História Runaway - Capítulo 25


Escrita por: ~

Postado
Categorias Rafael "CellBit" Lange
Personagens Personagens Originais, Rafael "CellBit" Lange
Exibições 44
Palavras 1.771
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


CORRE QUE SAIU CAPÍTULO!

Hoje é meu aniversário! Parabéns para mim. Prometi para mim mesma — e para os leitores de Runaway que acompanham minha outra fanfic — que ia postar hoje. E TCHAN, aqui estou eu.

Enfim, boa leitura porque eu tô atrasada. Aceito parabéns.

Capítulo 25 - Tchau Rafael.


*Uma semana depois*

Balancei-me no ritmo da música sentindo o vento levar meus cabelos para trás. Estava escuro e eu estava cerca de vinte minutos atrasada.

A rua estava consideravelmente deserta, mas eu não me importava. A música no meus fones estava alta e eu corria grandes riscos de ser assaltada. Outra coisa para a qual eu não me importava.

Tentava andar o mais devagar possível. Tentava me atrasar o suficiente para me ligarem avisando que tinham cancelado a reunião porque eu não sei ser pontual ou algo do tipo. Mas, no fundo, eu sabia que aquilo não ia acontecer.

Hoje todos nós — muita gente para eu falar os nomes — iríamos nos encontrar no apartamento do Pedro, porque o clima entre todos estava muito estranho. E claro que eu sabia o motivo: eu — talvez com uma pequena contribuição do Rafael.

Mais uma vez neguei os pedidos de Sarah para que fôssemos juntas. Eu tinha que pensar no caminho, ela gosta de falar e eu gosto de silêncio. Tínhamos um problema quanto a isso.

Depois do acontecido no parque, saí do apartamento do Pedro e comprei um para mim e Sarah — claro que com o dinheiro dos meus pais. O clima entre mim e Pedro não ficou estranho, na verdade, acho que a gente estava no meio de algo naquele momento — nada concreto como um namoro.

Subi de elevador até o andar dele e abri a porta sem muita cerimônia. Todos olharam para mim. Eles estavam rindo antes de eu entrar, bebericando latas de refrigerante.

Era a primeira vez em que eu os via depois de muito tempo, então, estava consideravelmente feliz.

— Hey! — exclamei acenando.

Maethe correu até mim e me abraçou. Dei risada e alguns passos para trás por conta do impacto. Em seguida, Gab fez o mesmo.

Sasa veio meio insegura até mim, mas eu logo a puxei e a envolvi em meus braços. Os abraços dela eram os mais fofinhos do mundo — bom, ela tinha um namorado que era um ótimo concorrente, e eu tinha um quase-namorado que também estava nesse nível.

Será que eu também tenho direito a um abraço? — escutei a voz do Rafael e todos se viraram para ele.

Ficamos em silêncio. Eu olhava para ele e ele para mim. Os outros alternavam o olhar entre nós.

Pedro, então, entrou na sala — concluí que ele devia estar na cozinha.

— Le, que bom que chegou. — disse e veio até mim. Ele me deu um beijo pouco demorado e se afastou.

As expressões de todos naquela sala deram uma cambalhota, se é que isso faz sentido. Todo mundo olhou para mim como se eu tivesse escondido o pior segredo do mundo. Sarah apenas sorriu — afinal, ela já sabia de tudo.

— O que caralhinhos está acontecendo aqui? — Alan perguntou e eu sorri meio sem jeito.

— Não estamos namorando, se é o que estão pensando. — respondi.

— Bom, não oficialmente, mas quase lá. — Pedro completou e eu assenti sentindo minhas bochechas queimarem.

— Fico feliz por vocês, sempre soube que ia acontecer. Vocês são tão bonitinhos juntos. — Sayu disse com um sorriso largo em seu rosto.

Todos concordaram, exceto Rafael.

Lange estava olhando um tanto boquiaberto para o nada. Alguma coisa parecia errada com ele, ou com a situação em si.

Ele passou por todos nós e saiu do apartamento. Ninguém se mexeu. Meu olhar se encontrou com o de Flavia e eu percebi o quanto ela parecia decepcionada.

