dadá deu um beijo nela. – Ouvi Seth cochichar pra Regina.

: - EI! – Eu reclamei olhando-os pelo retrovisor. Seus rostos se contorceram pra esconder o riso e eu fazia o mesmo. – Eu não tenho cara de boba. – Falei enquanto ligava o carro e saia de frente o prédio.

: - Tem sim. – Os três falaram em uníssono e eu fiz uma careta incrédula virando para Dinah quando parei em um farol fechado.

: - Amor, eu não posso mentir, né? – Ela riu. – Não posso dar mal exemplo pros pirralhos.

Eu crispei os olhos e somente olhei para frente ignorando as piadinhas deles até nós chegarmos em um restaurante.

Procurei onde estacionar e logo depois ajudei Dinah a tirá-los do carro.

: - Um restaurante junto à um parquinho? – Dinah perguntou baixo enquanto olhava as crianças mais afrente falando animadamente sobre qual brinquedo iriam primeiro. – Bela jogada.

: - Obrigada, eu sou boa nisso. – Falei e pisquei em sua direção e sai pra acompanhar as crianças.

Eu estava feliz em não agir de forma automática depois do que soube, não queria estragar o plano das meninas, muito menos o que eu e Dinah temos.

Nós entramos no restaurante e fomos direto à uma mesa que ficava mais reservada, e de onde tínhamos ampla visão do parquinho. Expliquei para as crianças que elas iriam brincar um pouco agora, mas quando nós as chamássemos pra comer, não era pra fazerem birra e elas concordaram e foram brincar.

Quando a comida chegou fui chama-los e deixei Dinah tomando conta das nossas coisas. Quando vi a situação dos dois ri e comentei com eles que eu tinha certeza que levariam uma bronca e Seth revidou dizendo que Dinah colocaria a culpa em mim. Eu não duvido.

: - Eu não acredito que vocês dois estão suados desse jeito. – Eu disse que ia ter bronca.

: - Dinah, eles são crianças. – Falei tentando acalmá-la. – Crianças brincam e suam, é mais que o normal.

: - E agora eles vão comer todos sujos e fedidos. – Ela falou brava. – Isso é culpa sua, Normani. Tinha que escolher um restaurante com parque?

: - Eu falei! – Ouvi a vozinha de Seth soar acanhado e comecei a rir. – Opa!

: - O que é engraçado, Normani? – Dinah falou cruzando os braços.

: - Não se preocupe, ok? Eu lavei os rostos e as mãos deles antes de virmos até a mesa. – Disse ainda rindo. – Não seja chata, Dinah. Eles só estavam brincando.

: - Não é com você que esses fedorentos dormem, por isso não acha ruim. – Ela disse cutucando os dois com a expressão mais leve. – Quando formos embora vocês dois vão direto pro chuveiro. 

: - Ahh, Dinah! – Os dois falaram em protesto, mas se calaram assim que Dinah lançou um olhar cortante pra ambos. Quem diria que eles respeitariam a Dinah?

O jantar transcorreu normalmente e cheio de piadinhas minhas sobre Dinah ser chata e careta, o que fazia ela revidar me chamando de arruaceira. Sinceramente, nem mesmo minha vó falava “arruaceira”. Isso só foi motivo pra eu fazer ainda mais brincadeiras com ela e fazerem as crianças entrarem na onda comigo.

Um tempo depois elas pediram sobremesa e depois fomos nós quatro até o parquinho, e brincamos um pouco com as crianças... Logo depois Seth começou a bocejar e percebemos que era hora de irmos pra casa.

DINAH JANE –

O jantar tinha sido tão leve, descontraído e bom, eu sequer me lembrava qual tinha sido a última vez que tinha tido uma refeição tão harmônica, e eu só queria que ela se prolongasse por todo o sempre. Mas a vida não é justa e Seth começou a bocejar antes disso, então nós voltamos para a mesa, e Normani fez questão de pagar todo o jantar, e eu não pude argumentar com ela.

Ela sabe ser bem convincente quando quer.

Fomos em silencio até o carro e ela novamente colocou as crianças no banco de trás, durante o caminho nós fomos brincando com Regina e Seth, para que eles não dormissem antes de chegarmos ao meu apartamento.

