História Runaways (Taegi) - Capítulo 29


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Categorias 2NE1, Bangtan Boys (BTS), Black Pink, EXO, Super Junior
Personagens Baekhyun, Chen, Heechul, Jennie, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Kai, Lay, Lisa, Rap Monster, Rosé, Sandara Park, Sehun, Suga, Suho, V, Xiumin
Tags 2ne1, Blackpink, Bts, Exo, Jikook, Menção Taejin, Namjin, Super Junior, Taegi
Exibições 145
Palavras 4.232
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, Ecchi, Famí­lia, Festa, Lemon, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 29 - Acidente e incidente


Fanfic / Fanfiction Runaways (Taegi) - Capítulo 29 - Acidente e incidente

Três e trinta e sete da manhã. Taehyung acorda assustado com o barulho da porta sendo esmurrada. Infelizmente, ele dormiu no sofá, com uma garrafa de água na mão. Uma garrafa aberta. 

— Puta que pariu. - Kim Taehyung pragueja ao perceber que deixou um pouco de água cair em sua camiseta. - Mas que merda.

Taehyung pega seu celular no vão do sofá e vê o horário. Ele esfrega a cara amassada, respira fundo e caminha em direção ao barulho que lhe acordara. Ele nem se da ao trabalho de checar quem é pelo olho mágico, ele só quer abrir a porta para que esse barulho enervante chegue ao fim. 

— To entediado. - Jin encara Taehyung fazendo beicinho e imediatamente adentra o apartamento. - Por que demorou para me atender? Quase me deu rugas de tanto esperar. 

Kim Taehyung não responde de primeira. Ele ainda esta tentando digerir o fato de Jin estar em seu apartamento, de madrugada, no meio da semana, dizendo que esta entediado, e ainda reclamando de sua demora para abrir a porta. Inconveniência tem nome e sobrenome. 

— Que tal você voltar lá pra fora e eu só te deixar entrar novamente quando as rugas nascerem? 

Jin mal escuta a provocação de Kim Taehyung. Kim Seokjin já esta esparramado na poltrona da sala, com uma cerveja na mão e mudando os canais da televisão incessantemente. 

Quando foi que ele pegou essa cerveja?

Taehyung suspira e esfrega seu rosto mais uma vez enquanto senta no sofá, finalmente, atraindo a atenção do mais velho. 

— Por que você ta molhado? - Seokjin pergunta e faz uma careta. - Não me diga que você estava se-

— Eu estava dormindo. - Kim Taehyung o interrompe. - Derrubei água quando acordei com você espancando a porta. 

— Aish, que preguiça da sua história. - Jin debocha. - Seria mais legal se você estivesse mesmo se-

— Ta. - Taehyung o interrompe mais uma vez. - O que você veio fazer aqui? - Ele pergunta e Kim Seokjin revira os olhos, bufando. - Veio bufar? 

Jin ri e desliga a televisão, levantando da poltrona e se sentando ao lado de Taehyung, no sofá. 

— Eu tô entediado. 

— São três horas da manhã de uma quarta-feira, hyung. - Kim Taehyung responde. 

— Não existe hora nem momento certo para o tédio resolver aparecer. - o mais velho diz enfaticamente. - O Jiminnie está trancado no quarto, o Kookie sumiu, o Suga está transando com o Sehun… E eu tô sem nada pra fazer. 

Taehyung não esta exatamente interessado em saber o que Suga esta fazendo. Ainda mais quando a “atividade” em questão, o envolve pelado com outra pessoa. Tudo bem que Kim Taehyung esta decidido a seguir em frente, mas isso não significa que ele já esta pronto para ouvir esse tipo de comentário. Mesmo incomodado, o rapaz não fala nada, pois sabe que Jin dirá para ele parar de ser mulherzinha.

É, agora que Taehyung realmente tomou a decisão de esquecer Suga, Jin parou de incentivá-lo a fazer o contrário. Seokjin sabe que a decisão é só de Kim Taehyung, e suas opiniões não são necessárias. Além do mais, Kim Seokjin detesta ser obrigado a fazer algo ou ser pressionado, por isso, não acha justo tentar se impor perante essa situação. 

— Então veio conversar com a sua última opção: Eu. - Taehyung conclui e Seokjin da risada.

— Na verdade, vim conversar com o Namjoon. 

— Ah, eu sei o tipo de “conversa” que vocês têm.  - Ele faz aspas com os dedos. - Já escutei várias. 