Pedro segurou minha mão e a apertou, e, enfim, eu percebi que algumas lágrimas desciam silenciosas por minhas bochechas. Sem motivo, sem explicação. Eu não estava sentindo nada, mas as lágrimas faziam os outros duvidarem.

Sussurrei um "já volto" quase inaudível para o loiro ao meu lado e saí atrás do outro loiro da minha vida.

Encontrei-o sentado perto do elevador, ao lado de uma samambaia. Ele estava encarando o chão enquanto mexia em uma das folhas da planta. Sentei-me a sua frente e observei-o.

Por que não me contou? — perguntou com a voz meio embargada.

— Já vivemos isso antes, se lembra? Não me contou sobre você e a Flavia.

— É algum tipo de vingança? — ele levantou o olhar e o fixou nos meus olhos.

— Não, claro que não. É que o clima entre nós estava estranho e prefiri não ir falar com você. Além disso, nem é nada sério.

— Não foi isso que pareceu.

— Não pode me condenar por manter a minha vida só para mim quando você fez o mesmo há um ano atrás, Rafael. Reveja seus conceitos. — disse me levantando.

— Desculpa. — falou segurando minha mão e me puxando de volta para o chão — É que você é minha melhor amiga, Elena. É tão importante para mim quanto minha mãe e meus irmãos. E eu quero te proteger de tudo e todos, não confio em muita gente perto de você. Tenho medo que ele te magoe e você queira fugir de novo. Eu lembro o quanto você ficou destruída por conta do Gustavo, não quero que isso se repita nunca mais. Eu tenho tanto medo de ficar sem você.

Abracei Rafael como se dependesse daquilo e, de certa forma, eu sinto que realmente dependia. Senti meu mundo desabar em cima daquele garoto de olhos azuis. Aquele garoto que há muito tempo era tudo que eu tinha, era quem dava sentido aos meus dias. Mas lá estava eu agora, cheia de amigos, rodeada de pessoas que me colocavam para cima.

— Quando você estava no hospital, eu só sentia um vazio por não ter você por perto. O que eu sinto por você é um amor inexplicável, é tão forte que eu nem sei direito o que significa. Me entende? Eu tenho medo de te perder, tenho medo do que eu vou me tornar se ficar sem você. É por isso que eu entro em pânico quando você diz que vai embora, por isso que eu não consigo dizer nada. Eu amo você. E eu tenho até um certo medo de ser substituído. Me desculpa por ser esse babaca às vezes e por entrar em pânico toda hora, eu não controlo isso. Eu posso fazer tudo errado, Elena, mas eu te amo e isso é a coisa que eu mais tenho certeza no mundo.

— Rafael... — sussurrei tentando conter as lágrimas que insistiam em cair — Eu preciso te contar uma coisa. — disse, disposta a dizer para ele toda a verdade sobre aquela noite.

Não fala nada, Tink. Não estraga esse momento. — ele sussurrou de volta, como se soubesse cada palavra que eu ia dizer.

[...]

Tink:

eu amo vocês, seus bobões.

Lixozoka:

Do nada a menina lança uma dessas.

Tink:

desculpa, tô emotiva hoje.

Flavinha:

a gente também te ama, Tinker Bell.

Felpspspsps:

AwnaWnawNAwnAWN

Gabsela:

Hum, sinto cheiro de alguém pedindo favor.

Tink:

credo Gabriela.

Cleber:

o q q você quer?

Tink:

que visão errada que vocês têm de mim.

Lixozoka:

Claro que não, nós só somos realistas, oras.

Maezoka:

Ela quer que vocês venham aqui, ela me disse.

E o nome do meu contato no celular dela é engraçado. É Maezoka. Queria registrar.

Tink:

São o senhor e senhora Zoka (Lixozoka e Maezoka).

Lixozoka:

Lixo é você, sua otária.

Cleber:

não fala assim, seu merda.

Flavinha:

não ouse xingar a Tinks.

Maezoka:

Ah, mas tudo bem chamar o Alan de lixo?

Eu não sei se amo ou odeio vocês.

