História Run - Capítulo 23


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Fluffy, Lemon, Luta, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 23 - O exército verde


 

-Não seja idiota, eu nunca deixaria você –tirei as mochilas dos meus ombros e as coloquei na moita, segurei suas pernas e o puxei o escondendo entre o mato, não escaparíamos do senhor Jung, devido ao seu olfato, mas escaparíamos de qualquer guarda. Ele gemia alto debatendo-se, seu corpo pareceu pesar uma tonelada, eu não podia desistir, o deixei escondido sob a moita e sentei-me exausto, respirei fundo puxando as mochilas para mais perto, notei a arma em minha mão, eu não a tinha soltado nem por um minuto. Respirei fundo fitando o Hoseok, o senhor Jung precisava estar vivo, eu queria desesperadamente que ele estivesse vivo, pois o liquido que eu disparara nele era o mesmo que ele havia disparado em Hoseok.

 

Seu corpo contorcia-se movendo de forma bastante evidente, balançando a moita com violência, deslizei minha mão pela sua e deixei encaixar-se ali.

 

-E-eu sei que eu sou egoísta e fraco e é por isso mesmo que eu preciso de você, por favor não me deixe aqui, eu te amo tanto.

 

Selei meus lábios em sua testa sentindo meu corpo tremer de dor, ele apertava minha mão com força, seus olhos estavam esbugalhados em minha direção, ele debateu-se sem soltar minha mão, as lágrimas escorriam por seu rosto, os olhos paralisados como se ele estivesse inconsciente.

 

-Hoseok por favor, por favor fique comigo. –a pressão de sua mão na minha estava diminuindo, meu coração estava doendo de forma violenta, ele não podia morrer, não podia me deixar, não podia.

 

Sua mão parou de apertar-me, eu já não podia mais controlar o choro compulsivo em meu corpo, o desespero machucando o meu interior, ele poderia ter atirado em mim, alguém tão fraco e inútil não faria a menor diferença, mas o Hoseok era inteligente, gentil...

 

-Hoseok... –Selei meus lábios em sua testa, seus olhos estavam fechados, deitei-me sobre o seu corpo, o abracei com força contra mim, sentindo o quanto aquilo estava doendo, eu queria ouvir seu coração, a sua habitual pele quente na minha. Deitei minha cabeça em seu peito, meu coração acelerou, o seu ainda batia, ele estava vivo, deixei que nossas duas mãos se encaixassem e continuei ali, deitado sobre o seu corpo ouvindo os seus batimentos fracos que pareciam prestes a parar a qualquer momento.

 

Eu queria o seu poder agora, ouvir se alguém estava a nossa procura, ouvir se o senhor Jung dava sinal de vida, mas tudo o que conseguia ouvir, era o som do seu coração fraco.

 

Abri meus olhos ouvindo demais, barulhos estrondosos por chão e ar, notei com ódio que mais uma vez, tinha sido completamente inútil, havia dormido. Uma luz forte estava sobre nós, vinha de cima, além das árvores. Olhei para cima, as copas agitavam-se em desespero, um vento muito forte, causado por um som ensurdecedor as fazia balançar, agindo também contra o meu corpo e o de Hoseok, ainda desacordado sob mim, olhei ao redor e notei que estávamos completamente cercados, homens vestidos de verde com armas, aproximavam-se às pressas, como se seguissem a luz colocada sobre nós.

 

-Hoseok, por favor – O balei sob o meu corpo, eu mal conseguia ouvir a minha própria voz. Abracei-me ao seu corpo com todas as forças que existiam em mim, não deixaria que o tirassem dos meus braços, não deixaria que o machucassem ainda mais. –Acorda, por favor. - gemi sentindo as lágrimas escorrerem por minha pele, uma dor violenta batendo em meu estomago e senti meus braços sendo puxados, balancei-me contra e o apertei com mais força contra mim, gritei em plenos pulmões e senti minhas unhas afundando em sua carne, eu não iria soltá-lo, não iriam machucá-lo, deitei minha cabeça em seu peito, agarrando-me ao ele por completo.  Me puxavam agora pela cintura, mais de dois braços, minha pele doía com a força imposta contra o meu corpo, mas não importava, não iriam machucá-lo. O barulho ensurdecedor, daquele vento causado por algo ainda estava ali, como se pudesse estacionar no céu. Eu não conseguia ouvir nada mais, nada além do desespero em mim. Encarei seu rosto sentindo que haviam mãos demais em mim, lutando contra a minha força limitada, talvez quatro homens, talvez cinco, eu não conseguia saber. Seus olhos abriram-se, ele me olhava confuso, os lábios levemente separados, sua expressão debilitada parecia questionar o que acontecia, senti-me ser arrastado para longe, mais daqueles homens vestidos de verde avançaram em sua direção, enquanto eu era imobilizado a certa distância dele, eles ignoravam meus gritos para que o deixassem em paz. Uma maca foi colocada ao seu lado e o puseram nela com cuidado, continuei encarando seus olhos em mim, sentindo-me agora completamente surdo e sem forças enquanto o levavam na maca, para longe, debati-me contra os braços ao meu redor, mas a minha força não era suficiente, nunca fora, eu continuava incapaz, eu o via sendo levado para longe e não conseguia agir, não conseguia matar todos ao redor apenas com a minha vontade e protege-lo.

 

Senti algo em meu braço, uma picada dolorosa, olhei por reflexo e vi uma seringa depositando todo o seu liquido em mim, estremeci sentindo as forças esvaírem-se de meu corpo e os meus olhos pesarem, odiei-me... Eu estava sendo fraco outra vez. 


Notas Finais


Estou chorando e vocês?
-Reviso logo mais.


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