— Gostou de alguma em especial? - Jin ri e Taehyung coça o queixo, fingindo se lembrar de algo. 

— Acho que a da semana passada é minha favorita por enquanto. 

— Se isso foi verdade, você é nojento. 

Os dois ficam rindo por uns cinco minutos até Jin se lembrar do real motivo que lhe trouxe a casa deles. E ele não pretende ficar rindo com Taehyung. Seokjin para de rir aos poucos e da um último gole em sua cerveja. 

— Então, onde o Namjoon está? - Jin pergunta com um sorrisinho de canto, mas sabe pela careta do amigo que a resposta não será boa. 

— Ele está mais ou menos acompanhado. 

— Como uma pessoa pode estar mais ou menos acompanhada, Taehyung? - Jin já esta irritado, isso é óbvio. 

— Ok, então ele está completamente acompanhado. - Kim Taehyung responde, dando de ombros. Ele não quer ter que dar essa notícia à Jin, mas ele perguntou e mentir com certeza causaria um estrago maior. 

— Hm. - o mais velho murmura. - As parede desse apartamento devem ser bem grossas porque eu não consigo ouvir nenhum barulho. - Jin cruza os braços em frente ao peito e arqueia uma de suas sobrancelhas em sinal de negação.

— Você acha que eu tô mentindo, não é? - Taehyung ri. - Se quiser, vá lá no quarto conferir… Não recomendo, mas… - Kim Taehyung da de ombros e percebe a dúvida estampada no rosto de Jin se transformar em decepção. - E sim, as paredes são grossas. - Ele ri para tentar descontrair, mas não adianta. - Se te serve de consolo, eu nunca ouvi vocês transando, tá? - Jin esboça um sorriso de lado, sem mostrar os dentes. - Só uma vez. Mas juro que não foi proposital e que não fiquei escutando. - O sorriso do mais velho aumenta e ele até deixa escapar uma risada, fazendo o próprio Taehyung sorrir quadrado. - Agora, já que você me acordou no meio da noite, vamos à praia. 

O mais novo se levanta do sofá e estende às mãos em direção a Jin, que as aceita e com um puxão, também fica de pé. Kim Taehyung abraça Kim Seokjin pelos ombros enquanto eles andam até a porta.

— Não precisa me abraçar por pena. - Seokjin diz sorrindo e coloca um de seus braços em volta da cintura de Kim Taehyung. 

— É você quem está me abraçando. — Taehyung rebate e eles riem. Jin já até pode sentir o ciúmes se desvanecer de seu ser quando a porta do quarto de Namjoon se abre e ele adentra a sala com uma garota chorando em seus braços. Detalhe: O loiro esta só de cueca e a garota veste uma camiseta que com toda certeza pertence à ele. 

— Taehyung! A gente precisa ir para o hospital! - Kim Namjoon grita e só depois de uns cinco segundos ele percebe que o melhor amigo não esta sozinho. Sua surpresa é tanta que ele quase deixa a garota que esta em seus braços cair. - Jin?

— Mas que merda você fez? Matou a menina? - Taehyung pergunta tentando parecer sério e pega a garota do colo de Kim Namjoon, a colocando em cima do sofá.

— Se ela estivesse morta, não estaria chorando. - Seokjin fala e se aproxima da desconhecida. - O que aconteceu? 

— A camisinha ficou presa… dentro de mim. 

A moça mal consegue parar de chorar, mas ao ouvir a resposta dela, Taehyung e Jin se entreolham e caem na gargalhada. 

— Mas isso não dói. - Kim Seokjin diz, ainda rindo. - Pare de chorar! - Ele volta sua atenção para Namjoon. - Só me diz que você não ejaculou dentro dela. 

— Não. - Kim Namjoon responde e involuntariamente olha para baixo, fazendo Jin acompanhar seu olhar e ver que ele ainda esta excitado. Kim Seokjin volta a rir e o loiro revira os olhos e da um sorriso de canto. 

— Você sabe como tirá-la de mim? - A garota desconhecida pergunta para Jin choramingando e dessa vez quem revira os olhos é Kim Seokjin. 

— Você acha que eu vou fazer o que? Enfiar a mão ai e puxar? - Jin faz uma cara de nojo. 

— Eu posso fazer isso. - Taehyung diz, dando de ombros e recebendo um tapa na cabeça de Seokjin. - Só estou tentando ajudar. 

— Ajude ficando quieto. - Namjoon responde. - Jin, o que a gente tem que fazer? 