Tink:

Prefere Al, bobão?

Felpspspsps:

~referências~

Lixozoka:

Prefiro que você vá tomar no cu.

Tink:

venham logo para cá, testemunharem a primeira vez que a gente se encontra em que eu não seguro vela.

Crush do cabelo azul:

Me fodi sozinha dessa vez.

Cleber:

desencalha, cabelo azul!!!!!

[...]

— Pedro? — murmurei no telefone.

Diga, Elena.

— Nossa, seu grosso.

Diga, amor da minha vida.

— Meloso demais agora.

Vai tomar no cu então. — deu risada.

— Amo isso. Enfim, vem aqui em casa?

Vai me pedir em namoro finalmente?

— Que eu saiba, Pedrinho, é o garoto que pede.

Não faço parte da família tradicional brasileira.

— Você vem ou não?

Seus amigos vão estar aí?

— Nossos amigos. — corrigi — E sim.

Vou ter que me conter para o Rafael não voar no meu pescoço.

— Por quê?

Ele claramente tem ciúmes. Não exatamente um ciúmes amoroso, mas um ciúmes.

— Caralho Pedro, você vem ou não?

Também te amo, Le. Apareço aí em quinze minutos.

[...]

— Tink. — escutei Maethe chamar.

— Diga Maezinha. — ela riu fraco e eu me virei para ela.

— E você e o Pedro? Vai ficar sério?

— Não sei, não depende só de mim.

— Ele parece gostar muito de você, Tink. Não o perca por bobeira.

— Está falando do Rafael? — ela não respondeu, apenas desviou o olhar — Claro que está. — respondi por ela — Eu sei que o Rafael tem namorada e sei que eles são muito felizes. E eu estou feliz com o Pedro. Eu e o Rafael nunca vai rolar.

— Mas você gosta dele.

— Não mais. — murmurei, apesar de não ter certeza.

— Mesmo? — insistiu.

— Maethe, eu tenho plena consciência do quanto o Rafa gosta da Sasa. E eu acho que os dois formam um casal lindo. Eu nunca tentaria atrapalhar isso.

— Elena...

— Não Maethe, tudo bem. Antes mesmo de o Pedro chegar, eu nunca tentei nada. Por que mudaria isso agora em que ambos estamos felizes com nossos relacionamentos? Pedro me faz bem, eu quero ficar com ele. O Rafael é passado.

Ela sorriu e segurou minha mão, como se finalmente acreditasse em mim, como se agora ela tivesse certeza de que eu nunca tentaria agarrar o Lange a força.

Eu não tinha total certeza de todas as coisas que eu havia dito, mas eu queria acreditar que sim. Queria acreditar que não gostava mais dele e era com o Pedro que eu queria ter um futuro.

Eu gostava dele, claro que sim. O Pedro era maravilhoso. Mas o que eu sentia pelo Rafa sempre existiu, mesmo antes de eu terminar com o Gustavo, alguma coisa formigava em mim quando eu o via. Eu era incontestavelmente apaixonada pelo Gustavo, mas o Rafael me atraía. Claro que não era nada comparado ao sentimento mais atual.

Lange era meu friozinho pessoal na barriga. Ele era a pessoa que podia passar semanas, meses ou anos do meu lado que eu não ia enjoar, que as borboletas no estômago ainda existiriam.

Mas agora o Pedro estava ali, disputando a vaga com unhas e dentes, tentando me mostrar que outros garotos podiam causar aquilo em mim.

E eu tinha que deixar o Rafael de lado vivendo o namoro dele, com a garota que o fazia feliz. Se ele podia ser feliz com ela, eu podia ser com o Pedro.

Era aquilo mesmo, tinha que ser daquele jeito. Tchau Rafael e seja muito bem-vindo Pedro.


Notas Finais


Tentei dar um susto com esse título, como se ela fosse fugir de novo. Mas não. Relaxem.

Desculpem o capítulo meio merda, tava sem ideia. Prometo melhorar.

Enfim, se gostaram, deuxem um comentário para me deixar feliz e favoritem se forem novos.

Beijos e queijos.

FUI!


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