Quando ela estacionou o carro em frente ao meu prédio, ela manteve as mãos no volante e ficou olhando pra frente alguns segundos antes de virar-se para mim.

: - Eu amei hoje, D. – Ela falou suave e sorriu. – Eu amo passar um tempo contigo. – Falou esticando a mão e acariciando meu rosto, fazendo-me incliná-lo em direção à sua mão e fechar os olhos recebendo o carinho de bom grado.

: - E de nós, hein? – Regina falou do banco de trás e eu ri por ela ter estragado todo o clima.

: - Eu mais do que amo ficar com vocês dois, Gina. – Ela disse rindo. – Mas sua irmã é especial, de outra forma, entende?

: - Vocês vão se beijar, não vão? – Regina falou depois de um tempo em silêncio observando Normani e eu. – Façam logo, então.

: - Ew, beijo não. – Seth reclamou fechando os olhos.

Normani gargalhou e me olhou encolhendo os ombros. Eu ergui minhas mãos e segurei seu rosto com delicadeza e encostei nossos lábios, sentindo um suspiro escapar por seus lábios e ela selar nossos lábios algumas vezes até ouvirmos alguém pigarrear no banco de trás.

Olhei pra Regina e revirei os olhos e ela me deu língua. Dei mais um selinho em Normani e desci com ela pra tirar os pequenos do carro.

Normani pegou o buquê que havia me dado e me acompanhou até ao Hall do prédio, enquanto as crianças corriam para apertar o botão do elevador, ela me entregou o buquê novamente e beijou minha bochecha e saiu em silêncio do prédio.

E eu, mais uma vez, me apaixonei.

Assim que entramos no meu apartamento, demos de cara com Sean... As crianças correram pro andar de cima, creio eu que para seus quartos, assim como mandei.

: - Onde estava? – Sean perguntou de forma grossa.

: - Eu falei que ia sair pra jantar com Normani e as crianças, não disse? – Falei rude. Odiava que regulassem meus horários.

: - E por que as flores? – Ele perguntou me seguindo até a cozinha. – Quem te deu? São lírios, suas flores favoritas.

: - Eu sei que são lírios, não sou cega e nem burra. – Falei enquanto colocava-as dentro de uma jarra que ficava ao centro da mesa. – Normani fez a gentileza de leva-las para mim.

: - Uma amiga dando flores pra outra? – Ele falou debochado. – Dinah, você não está com aquela história de sapatão outra vez, está.

: - Escuta aqui, Sean. – Eu falei num tom mais alto. – Não tem, absolutamente, nada demais em dar e receber flores para outras pessoas. Amigas. Normani e eu somos amigas. – Eu menti, claro. Antes de me casar com Sean, eu era apaixonada por uma garota e ele jura que me curou, Coitado. – Se você não faz questão de lembrar que eu gosto de flores, outras pessoas o fazem. – Falei e sai da cozinha com o jarro em mãos. Peguei minha bolsa que havia deixado no sofá da sala e fui subindo.

: - Dinah. – Ele falou atrás de mim. – Dinah, espera. Me desculpa, eu juro que não quis te acusar, eu sei que te curei, amor... você não pratica essas coisas nojentas, não é? Eu sei que não. – Ele falou me abraçando por trás antes que eu subisse as escadas.

Eu senti meu estômago revirar, mas não foi algo bom. Foi de nojo, de asco... Não acredito que fui capaz de me casar com alguém tão... Sean. Quando senti-o roçar seu quadril contra minha bunda e começar a distribuir beijos pelo meu pescoço eu levantei meu pé e fiz questão de cravar meu salto em cima do seu pé descalço.

: - DINAH. – Ele falou se afastando e levantando a perna para segurar o próprio pé. – Porra, caralho.

: - Nojento é você, Sean. – Falei com a cara fechada. – Espero que você tenha uma ótima noite, Sean. – Terminei de subir e fui atrás das crianças que já estavam saindo do meu banheiro com seus pijamas.

Entrei em meu quarto e tranquei a porta, não queria ver a cara dele pelo resto da minha vida.

E pela milésima vez, arrependi-me de ter me casado.


Notas Finais


Até breve, amores


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