— Ir ao hospital. - Kim Seokjin responde sem pestanejar. - Mas pode ir se aliviar primeiro, dá tempo. Nunca vi ninguém morrer porque tinha uma camisinha enterrada na vagina. 

— É, mas não significa que você possa ter a mesma sorte. - Kim Taehyung diz encarando a menina e a fazendo voltar a chorar. - Por isso, acho que você deveria aceitar minha ajuda e-

— Taehyung, cala a boca. - Namjoon diz e vai para o banheiro, deixando o melhor amigo e Jin rindo da situação.

 

 

— Então você só me procura quando seu namorado te ignora. Beleza.

Xiumin esta sentando ao lado de Jungkookie em uma das mesas do Jhonny’s Bar. 

— Para de ser mulherzinha. 

— Mulherzinha ta sendo você, que tá aqui, choramingando porque brigou com o namorado. 

Jungkookie não ri, mas ele acha engraçado. Aliás, a única coisa que ele está conseguindo fazer desde sua briga na frente de toda a faculdade com Jimin, é beber. Assim que ele virou as costas para o ruivo, Jeon Jungkookie mandou uma mensagem para Xiumin dizendo para encontrá-lo no Jhonny’s Bar. 

— Eu não ta choramingando. - O moreno finalmente, responde. - Homens não choramingam, a gente bebe. 

— No seu caso, você bebe e choraminga. - Xiumin responde e da mais um gole em seu chopp. - Cara, eu te disse o que aconteceu comigo no ônibus hoje?

— Não. 

— É claro que não contei. Você não deixou eu falar nada sobre a minha vida porque estava choramingando. - Xiumin rebate e Jungkook sorri, terminando seu quinto copo de chopp. 

— E bebendo. - O moreno completa. 

— Uma garota sentou em cima da minha mão hoje. - Xiumin diz animado, mas Jungkook continua o encarando com a mesma cara de tédio. 

— Legal. 

— É muito legal quando essas coisas acontecem, cara! Como se ela fosse sentar na minha mão sem querer. Fala sério, ela tava querendo puxar conversa porque gostou do que viu. - Xiumin ri exasperadamente e Jungkook até solta uma breve risadinha. 

— Sua vida de solteiro me dá inveja. Sério. - O moreno ironiza. 

— Disponha. - Xiumin responde com um sorriso no rosto. 

— E seu cabelo? Quando vai voltar ao normal? 

— Só quando eu voltar pro Brasil. 

— Ah, entendi. - Jungkook não entendeu, mas esta com preguiça de saber o motivo de Xiumin só voltar a ficar loiro quando voltar pra casa. - E a Bia? 

— Pra você é Beatriz. 

— Tanto faz. 

— Por que você ta perguntando dela, Jungkook? - Xiumin resmunga. - Eu tava feliz contando a história da garota que apalpou a minha mão com a bunda. 

Dessa vez, Jungkook da risada. Kim Minseok não o acompanha, porque agora, é ele quem esta com a cara emburrada e pronto para começar a choramingar. 

— Eu sou egoísta, queria alguém que estivesse pior do que eu. - O moreno responde.

— Aigo, valeu. - O carinha de cabelo azul faz um jóia e pede mais dois chopps. - E por que eu estou pior do que você? 

— Porque eu namoro. 

— Mas vocês brigaram.

— É, eu sei. Mas no fim vai ficar tudo bem de novo.

— Comigo e com a Bia as brigas sempre eram pra foder com tudo. Sempre.

— Comigo e com o Jimin também era assim… Até a gente começar a namorar e eu sempre dar o braço a torcer.

— Não consigo fazer isso. - Minseok responde. - Sabe… deixar acharem que estão certos quando, na verdade, eles não passam de loucos psicóticos que pensam ser capazes de mudar caras como nós. - Kook solta uma risada. - Porque, fala sério, você não mudou. Aposto que você ainda deve achar a bunda daquele ruiva incrível. - Xiumin aponta para um garota que esta perto deles.

— Acho. Eu não sou cego também, né.

— É o que todos dizem. - Kim Minseok ri. - Se ela te desse mole, eu duvido que você não iria atrás dela babando. 

— Não iria. - Kook responde, sem pensar e arqueia as sobrancelhas. - Uau. Eu não iria mesmo. To surpreso. - Ele ri e Xiumin o encara com uma expressão que transmiti um grande ponto de interrogação. - To surpreso ao descobrir que eu não tenho vontade de ficar com outra pessoa além do Jiminnie, entendeu? 

