História Runaway (Imagine Jin) - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Imagine, Romance
Visualizações 23
Palavras 1.542
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oie gente, desculpa mesmo pela demora de postar, mas estou de volta cm uma novidade: agr darei nome aos capítulos ao invés de botar só o número :)
Eu acabei percebendo q postei uns capítulos iguais sem querer, me desculpem por isso :(
Espero q gostem e bjs 😘

Capítulo 6 - Tormentas do passado


Flashback

-- Para de graça (S/N)! Você vai e pronto! -- E lá vamos nós de novo, na mesma ladainha de sempre. A minha mãe querendo me obrigar a ter que ir em mais um daqueles museus.

Eu não via a menor graça em ver um monte de pinturas e estátuas sem vida ou emoções. Não tenho absolutamente nada contra as pessoas que são apaixonadas por esse tipo de artes, mas eu tenho o total direito de não gostar dessas coisas, será que isso é tão difícil de entender?

Encosto minha cabeça no vidro, pensando " Porque ninguém me avisou que depois dos dezoito a minha vida continuaria a mesma bosta? Quando será que eu vou finalmente poder ter liberdade para andar nesse mundo tão grande? ".

A possibilidade de arrumar um emprego já passou várias vezes pela minha mente, mas quem aceitaria uma adolescente ainda no último ano do ensino médio?

Meu pai por outro lado, sempre permanecia calado durante as nossas discussões, nunca se metia, parecendo um pau mandado da minha mãe. Mas hoje eu já estou por aqui com aquela megera, estou cansada de ouvir as coisas quieta.

-- Eu não vou em um lugar que me dá sono e que eu não posso dormir. -- Repete isso garota -- A minha mãe, me desafia e eu aceito, repetindo calmamente o que eu havia dito antes. -- Espera só a gente chegar lá que você vai ver só.

-- Eu não tenho medo de você. -- Ela freia o carro bruscamente, fazendo a minha cabeça bater fortemente no banco a minha frente.

-- Só assim para você calar essa... -- uma buzina extremamente alta interrompe ela. Olho para o lado, vendo um caminho muito perto do carro e a última coisa que me lembro foi de ter batido a cabeça no vidro da janela ao meu lado.

Acordo com alguém puxando o meu corpo bruscamente, os meus olhos estavam pesados e doeu um pouco para eu conseguir abrí-los completamente. Eu não conseguia mexer minhas pernas, elas estavam presas na ferragem. Os vidros estavam completamente destruídos assim como a maior parte do interior do carro, dois corpos se estendiam nos bancos da frente, a minha mãe é o meu pai provavelmente, a minha visão ainda estava um pouco turva.

Duas outras pessoas chegam tentando puxar eles para fora.

-- Tirem a minha filha primeiro, por favor -- reconhecia a voz da minha mãe, mesmo que não soasse tão bonita ou alta no momento. Subitamente sinto mais braços me puxando. A força que eles exerciam em mim fez com que as minhas pernas saíssem de uma só vez, em um processo um pouco doloroso.

Sou carregada até uma maca do lado de fora, para longe do carro rapidamente. Ouço alguém falando " vai explodir!", e segundos depois, o carro vai pelos ares sendo consumido completamente pelas chamas.

Eu tentei me debater na maca, mas eu estava amarrada. Algo duro segurava a minha cabeça, logo a minha única alternativa foi chorar.

Os homens ignoraram meus protestos, continuando a correr até o que eu achava ser uma vã branca. Eles me colam lá dentro, fechando a porta rapidamente em seguida.

O interior do lugar é meio escuro, isso não parecia uma ambulância. Olho em volta, me deparando com uma figura me encarando. Seus cabelos negros curtos cobriam boa parte do seu rosto, mas eu ainda podia ver a sua pele pálida, quase translúcida se destacando, um sorriso também se formou em seus lábios naquele momento, não, NÃO PODE SER ELE.

-- Olá amor, sentiu minha falta? -- Eu tentava responder a aquele cafajeste, mais conhecido como meu ex namorado, mas as palavras não saíam da minha boca. -- Isso é para você saber que não pode fugir de mim e também aproveitar melhor a viagem.

Sinto um pano molhado ser colocado no meu rosto e a última coisa que lembro de ter visto, foi aquele seu sorriso psicopata.




Todas noites tenho esse mesmo pesadelo, com as torturas do meu ex namorado, ou algum desses momentos que por mais que eu tentasse, simplesmente não conseguia esquecer.

O meu corpo está todo suado, assim como o meu rosto, provavelmente eu havia chorado. Me levando, tirando meu pijama. Talvez um banho ajude a melhorar essa minha cara pálida de quem viu um fantasma.

Boto uma blusa qualquer e um jeans e saio, pegando o ônibus que passava no momento.

