História RWBY: Resonance - Capítulo 43


Escrita por: ~

Postado
Categorias RWBY
Tags Ação, Arkos, Aventura, Bumblebee, Crosshares, Hentai, Lemon, Orange, Renora, Resonance, Romance, Sea Monkeys, White Rose, Yaoi, Yuri
Visualizações 62
Palavras 3.239
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Fantasia, Ficção, Hentai, Lemon, Luta, Orange, Romance e Novela, Saga, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Sejam bem vindos a mais um capítulo de Resonance, depois de um bom tempo! Novamente meu trabalho atrasando minha escrita, mas nada que prejudique a obra como um todo!
No capítulo de hoje, os Times JNPR e CFVY finalmente chegam as minas da SDC em Diamond Ridge, mas tal missão estará longe de ser um passeio no parque. Eles descobrirão da pior maneira que o conglomerado dos Schnee não é um grupo amigável por assim dizer.
Sem mais delongas, boa leitura!

Capítulo 43 - Fronteiras Hostis


O clima ameno e agradável do reino de Vale começa aos poucos a ficar para trás, e no lugar, um ar gélido toma conta do ambiente. O frio cortante começava a incomodar a pele dos jovens membros do Times JNPR e CFVY, enquanto era um claro indício do ambiente árduo que eram as montanhas de Diamond Ridge. A aeronave que até então voava por grande parte da viagem acima da grande camada de nuvens tempestuosas que eram tão comuns do norte de Sanus, começa a fazer uma rota de menor altitude, revelando a todos aonde de fato eles estavam. 

O clima temperado de Vale não era nada comparado com aquela vasta tundra, fazendo a vastidão de Sanus ser contemplada por habitar climas tão distintos. Em meio a grandes florestas de pinheiros, pequenos vilarejos podiam ser avistados, para a surpresa de Coco, no qual não evitou de se indagar sobre aquilo. 

— Eu realmente não entendo... Porque há tanta gente por aí considerando viver em um lugar tão remoto como este? Isso me soa como uma ideia insensata, visto a constante ameaça dos grimms que eles estão a mercê! 

— Isso realmente te parece insensato para você, mas como outros costumam dizer: nem todos conseguem se adaptar a rotina tumultuada de uma grande cidade. — Ren responde a alegação da jovem Adel com um tom melancólico em sua voz. — Meu vilarejo natal era como estas.

Coco percebe que mesmo sem querer, aparentemente ela havia dito algo que despertou uma lembrança ruim em Ren, e por conta disto decide encerrar o assunto por ali. A viagem prosseguiria por mais meia hora, quando o professor Port saia da cabine de comando para comunicar sobre o desfecho daquela viagem a seus alunos.

— Meus jovens, preparem-se para recolher suas bagagens. Estamos prestes a chegar em nosso destino.

Ao ouvirem aquilo, todo o grupo direciona seus olhares para a janela, aonde eles puderam ver algo espantoso: aos pés de uma enorme ravina coberta pela neve, um gigantesco polo industrial estava instalado ao longo de toda a fenda entre as rochas. Altas e vastas chaminés serviam de escape para esporádicas labaredas de chamas que saíam em meio às nuvens densas e pretas produzidas pelas instalações abaixo. Cavernas escavadas podiam ser vistas ao longo das paredes de rochas, de onde saíam trens de pequeno porte despejavam o que aparentava ser toneladas de minérios contendo fragmentos translúcidos de dust de inúmeras cores em vastas esteiras, e destas, o dust bruto caía em volumosos toneis com o emblema da família Schnee pintada em suas laterais, contendo o que parecia ser uma substância química azulada. E destes toneis, um labirinto de canos se conectava, transportando aquela mistura volátil para vários setores daquele polo.

Estava mais do que claro: aquele lugar não era apenas uma mera mina, mas sim um gigantesco centro de mineração, processamento e refinamento de dust. De pepitas brutas advindas do veio da terra, aquele dust se transformava nos cristais lapidados e na areia cintilante que era vendida nas lojas sob a estampa do glifo dos Schnee... Por mais injustas e sujas sejam os negócios da família, era inegável os quão avançados a SDC era quando se tratava de tecnologia e recursos.

— Wow... Não é à toa que todo mundo fala que os Schnee são podres de ricos. Olha só o tamanho desse lugar! É maior que um vilarejo! — Jaune diz espantado.