— Ah, ta. Pensei que você já sabia… - O carinha de cabelo azul da de ombros. 

— Você sabia que queria ficar só com a Bia? 

— Beatriz. - Kim Minseok diz e Kook ri do modo como o amigo fala. - Eu achava que sim. Hoje em dia, eu vejo que sim, que só ela já seria o suficiente, mas…

— Mas você foi babaca. - O moreno completa e Xiumin ri, sem humor. - Eu não quero mais ser um babaca com o Jiminnie. Já foi o bastante quando a gente era só amigo e ele resolvia me ignorar… Era horrível. E eu sabia que ele tava puto e triste e que a culpa era minha. E é por isso que daqui uns cinco minutos eu vou bater na porta do apartamento dele e me desculpar. 

Kook termina de falar e respira fundo. Dessa vez (só dessas vez), ele sabe que esta errado. Sabe que não tem motivo pra ele ter ciúmes de Kim Jongin, mas é seu primeiro relacionamento longo com alguma coisa sem ser seu ego. Ele tem o direito de errar. Pelo menos é o que ele espera que Jimin entenda… 

— Aigo, você ta virando homem. - Xiumin da um tapa abafado nas costas de Jeon Jungkook, rindo. - Talvez eu devesse tentar isso ai quando voltar pro Brasil…

— É. 

— Mas só talvez. - Xiumin logo volta a si. - Eu gosto de ser solteiro. Gosto de poder ficar com qualquer garota, sabe?  

— Então, você nunca gostou dessa Beatriz como diz que realmente gosta. - Kook rebate e se levanta. - Agora eu vou lá consertar as coisas com o meu ChimChim.

Jeon Jungkook sai do bar animado com a ideia de se reconciliar com Jimin. Ele mal percebe que deixou o amigo de cabelo azul com uma grande dúvida na cabeça. Xiumin pede mais um chopp e massageia as têmporas. É, talvez ele não saiba gostar de ninguém além dele mesmo.

 

 

Faz uma hora e vinte e dois minutos que Hobie esta na sala de espera sem nenhuma notícia de Jennie ou do bebê. Durante todo esse tempo ele ficou andando de um lado para o outro incessantemente. Hobie alterna entre roer as unhas e tomar café. A cada gole ele deseja que sua bebida se transforme em whisky ou em qualquer coisa que queime sua garganta e o faça pensar na própria dor. Agora ele já não tem mais unhas para roer, Hobie começa a mordiscar a pele em volta dos dedos. Ainda bem que a máquina de café não tem um limite…

Hobie já perdeu as contas de quantas vezes encarou o número de celular de Kai em seu aparelho. Ele quer ligar e pedir ajuda, mas sempre desisti. Não que seu irmão tenha o poder de fazer tudo voltar ao normal, mas não será ruim ter alguém em quem se apoiar neste momento. 

Apesar de estar nervoso e com o nó na garganta que insisti em não ir embora, Jung Hoseok ainda acredita que tudo não vai passar de um susto. Sua razão ainda tenta consolar o sentimento de perda que o habita, mas ele já sabe o que aconteceu. Ainda assim, Hobie precisa se iludir com pensamentos bons. Seu corpo inteiro doí e ele ainda pode sentir a agonia de Jennie em seus ossos. O rapaz nunca se sentira tão impotente como agora. Ele não pode fazer nada. Hobie prometeu a baixista que nada de ruim aconteceria com ela ou com seu filho, mas cá esta ele, numa sala de espera, só… esperando. 

Hobie é incapaz de garantir qualquer coisa nesse instante. Ele mal sabe se esta acordado. Na verdade, o rapaz espera que tudo não passe de um pesadelo idiota, e que ele irá abrir os olhos e encontrar cabelos castanhos em cima de seu rosto; ele sorriria e beijaria Jennie, que com certeza o beijaria de volta. 

— Acompanhante de Kim Jennie?

Hobie levanta imediatamente e diz “sou eu”, mas sua voz não sai. O médio o encara e esboça um sorriso amigável, mas que não pode significar uma boa notícia. Hobie engole em seco e se aproxima do homem de jaleco branco. 

— Ela está bem? - Ele diz, um pouco arrastado. 

— Está se recuperando. - O médico responde e Hobie se sente aliviado por dois segundos.

— E o meu filho? O bebê? -  O sorriso amigável que o homem de jaleco havia esboçado anteriormente se desvanece. Hobie sente seu coração se encolher e ficar menor do que uma ervilha. O nó em sua garganta parece ficar ainda maior e dessa, vez, ele não consegue segurar o choro. 

