História Run with me - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Killing Stalking
Personagens Oh Sangwoo, Personagens Originais, Yoon Bum
Visualizações 132
Palavras 1.067
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Festa, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 8 - Capítulo 8 - Excess


- VOCÊ NÃO PODE FAZER ISSO COM ELE, VOCÊ SABE O QUE VAI ACONTECER QUANDO ELE CHEGAR LÁ. _Uma voz feminina falava, e isso ecoava na minha cabeça como agulhas me furando.
- MAS NÃO TEMOS OUTRA ESCOLHA, NÃO TEMOS DINHEIRO. _ A voz masculina retrucava com um semblante agressivo, fazendo soluços de choro aparecer na mesma hora.

Minha cabeça latejava e minha visão era tremula.

- VOCÊ VAI FAZER ISSO MESMO? ELE E A PORRA DO SEU FILHO! _ Eu sentia o desespero da mulher falando enquanto eu me via encolhido no chão com as mãos sobre os meus ouvidos.

- Calem a boca! Calem a boca! _ Eu sussurrava baixinho, me encolhendo ainda mais na porta.

De repente um buraco no chão se abriu, mas não me fez cair, minha barriga se contorcia devido ao medo de algo que eu nunca tinha visto.

- NÃO ME DEIXEM AQUI! NÃO ME DEIXE SOZINHO COM ELE! _ Eu gritei.

 

 

 

 

- Bum? Bum? _ Alguém me sacudia de vagar, segurando forte nos meus ombros.  – Ei, não grita, eu estou aqui. _ A pessoa que me sacudia agora me abraçava forte, eu conseguia sentir o cheiro, e eu sabia exatamente quem era mesmo a milhas de distância.

- Sangwoo. _ Eu desabei no choro, sentindo o mais velho me aquecer. – Me desculpa! Me desculpa! _ Minha voz saia chorosa enquanto eu molhava o ombro de Sangwoo. “Eu morri?” foi a primeira coisa que eu pensei. – Onde estou? O que aconteceu?

- Na casa da minha irmã. _ Sangwoo respondeu ainda não se desfazendo do abraço. – Eu salvei você, na praia, não lembra? _ A mão dele agora afagava meu cabelo o acariciando enquanto eu ainda chorava no seu colo.

Eu de certa forma lembrava, mas não da praia e sim do sentimento de solidão que me consumia naquela hora, não foi a primeira vez que me senti assim, mas foi a primeira vez que alguém me salvou de mim mesmo.
Me desfiz do abraço e parei para olhar o homem que estava a minha frente, parei e o olhei atentamente tentando me lembrar dos seus traços. “Nada mudou.” Ele continuava o mesmo, o cabelo ainda era meio loiro, mas no quarto que tinha apenas uma iluminação de um abajur com luz amarela, seu cabelo parecia dourado, os olhos pareciam tristes, como se tivesse perdido algo importante, os lábios estavam rachados, indicando que ele ficou tempo demais no sol do litoral. “Você continua muito bonito” eu pensei e sorri.

- Porque fez isso? _ Ele virou e sentou na beirada da cama, afastando os seus olhos dos meus. – Porque quis cometer suicídio?  _ Ele cruzou as próprias mãos olhando pra ela logo em seguida.

- Eu não poderei te responder. _ Eu ressenti me encostando na parede que a cama ficava encostada, e suspirei fundo.

- Porque não poderia? _ A voz dele saia rouca e calma, como se medisse seu tom antes de falar comigo.

- Porque eu não me lembro. _ As minhas mãos estavam segurando os meus joelhos fortes, com medo de que Sangwoo mexesse um musculo, eu sentia tensão e minha barriga estava parecendo um abrigo de borboletas.

Ouvi o suspiro de Sangwoo invadir o quarto e seus olhos varrerem o teto de gesso, ele abria e fechava a boca para falar algo, mas nada saia, ouvi o corpo dele virar e senti os olhos dele em mim, virei olhando o relógio que marcava a hora 2:24 da madrugada, evitando que nossos olhares se encontrassem, eu estava com vergonha e com receio do que viria mais tarde.

- Porque estava gritando que não queria que te deixassem sozinho com “ele” _ Ele se aconchegou no meu lado, encostando também as costas na parede.

- Quem e sua irmã? _ Eu perguntei deixando a pergunta solta no ar. Ouvi ele dar um riso frouxo e se ajeitar na cama.

- Aquela Garota que foi me visitar há mais ou menos duas semanas atrás. _ Eu continuava encarando o relógio olhando os números vermelhos no visor mudarem. – ela teve uns problemas com o namorado e estava precisando de ajuda.

- Porque sumiu? _ Essa pergunta saiu baixa e sem vontade, eu pensei que ele não ouviria, mas estava errado.

- Tive que cuidar dela, ela mora perto da praia então arrumei um trampo de algumas semanas para cobrir as despesas do apartamento. _ A voz dele me respondeu na mesma intensidade com que a minha pergunta foi feita. – Porque não respondeu a minha pergunta?

- Porque eu não sei a resposta. _ Virei meu corpo sem perceber, fazendo com que nossos olhares se cruzassem, me fazendo desviar o olhar.

- Porque não quer me olhar? _ Ele respondeu segurando meu queixo para que eu o olhasse. – A fraqueza não te faz menos humano. _ Ele sorriu pra mim, e eu encarei sua boca.

- Você lembra de mim? _ Insinuei sem perceber.

Ele franziu o cenho e tirou a mão do meu queixo.

- Do que você está falando? _ Ele me encarou atento, parecendo confuso.

- Nada. _ Eu virei o rosto, meus olhos entregavam decepção.

- O que houve com você bum?_ Ele me segurou pelos ombros, e eu já pude sentir as lagrimas vindo, eu queria chorar, virei pra ele me escondendo debaixo do seu maxilar, porque ele me faz me entregar tão fácil?

Sinto seus olhos sobre os meus ombros e suas mãos voltarem a aconchegar a minha cabeça.

-  Não se preocupe, eu vou cuidar de você. _ Em um sussurro cálido ele pronúncia essas palavras, me fazendo acreditar que ele e meu, fazendo uma sensação de formigamento me dominar, Por um momento eu não sinto mais medo, e eu entreguei a ele um abraço.

Nesse silêncio inquieto. Meus últimos recados foram tristes, é um alívio poder te entregar algo que não beire o ápice da exaustão. Eu quis te dizer obrigado por me salvar, mas me pareceu mais peso nos seus olhos. 

Há esses segundos na vida que nos aquecem, um quê de futuro, uma porção de agora. meus dedos passeiam pelas palavras como quem conta um segredo em código, minha cabeça está num daqueles poucos minutos de paz. tem quem nos transborde e ninguém vê, tem aquelas almas tão bonitas dentro do peito que tornam-se segredos, como as palavras. é bonito saber que você é o meu. 

 

você me é excesso.



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