— É... Mas não sei se essa ostentação de poder é algo digno de se admirar. Este lugar parece morto...

As palavras de Yatsuhashi chamam a atenção de seus parceiros, fazendo eles olharem aquele lugar sob uma nova ótica. O tom de desgosto do rapaz estava claramente justificável ao finalmente contemplarem os impactos que uma instalação daquelas estava causando. Além do ar denso e sufocante da fuligem que tomava conta do local, quase nada de vivo conseguia se manter ali nas proximidades da ravina. As árvores mortas e os rios escuros denotavam a poluição e toxicidade que aquele ambiente continha, revelando a total negligencia que os Schnee tinham quando se tratava dos impactos que sua sede desenfreada por dust causava.

— Tá... Retiro completamente a ênfase que tinha dado em minhas palavras... — O jovem Arc concluía decepcionado.

Neste momento, o grupo sente a aeronave diminuir sua velocidade por completo. Os flashes intermitentes das luzes no solo abaixo deles revelavam a área de pouso no qual estavam sobrevoando. À espera do grupo, um pequeno pelotão de seguranças particulares estava a seu aguardo, junto de alguém que aparentava ser uma mulher. A neve subia como seu fosse uma cortina de gelo graças ao empuxo do ar repelido pelas poderosas turbinas da aeronave.

Terminado o procedimento de pouso, as portas da aeronave se abrem, dando passagem para Port e os Times JNPR e CVFY, estes que haviam terminado de vestir grossos e aveludados casacos, para que pudessem se proteger do frio cortante, e foi neste momento no qual a mulher que estava junto com o pelotão se aproximou.

— Presumo que sejam os estudantes da Beacon no qual contratamos. Sejam bem-vindos a minas de Diamond Ridge.

Aquela mulher dizia tais palavras num tom sério e imponente. Ela era alta, e possuía uma silhueta esbelta por debaixo de seus aparentemente caros casacos de grife brancos. Sua pele alva e olhos azuis constratava com seus cabelos castanhos no qual estava devidamente preso, e acima de tudo, ela emanava um ar de que ela era uma pessoa nada amistosa.

— Precisamente. Estamos aqui atendendo seu pedido de ajuda. Parece que há grimms causando problemas. — O professor prontamente responde.

— Muito bem. Eu sou Christine Knowles, gerente responsável por estas instalações da SDC, e serei a responsável por lhes instruir sobre o trabalho que vocês irão ter que fazer. Mas vocês hão de concordar de que um lugar inóspito em meio a uma tempestade de neve não é o lugar mais propício para conversar sobre negócios. Entrem, por favor.

A senhorita Christine se vira e caminha rumo a um grande prédio aonde aparentava ser a central administrativa da mina, orientando o grupo da Beacon a segui-la. Já dentro das instalações, o professor e os alunos foram guiados até uma sala de reuniões, aonde a gerente das minas iria dar maiores detalhes sobre a missão. Após as atendentes servirem um copo de café quente para cada uma das pessoas presentes, Christine inicia seu discurso.

— Certo, já que finalmente estamos aqui, vamos aos negócios. Nós solicitamos os serviços da Beacon pois estamos passando por um certo... contratempo. Estamos sofrendo ataques frequentes de grimms, a ponto de prejudicar nossos negócios. No entanto, tenho que ressaltar que tais ataques são no mínimo... anormais.

— Anormais? Diga-nos mais sobre isso senhorita Christine. — Port questiona seu contratante, intrigado.

— Ouvi relatos de meus funcionários de que estes grimms não são do tipo que costumamos ver por aí. Eram Beowolfs, Boarbatusks e até mesmos eventuais Ursas, mas no entanto, é dito que eles possuem um comportamento peculiar e mais organizados, sem falar que estes grimms pareciam possuírem um estranho brilho esverdeado.

— Um brilho esverdeado? Então o diretor tinha razão. Provavelmente são os mesmos grimms que vimos naquele dia.  — Jaune não consegue esconder sua surpresa e cochicha para Pyrrha, comentando aquele fato.

— Huh? Senhor Jaune Arc presumo, né? Percebo que você está visivelmente interessado sobre isso. Há algo que deseja nos compartilhar? — Christine diz rispidamente, deixando o jovem Arc desconcertado.

— Ah, bem.. Na verdade realmente há algo que...