— Eu sinto muito. - O médico diz e coloca uma das mãos no ombro do rapaz. - Ela está acordando e ainda não sabe exatamente o que aconteceu. - Hobie mal consegue enxergá-lo, aliás, parece que ele irá cair a qualquer momento. - Achei melhor contar para o pai primeiro para você tentar dar um certo apoio à ela. 

Hobie não responde. Só fica chorando como uma criança e chorando alto. O rapaz funga e passa as mãos pelo rosto, secando as lágrimas. Ele respira fundo e tenta se recompor momentaneamente, mesmo sendo quase que impossível, ele pelo menos tem que tentar parecer bem. 

— Qual o quarto dela? - Hobie, finalmente pergunta. 

— O terceiro a esquerda. - O médico responde. - Eu sinto muito, rapaz. 

Hobie assente e vai andando pelo corredor do hospital até encontrar um banheiro. Ele não pode encarar Jennie nesse estado. Hobie se olha no espelho e percebe que seus olhos estão começando a ficar vermelhos por conta do choro exagerado. Ele lava o rosto como se água fosse capaz de apagar tudo isso que ele havia acabado de escutar. Se olha no espelho mais uma vez e treina um falso sorriso. 

O rapaz bufa com sua tentativa idiota e sai do banheiro. Ele acha o quarto da morena e a fica olhando pelo vidro. Ela está acordada, com os olhos arregalados e com as mãos pousadas na barriga. Hobie sente uma pontada em seu corpo, e respira fundo ao dar dois toques na porta antes de entrar.

— Hoseok. - A baixista esboça um pequeno sorriso e suspira. - Me abraça. 

O rapaz atravessa o quarto praticamente correndo. Ele se joga na cama da namorada e a envolve em um abraço tão apertado que ela até sente uma leve dor nas costelas. Hobie não diminui a força de seu aperto e Jennie não reclama em nenhum momento.

— Hobie… - A baixista sussurra no ouvido de Jung Hoseok. - Eu não to sentindo mais nada… Ele não está mais aqui… Sabe? - Ela funga e algumas lágrimas começam a molhar a camiseta do namorado. - Ele não tá mais aqui. 

Hobie sente cada parte de seu corpo fraquejar. Ele finalmente afrouxa seu aperto, mas não porque quer e sim porque simplesmente não tem forças. Ele não tem forças para suportar as próprias dores, imagine as dela. 

— Eu te amo. - Hobie diz e Jennie começa a soluçar. 

— Eu também te amo. - A morena responde e de repente se afasta do abraço. Encarando Hoseok seriamente e limpando as lágrimas. - Mas eu não consigo fazer isso agora. 

— Isso o que? - Hobie pergunta de imediato. 

— Nós… Eu não consigo. - A morena diz, respirando fundo. - Acho que você devia ir… - Ela desvia o olhar e encara as próprias mãos. Hobie franze as sobrancelhas e solta uma pesada lufada de ar. 

— Ir pra onde? 

— Pra longe de mim. - Jennie responde, sem olhar para ele e Hobie levanta da cama num salto, e ri debochadamente. 

— Você não ta falando sério. - Ele fala e volta a se aproximar da garota, levantando o rosto dela e a fazendo olhar em seus olhos. - Você acabou de dizer que me ama. 

— Pois é… Pudera eu, escolher o que sentir.. - A morena diz com um breve sorriso.

— Mas que porra você tá falando? - Hoseok quer gritar, mas sua voz ainda esta danificada. Jennie volta a chorar e Hoseok se levanta da cama, vermelho de raiva. 

— Eu só… Não consigo… - A morena encara as próprias mãos de novo. Ela soluça a cada palavra e isso é como um soco no estômago do rapaz. 

— Jennie, eu…

— Você não entende! Eu estou no meio de uma guerra. Mas não é qualquer tipo de guerra. É uma guerra interna, e isso me destrói porque eu estou sozinha em uma guerra que eu própria criei. - A baixista branda e Hoseok fica atônito com a expressão da garota. Os cabelos castanhos parecem expressar todo o ressentimento que ela esta sentindo. Os olhos exalam raiva, mas sua voz demonstra toda a dor que sente. - Eu não estou bem! Não estou! E eu nunca vou superar a perca desse bebê, porque aquele mês que você me deixou sozinha eu só tinha ele! Só ele e mais ninguém! Repito: Não estou bem. Preciso ficar sozinha e sem você. - Ela soluça mais um pouco e toma fôlego para continuar a falar. - Eu perdi um filho! Eu nem tive nem a chance de ver o rosto dele! Não tive tempo de ver a pessoa que estava aqui dentro de mim! 

