História Run Boy Run - Capítulo 9


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Palavras 1.014
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Lemon, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 9 - Reborn


RBR - CAP 09
"Reborn"

Mais um pesadelo... Não, uma premonição. Emisu estava tendo sérios problemas para dormir, imaginando o que veria se fechasse os olhos: sua morte ou a de seu pai, um momento de glória, algo proibido. E saber que tudo que visse poderia ser realizado se não tomasse cuidado com qualquer mínima escolha que tomasse era agoniante, apavorante no mínimo. Passou as últimas três horas antes de amanhecer olhando para o teto, piscando lentamente. Queria aprender a controlar isso. Seu pai poderia ajudar, já que é o mestre da mente, mas ele estava trabalhando muito mesmo com toda essa situação. Mais nenhum deles, Felipe ou Batista, eram telepatas.
Emisu agiu lerdo até chegar ao colégio. Matrícula realizada, aquele era o primeiro dia de aula. Sammy já tinha saído, então ele enfrentaria a rotina de "colégio novo" sozinho. Estava com medo, um pouco. Sua cara já não estava uma das melhores, e seu sobrenome é ligeiramente conhecido por causa de Mike.
  - Bem... - murmurou, parado à frente dos portões. Alguns alunos já o observavam - Porcaria.
*"Não é tão ruim assim, certo?"*
  - B-Batista! Já pedi para deixar de fazer isso. E pára de falar comigo, vão pensar que sou maluco.
*"É isso exatamente o que você é"*
  - Quieto!
****
Ele tomou um susto ao ver Tarik parado no portão do colégio. Lá do corredor, ficou o olhando e percebendo o quanto ele realmente era incrível e estiloso. Estava dando autógrafos à uma dupla de garotas histéricas, o vento frio balançando um longo sobretudo azulado. Por baixo, usava a camiseta colada de Pac-Man de sempre; uma das garotas não parava de olhar para a barriga dele. Não era nada super definido, mas conseguia arrancar suspiros alheios. Tarik sorriu e bagunçou o cabelo de uma delas. As duas foram embora suspirando e sem prestar atenção em nada. Ele estava bem mais feliz desde que apresentou aquela peça, Emisu percebeu. O pior - ou o melhor; ainda não decidiu a situação - é que ele sabia exatamente porque Tarik estava tão feliz.
Os dois se olharam de longe e acenaram. Emisu passou pelo portão e os olhares o seguiram. Ele acabara soltando, em alto som e sem querer, que Mikhael Linnyker era seu pai. A reação não foi das melhores, porque Mike não é dos melhores. Ele já tem problemas demais.
Eles voltaram à pé para a casa do marioneteiro. Tarik estava com a mão na maçaneta do apartamento e torceu o nariz.
  - Que cheiro horrível é esse? - perguntou
  - Parece gente morta. - Emisu respondeu, tampando o nariz
  - Como você sabe o cheiro de gente morta?
  - ...eu imagino que o cheiro seja assim.
Tarik revirou os olhos e abriu a porta. Emisu passou e um pé surgiu no batente a pouco de a porta fechar. Tarik pulou para trás e deixou a porta se abrir. O cheiro e a visão quase o fizeram vomitar. Emisu olhou durante três segundos e desmaiou.
  - Jesus! Batista! - Tarik tampou o nariz
  - Porque a merda do elevador não está funcionando? - o anjo perguntou, sua mandíbula pendurada por um fio de carne
Ele parecia um zumbi. Quase nenhuma pena existia no esqueleto das asas, a carne estava deteriorada e ossos apareciam por todo canto, terra presa em seus cabelos. Tarik conseguia ver os pulmões dele funcionando.
  - Um cabo soltou ontem - Tarik explicou - Porque teve que vir até aqui com esse cheiro? Tomava um banho antes.
  - Que gracinha você em.
Passos abafados encheram o corredor, mandando um arrepio pela espinha exposta de Batista. Jv passou pelo corredor deles digitando no telefone com uma mão e segurando a mochila com a outra. Parou no último degrau e levantou o olhar, fazendo uma careta.
  - Que cheiro de defunto é esse? - murmurou
Finalmente olhou para o lado. O telefone se partiu no chão e seus olhos saltaram da cara. Batista empurrou Tarik para dentro do apartamento e fechou a porta, correndo para longe.
  - Você não me conhece, você não viu nada. - Batista falou nervoso - Inventa alguma porcaria, eu não existo!
Mal terminou de falar e a campainha tocou. Batista se escondeu atrás do balcão da cozinha e ficou tremendo. Tarik abriu a porta e deu de cara com um Jv muito pálido.
  - Oh, boa tarde, João. - Tarik cumplimentou normalmente, tentando ignorar aquele cheiro
  - Boa... tarde. - Jv falou com pausas, o olhar longe - Eu acho que vi o Batista... digo, um cara... Ele tava meio... Esse cheiro esquisito...E-Eu acho que vi um zumbi entrando na sua casa.
  - Um zumbi? - Tarik caprichou no tom de deboche - E não há cheiro esquisito algum aqui. Quem é Batista?
  - Um velho amigo, morreu faz tempo. Desculpe, eu acho que estou imaginando coisas.
Ele se virou e pegou os pedaços do telefone, colocando a mochila no ombro. Viu Emisu desmaiado no chão do apartamento, mas nem perguntou. Passou direto, as mãos esfregando os olhos marejados. Tarik esperou que ele sumisse pela escada e fechou a porta, indo atrás de Batista. Ele continuava atrás do balcão, se abraçando e tremelicando. Algumas penas vermelhas voltaram e a carne começava a se fechar.
  - Já pode sair daí. - Tarik chamou, voltando para a sala
Pegou Emisu e o deitou no sofá, cruzando os braços e encarando Batista. O loiro se sentou no chão mesmo e ficou olhando para o nada.
  - Ele te reconheceu. - Tarik começou - Disse que era um amigo.
  - Sim, sim, éramos amigos. Foi antes que eu fosse para Shinestone. Morri pela primeira vez na frente dele. Prefiro que ele continue achando que estou morto. Não era para ele ter me visto... Agora ele vai ficar paranóico por minha causa.
  - Você que apareceu aqui do nada dando uma de The Walking Dead dos Superhumanos.
  - Eu sei, eu deveria ter esperado meu corpo regenerar, mas eu descobri uma coisa e tinha que contar logo.
  - O que é?
  - Pk está armando uma para voltar no tempo.



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