— Queira me desculpar pelos modos, senhorita Knowles. É que nos chamou a atenção sobre a descrição deste grimm. Tivemos relatos que estas mesmas criaturas estavam atacando a Beacon meses atrás.

— Oh, sério? Então a alta cúpula da SDC fez bem em ter chamado vocês da Beacon para investigar este caso, visto que vocês têm a experiencia necessária sobre essas criaturas aberrantes. No entanto... — Christine faz uma pausa breve. — Creio que tenha mais uma coisa a ser dita sobre este caso. Toda vez que presenciamos um ataque destes, não é somente nossas instalações que acabam sendo danificadas. Percebemos que nosso dust e equipamentos estão sendo roubados.

— Roubados? Tem certeza? Grimms são criaturas irracionais; eles não roubam coisas. — Velvet diz espantada.

— É, sabemos disso, mas nossos ativos estão sendo roubados. Pode ser muito bem alguém que esteja se aproveitando deste caos para nos prejudicar. O que queremos é respostas, e vocês que irão trazê-las para gente. Entendeu bem, “coelhinha”?

Aquele termo dito por Christine claramente estava carregado de desdém. A natureza hostil que a SDC possuía contra os faunos estava se evidenciando ali, deixando Velvet visivelmente hostilizada, enquanto que seus parceiros da Beacon olharam com certo desprezo para a chefe das minas. Mas como eles estavam ali apenas profissionalmente, não seria sensato protestar sobre aquilo naquele momento.

— Certo, senhorita Christine... É possível que tenha alguém se aproveitando destes ataques de grimms para furtar seus bens. — A jovem Nikos responde para gerente, mas deixando transparecer um pouco de hostilidade em sua voz. — Seja como for, nosso trabalho será em acabar com isso de uma vez por todas.

— Hum... É o que eu realmente queria ouvir. — Neste momento a senhorita Knowles, retira seu scroll de seu casaco. — Agora que vocês têm uma visão preliminar da situação, lhes passarei todos os detalhes sobre nossas instalações e os principais pontos aonde estão ocorrendo os ataques. Necessito que prestem muita atenção nisso.

Um holograma é ativado daquele scroll, exibindo plantas e mais plantas das minas da SDC, contendo inúmeras informações, fotos e datas dos ataques ocorridos, assim como trechos em vídeo no qual as câmeras de segurança captaram, evidenciando aqueles grimms esverdeados destruindo os maquinários automatizados de mineração. Mas o mais estrando sobre aquilo era que havia vários momentos aonde as gravações eram interrompidas abruptamente, retornando logo em seguida após vários segundos de estática. Estava evidente que tal interferência estava sendo proposital e causada por aqueles que estavam efetuando os roubos.

Em seguida, Christine e outros chefes de segurança orientaram os estudantes sobre os procedimentos de segurança que eles teriam que executar durante sua patrulha em busca dos grimms, assim como a localização de suplementos de dust para suas armas quando fosse necessário, e por fim ela os entregou uma cópia daquela documentação para que pudessem estudar sobre a situação com mais atenção.

Após as últimas instruções serem dadas, o grupo da Beacon acaba sendo dispensado a reunião que havia durado mais de uma hora, sendo orientados a seus dormitórios aonde descansariam depois daquela longa viagem.

— Bem, acredito que isso é tudo por hora. Meus alunos, recomendo que a partir de agora vocês procurem ter uma boa noite de descanso e...

No entanto, as palavras do professor Port foram interrompidas pelo som seco gerado por um soco dado na parede por Pyrrha, no qual possuía uma expressão furiosa em sua cara.

— ... Perdão pelo comportamento rude professor, mas... Eu odiei aquela vadia. Como ela ousa falar de forma tão desrespeitosa com um estudante da Beacon?

— Sabe... Você acabou de tirar as palavras da minha boca. Como ela ousa? — Coco igualmente esbraveja.

— Como isso pode ser possível? É como a Weiss mesmo disse: a SDC é bem hostil com faunos, mas não imaginava que seria tão sério assim! — O jovem Arc diz indignado.

— Pelo visto a coisa aqui não são muitos amigáveis e eu não gosto disso. — Fox suspira tentando engolir a afronta. — Professor, por que a Beacon precisa engolir esse tipo de sapo sempre?