— Jennie...

— Não! - Ela grita novamente. - Não fala mais nada, Hoseok! Só vai embora! Eu preciso ficar sozinha! - O rapaz não move um músculo. Ele continua parado, encarando a garota que agora abraça o travesseiro como se fosse capaz de sufocá-lo. - Eu não quero mais ver você. - As palavras da baixista fazem os joelhos de Hoseok fraquejar e suas mãos pinicarem. Ele pôde sentir o nó em sua garganta voltando e precisou se apoiar em algo para não cair. - Não consigo olhar pra você porque você me lembra tudo o que eu perdi.

A visão de Hoseok falha e ele pisca várias vezes até conseguir focar na imagem de Jennie novamente. Ela agora falou tudo no singular. Nada de “nós perdemos um filho” ou “tudo que nós perdemos”. Ela se sente sozinha e não quer parar de se sentir sozinha. Não quer ninguém para recolher seus cacos e ela sabe que a única pessoa capaz de fazer isso sera ele. Mas olhar para ele é como sentir cada fibra de seu corpo queimar. Jennie aprendeu a amar Hoseok, mas ela não consegue ficar se torturando. Ela fez uma escolha e espera que ele a respeite. 

— Não se preocupe, talvez perder equilíbrio por amor, te derrube nos braços da pessoa certa. Porque a pessoa certa pra você com certeza não sou eu, nós começamos errado e terminamos errado - A morena sussurra e Hoseok não diz nada. 

O rapaz respira fundo e vira as costas para a baixista, a deixando chorar incessantemente. Ele sai do quarto e marcha pelos corredores do hospital como se procurar qualquer coisa que ele possa espancar. Hoseok sente a raiva consumir suas veias e a tristeza e a decepção se instalando cada vez mais dentro dele. É uma sensação estranha e que ele mal consegue explicar. Ele só precisa de uma bebida… Talvez de um bom terapeuta ou quem sabe uma boa distração. 

Assim que ele coloca seus pés na rua, Hoseok limpa o rosto e enche seus pulmões de ar mais uma vez. Foda-se, ele só precisa beber pra esquecer. Antes que ele dar seu primeiro passo em direção ao bar mais próximo, uma voz o chama.

— Hoseok? - é Tae. Tae acompanhado de Jin e Namjoon, que carrega uma outra garota no colo. - O que você tá fazendo aqui? 

Jung Hoseok sorri e se aproxima dos amigos, fingindo cambalear. 

— Sei lá. - Ele responde de forma enrolada e Tae ri, mas Namjoon o encara com as sobrancelhas arqueadas.

— Você tá bem, cara? - Kim Namjoon pergunta. 

— Ele só ta bêbado. - Quem responde é Jin. - Talvez eu devesse ter procurado ele, e não você. - Ele encara Namjoon. - Obviamente ele esta se divertindo bem mais do que nós. 

“Você não sabe o quanto”, Hoseok pensa, mas se resumi a gargalhar. Ele aprendeu a se fingir de bêbado quando tinha 14 anos e queria fugir das conversas nerds do irmão. 

— Fale por você. - Namjoon responde para Jin. - Eu estava me divertindo bastante. 

— Não comecem. - Tae fala, rindo. - Vocês estão esquecendo do motivo que viemos aqui. 

— Ah, é. - Kim Seokjin revira os olhos. - Querida, você tem uma camisinha na vagina, não ficou aleijada, dá pra você andar. - Jin diz para a garota no colo de Namjoon, que o repreende com o olhar e ruma para dentro do hospital. - Que vaca. 

Seokjin bufa e Taehyung ri, dando dois tapinhas no ombro de Kim Seokjin e quando se vira para falar com Hoseok, ele já não esta mais lá. 

— Mas ué. - Kim Taehyung vasculha mais um pouco ao redor e não vê o amigo. - Ele estava aqui agorinha. 

— Deve ter ido embora enquanto o Namjoon bancava o babaca. - Jin da de ombros. - Agora vem. - o mais velho pega Taehyung pela mão e começa a puxá-lo para dentro do hospital. - Se o Namjoon pensa que assim que tirarem a camisinha de dentro da periquita daquela garota ele vai voltar para casa e transar, ele está muito enganado! 


Notas Finais


NÃO ME MATEM GENTE
BEIJOS, AMO VCS


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