Me sento lá no fundo, botando meus fones de ouvido para passar a meia hora de trajeto até o trabalho. Geralmente a viagem é tranquila e poucas pessoas subiam no ônibus, de modo que este estava sempre praticamente vazio. Mas hoje, um homem de aparência estranha entra no veículo. Ele traja um sobretudo preto e uma calça da mesma cor, inadequados para o clima ensolarado de hoje. Ao notar que eu o encarava, o estranho me encara de volta, seu olhar era atento a todos os meus movimentos, mesmo que não houvesse nenhuma malícia no jeito que ele me olha.

Apesar do homem ter se sentado longe de mim, isso não me impedia de me sentir menos ameaçada. Dou uma olhada de relance para o homem, seu rosto me parecia estranhamente familiar. Para este não saber exatamente para onde eu vou, desço um ponto antes do que eu normalmente desceria. Sentindo seu olhar acompanhando atentamente seus movimentos.

Eu me senti extremamente desconfortável e mal naquele ônibus. Ando rápido pelas ruas, sem nem olhar para trás, até alcançar o restaurante.

Abro a porta do mesmo, um pouco ofegante pelo esforço, comprimento o velho senhor gerente e vou direto para a cozinha.

-- Aconteceu alguma coisa? -- Jungkook pergunta, visivelmente preocupado, enquanto eu botava meu avental.

-- Não, o ônibus só atrasou um pouco. -- respondo.

-- Graças a Deus você chegou! Achava que tinha acontecido algo sério contigo -- sou invadida pelos braços de Jin me abraçando, retribui o gesto, me sentindo reconfortada e quase esquecendo o que acontecera minutos antes de eu estar aqui.

-- Gente, eu não quero atrapalhar o momento do casalzinho, mas realmente estou precisando de ajuda aqui. -- Reconheço a voz de Tae e logo Jin desfaz o abraço, indo de encontro ao mais novo.

-- Que merda você acabou de fazer garoto? Eu nem sei porque ainda te deixo trabalhar aqui. -- Ele diz jogando as mãos para o alto dramaticamente.

-- Deve ser porque eu quase botei fogo naquela loja de conveniência. -- Tae rebate.

-- Ah é mesmo já tinha esquecido, se não fosse por Jimin você realmente teria botado. -- Jin responde.

-- Namjoon trabalha no posto? -- Eu pergunto a ninguém em específico.

-- Ele é frentista de lá, por sorte eu estava presente no momento -- Jimin se pronuncia, olhando em minha direção enquanto começava a calmamente contar a história. -- Tudo começou quando eu estava conversando com Namjoon, enquanto nenhum carro chegava para abastecer, até que um ser desesperado surge de dentro da loja de conveniência. Nós fomos até lá e vimos algumas chamas se erguendo do chão. Rapidamente eu peguei o instintor de incêndio e joguei no fogo.

-- Você não mencionou a parte em que de propósito, jogou metade da espuma do instintor em mim. E eu esbarrei sem querer em uma garrafa de vodka, ia deixar para limpar depois, mas aí chegou um cliente lá querendo fogo para ascender um cigarro. Só tinha um isqueiro automático lá, eu acabei me atrapalhando e deixei cair o isqueiro. -- Eu não consegui encarar Tae como uma expressão séria depois disso, na verdade eu nem consegui segurar o riso.

-- E eu ainda achando que era atrapalhada.

-- Menos papo e mais trabalho! -- Jin nos adverte e mesmo a contra vontade voltamos a nossos postos.

O restante do trabalho passa em um piscar de olhos, e quando me dei conta já tinha dado a hora de ir embora.

-- Ei, (S/N) espera -- ouço Jin me chamar, me fazendo ir ao seu encontro.

-- O que foi?

-- Eu nunca pedi o seu número.

-- Então, meio que eu não tenho celular -- Ele me encara com uma expressão de ponto de interrogação.

-- Como assim?

-- Eu esqueci o meu no avião -- Minto. Na verdade eu quebrei o aparelho todo antes de vir para cá, para o meu ex perseguidor compulsivo não me rastrear. Ou ele acreditou totalmente na minha mentira, ou não quer discutir comigo, pois nem esperou eu tirar o meu avental completamente para já ir me arrastando para fora.

Jin me leva de carro até a loja mais próxima e escolhemos um dos aparelhos mais baratos, já que os nossos salários não eram grande coisa. Mas eu não me importo se o telefone é antigo ou não, só quero ter com quem me comunicar caso algo aconteça, como aquele episódio do cara estranhamente familiar do ônibus hoje mais cedo.

Na volta para casa, eu me senti mais segura estando no seu carro do que andando sozinha de volta, como eu costumava fazer nos primeiros dias, até eu finalmente aceitar os pedidos insistentes de Jin para voltar com ele.

Ao chegarmos, me despeço dele com um selinho demorado e vou direto para a minha cama, me jogando nela.

Os meus últimos pensamentos são sobre quem poderia ser a figura misteriosa no ônibus



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