— Fox, você e todos s outros aqui presentes sabem muito bem que a filosofia da Beacon Academy. Como caçadores, não devemos deixar nenhuma pessoa em necessidade ou perigo. As normas da SDC não devem mudar nosso julgamento, a não ser quando houver uma clara injustiça.

— Mas o quê? Professor, isso não é uma clara injustiça? Está brincando com a gente? — Era vez de Nora expor sua indignação.

— Nora, eu entendo sua raiva, mas por favor, não tente contrariar o professor Port. — Ren tentava conter os ânimos de sua parceira, apesar dele também estar igualmente irritado por dentro.

— Eu sei muito bem das políticas daqui da SDC, porém, não estamos aqui para opinar. No entanto... — Uma expressão furiosa surge na face de Port. — Podem ter certeza que irei conversar com Ozpin, fazendo uma reclamação formal sobre isso. Ninguém, absolutamente ninguém deprecia meus alunos!

Os jovens se espantam com a reação do professor Port, que sempre era visto como uma pessoa sábia e gentil, apesar de suas extravagancias. Vê-lo visivelmente furioso ressaltava que a forma no qual haviam sido tratados simplesmente violava todos os limites no qual fomentavam os ideais da Beacon. Independentemente do que eles iriam enfrentar daqui para a frente naquela missão, certamente tal abuso chegaria aos ouvidos do diretor, este que já não estava muito feliz com suas relações com o grande conglomerado.

Após os ânimos esfriarem e o professor instruir as últimas orientações do dia, Port se separa do grupo, no qual ficaria num quarto a parte. Os estudantes por sua vez iriam se alojar em um dormitório originalmente destinado a funcionários e que estava devidamente reservado para eles durante o período da missão. Os Times JNPR e CFVY não demonstravam incomodo em ter que dividir aquele espaço. Apesar de serem dois grupos no qual pouco se conheciam, ambos aparentemente já estavam num nível de entrosamento aceitável.

Os jovens estavam organizando suas bagagens e fazendo a checagem rotineira em suas armas, enquanto Pyrrha estava sentada em seu leito, polindo sua Akoúo̱. A ruiva estava tão concentrada em sua tarefa, tentando esquecer a irritação que havia acabado de passar, que ela a princípio não percebeu a aproximação das jovens Adel e Scarlatina que pareciam querer trocar algumas palavras com Pyrrha.

— Uh... Nikos. Pyrrha Nikos, né? — Coco tenta puxar assunto, chamando a atenção da integrante do Time JNPR.

— Oh? Sim, eu? Deseja alguma coisa Coco? — A jovem Nikos responde um tanto confusa.

— Ah, sim, mas não é nada demais. Eu e Velvet apenas queríamos te agradecer.

— Huh? Agradecer? Mas agradecer por quê? — A ruiva questionava em meio a um breve riso.

— Sabe, por ter batido de frente com aquela esnobe da Christine. É que é raro alguém na Beacon assumir a briga quando se trata da Velvet aqui. — Coco apontava para a fauna com seu polegar, fazendo-a corar encabulada.

— Hahah, não foi nada. É que eu não consigo me conter quando alguém abusa de minha paciência. Sei muito bem o quanto os faunos sofrem. Afinal de contas, tenho uma amiga que também passa por isso. — Pyrrha comentava enquanto se focava no polimento de seu escudo.

— Ah! É a Blake não é? Ela sempre conta um monte de coisas sobre vocês do Time JNPR e sobre suas missões que ela e suas amigas do Time RWBY tem com vocês. — Velvet respondia empolgada.

— Sério mesmo? Nunca pensei que a Blake fosse de comentar seus feitos. — Nora, que estava por arrumar sua mala, diz surpresa.

— Bem, Velvet sempre fica empolgada quando fala da Blake e seus feitos. É impossível a gente desconhecer sobre seus feitos. — Yatsuhashi diz num tom zombeteiro, fazendo Velvet ficar ainda mais vermelha.

— Ah! Não é para tanto Yatsuhashi!

— Mas isso é inegável Velvet! — Fox se intromete na conversa. — Você sempre faz questão de mostrar o quanto admira a Blake.

— Bem, não podemos culpa-la. Não é à toa que ela fique empolgada quando se trata da Blake. — Jaune respondia enquanto afiava sua Crocea Mors. — É realmente incrível o quanto ela se esforça para trazer um bom nome aos faunos. É uma honra ter amigas como ela.

— É... Eu realmente queria bater um papo com elas um dia. — A jovem Adel comentava enquanto retirava os seus óculos escuros, revelando suas írises castanhas. — Elas de fato parecem ser caçadoras honradas.

— Pode ter certeza disso. Elas definitivamente as melhores pessoas que tive o prazer de conhecer. — O jovem Arc sorri.

— Bom, aqueles que que Blake considera melhores amigos, eu também considero. Espero que possamos nos dar bem nessa missão. — Velvet retribui o sorriso, neste momento, Ren surge, interrompendo a conversa.

— Certo gente, sei que teremos um bom tempo para nos conhecermos melhor. Mas acho que a gente deve ir dormir, pois amanhã será um longo dia.

— Oh, o Ren tem razão! Devemos descansar o máximo que pudermos hoje. — Pyrrha concorda com a alegação de seu parceiro.

— Beleza então. Eu vou me ajeitar e ir pra minha cama. Espero que os colchões daqui não sejam, duros como pedra... — A jovem Adel reclama.

E assim, o grupo faz seus últimos preparativos para aquela noite, que inicialmente estava prevista para ser uma noite de descanso profundo. Mal sabiam eles que eles estavam prestes a testemunhar o mais cruel dos fatos que aquele lugar acolhia...

 

.

.

.

 

— Sede...

O relógio digital já acusava cerca de duas da madrugada quando os olhos de Velvet se abrem, ainda pesados pelo sono. Sua boca estava seca, causando-lhe um incomodo incrível, fazendo-a ansiar por um gole de água. Ela se levanta e se dirige para uma mesinha próxima, aonde continha uma jarra, mas para seu incomodo, ela descobre que a mesma estava vazia. Sem escolha, Velvet pega a jarra após ela calçar um par de sandálias, saindo dos dormitórios em silêncio, em busca de alguma torneira aonde poderia encher o recipiente.

Não demoraria muito para a mesma encontra uma pia próximo a uma enfermaria e Velvet não hesitou em colocar o recipiente debaixo da torneira, abrindo-a logo em seguida. Enquanto ela esperava a jarra se encher, um som agoniante é ouvido pelos seus dois pares de ouvidos. Era um gemido baixo, mas carregado de sofrimento, que aparentava ser de alguém que aparentava estar muito doente, e tais gemidos estavam vindo justamente da enfermaria, cuja a porta estava entreaberta.

A jovem Scarlatina estava receosa, mas ao mesmo tempo curiosa para ver sobre o que se tratava. Temendo que algum paciente estava necessitando de cuidados médicos, a jovem de cabelos castanhos enfim decide entrar na enfermaria, procurando por aquele que estava em sofrimento.

— T-Tem alguém aí?

Velvet chama uma única vez, em busca daquele que pedia por ajuda, recebendo uma resposta quase inaudível em troca. Não demoraria muito para que ela percebesse que à sua esquerda, havia um fauno com uma longa cauda de raposa deitado em um leito, e quando ela se aproxima do sujeito, um olhar tenebroso se estampa em sua face.

Tal fauno estava pálido e com uma aparência decrépita. Feridas e manchas negras tomavam conta de seu corpo, enquanto que uma tosse angustiante tomava conta dele em meio a gemidos de dor. Velvet estava aflita. Ela nunca havia visto alguém em uma condição de saúde tão deplorável. Mas no entanto, aquilo seria o menor das surpresas. Quando ela se dá conta, outras vozes aflitas chegam a seus ouvidos, e ao virar seu rosto para o fundo da enfermaria, seu olhar se arregala, horrorizada em ver que haviam mais nove indivíduos, entre faunos e humanos, homens e mulheres, ali contidos, todos igualmente debilitados e na mesma condição do fauno que ela havia acabado de encontrar.

— P-Pelos deuses... O que diabos está acontecendo aqui?...


Notas Finais


Como se já não bastasse o problema dos grimms anormais, um novo problema surge! Algo sinistro está acontecendo nestas minas, tudo escondido aos olhos do mundo graças à influência da Schnee Dust Company. O grupo da Beacon irá descobrir que a influência da empresa e o seu total descaso eram de fato muito maiores do que se imaginava! Que intrigas surgirão daqui para frente? Essa e outras perguntas hão de ser respondidas ao longo deste arco! Então fiquem atentos, pos nos veremos no próximo capítulo de Resonance!

See ya!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...